Crónicas do Grande Despertar | Crónicas del Gran Despertar

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12/07/2023

Dinheiro, imprensa e liberalismo | Dinero, prensa y liberalismo


«Não há nenhum movimento proletário, nem sequer comunista, que não actue pelo interesse do dinheiro, na direcção assinalada pelo dinheiro, e com a duração marcada pelo dinheiro — sem que disso se apercebam os líderes que são verdadeiramente idealistas [nota: O grande movimento que utiliza os lemas marxistas não colocou os patrões na dependência dos trabalhadores, antes colocou a ambos — patrões e trabalhadores — sob a dependência da Bolsa]. O dinheiro pensa; o dinheiro dirige; tal é o estado das culturas decadentes, desde que a grande cidade se apoderou do resto do país. E, em última instância, não é sequer em menosprezo do espírito, o qual terminou vencedor, mas vencedor no reino das verdades, ou seja, no reino dos livros e dos ideais, reino que não é deste mundo. Os seus conceitos tornaram-se sagrados para a civilização incipiente. Mas o dinheiro vence no seu reino, que pertence precisamente a este mundo e só a este. [...]

Em Inglaterra descobriu-se o ideal da liberdade de imprensa e, ao mesmo tempo, o facto de que a imprensa serve a quem a possui. A imprensa não propaga, antes cria a opinião "livre".

As duas coisas juntas são o «liberalismo», isto é, são livres dos constrangimentos da vida apegada à terra, seja em direitos, formas ou sentimentos. O espírito é livre para toda a espécie de crítica, e o dinheiro é livre para todo o tipo de negócio. Mas ambas também se orientam, sem contemplações, para uma classe que não reconhece sobre si a superioridade do Estado. O espírito e o dinheiro, dado que são inorgânicos, não querem o Estado, como forma orgânica de alto simbolismo, que impõe respeito, antes como o mecanismo que serve para determinada finalidade.»

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«No hay movimiento proletario, ni siquiera comunista, que no actúe en interés del dinero y en la dirección marcada por el dinero y con la duración fijada por el dinero —sin que de ello se aperciban aquellos de los jefes que son verdaderamente idealistas [nota: El gran movimiento que hace uso de los lemas marxistas no ha puesto a los patronos bajo la dependencia de los trabajadores, sino que ha puesto a ambos —patronos y trabajadores— bajo la dependencia de la Bolsa]. El dinero piensa; el dinero dirige; tal es el estado de las culturas decadentes, desde que la gran ciudad se ha adueñado del resto del país. Y en última instancia no es siquiera en menoscabo del espíritu, el cual ha resultado vencedor, pero vencedor en el reino de las verdades, es decir, en el reino de los libros y los ideales, reino que no es de este mundo. Sus conceptos se han tornado sagrados para la civilización incipiente. Pero el dinero vence en su reino, que precisamente pertenece a este mundo y sólo a éste. [...]

En Inglaterra descubrióse el ideal de la libertad de prensa y, al mismo tiempo, el hecho de que la prensa sirve a quien la posee. La prensa no propaga, sino que crea la opinión «libre».

Ambas cosas juntas son «liberalismo», esto es, son libres de las constricciones de la vida, adherida a la tierra, ya sean derechos, formas o sentimientos. El espíritu es libre para toda especie de critica y el dinero es libre para toda clase de negocio. Pero ambas también se orientan, sin contemplaciones, hacia el predominio de una clase que no reconoce sobre sí la superioridad del Estado. El espíritu y el dinero, puesto que son inorgánicos, no quieren el Estado, como forma orgánica de alto simbolismo, que impone respeto, sino como mecanismo que sirve para determinada finalidad.»

08/07/2023

O dinheiro e a "liberdade de opinião" | El dinero y la "libertad de la opinión"


«Se se entende por democracia a forma que a terceira classe, como tal, deseja imprimir a toda a vida pública, então será preciso acrescentar que democracia e plutocracia significam o mesmo. São, uma a respeito da outra, o mesmo que o desejo a respeito da realidade, o mesmo que a teoria a respeito da prática, o mesmo que o conhecimento a respeito da concretização. Há um elemento trágico-cómico na luta desesperada que os reformadores e mestres da liberdade conduzem contra o efeito do dinheiro, quando eles próprios sustentam essa luta com o dinheiro. Entre os ideais da classe formada por aqueles que não pertencem a classe alguma, está não só o respeito ao grande número — respeito que se expressa nos conceitos de igualdade, de direito inato e, também, no princípio do sufrágio universal —, como também a liberdade de opinião pública, sobretudo a liberdade de imprensa. Estes são os ideais. Mas, na realidade, a liberdade de opinião pública requer a elaboração da dita opinião, e isto custa dinheiro; a liberdade de imprensa requer a possessão da imprensa, que é uma questão de dinheiro, e o sufrágio universal requer a propaganda eleitoral, que permanece na dependência dos desejos de quem a financia.

Os representantes das ideias não vêem mais do que um aspecto; os representantes do dinheiro, trabalham com o outro aspecto. Todos os conceitos de liberalismo e de socialismo foram postos em movimento pelo dinheiro e em interesse do dinheiro.»

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«Si se entiende por democracia la forma que la tercera clase, como tal, desea imprimir a toda la vida publica, entonces hay que añadir que democracia y plutocracia significan lo mismo. Son una con respecto a la otra lo que el deseo con respecto a la realidad, lo que la teoría con respecto a la práctica, lo que el conocimiento con respecto al éxito. Hay un elemento tragicómico en la desesperada lucha que los reformadores y maestros de la libertad dirigen contra el efecto del dinero, y es que ellos mismos sostienen esa lucha con dinero. Entre los ideales de la clase formada por los que no pertenecen a ninguna clase está no solamente el respeto al gran número —respeto que se expresa en los conceptos de igualdad, de derecho innato y también en el principio del sufragio universal—, sino también la libertad de la opinión pública, sobre todo la libertad de prensa. Estos son ideales. Pero en realidad, la libertad de la opinión pública requiere la elaboración de dicha opinión, y esto cuesta dinero; la libertad de la prensa requiere la posesión de la prensa, que es cuestión de dinero, y el sufragio universal requiere la propaganda electoral, que permanece en la dependencia de los deseos de quien la costea.

Los representantes de las ideas no ven más que un aspecto; los representantes del dinero, trabajan con el otro aspecto. Todos los conceptos de liberalismo y de socialismo han sido puestos en movimiento por el dinero y en interés del dinero.»

23/04/2022

Meios de manipulação maciça | Medios de manipulación masiva

 


«A imprensa é hoje um exército, com armas diferentes, cuidadosamente organizadas; os jornalistas são os oficiais; os leitores são os soldados. Mas acontece o mesmo que em todos os exércitos: o soldado obedece cegamente e as mudanças de objectivo e da planificação das operações verificam-se sem o seu conhecimento. O leitor não sabe nada do que acontece e não saberá sequer o papel que representa. Não existe maior escárnio da liberdade de pensamento. Antigamente não era lícito pensar livremente; agora é lícito, mas já não se pode fazê-lo. Pensa-se apenas o que é devido; e é isto o que se chama liberdade hoje em dia.
«Outro aspecto desta liberdade é que, sendo lícito a toda a gente dizer o que queira, também a imprensa é livre de o tomar em consideração e de dar, ou não, conhecimento. A imprensa pode condenar à morte uma “verdade”; basta-lhe não comunicá-la ao mundo. Esta é a formidável censura do silêncio, tanto mais poderosa quanto a massa servil dos leitores de jornais não se apercebe da sua existência.»

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«La prensa es hoy un ejército, con armas distintas, cuidadosamente organizadas; los periodistas son los oficiales; los lectores son los soldados. Pero sucede aquí lo que en todo ejército: el soldado obedece ciegamente y los cambios de objetivo y de plan de operaciones se verifican sin su conocimiento. El lector no sabe nada de lo que sucede y no ha de saber tampoco el papel que él representa. No hay más tremenda sátira contra la libertad de pensamiento. Antaño no era licito pensar libremente; ahora es licito hacerlo, pero ya no puede hacerse. Piénsase tan sólo qué sea lo que debe quererse; y esto es lo que se llama hoy libertad.
«Otro aspecto de esta libertad es que, siéndole licito a todo el mundo decir lo que quiera, la prensa es también libre de tomarlo en cuenta y conocimiento o no. Puede la prensa condenar a muerte una “verdad”; bástale con no comunicarla al mundo. Es esta una formidable censura del silencio, tanto más poderosa cuanto que la masa servil de los lectores de periódicos no nota su existencia.»