«Quem é Satanás, Lúcifer o Estrangeiro? É um anjo, ou seja, a mente eterna celestial. É a primeira e suprema criação de Deus, que se revoltou contra Deus. Esta é a origem de toda a rejeição a Deus, do materialismo, do ateísmo, de toda a noção que, sem Deus, é possível construir um mundo melhor. Vemos esse princípio no humanismo, no desenvolvimento da ciência moderna e na doutrina social do progresso. Satanás não é apenas destruição e entropia, mas uma vontade consciente de destruir. É a rebelião, a destruição da unidade em nome do triunfo da multiplicidade. Não é apenas um debilitamento da ordem divina, mas a vontade de a quebrar. Quando o corpo se debilita, é uma coisa; mas, quando existe uma força, como o cancro ou outra doença, que leva o corpo à decadência, é outra coisa muito diferente. Satanás é a mente, a vontade de decompor-se; não apenas a decomposição em si, que é já uma consequência. Em certo sentido é uma crença, uma religião, uma anti-igreja. É a "igreja negra" que se encarna na cultura ocidental moderna, na ciência, na educação, na política. Vemos aqui não apenas a decadência, a falta de vontade para construir a ordem, a hierarquia, para elevar os princípios da ciência, da mente, do pensamento, da cultura à mais alta unidade, como na civilização tradicional, ao princípio hierárquico — porque a hierarquia terrena imita a ordem angélica. Além desta rejeição em fazer o bem, existe também a vontade de fazer algo directamente oposto, de fazer o mal. Quando observamos os ucranianos, Biden, Soros, Macron, vemos uma vontade activa e agressiva de destruir. O satanismo pressupõe necessariamente uma estratégia consciente e um impulso voluntário que gera um movimento enérgico das massas humanas. As massas podem destruir a cultura tradicional pela sua estupidez, passividade, inércia — esta é a propriedade da massa como tal, mas alguém impele esta massa numa direcção destrutiva, alguém a dirige, alguém a orienta. É aqui onde aparece o princípio do sujeito oposto a Deus (assim como ao homem no seu significado mais elevado). Está em todas as religiões: trata-se desta vontade consciente, do sujeito, de construir uma civilização anti-Deus, invertida. Não só para destruir o existente, mas também para criar algo repugnante, pervertido, tal como as mulheres barbudas LGBT do Ocidente.»
28/12/2023
O satanismo da civilização ocidental (e 2) | El satanismo de la civilización occidental (y 2)
«Quem é Satanás, Lúcifer o Estrangeiro? É um anjo, ou seja, a mente eterna celestial. É a primeira e suprema criação de Deus, que se revoltou contra Deus. Esta é a origem de toda a rejeição a Deus, do materialismo, do ateísmo, de toda a noção que, sem Deus, é possível construir um mundo melhor. Vemos esse princípio no humanismo, no desenvolvimento da ciência moderna e na doutrina social do progresso. Satanás não é apenas destruição e entropia, mas uma vontade consciente de destruir. É a rebelião, a destruição da unidade em nome do triunfo da multiplicidade. Não é apenas um debilitamento da ordem divina, mas a vontade de a quebrar. Quando o corpo se debilita, é uma coisa; mas, quando existe uma força, como o cancro ou outra doença, que leva o corpo à decadência, é outra coisa muito diferente. Satanás é a mente, a vontade de decompor-se; não apenas a decomposição em si, que é já uma consequência. Em certo sentido é uma crença, uma religião, uma anti-igreja. É a "igreja negra" que se encarna na cultura ocidental moderna, na ciência, na educação, na política. Vemos aqui não apenas a decadência, a falta de vontade para construir a ordem, a hierarquia, para elevar os princípios da ciência, da mente, do pensamento, da cultura à mais alta unidade, como na civilização tradicional, ao princípio hierárquico — porque a hierarquia terrena imita a ordem angélica. Além desta rejeição em fazer o bem, existe também a vontade de fazer algo directamente oposto, de fazer o mal. Quando observamos os ucranianos, Biden, Soros, Macron, vemos uma vontade activa e agressiva de destruir. O satanismo pressupõe necessariamente uma estratégia consciente e um impulso voluntário que gera um movimento enérgico das massas humanas. As massas podem destruir a cultura tradicional pela sua estupidez, passividade, inércia — esta é a propriedade da massa como tal, mas alguém impele esta massa numa direcção destrutiva, alguém a dirige, alguém a orienta. É aqui onde aparece o princípio do sujeito oposto a Deus (assim como ao homem no seu significado mais elevado). Está em todas as religiões: trata-se desta vontade consciente, do sujeito, de construir uma civilização anti-Deus, invertida. Não só para destruir o existente, mas também para criar algo repugnante, pervertido, tal como as mulheres barbudas LGBT do Ocidente.»
26/12/2023
O satanismo da civilização ocidental (1) | El satanismo de la civilización occidental (1)
«O satanismo é a sobreposição da matéria ao espírito, o relativismo pós-moderno, ou seja, a relativização de todos os valores, incluindo os valores do ser humano e do espírito. E este é o caminho que o Ocidente tomou, não ontem, mas há cerca de 500 anos, com o início da Nova Era.
Se existe Deus, se existe a fé e a Igreja, a Tradição e os valores tradicionais, significa então que existe também a antítese de Deus, existe o que se revoltou contra Deus. E, assim, a história do Ocidente, a história do chamado progresso, a época da modernidade dos últimos 500 anos, abre-se sob uma luz completamente nova. Sucede que o Ocidente rejeitou Deus, disse: não existe Deus nem diabo; e o diabo, ao fim de algum tempo, objectou: não existe Deus, senão eu, porque sou o que vos disse que não há Deus.»
¿Quién es Satán? No hay Satán cuando no hay Dios, ni fe, ni religión. Este término pende en el vacío, si para nosotros los términos "Dios", "fe", "eternidad", "inmortalidad", "Resurrección de los muertos", "Juicio final", "salvación del alma"... son igual de vacíos. Si seguimos la imagen científica occidental moderna del mundo, entonces, por supuesto, es ridículo hablar de satanismo, porque en él no hay Dios, ni diablo, ni fe, ni alma inmortal, ni vida postmortal, sino que sólo hay un revoloteo de unidades biológicas, átomos, que se pegan, se separan y luego desaparecen en el abismo del negro espacio muerto. Hace aproximadamente 500 años se estableció en Occidente una imagen del mundo semejante, que suele denominarse "imagen científica del mundo". Fue acompañada de una gradual descristianización completa de la cultura occidental. Así, Satanás como fenómeno desapareció de la "imagen científica del mundo" junto con Dios. Cuando decimos seriamente que la civilización occidental es satánica, llamamos la atención sobre el hecho de que se trataba de una conclusión precipitada, incorrecta, prematura y, de hecho, profundamente errónea. Lo erróneo fue el alejamiento de la Tradición, del espíritu, de Dios, de la religión, que es donde comenzó la Edad Moderna europea occidental. Lo percibimos acríticamente ya desde el siglo XVIII, cuando nos dejamos llevar por la Ilustración europea. Pero hasta 1917 aún mantuvimos de algún modo el carácter religioso de nuestra sociedad. Después nos precipitamos en el abismo materialista, y tras el colapso de la URSS descendimos aún más profundamente en este abismo - en un materialismo liberal capitalista desenfrenado aún más descarado. Y al final nos encontramos en la periferia de la civilización satánica occidental, como su provincia. [...]
Si existe Dios, si existe la fe y la Iglesia, la Tradición y los valores tradicionales, entonces significa que también existe la antítesis de Dios, existe el que se ha rebelado contra Dios. Y entonces la historia de Occidente, la historia del llamado progreso, la época de la modernidad de los últimos 500 años se abre bajo una luz completamente nueva. Resulta que Occidente rechazó a Dios, dijo: no hay ni Dios ni diablo, y el diablo, como al cabo de un tiempo, objetó: no hay Dios, sino que soy yo, porque soy el que os ha dicho que no hay Dios.»
15/09/2023
A progressão do vício | La progresión del vicio
«Contrariamente às virtudes, os vícios mudam; as virtudes são imutáveis e os vícios progridem sempre. Para uma pessoa progressista, em algum momento a libertinagem do "antigo regime" deixa de excitar, de afectar. Quando uma pessoa se detém num determinado nível de vício, e ali se congela, já não parece um vício. O vício é uma decomposição progressiva, e a decomposição não tem limites; não é possível decompor-se até certo ponto e ficar por aí. Um homem necessita de algo que se apodere dele e o arraste cada vez mais abaixo, a decomposição deve ir cada vez mais longe. A própria história da depravação ocidental é uma história de progresso. Em cada etapa descobrem-se novos vícios, a própria perversão se converte na norma. Por exemplo, hoje em dia a homossexualidade no Ocidente está realmente reconhecida como norma, já não é um vício, e assim é necessário ir mais além, à pedofilia, ao incesto, ao canibalismo, à mudança de sexo... Tudo isto vem apoiado pela legislação. A legislação ocidental apressa-se a reconhecer a decomposição, a legalizar o que ontem estava proibido e era imoral... Michel Foucault escreveu sobre o tema: a decomposição é a superação da lei, a transgressão. E agora não há lei, não há virtude, não há limites no Ocidente e, em consequência, não há vício depois da legalização. Se tratamos o vício como uma convenção social, então não há vício em absoluto. Só há "ampliação da experiência", "libertação de preconceitos", como a vergonha, a consciência, a moralidade, a virtude, a inocência, a moderação. Quando já não se considera algo como um vício ou um delito, deixa de ser interessante, atractivo, pelo que é preciso ir adiante: mudar de sexo vinte vezes, fundir-se com animais, ladrar, andar a quatro patas, exigir que as crianças que se julgam gatos sejam alimentadas num comedor pelos professores da escola. A decomposição não tem limites, e quando se legaliza deixa de ser atractiva, são precisas novas formas. O Marquês de Sade, um dos arautos da "civilização satânica" ocidental, dizia que o mais importante no vício é a inovação.»
«A diferencia de las virtudes, los vicios cambian, las virtudes son inmutables y los vicios siempre progresan. Para una persona progresista, el libertinaje del "antiguo régimen" en algún momento deja de excitar, de afectar. Cuando una persona se detiene en algún nivel de vicio, se congela allí, ya no parece un vicio. El vicio es una descomposición progresiva, y la descomposición no tiene límites, no puedes descomponerte hasta cierto punto y descansar ahí. Un hombre necesita que algo se apodere de él y lo arrastre cada vez más abajo, la descomposición debe ir cada vez más lejos. La propia historia de la depravación occidental es una historia de progreso. En cada etapa se descubren nuevos vicios, la propia perversión se convierte en la norma. Por ejemplo, hoy en día la homosexualidad en Occidente está realmente reconocida como la norma, ya no es un vicio, así que debemos ir más allá, hacia la pedofilia, el incesto, el canibalismo, la reasignación de sexo... Todo esto viene impulsado por la legislación. La legislación occidental se apresura a reconocer la descomposición, a legalizar lo que ayer mismo estaba prohibido y era inmoral... Michel Foucault escribió sobre ello: la descomposición es la superación de la ley, la transgresión. Y ahora no hay ley, no hay virtud, no hay límites en Occidente y, en consecuencia, no hay vicio tras su legalización. Si tratamos el vicio como una convención social, entonces no hay vicio en absoluto. Sólo hay "ampliación de la experiencia", "liberación de prejuicios", como la vergüenza, la conciencia, la moralidad, la virtud, la inocencia, la moderación. Cuando algo ya no se considera un vicio o un delito, deja de ser interesante, atractivo, por lo que hay que seguir adelante: cambiar de sexo veinte veces, fusionarse con animales, ladrar, andar a cuatro patas, exigir que los niños que se creen gatos sean alimentados en bandeja por los profesores en la escuela. La descomposición no tiene límites, en cuanto se legaliza deja de ser atractiva, se necesitan nuevas formas. El Marqués de Sade, uno de los heraldos de la "civilización satánica" occidental, decía que lo más importante en el vicio es la innovación.»
24/07/2023
A jihad niilista (e 2) | La Yihad nihilista (y 2)
«Putin nunca pretendeu outra coisa além da firmeza e da segurança da Rússia. É um estadista da velha escola: não é um apátrida e considera que fortalecer a soberania da sua nação e assegurar a sua defesa é a missão essencial de um governante. Putin não tem outra ideologia além da manutenção do poder da Rússia. No entanto, os últimos dez anos conheceram uma evolução surpreendente em quem chegou ao Kremlin como herdeiro de Iéltsin: à medida que o Ocidente tratava de lhe impor os seus valores, ele apercebeu-se do que implicava semelhante abdicação da identidade nacional: acabar como a Alemanha, convertida numa anã política sem identidade nacional, sem soberania, dirigida desde Washington, com um povo — o potente e criador Volk alemão do passado — reduzido a uma turba multicultural de eunucos de género. A recusa dos "valores" do Ocidente, da castração e lobotomização do povo russo, do sequestro da sua soberania, do apagamento da sua identidade, tornou-se mais intenso com a guerra da Ucrânia, e levou à aprovação de leis contra a hipersexualização da sociedade e, sobretudo, uma disposição legal que está nos antípodas da aculturação colonial da Europa: a lei sobre o património etnocultural imaterial da Federação Russa, destinado a defender "o conjunto de valores espirituais, morais e culturais inerentes à comunidades étnicas da Federação Russa, transmitidos de geração em geração, que formam o seu sentido da consciência da identidade, e que abarcam o modo de vida, as tradições e a sua forma de expressão, assim como a reconstrução e as tendências modernas no desenvolvimento deste modo de vida, das tradições e do seu modo de as expressar."
Esta lei seria inimaginável há uns anos. Graças à jihad de Biden e Borrell, é, hoje em dia, uma feliz realidade na Rússia. E, sim, Raskin tem razão: o Ocidente não poupará uma gota de sangue ucraniano para intimidar Putin; ele é um exemplo muito mau para as colónias europeias de Washington.»
«Putin nunca ha pretendido otra cosa que la fortaleza y la seguridad de Rusia. Es un estadista de la vieja escuela: no es un apátrida y considera que acrecentar la soberanía de su nación y garantizar su defensa es la tarea esencial de un gobernante. Putin carece de otra ideología que no sea la del mantenimiento del poder de Rusia. Sin embargo, los últimos diez años han conocido una evolución sorprendente en quien llegó al Kremlin como heredero de Yeltsin: a medida que Occidente trataba de imponerle sus valores, él se daba cuenta de lo que semejante abdicación de la identidad nacional suponía: acabar como Alemania, convertido en un enano político sin identidad nacional, sin soberanía, dirigido desde Washington, con un pueblo —el potente y creador Volk alemán de antaño— reducido a una turba multicultural de eunucos de género. El rechazo a los “valores” de Occidente, a la castración y lobotomización del pueblo ruso, al secuestro de su soberanía, al borrado de su identidad, se hizo más intenso con la guerra de Ucrania, en la que se han aprobado leyes contra la hipersexualización de la sociedad y, sobre todo, una disposición legal que está en las antípodas de la aculturación colonial de Europa: la ley sobre el patrimonio etnocultural inmaterial de la Federación de Rusa, destinado a defender “el conjunto de valores espirituales, morales y culturales inherentes a las comunidades étnicas de la Federación Rusa, transmitidos de generación en generación, que forman su sentido de la consciencia de la identidad y que abarcan el modo de vida, las tradiciones la forma de su expresión, así como la reconstrucción y las tendencias modernas en el desarrollo de este modo de vida, de las tradiciones y de su modo de expresarlas”.
Esta ley habría resultado inimaginable hace unos años. Gracias a la Yihad de Biden y Borrell, hoy en día es una feliz realidad en Rusia. Y sí, Raskin tiene razón, Occidente no ahorrará ni una gota de sangre ucraniana para hostigar a Putin. Es un muy mal ejemplo para las colonias europeas de Washington.»
10/07/2023
O modelo social em vigor | El modelo social actual
«Tal como outros exportam melões, os Estados Unidos da América exportam democracia. E para isso têm que dar lições ao resto do mundo, e convencer os reticentes das benesses que teriam ao importar o modelo americano. A cruzada internacional pro-gay faz parte de um package global onde o que se vende é um modelo social: o modelo de um país onde metade da população nunca vota, onde dois partidos repartem o poder há séculos, onde os grandes grupos económicos decidem quem se apresenta às eleições, onde os mesmos grupos decidem que programa se aplica, onde ninguém elege aos que verdadeiramente tomam decisões, onde cerca de cinquenta milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza, onde existe a pena de morte e onde qualquer maluco ao virar da esquina pode enfiar-nos um balázio. Mas os gays, sim, são devidamente festejados [...]
Não há aqui um preto-e-branco absoluto, antes uma gama intermédia de tonalidades. O movimento gay pode ter alguma razão, ao reclamar para umas minorias historicamente marginalizadas, uma parte do respeito que lhes é devido. Mas a sobre-representação que alcançaram no Ocidente é paradigmático do tipo de civilização da qual são ícones: a civilização mais materialista da História. Uma civilização americanomorfa que se pretende portadora de uma verdade universal obrigatória. E o que está em jogo é, ou a extensão universal dessa civilização, ou então a manutenção de uma pluralidade de civilizações, algumas delas ainda tradicionais, que mantêm escalas de valores diferentes. Também no que respeita ao sexo.
Dizia Nietzsche que aquele que não conhece na terra nada melhor do que a satisfação do seu instinto, tem a alma cheia de lodo. Em nenhuma civilização o sexo teve uma presença menor do que a sua importância exige. Mas, no seu imaginário colectivo, praticamente nenhuma civilização o situou no topo. No topo, sempre se colocaram outras coisas. Ao colocar o sexo no mais alto pedestal das ânsias humanas, o movimento gay é sintomático de que tipo de civilização é a nossa.»
«Así como otros exportan melones, los Estados Unidos de América exportan democracia. Y para eso tienen que dar lecciones al resto del mundo, y convencer a los reticentes de lo bien que les iría al importar el modelo americano. La cruzada internacional pro-gay forma parte de un package global en el que lo que se vende es un modelo social: el modelo de un país donde la mitad de la población nunca vota, donde dos partidos se reparten el poder desde hace siglos, donde los grandes grupos económicos deciden quién se presenta a las elecciones, donde los mismos grupos deciden qué programa se aplica, donde nadie elige a los que de verdad deciden, donde cerca de cincuenta millones de personas viven por debajo del umbral de la pobreza, donde existe la pena de muerte y donde cualquier tronado a la vuelta de la esquina puede a usted descerrajarle a usted un tiro. Pero eso sí, los gays son debidamente festejados. [...]
No hay aquí blancos y negros absolutos, sino una gama intermedia de tonalidades. El movimiento gay puede tener una parte de razón al reclamar para unas minorías históricamente marginadas la parte de respeto que les es debido. Pero la sobrerrepresentación que en Occidente han alcanzado es paradigmática del tipo de civilización de la que son iconos: la civilización más materialista de la Historia. Una civilización americanomorfa que se pretende portadora de una verdad universal obligatoria. Y lo que está en juego es, o bien la extensión universal de esa civilización, o bien el mantenimiento de una pluralidad de civilizaciones, algunas de ellas todavía tradicionales, que mantienen escalas de valores diferentes. También en lo que atañe al sexo.
Decía Nietzsche que aquél que no conoce nada mejor en la tierra que la satisfacción de su instinto, tiene el alma llena de fango. En ninguna civilización el sexo ha tenido una presencia menor que la que su importancia exige. Pero en su imaginario colectivo, prácticamente ninguna civilización lo ha situado en lo más alto. En lo más alto siempre se han situado otras cosas. Al colocar al sexo en el más alto pedestal de los afanes humanos, el movimiento gay es sintomático del tipo de civilización que es la nuestra.»
02/07/2023
A morte do Ocidente | La muerte de Occidente
Hoje o Ocidente é um ancião decrépito com evidentes problemas cognitivos, corrupto e lascivo, que tenta dissimular a sua indisfarçável senilidade com um certo sorriso odontológico e os gestos mecânicos de um boneco articulado. O Ocidente é hoje Joe Biden (e os seus duplos). É a histeria "woke" e a maldição sobre a própria História, o ódio a si próprio de quem se olha e apenas reconhece o vazio do que um dia existiu. E o gesto estúpido das multidões narcotizadas repetindo a si mesmas «oh, como sou feliz» sem afastar o olhar do telefone enquanto se ajoelham perante o seu próprio vazio. E seres que não são homens nem mulheres, nem têm filhos, nem terra, nem Deus; seres que não são nem têm nada. Hoje o Ocidente deixou de ser Roma para ser Cartago.
Hoje o Ocidente está a suicidar-se pela sua própria ideologia, como diz Emmanuel Todd. Hoje o Ocidente quer morrer. Hoje o Ocidente merece morrer. Pois bem: que morra. E então, talvez, os últimos homens sobre esta terra, já não abençoada, descobrirão uma forma de começar de novo. Talvez, então, possamos recuperar a ingenuidade daquele primeiro grego ao qual apareceu, em sonhos, o perfil do Pártenon.»
«Occidente eran Roma frente a Cartago y Grecia frente a los persas. Hoy Occidente ya no es nada de eso. [...]
Hoy Occidente es un anciano decrépito con evidentes problemas cognitivos, corrupto y lascivo, que intenta disimular su indisimulable senilidad con cierta sonrisa odontológica y gestos mecánicos de muñeco articulado. Occidente hoy es Joe Biden (y sus dobles). Es la histeria de lo woke y la maldición sobre la propia historia y el odio a sí mismo de quien se mira y sólo reconoce el vacío de lo que un día existió. Y el gesto bobo de las multitudes narcotizadas repitiéndose a sí mismas «oh, qué feliz soy», sin apartar la vista del móvil, mientras se ponen de rodillas ante su propio vacío. Y seres que no son hombres ni mujeres, ni tienen hijos, ni tienen tierra ni tienen Dios, seres que no son ni tienen nada. Hoy Occidente ha dejado de ser Roma para ser Cartago.
Hoy Occidente se está suicidando por su propia ideología, como dice Emmanuel Todd. Hoy Occidente quiere morir. Ergo, hoy Occidente merece morir. Pues bien: que muera. Y entonces, tal vez, los últimos hombres sobre esta tierra, ya no bendita, descubrirán una forma de empezar de nuevo. Tal vez, entonces, podamos recuperar la ingenuidad de aquel primer griego al que se le apareció, en sueños, el perfil del Partenón.»
18/03/2023
O exorcismo da Ucrânia | El exorcismo de Ucrania
«Os globalistas criaram propositadamente um Estado cuja ideologia totalitária era uma mistura de liberalismo e atlantismo, por um lado, e de neonazismo russófobo, por outro. Um regime de neonazismo liberal, a cujas facetas mais inumanas, racistas e terroristas, o Ocidente liberal fez, e continua a fazer, vista grossa. De facto, foi assim que concebeu e criou este regime.
Assim nasceu um Estado pós-moderno, onde o palhaço judeu actua simultaneamente como chefe e inspirador de grupos neonazis radicais (frequentemente anti-semitas, mas, sobretudo, russófobos). E toda esta sangrenta mascarada tarantinesca é fomentada pela mão do Ocidente liberal, que castiga imediatamente, e da forma mais brutal, qualquer centelha de patriotismo, ou até da protecção da família tradicional, no próprio Ocidente, enquanto que na Ucrânia floresce qualquer corrente e organização nazi e extremista. Tudo o que é inaceitável no seu próprio território, é, pelo contrário, apoiado e cultivado por este mesmo Ocidente liberal na Ucrânia, com fins puramente pragmáticos. O objectivo é o mesmo: destruir-nos a todo o custo. E, então, como é óbvio, nada restará desta escumalha neonazi; serão simplesmente liquidados por terem feito o seu trabalho sujo, e não se escutará qualquer ruído de protesto. Mas, tenho a certeza, seremos nós a acabar com eles.
No seu conjunto, a Ucrânia converter-se-á em nada, uma estepe árida no contexto do mundo liberal, ou renascerá como parte da grande civilização ortodoxa russa, que é o que sempre foi, e continua ser, mesmo agora. A libertação da Ucrânia, que agora estamos a levar a cabo com todas as nossas forças, tem algo de exorcismo, um exorcismo do diabo. Foi nisso que se tornou a operação especial que levamos a cabo, há já um ano.»
«Los globalistas crearon a propósito un Estado cuya ideología totalitaria era una mezcla de liberalismo y atlantismo, por un lado, y de neonazismo rusófobo, por otro. Un régimen de nazismo liberal, ante cuyas facetas más inhumanas, racistas y terroristas el Occidente liberal ha hecho y sigue haciendo la vista gorda. De hecho, concibió y creó este régimen.
Así nació un Estado posmoderno, donde el payaso judío actúa simultáneamente como jefe e inspirador de grupos neonazis radicales (a menudo antisemitas, pero sobre todo rusófobos). Y toda esta sangrienta mascarada tarantinesca está impulsada de la mano del Occidente liberal, que castiga de inmediato cualquier atisbo de patriotismo, o incluso de protección de la familia tradicional, en el propio Occidente, de la forma más brutal, mientras que en Ucrania florece cualquier corriente y organización nazi y extremista. Todo lo que es inaceptable en su propio territorio es por el contrario, con fines puramente pragmáticos, apoyado y cultivado por este mismo Occidente liberal en Ucrania. El objetivo es el mismo: destruirnos a toda costa. Y entonces, por supuesto, tampoco quedará nada de esta chusma neonazi, simplemente serán liquidados por haber hecho su trabajo sucio, y no se oirá ni un ruido. Pero estoy seguro de que nosotros mismos acabaremos con ellos.
En conjunto, Ucrania se convertirá en nada, en un árido páramo en el contexto del mundo liberal, o renacerá como parte de la gran civilización ortodoxa rusa, que es lo que siempre ha sido, y lo que es, incluso ahora. La liberación de Ucrania, que estamos llevando a cabo ahora con todas nuestras fuerzas, es algo así como un exorcismo, un exorcismo del diablo. En eso se ha convertido la operación especial que llevamos a cabo desde hace un año.»
06/01/2023
O pós-guerra imediato | La postguerra inmediata
«A operação russa na Ucrânia acelera a desterritorialização da produção de energia. Com a escassez que se aproxima, os preços subirão e a União Europeia, o principal país afectado, acelerará a priorização da matriz energética renovável. Dada a incapacidade de acompanhar a procura, o racionamento será necessário. Entretanto, o menor consumo de energia e a substituição de combustíveis fósseis não refrearão a sociedade de consumo, mas torná-la-ão mais miserável. Haverá menos consumo de bens físicos e de menor qualidade. O consumo não diminuirá, mas assumirá uma nova forma, e será virtualizado.
Se as forças do capitalismo global não podem abolir fronteiras, farão com que as limitações por elas impostas deixem de ter importância. Grande parte das actividades de emprego, entretenimento e lazer em geral já começaram a ser desterritorializadas e virtualizadas. O Metaverso, ou seja, um ambiente virtual onde as pessoas interagem através de avatares numa realidade artificial criada por computador, é projectado para substituir cada vez mais a materialidade. Ali são realizadas reuniões de negócios, são compradas parcelas de território virtual, são mantidas vidas "paralelas", os casamentos são celebrados e o "sexo" é feito. A realidade virtual é uma iniciativa com tanta projecção que uma empresa tão importante como a Boeing anunciou que começará a construir aviões no Metaverso. Até existem cotações paralelas de criptomoedas, ou seja, abstrai o que já é abstracto. O consumo assume um carácter imaterial de acordo com a filosofia subjacente e a escassez de recursos.
O actual conflito na Ucrânia e a defesa da soberania russa sobre os recursos energéticos acelerou a desterritorialização dos recursos e a virtualização do humano. O caminho tornou-se claro: tornar os recursos energéticos independentes dos territórios, racionar os recursos, empobrecer as populações e contentá-las com uma realidade económica virtual. As multidões amontoadas em hotéis-cápsulas sonharão com paraísos intangíveis, os únicos que poderão visitar. "Eles não terão nada e serão felizes", ou pelo menos sorrirão enquanto tiverem os seus óculos de realidade virtual colocados.»
«La operación rusa en Ucrania acelera la desterritorialización de la producción energética. Con la escasez en puerta los precios se disparan y la Unión Europea, la principal afectada, acelera la priorización de la matriz renovable. Ante la incapacidad de mantener la demanda será necesario el racionamiento. No obstante, el menor consumo energético y el reemplazo de los combustibles fósiles no acarreará la desaceleración de la sociedad de consumo sino su miserabilización. Habrá menor consumo de bienes físicos y de peor calidad. El consumo no decrecerá sino que adquirirá una nueva forma, se virtualizará.
Si las fuerzas del capitalismo global no pueden abolir las fronteras harán que las limitaciones impuestas por estas dejen de importar. Buena parte de los empleos, el entretenimiento y las actividades de ocio en general ya han comenzado a ser desterritorializadas y virtualizadas. El Metaverso, es decir un entorno virtual donde las personas interactúan por medio de avatares en una realidad artificial creada por computadora, está concebido para suplir en forma creciente la materialidad. En él se hacen reuniones laborales, se compran parcelas de territorio virtual, se mantienen vidas “paralelas”, se celebran matrimonios y se tiene “sexo”. La realidad virtual es una iniciativa con tanta proyección que una empresa tan importante como Boeing anunció que comenzará a construir aviones en el Metaverso. Este incluso cuenta con cotizaciones paralelas de criptomonedas, es decir abstrae lo ya abstracto. El consumo toma un carácter inmaterial acorde con la filosofía subyacente y la escasez de recursos.
El actual conflicto en Ucrania y la defensa de la soberanía rusa sobre los bienes energéticos ha supuesto la aceleración de la desterritorialización de los recursos y de virtualización de lo humano. Se ha evidenciado el camino trazado: independizar los recursos energéticos de los territorios, racionar los recursos, empobrecer a las poblaciones y contentarlas con una realidad económica virtual. Las multitudes apiñadas en hoteles cápsulas soñarán con paraísos intangibles, los únicos que podrán visitar. “No tendrán nada y serán felices”, o al menos sonreirán mientras tengan colocadas sus gafas de realidad virtual.»
06/12/2022
Que liberdade de expressão? (e 2) | ¿Qué libertad de expresión? (y 2)
«Ao fim de quarenta anos, o panorama mediático transformou-se: apareceram televisões internacionais de informação contínua, sítios internet e redes sociais. Simultaneamente, assistimos a uma gigantesca concentração dos media nas mãos de um punhado de proprietários. No entanto, nenhum dos problemas listados em 1978 mudou. Pelo contrário, com o mundo unipolar eles pioraram.
A profissão jornalística consiste hoje em dia em redigir despachos de agências ou em contextualizar essas notícias para os media. As agências de notícias não têm fontes, são factuais, enquanto os media propõem comentários e análises referindo-se às agências de notícias. A contextualização requer muitos conhecimentos históricos, económicos, etc., dos quais os actuais jornalistas são em grande parte desprovidos. O imediatismo nas rádios e nas televisões não lhes confere tempo para a leitura de livros e muito menos para a consulta de arquivos, salvo durante investigações de fundo. Assim, os comentários e as análises foram ficando consideravelmente empobrecidos.
A ideologia dominante no Ocidente, que tende a ser «global», tornou-se uma religião sem Deus. Só há dois campos: o do “Bem” e o dos “apóstatas”. A verdade é determinada por um consenso no seio das elites enquanto a população a rejeita. Toda a crítica é considerada blasfema. Já não há mais espaço para o debate e, portanto, para a democracia.
A imprensa alternativa tornou-se tanto mais pobre quanto ela se baseia nos mesmos dados que os media internacionais: os despachos das agências de notícias. Basta, com efeito, controlar a AFP, a AP e a Reuters para nos imporem uma visão dos factos. Pode-se condimentá-la segundo esta ou aquela tendência, republicana ou democrata, conservadora ou progressista, etc., mas acabará por dar sempre o mesmo prato.
Desde os atentados do 11 de Setembro, os que contestam a versão oficial dos acontecimentos são qualificados de «conspiracionistas». Desde a eleição de Donald Trump, os que contestam os dados das agências de notícias são acusados de deformar a realidade e de imaginar fake news (notícias falsas). Os jornalistas, após se terem interdito de veicular o pensamento dos «conspiracionistas», quer dizer, dos dissidentes, tentam agora “corrigir” as fake news com “check news”.
Ora, no mesmo período, a crença nas versões dos grandes media afundou. Nos Estados Unidos, o Instituto Gallup avalia a confiança na imprensa escrita desde 1973 e na imprensa audiovisual desde 1993. Assim, a dos jornais passou de 51% para 16% e a das rádios e das televisões passou de 46% para 11%.»
«En 40 años se ha visto una transformación del paisaje mediático. Han aparecido televisoras internacionales de información continua, sitios web informativos y las llamadas “redes sociales”. Al mismo tiempo se ha producido una gigantesca concentración de los medios en manos de un puñado de propietarios. Pero no se ha resuelto ninguno de los problemas señalados en 1978. Al contrario, el mundo unipolar los ha agravado.
El trabajo periodístico consiste hoy sobre todo en redactar despachos de agencia o en contextualizar esos despachos para los medios que los publican. Las agencias de prensa reportan sin precisar las fuentes mientras que los medios proponen comentarios y análisis refiriéndose… a lo que reportan las agencias de prensa. Pero la contextualización exige amplios conocimientos históricos, económicos, etc., conocimientos que la enorme mayoría de los periodistas actuales simplemente no tiene. La inmediatez de la radio y la televisión no deja a los periodistas el margen de tiempo que necesitarían para leer libros y mucho menos para consultar archivos, exceptuando quizás la realización de investigaciones de fondo. Resultado: los comentarios y análisis se han empobrecido considerablemente.
La ideología dominante en Occidente, que tiende a convertirse en «global», ha pasado a ser una religión sin Dios. Ya sólo se habla de dos bandos: el del Bien y el de los apóstatas. La “Verdad” se determina por consenso, pero un consenso en el que sólo intervienen las élites mientras que el pueblo lo rechaza. Toda crítica es considerada blasfematoria. Ya no hay espacio para el debate, y por ende tampoco hay espacio para la democracia.
Y la prensa alternativa está adoleciendo de la misma pobreza dado el hecho que también se basa en lo mismo que utilizan los medios internacionales: los despachos de las agencias de prensa. Para imponer al mundo una visión de los hechos sólo hay que controlar las agencias AFP, AP y Reuters. Lo que nos “sirven” esas agencias de prensa puede acomodarse con la salsa de cualquier tendencia –republicana o demócrata– pero el plato sigue siendo el mismo.
Desde los atentados del 11 de septiembre de 2001, cualquiera que ponga en duda la versión oficial de aquellos acontecimientos se verá automáticamente calificado de «complotista» o «conspiracionista». Desde la elección de Donald Trump, quienes cuestionan lo que publican las agencias de prensa son acusados de deformar la realidad y de inventar «fake news». Los periodistas, que ya se prohibieron a sí mismos hacer referencia a lo que dicen o escriben los «complotistas» –que en realidad son disidentes–, ahora se dedican a “corregir” las «fake news» en larguísimos “check news”.
Y mientras tanto se ha desplomado la confianza de la gente en lo que divulgan los grandes medios. En Estados Unidos, el instituto Gallup ha publicado una evaluación sobre el nivel de confiabilidad que el público concede a la prensa escrita (desde 1973) y a la prensa audiovisual (desde 1993). La confianza del público en los periódicos cayó del 51 al 16% y su confianza en lo que transmiten la radio y la televisión se desplomó del 46 al 11%.» [voltairenet.org]
05/12/2022
Que liberdade de expressão? (1) | ¿Qué libertad de expresión? (1)
«Após a Segunda Guerra Mundial, o Direito Internacional moderno foi estabelecido com a ideia de combater a «propaganda de guerra» (Resolução 110 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 3 de Novembro de 1947 e Resolução 381 de 17 de Novembro de 1950). Rapidamente, os legisladores internacionais, quer dizer os Estados soberanos, acordaram que não se podia lutar contra a guerra senão velando pela «livre circulação das ideias» (Resolução 819 de 11 de Dezembro de 1954).
Ora, no decurso dos últimos anos, assistimos a um recuo extraordinário que nos priva do pensamento dos outros, nos expõe à propaganda de guerra e, por fim, nos precipita para um conflito mundial. Este fenómeno começou com a censura privada nas redes sociais do Presidente em exercício dos Estados Unidos, depois continuou com a censura pública dos media russos no Ocidente. Agora, o pensamento alheio já não é entendido como um instrumento de prevenção das guerras, mas como um veneno que nos ameaça.
Os Estados ocidentais dotam-se de instâncias encarregadas de «rectificar» as informações que eles dizem falsificadas (fake news). A OTAN pensa na criação de uma unidade, baptizada Information Ramstein, encarregue de censurar já não mais as fontes de informação russas, mas as ideias russas no meio dos 30 Estados membros da Aliança Atlântica. Trata-se de uma completa reviravolta de valores da Aliança Atlântica que foi baseada na continuação da Carta do Atlântico, a qual incorporava as «quatro liberdades» do Presidente Franklin Roosevelt. Sendo a liberdade de expressão a primeira delas.»
«Después de la Segunda Guerra Mundial, el derecho internacional se constituyó con la idea de contrarrestar la «propaganda de guerra» (ver la resolución 110 de la Asamblea General de la ONU, adoptada el 3 de noviembre de 1947 y la resolución 381 del 17 de noviembre de 1950). Rápidamente, los legisladores en temas internacionales, o sea los Estados soberanos estuvieron de acuerdo en que sólo era posible luchar contra la guerra garantizando la «libre circulación de las ideas» (Ver la (resolución 819 del 11 de diciembre de 1954).
Sin embargo, durante los últimos años ha podido verse un extraordinario retroceso que nos impide saber lo que piensan los demás, nos deja a la merced de la propaganda de guerra y, en definitiva, nos empuja hacia un conflicto mundial. Ese fenómeno comenzó con la censura privada ejercida en las redes sociales contra un presidente estadounidense en funciones, continuó después con la censura pública [de los gobiernos] ejercida en Occidente contra los medios rusos. Y, en este momento, el acceso al pensamiento de los demás ya no se ve como una herramienta que debe evitar las guerras sino como un veneno.
Así que Estados occidentales se dotan de órganos encargados «corregir» o «rectificar» las informaciones que ellos tildan de falsas, de fake news. En este momento, la OTAN se plantea la creación de una unidad que se denominaría Information Ramstein y cuya misión ya no será censurar las fuentes de información rusas sino censurar las ideas rusas en los 30 países miembros de la alianza atlántica. Eso marca una inversión total de los valores de la alianza atlántica, fundada en base a la Carta del Atlántico, documento que incluía las «cuatro libertades» del presidente Franklin Roosevelt. La primera de esas libertades es la libertad de expresión.»
22/11/2022
O abismo geopolítico | El abismo geopolítico
«A conspiração niilista-globalista que tomou o Ocidente – ocupando-o efectivamente como uma força estrangeira – está empenhada numa estratégia mortal, do tudo-ou-nada, da fuga em frente. Ela tem condicionado, manipulado, enganado e intimidado os povos ocidentais na sua marcha para a catástrofe. Nenhuma razão ou argumento podem deter esta marcha. Só um intenso sofrimento físico e a derrota total das estruturas de poder que os mantêm cativos, podem remover os suportes psicológicos e os bloqueios que estão na base do apoio activo e da tolerância passiva relativamente a uma “liderança” cada vez mais alucinada na sua macabra “ideologia” de valores invertidos.
A psicose das massas não vai desaparecer por si só; precisa de ser activamente expelida. Caso contrário a psicose vai aprofundar-se e fortalecer-se à medida que as pessoas começarem a sentir-se ameaçadas além do mero bem-estar material e privilégios acumulados. Isto é o inacreditável que se depara a qualquer observador racional, fora do Ocidente: a própria identidade das massas ocidentais tornou-se profundamente engajada e, entre as pessoas com instrução acima da média, ou nos meios “intelectuais”, completamente absorvida por uma ideologia ultra-secularista, anti-tradicionalista, de um progressismo triunfante com uma tonalidade escatológica, que tornou agora numa “visão do mundo” não negociável.
Tal como nos casos de narcisismo maligno e algumas outras patologias psicológicas, pode acontecer que, a um vago nível quase subconsciente, estas “massas enlouquecidas” reconheçam o curso auto-destrutivo do seu comportamento – e até a prática do mal. Mas não conseguem afastar-se daquilo que se tornou o seu interesse fundamental: a compensação exterior de um vazio interior, e a projecção externa dos seus demónios internos. Esta realidade é um factor determinante na geopolítica contemporânea: é o aspecto psico-histórico do grande abismo que se abre agora entre o Ocidente e o não-Ocidente. Tem de ser tratada com realismo. É aqui, onde as palavras há muito esquecidas, Cruzada e Jihad, regressam para reclamar a sua aplicação terrena.»
«La conspiración nihilista-globalista que se ha apoderado de Occidente, ocupándolo efectivamente como una fuerza extranjera, está involucrada en una estrategia mortal, de todo o nada, de huida hacia adelante. Ha condicionado, manipulado, engañado e intimidado a los pueblos occidentales en su marcha hacia la catástrofe. Ninguna razón o argumento puede detener esta marcha. Sólo el sufrimiento físico intenso y la derrota total de las estructuras de poder que los mantienen cautivos pueden remover los soportes y bloqueos psicológicos que están en la base del apoyo activo y la tolerancia pasiva en relación a un “liderazgo” que cada vez más se alucina en su macabra “ideología” de valores invertidos.
La psicosis de las masas no desaparecerá por sí sola; necesita ser expulsada activamente. De lo contrario, la psicosis se profundizará y fortalecerá a medida que las personas comiencen a sentirse amenazadas más allá del mero bienestar material y los privilegios acumulados. Esto es lo increíble a lo que se enfrenta cualquier observador racional fuera de Occidente: la identidad misma de las masas occidentales se ha involucrado profundamente y, entre las personas con educación superior a la media, o en círculos "intelectuales", completamente absorbidas por una ideología ultrasecularista, antitradicionalista, con un triunfante progresismo de tono escatológico, que ahora se ha convertido en una “visión del mundo” innegociable.
Como en los casos de narcisismo maligno y algunas otras patologías psicológicas, puede suceder que, en un nivel sutil, casi subconsciente, estas "masas enloquecidas" reconozcan el curso autodestructivo de su comportamiento, e incluso la práctica del mal. Pero no pueden sustraerse a lo que se ha convertido en su interés fundamental: la compensación exterior de un vacío interior y la proyección exterior de sus demonios interiores. Esta realidad es un factor determinante en la geopolítica contemporánea: es el aspecto psicohistórico del gran abismo que ahora se abre entre Occidente y el no Occidente. Tiene que ser tratado con realismo. Es aquí, donde las palabras largamente olvidadas, Cruzada y Yihad, regresan para reclamar su aplicación terrenal.»
26/10/2022
Uma nova cortina de ferro (2) | Un nuevo telón de acero (2)
«De facto, há neste momento duas guerras diferentes. A primeira é uma guerra fratricida, já que opõe dois países da mesma matriz histórica e que permaneceram associados durante séculos, mas não é uma guerra civil. Também não é uma guerra entre dois nacionalismos, o russo e o ucraniano, mas uma guerra entre a lógica do Estado-nação e a do Império (que nunca teve uma dimensão étnica na Rússia).
Mas é também uma guerra por procuração, uma guerra por procuração de Washington contra o Kremlin, através da Ucrânia. Isto também revela a natureza profunda da segunda guerra, a dos Estados Unidos contra a Rússia. Uma guerra que vai muito mais além da Ucrânia, já que se trata de uma guerra entre dois mundos: uma guerra a favor ou contra a hegemonia liberal, uma guerra dos Estados civilizacionais contra o universalismo desprovido de terra, dos povos preocupados com a sua continuidade histórica contra as “sociedades abertas”, das forças do enraizamento contra as forças da dissolução, das potências continentais contra as “democracias marítimas” (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá). Uma guerra de significado mundial. Uma guerra pelo poder mundial.
Isso significa que os chamamentos à “solidariedade ocidental” de Joseph Robinette Biden, o morto-vivo da Casa Branca, nos deixam frios. Pela excelente razão de que não somos ocidentais, mas europeus.»
«De hecho, en este momento hay dos guerras distintas. La primera es una guerra fratricida, ya que enfrenta a dos países de la misma matriz histórica y que han permanecido asociados durante siglos, pero no es una guerra civil. Tampoco es una guerra entre dos nacionalismos, el ruso y el ucraniano, sino una guerra entre la lógica del Estado-nación y la del Imperio (que nunca ha tenido una dimensión étnica en Rusia).
Pero también es una guerra por delegación, una guerra por delegación de Washington contra el Kremlin a través de Ucrania. Esto también revela la naturaleza profunda de la segunda guerra, la de Estados Unidos contra Rusia. Una guerra que va mucho más allá de Ucrania, ya que se trata de una guerra entre dos mundos: una guerra a favor o en contra de la hegemonía liberal, una guerra de los Estados civilizacionales contra el universalismo desprovisto de suelo, de los pueblos preocupados por su continuidad histórica contra las "sociedades abiertas", de las fuerzas del arraigo contra las fuerzas de la disolución, de las potencias continentales contra las "democracias marítimas" (Estados Unidos, Gran Bretaña, Australia, Canadá). Una guerra de significado mundial. Una guerra por el poder mundial.
Ello significa que los llamamientos a la "solidaridad occidental" de Joseph Robinette Biden, el muerto viviente de la Casa Blanca, nos dejan fríos. Por la excelente razón de que no somos occidentales, sino europeos.»
25/10/2022
Uma nova cortina de ferro (1) | Un nuevo telón de acero (1)
«Evidentemente, não se pode dizer que “não estamos em guerra com a Rússia” e ao mesmo tempo decretar contra ela sanções de uma magnitude sem precedentes, defender publicamente uma “guerra económica e financeira total contra a Rússia” (Bruno Le Maire) e fornecer armas aos ucranianos. Os europeus aceitaram docilmente adoptar sanções contra a Rússia, das quais serão as primeiras vítimas por serem contrárias aos seus próprios interesses, sobretudo em matéria de energia e indústria (a Rússia é mais auto-suficiente do que a Europa). Ao entregar armas pesadas e aviões à Ucrânia, não para restabelecer a paz, mas para prolongar a guerra, os países ocidentais correram o grave risco de ser considerados co-beligerantes.
Saímos, então, da era do pós-guerra-fria. Levantou-se uma nova cortina de ferro, desta vez por iniciativa do Ocidente. O continente euro-asiático volta a estar partido em dois. A Finlândia e a Suécia querem entrar na OTAN, a Suíça abandona a sua neutralidade, a Alemanha rearma-se com 100.000 milhões de euros e a União Europeia assume o papel de fornecedor de armas, enquanto os que antes faziam campanha pela abolição de todas as fronteiras agora proclamam as da Ucrânia como invioláveis. Um ponto de inflexão histórico. As consequências também serão históricas.
O ex-presidente checo Václav Klaus disse-o sem rodeios: tomada como um refém pela OTAN, a Ucrânia foi desde o princípio “apenas um peão num jogo muito maior”. O primeiro perdedor neste assunto é, com efeito, o desafortunado povo ucraniano, agora bombardeado pelos russos depois de ter sido cinicamente utilizado como peão no tabuleiro estratégico estado-unidense.
Os outros grandes perdedores são os europeus, que, ao alinharem quase unanimemente com as posições estado-unidenses, demonstraram uma vez mais que não contam para nada. Uma Europa independente e não-alinhada poderia ter trabalhado para conseguir uma solução política do conflito, um acordo negociado e a reconstrução de um novo espaço de segurança colectiva à escala continental, ao mesmo tempo que se respeitavam tanto os interesses europeus como os russos. Também poderia ter adoptado o equivalente da Doutrina Monroe. Mas não foi isso o que aconteceu. Ao aliar-se rotundamente com os ditados anglo-saxões e ao adoptar medidas que só atiram lenha para a fogueira, a União Europeia perdeu toda a credibilidade.»
«Evidentemente, no se puede decir que "no estamos en guerra con Rusia" y al mismo tiempo decretar sanciones de una magnitud sin precedentes contra ella, defender públicamente una "guerra económica y financiera total contra Rusia" (Bruno Le Maire) y suministrar armas a los ucranianos. Los europeos han aceptado dócilmente adoptar sanciones contra Rusia, de las que serán las primeras víctimas por ser contrarias a sus propios intereses, sobre todo en materia de energía e industria (Rusia es más autosuficiente que Europa). Al entregar armas pesadas y aviones a Ucrania, no para restablecer la paz, sino para prolongar la guerra, los países occidentales han corrido el grave riesgo de ser considerados cobeligerantes.
Hemos salido, pues, de la era de la posguerra fría. Se ha creado un nuevo telón de acero, esta vez por iniciativa de Occidente. El continente euroasiático vuelve a estar partido en dos. Finlandia y Suecia quieren entrar en la OTAN, Suiza abandona su neutralidad, Alemania se rearma con 100.000 millones de euros y la Unión Europea asume el papel de proveedor de armas, mientras que los que antes hacían campaña por la abolición de todas las fronteras ahora proclaman que las de Ucrania son inviolables. Un punto de inflexión histórico. Las consecuencias también serán históricas.
El expresidente checo Václav Klaus lo dijo sin rodeos: tomada como rehén por la OTAN, Ucrania ha sido desde el principio "sólo un peón en un juego mucho mayor". El primer perdedor en este asunto es, en efecto, el desafortunado pueblo ucraniano, ahora bombardeado por los rusos tras haber sido utilizado cínicamente como peón en el tablero estratégico estadounidense.
Los otros grandes perdedores son los europeos, que, al alinearse casi unánimemente con las posiciones estadounidenses, han demostrado una vez más que no cuentan para nada. Una Europa independiente y no alineada podría haber trabajado para lograr una solución política del conflicto, un acuerdo negociado y la reconstrucción de un nuevo espacio de seguridad colectiva a escala continental, al tiempo que se respetaban los intereses de los europeos tanto como los de los rusos. También podría haber adoptado el equivalente a la Doctrina Monroe. Pero esto no es lo que ocurrió. Al alinearse rotundamente con los dictados anglosajones y al adoptar medidas que echan mucha leña al fuego, la Unión Europea ha perdido toda credibilidad.»
26/08/2022
Ideias e valores do Ocidente (e 3) | Ideas y valores de Occidente (y 3)
«A gaytitude envolve as suas reivindicações na bandeira dos direitos humanos. Ou seja, na vulgata ideológica do Ocidente. Uma vulgata de uso alternativo através da qual o Império justifica todas as ingerências necessárias para os seus interesses. E que, junto a uma cultureta consumista – da qual os gays são ícones destacados – constitui, hoje em dia, o património espiritual do Ocidente. Um pensamento único de cunho americano, mas de vocação universal. A submissão a este pensamento e a celebração dos gays vão de par em par. Uma sociedade que lhes preste a devida reverência é uma sociedade devidamente “normalizada”, conforme ao molde americano.
O protagonismo cultural dos gays segue a par de uma tendência cujo mero enunciado crispa os bem-pensantes: a feminização total do corpo social. Um fenómeno sobre o qual já existe uma extensa leitura sociológica, e que se manifesta em fenómenos tais como o predomínio do afectivo sobre o racional, a sentimentalização da política, a crise da autoridade paterna, a ênfase sobre o bem-estar individual e a “auto-ajuda”, a vitória do pensamento psicologizante e da “intuição” sobre a análise categórica e objectiva. De facto o protagonismo do sexual e o recuo da vida privada é concomitante à assunção internacional do movimento gay. Uma tendência muito benéfica para o poder, porque fragmenta a reivindicação política e evita pensamentos “perigosos” que apontem a dimensões colectivas, tais como as análises de classe, povo, nação, etc. Estamos a anos-luz do velho marxismo, um caso bem claro, goste-se ou não, de virilidade espiritual.»
«La gaytitud envuelve sus reivindicaciones en la bandera de los derechos humanos. Es decir, en la vulgata ideológica de Occidente. Una vulgata de uso alternativo por la que el Imperio justifica todas las ingerencias necesarias para sus intereses. Y que unido a una cultureta consumista –de la que los gay son destacados iconos – constituye hoy por hoy el patrimonio espiritual de Occidente. Un pensamiento único de impronta americana, pero de vocación universal. La sumisión frente a ese pensamiento y la celebración de los gay van a la par. Una sociedad que les rinda la debida pleitesía es una sociedad debidamente “normalizada” conforme al troquel americano.
El protagonismo cultural de los gay va a la par de una tendencia cuyo mero enunciado crispa a los bienpensantes: la feminización total del cuerpo social. Un fenómeno sobre el que ya existe una extensa literatura sociológica, y que se manifiesta en fenómenos tales como el predominio de lo afectivo sobre lo racional, la sentimentalización de la política, la crisis de autoridad de los padres, el énfasis sobre el bienestar individual y la “autoayuda”, la victoria del pensamiento psicologizante y de la “intuición” sobre el análisis categórico y objetivo. De hecho el protagonismo de lo sexual y el repliegue sobre la vida privada es concomitante a la puesta de largo internacional del movimiento gay. Una tendencia muy beneficiosa para el poder, porque fragmenta la reivindicación política y evita pensamientos “peligrosos” que apunten a dimensiones colectivas, tales como los análisis de clase, pueblo, nación, etc. Estamos a años luz del viejo marxismo, un caso bien claro, guste o no guste, de virilidad espiritual.»
24/08/2022
Ideias e valores do Ocidente (2) | Ideas y valores de Occidente (2)
«A gaytitude como messianismo de minorias, como consciência de uma superioridade moral, como custódio do fogo sagrado da liberdade entendida ao modo americano. A gaytitude como exigência perante o mundo de uma ovação admirada por erigir o sexo, e nada mais que o sexo, no epicentro do debate sociopolítico e de toda a atitude perante a vida. A gaytitude, ou como contemplar o mundo, a vida, a sociedade, a história e as relações de produção através da escotilha da popa. Aí reside a repugnância instintiva que o circo gay ainda causa em boa parte da população. Não são as orientações sexuais particulares, quaisquer que elas sejam, o que provoca a rejeição, mas a intuição de que tanta gritaria exibicionista e tanto hedonismo gorduroso delata uma outra realidade, a que é própria de obcecados sexuais.
Sim, é preciso admitir que o movimento gay está na vanguarda da realização do velho sonho do Maio de 68 – iniciado, não o esqueçamos, nos campus norte-americanos – de um hedonismo individualista ao qual nenhum limite colectivo possa colocar freios. Mas hoje sabemos bem que esse paraíso na terra – despojado já das suas retóricas “revolucionárias” – entende-se na perfeição com o capitalismo global e com a sociedade de consumo, o sistema que melhor se adapta às suas exigências. A gaytitude transforma-se num reforço cultural perfeito para uma sociedade atomizada pelo direito liberal, uma sociedade onde cada qual persegue apenas os seus interesses, onde a erosão das antigas crenças e a fractura do vínculo social apenas deixa em pé ao mais vulgar dos vínculos: o dinheiro.»
«La gaytitud como mesianismo de minorías, como conciencia de una superioridad moral, como custodio del fuego sagrado de la libertad entendida al modo americano. La gaytitud como exigencia ante el mundo de una ovación admirada por erigir el sexo y nada más que el sexo en el epicentro del debate sociopolítico y de toda actitud ante la vida. La gaytitud, o cómo contemplar el mundo, la vida, la sociedad, la historia y las relaciones de producción a través de la escotilla de popa. Ahí reside la repugnancia instintiva que el circo gay todavía causa en buena parte de la población. No son las orientaciones sexuales particulares, cualesquiera que éstas sean, las que provocan rechazo, sino la intuición de que tanto exhibicionismo chillón y tanto hedonismo pringoso delata otra realidad, la propia de obsesos sexuales.
Sí, es preciso admitir que el movimiento gay está a la vanguardia en la realización del viejo sueño sesentayochista –iniciado, no lo olvidemos, en los campus norteamericanos– de un hedonismo individualista al que ninguna cortapisa colectiva pueda poner frenos. Pero hoy sabemos bien que ese paraíso en la tierra –despojado ya de sus retóricas “revolucionarias”– se aviene a la perfección con el capitalismo global y con la sociedad de mercado, el sistema que mejor se adapta a sus demandas. La gaytitud deviene un refuerzo cultural perfecto para una sociedad atomizada por el derecho liberal, una sociedad donde cada cuál sólo persigue su interés, donde la erosión de las antiguas creencias y la fractura del vínculo social sólo deja en pie al más común de los vínculos: el dinero.»
22/08/2022
Ideias e valores do Ocidente (1) | Ideas y valores de Occidente (1)
«Ideias e valores. Sob o radar das grandes parangonas e para lá da actualidade imediata, as ideias e os valores antecipam, no plano metapolítico, o deslizamento da História. A nossa época apresenta-se, para muitos, como a da “crise de valores”. Nada mais falso. Sim, tem valores. Os seus. E defendem-se com uma intransigência dogmática.
Se procuramos uma incarnação paradigmática dos valores do sistema americanomorfo na sua fase pós-moderna, encontramo-la no movimento gay. O movimento gay como expressão radical do liberalismo libertário: um condensado ideológico onde confluem os retalhos das esquerdas e direitas dos últimos séculos. O liberalismo libertário entendido como um conluio entre a direita económica (capitalismo selvagem, neoliberalismo e desigualdades económicas) e a esquerda social (progressismo, exaltação das marginalidades, igualitarismo cultural). Um sistema em que os que manipulam o espectáculo – uma oligarquia transnacional globalizada cujo epicentro reside, ainda, nos Estados Unidos – permanecem inquestionáveis. (Não existem sequer garantias de que esse epicentro, cada vez mais desnacionalizado, esteja para sempre nos Estados Unidos. O sistema americanomorfo é sobretudo um modelo cultural, em cuja base estão os valores mercantis e o estilo de vida próprio da civilização norte-americana, e que hoje engloba tanto os Estados Unidos como a Europa ocidental e as elites económicas dos países emergentes. Apesar do seu braço musculado ser constituído pelos Estados Unidos, não se trata de um imperialismo de corte clássico, mas de um sistema global que trata de estender-se a todo o mundo.) E o sistema vomita pão e circo: uma cultura global estandardizada que não admite barreiras de nenhum tipo, sejam elas religiosas, morais, culturais ou nacionais. E para erodir essas barreiras são necessárias certas operações de engenharia social. É nessa promessa de liberdade absoluta onde o movimento gay – ou mais precisamente o LGBT – representa a demolição da última barreira: acabar com esse insuportável escândalo da natureza que consiste em não poder escolher o sexo.»
«Ideas y valores. Bajo el radar de los grandes titulares y más allá de la actualidad inmediata, las ideas y valores anticipan, en el plano metapolítico, el deslizarse de la Historia. Nuestra época se presenta, para muchos, como la de la “crisis de valores”. Nada más falso. Sí tiene valores. Los suyos. Y se defienden con dogmática intransigencia.
Si buscamos una encarnación paradigmática de los valores del sistema americanomorfo en su fase posmoderna, lo encontramos en el movimiento gay. El movimiento gay como expresión radical del liberalismo libertario: un condensado ideológico en el que confluyen los retales de las izquierdas y derechas de los últimos dos siglos. El liberalismo libertario entendido como colusión entre la derecha económica (capitalismo salvaje, neoliberalismo y desigualdades económicas) y la izquierda social (progresismo, exaltación de las marginalidades, igualitarismo cultural). Un sistema en el que los que manejan el show –una oligarquía transnacional globalizada cuyo epicentro reside, todavía, en Estados Unidos– permanecen incuestionables. (Tampoco hay garantías de que ese epicentro, cada vez más desnacionalizado, vaya a estar siempre en Estados Unidos. El sistema americanomorfo es ante todo un modelo cultural en cuya base están los valores mercantiles y la forma de vida propia de la civilización norteamericana, y que hoy engloba tanto a los Estados Unidos como a Europa occidental y a las élites económicas de los países emergentes. Aunque su brazo musculado lo constituyen los Estados Unidos no se trata de un imperialismo de corte clásico, sino de un sistema global que trata de extenderse por todo el mundo.) Y el sistema vomita pan y circo: una cultura global estandarizada que no admite barreras de ningún tipo, ya sean éstas religiosas, morales, culturales o nacionales. Y para erosionar esas barreras se precisan ciertas operaciones de ingeniería social. Es en esa promesa de libertad absoluta donde el movimiento gay –o más precisamente el LGBT– representa el allanamiento de la última barrera: acabar con ese insoportable escándalo de la naturaleza que consiste en no poder elegir el sexo.»
31/07/2022
A queda do Ocidente | La caída del Occidente
«A civilizações não perecem como as pessoas, a sua morte dura séculos e é sempre por suicídio, por um ódio vindo do interior. É o que desde Gibbon conhecemos como barbárie interna. No Ocidente, esta doença do organismo europeu iniciou-se com a Revolução Francesa e tornou-se uma infecção generalizada no século XIX, com a expansão do liberalismo, que minou os pilares da ordem tradicional da nossa cultura e instaurou no poder esse instrumento de destruição de toda a ordem espiritual que é o burguês voltairiano e democrata. Sem dúvida, o corolário do brutal e grosseiro materialismo novecentista encarnou no marxismo, que se complementava, de resto, com um hegelianismo pervertido, o que lhe proporcionou um conteúdo místico capaz de criar uma mitologia messiânica para conquistar as massas. Bastava um passo mal dado para que o admirável e belo edifício surgido no ano mil se derrocasse. Então chegou 1914. E depois, ainda pior, 1918. O Ocidente ficou nas mãos de oligarquias de demagogos a soldo dos poderes financeiros. Mais de um século de degradação permanente da vida cultural, religiosa e política se passou desde então.
Desde os anos 60 do século passado, o trabalho da elite intelectual europeia tem sido, essencialmente, condenar a sua própria tradição, torná-la um produto odioso de entes fantasmagóricos como o heteropatriarcado, o racismo, o capitalismo ou qualquer última causa da intelectualidade igualitarista e liberal. Esse discurso é o que agora permite a uma boa parte dos políticos e universitários europeus abominar a sua História e colaborar na criação de uma “Europa” pós-nacional, sem identidade, sem tradição e sem personalidade.»
«Las civilizaciones no perecen como las personas, su muerte dura siglos y siempre es por suicidio, por un odio sobrevenido a sí misma. Es lo que desde Gibbon conocemos como barbarie interna. En Occidente, esta enfermedad del organismo europeo se inició con la Revolución francesa y llegó a hacerse infección generalizada en el siglo XIX, con la extensión del liberalismo, que minó los pilares del orden tradicional de nuestra cultura e instauró en el poder a ese instrumento de destrucción de todo orden espiritual que es el burgués volteriano y demócrata. Sin duda, el corolario del basto y brutal materialismo decimonónico se encarnó en el marxismo, que se complementaba, además, con un hegelianismo pervertido, lo que le proporcionó un contenido místico capaz de crear una mitología mesiánica que conquistara a las masas. Bastaba un mal paso para que el admirable y bello edificio surgido en el año mil se viniera abajo. Entonces llegó 1914. Y tras él, aún peor, 1918. Occidente quedó en manos de oligarquías de demagogos a sueldo de los poderes financieros. Más de un siglo de degradación permanente de la vida cultural, religiosa y política ha pasado desde entonces.
Desde los años sesenta del pasado siglo, la labor esencial de la élite intelectual europea ha sido aborrecer su propia tradición, hacerla un producto odioso de entes fantasmagóricos como el heteropatriarcado, el racismo, el capitalismo o lo que sea la última ocurrencia de intelectualidad igualitarista y liberal. Ese discurso es el que ahora permite que buena parte de los políticos y universitarios europeos abominen de su historia y estén colaborando en la creación de una "Europa" postnacional, sin identidad, sin tradición y sin personalidad.»
08/07/2022
Uma nova religião (e 2) | Una nueva religión (y 2)
«Compreende-se então que que os principais refractários a esta avassaladora “judeolatria” sejam qualificados de negacionistas. Estes mostram-se, aos vigilantes da nova religião, como negadores, uns hereges e blasfemos inspirados pelo “diabo” em pessoa que, na sua linguagem, é conhecido como “ódio” e “racismo”. Estes inimigos da nova fé consideram-se possuídos pelo Mal, e contrariando a sua teimosa descrença nos interesses do “Povo Eleito”, tornam-se culpados de anti-semitismo, o novo “pecado capital” passível de condená-los e excluí-los eternamente da comunidade dos “justos”, e enviá-los para as “trevas exteriores” ad secula seculorum.
Contra estes descrentes, a intolerância chega a ser tal que agora basta expressar dúvidas ou mesmo “minimizar” a importância do martírio judeu (como sofrimento absoluto, causado pelo crime absoluto, para sempre inexpiável como antes tinha sido a paixão e o assassínio de Jesus) para se verem imediatamente expostos a uma perseguição impiedosa. Os escritos destes servidores do Maligno são colocados no novo Index Expurgatório e até submetidos a modernos autos-de-fé: apreensão e destruição. Os novos inquisidores, auxiliados por um exército de delatores e acusadores públicos, são todo-poderosos, chegando a fazer tremer presidentes, reis e Papas. Têm do seu lado a força, o dinheiro, as leis, o controlo das mentes e dos estômagos, e até a boa consciência. Mesmo nos piores tempos da Idade Média nunca se tinha visto algo igual.
Uma coisa parece certa: se a Igreja Católica não empreende uma verdadeira resistência contra esta ofensiva que pretende apoderar-se da mente dos seus fiéis e submetê-los aos dogmas da Shoah, assina então a sua sentença de morte. Vendo como as autoridades máximas vaticanas se ajoelham todos os dias perante o judaísmo e o seu braço político, o sionismo, e não perdem uma ocasião para pedir perdão ao “povo-Deus”, consideramos essa possibilidade como real e próxima.» (Arjun, 2009)
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«Se comprende entonces que los principales refractarios a esta avasalladora “judeolatría” sean calificados de negacionistas. Estos aparecen a los celadores de la nueva religión como negadores, unos herejes y unos blasfemos inspirados por el “diablo” en persona, que en su lenguaje es conocido como “el odio” y el “racismo”. Estos enemigos de la nueva fe se les supone habitados por el Mal, y contrariando con su pertinaz descreimiento a los intereses del “Pueblo Elegido” se vuelven culpables de antisemitismo, el nuevo “pecado capital” propio a condenarlos y excluirlos eternamente de la comunidad de los “justos”, y enviarlos a las “tinieblas exteriores” ad secula seculorum.
Contra estos descreídos, la intolerancia llega a ser tal que basta ahora expresar dudas o incluso “minimizar” la importancia del martirio judío (como sufrimiento absoluto, causado por el crimen absoluto, para siempre inexpiable como lo había sido la pasión y asesinato de Jesús) para verse expuesto de inmediato a una persecución despiadada. Los escritos de estos servidores del Maligno son puestos en el nuevo Indice Expurgatorio e incluso sometidos a modernos autos de fe: secuestro y destrucción. Los nuevos inquisidores auxiliados por un ejército de delatores y acusadores públicos son todopoderosos, llegando a hacer temblar a los presidentes, los reyes y los Papas. Tienen de su lado la fuerza, el dinero, las leyes, el control de las mentes y de los estómagos, y hasta la buena conciencia. Incluso en los peores tiempos de la Edad Media no se había visto algo igual.
Una cosa parece segura: si la Iglesia Católica no emprende una verdadera resistencia contra esta ofensiva que pretende apoderarse de la mente de sus fieles y someterlos a los dogmas de la Shoah, firma su sentencia de muerte. Viendo como las máximas autoridades vaticanas se prosternan a diario ante ante el judaísmo y su brazo político, el sionismo, y no pierden una ocasión de pedir perdón al “pueblo-Dios”, consideramos esa posibilidad como real y cercana.» (Arjun, 2009)
06/07/2022
Uma nova religião (1) | Una nueva religión (1)
«A Igreja Católica vê-se confrontada com as exigências de uma nova religião determinada a suplantar, entre outras, a sua. E, no entanto, parece incapaz de o reconhecer e reagir ante a ameaça de uma Shoah que ambiciona impor-se no Ocidente, e noutras partes do mundo, como uma nova religião que, por uma vez, poderíamos qualificar de verdadeiramente “judaico-cristã”.
Seria o chamado “Povo Eleito” que desempenharia o papel de novo Messias, por ter sofrido o “martírio” do Holocausto, culpa do “demónio nazi” que aqui representa o conjunto do mundo europeu, que deve assumir a sua culpabilidade até ao fim dos tempos. Como espécie de Gólgota teríamos Auschwitz, e em lugar do Santo Sepulcro de Cristo dos antigos cruzados, o lugar sagrado supremo para o qual deveriam voltar-se obrigatoriamente os olhares e as preces seria o Museu Yad Vashem de Jerusalém. O Santo Sudário e as outras relíquias originais seriam substituídas por esses montões de sapatos e óculos que se mostram aos turistas em alguns campos, e a Bíblia pelo “Diário de Anne Frank”.
Em substituição das actuais igrejas e templos de um cristianismo que se desvanece, temos todos esses monumentos e “memoriais” da Shoah que se tentam implantar até aos confins do planeta. A comprová-lo, em Janeiro de 2006, a ONU consagrou um dia dedicado à celebração do novo culto, cujo catecismo já é ensinado nas escolas de meio mundo, tal como através dos inumeráveis programas propagandeados permanentemente pelos meios de comunicação.» (Arjun, 2009)
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«La Iglesia Católica se ve confrontada a las exigencias de una nueva religión resuelta a suplantar, entre otras, la suya. Y sin embargo parece incapaz de darse cuenta y reaccionar ante la amenaza de una Shoah que ambiciona imponerse en Occidente, y aun en otras comarcas del mundo, como una nueva religión, que por una vez podríamos calificar de verdaderamente “judeocristiana”.
Sería el llamado “Pueblo Elegido” que fungiría de nuevo Mesías, por haber sufrido el “martirio” del Holocausto por culpa del “demonio nazi”, que aquí representa el conjunto del mundo europeo que debe asumir su culpabilidad hasta el final de los tiempos. A modo de Gólgota tendríamos Auschwitz, y en reemplazo del Santo Sepulcro de Cristo de los antiguos cruzados, el sagrado lugar supremo hacia el cual deberían obligatoriamente volverse las miradas y las plegarias sería el Museo Yad Vashem de Jerusalén. El Santo Sudario y otras originales reliquias serían reemplazadas por esos montones de zapatos y gafas que se les enseñan a los turistas en algunos campos, y la Biblia por el “Diario de Anna Frank”.
En substitución de los templos y las iglesias actuales de un cristianismo que se desvanece, tenemos todos esos monumentos y “memoriales” de la Shoah que se intentan implantar hasta en los confines del planeta. Tal es así que en enero del 2006, la ONU consagró una jornada para la celebración del nuevo culto cuyo catecismo ya es enseñado en las escuelas de medio mundo, así como a través de los innumerables programas propagandísticos que nos imponen permanentemente los medios de comunicación.» (Arjun, 2009)
26/06/2022
A civilização do Anticristo | La civilización del Anticristo
— Porque considera que a Rússia é uma representante da cultura tradicional enquanto que o Ocidente é uma espécie de Anticristo?
«Porque a Rússia defende os valores tradicionais e conservadores (a Igreja, o Estado, a família), enquanto o Ocidente se identifica com tudo o contrário: o pós-modernismo, o ateísmo e a indiferença com a religião, a abolição dos Estados nacionais para criar um governo mundial único, o casamento homossexual, o aborto, o transexualismo, etc. Sabemos muito bem como o progressismo ocidental vê o resto do mundo, mas muito poucas vezes se diz o que pensa o resto do mundo do “progressismo ocidental”; ou seja, vê-o como a “civilização do Anticristo”.»
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—¿Por qué considera que Rusia es un representante de la cultura tradicional mientras que el Occidente es más bien una especie de Anticristo?
«Porque Rusia defiende los valores tradicionales y conservadores (la Iglesia, el Estado, la familia), mientras que Occidente se identifica con todo lo contrario: el postmodernismo, el ateísmo y la indiferencia hacia la religión, la abolición de los Estados nacionales para crear un gobierno mundial único, el matrimonio homosexual, el aborto, el transexualismo, etc. Sabemos muy bien cómo el progresismo occidental ve al resto del mundo, pero muy pocas veces se dice lo que piensa el resto del mundo del “progresismo occidental”, es decir, lo ven como la “civilización del Anticristo”.»



















