Crónicas do Grande Despertar | Crónicas del Gran Despertar

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05/09/2024

Uma aliança para derrotar os liberais | Una alianza para derrotar a los liberales


«Há excelentes representantes da direita e um bom número de pessoas honestas na esquerda ocidental. Alternativa para a Alemanha (AfD) é um grande movimento de direita e Sarah Wagenknecht é uma grande pessoa de esquerda. Nos EUA podemos encontrar Trump e Vance (à direita), mas também Tulsi Gabbard e Kennedy (à esquerda). E o mesmo se aplica a outros locais. No entanto, também existem globalistas de esquerda corruptos como Mélenchon, que salvam sempre liberais como Macron quando este é ameaçado pelas ofensivas populistas de Marine Le Pen. Há também radicais europeus de extrema-direita que lutam ao lado dos nazis de Azov contra a Rússia, ignorando ao mesmo tempo o facto de Zelensky ser um palhaço liberal, judeu, toxicodependente e perverso. Tal direita não passa de uma matilha ao serviço do liberalismo da OTAN.

Entre nós acontece o mesmo: há patriotas de direita, ortodoxos, monárquicos e até (Deus me perdoe, não conheço outro nome) “nacionalistas russos” que lutam na frente pelo nosso país. Há também patriotas de esquerda de coração que, para nós, são os heróis da Operação Militar Especial. No entanto, há escumalha russa que ataca Putin pela direita e a Ilyin pela esquerda. Acontece o mesmo em todo o lado.

Os termos direita e esquerda, portanto, podem já não ser tão úteis como anteriormente para compreender o mundo, mas… isto não se aplica aos liberais. Os bons liberais simplesmente não existem. Todos os liberais estão do lado do Governo Mundial e da hegemonia ocidental. Qualquer pessoa que esteja do lado destes poderes é um inimigo tanto da direita como da esquerda, porque o capitalismo é puro mal e deve ser demolido simultaneamente a partir das posições da direita e da esquerda.

Liberais como Soros, por outro lado, manipulam os preconceitos da “direita” e a corrupção dentro da “esquerda” em seu benefício. Para os derrotar precisamos de uma aliança entre a direita e a esquerda contra os liberais: é um imperativo que devemos aplicar tanto na Rússia como em todo o lado.

A verdadeira direita e a verdadeira esquerda representam o povo, enquanto os liberais trabalham para as oligarquias. Não existem bons liberais, uma vez que um bom liberal é um liberal ausente ou (na melhor das hipóteses) um liberal antiquado. Também não faz sentido demonstrar que nem todos os liberais são iguais; sejam de direita ou de esquerda, continuam a ser liberais.»

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«Existen muy buenos representantes de la derecha y una buena cantidad de personas honestas en la izquierda occidental. Alternativa para Alemania es un excelente movimiento de derecha y Sarah Wagenknecht es una gran persona de izquierda. En EEUU podemos encontrar a Trump y Vance (derechistas), pero también a Tulsi Gabbard y Kennedy (izquierdistas). Y lo mismo se aplica a otros lugares. Sin embargo, también existen globalistas corruptos de izquierda como Mélenchon que siempre salvan liberales como Macron cuando este se ve amenazado por las ofensivas populistas de Marine Le Pen. Igualmente existen ultraderechistas europeos que luchan del lado de los nazis de Azov* en contra de Rusia, mientras ignoran el hecho de que Zelenski es un payaso liberal, judío, drogadicto y perverso. Tal derecha no es más que un montón de perros al servicio del liberalismo de la OTAN.

Lo mismo sucede con nosotros: existen patriotas de derecha, ortodoxos, monárquicos e incluso (Dios me perdone, pues no conozco otro nombre) “nacionalistas rusos” que luchan en el frente por nuestro país. También existen patriotas de izquierda de corazón que, para nosotros, son los héroes de la Operación Militar Especial. Sin embargo, existen escoria rusa que ataca a Putin desde la derecha y a Ilyin desde la Izquierda. Lo mismo sucede en todas partes.

Así que los términos de derecha e izquierda pueden ya no ser tan útiles como antes para entender el mundo, pero… esto no se aplica a los liberales. Los liberales buenos simplemente no existen. Todos los liberales están del lado del Gobierno Mundial y la hegemonía occidental. Todo aquel que se ponga del lado de estos poderes es un enemigo tanto de la derecha como de la izquierda, porque el capitalismo es pura maldad y debe ser demolido simultáneamente desde posiciones de derecha e izquierda.

Los liberales como Soros, en cambio, manipular los prejuicios de la “derecha” y la corrupción dentro de la “izquierda” en su beneficio. Para vencerlos necesitamos una alianza entre la derecha y la izquierda contra los liberales: es un imperativo que debemos aplicar tanto en Rusia como en todas partes.

La verdadera derecha y la verdadera izquierda representan al pueblo, mientras que los liberales trabajan para las oligarquías. No existen buenos liberales, pues un liberal bueno es un liberal ausente o (en el mejor de los casos) un liberal a la vieja usanza. Tampoco tiene sentido demostrar que todos los liberales no son iguales, ya sean de derecha o de izquierda, siguen siendo liberales.» [artigo original : censurado por la “democracia” occidental]

25/08/2024

O Estado-civilização | El Estado-civilización



«Martin Jacques, no seu livro When China Rules the World [“When China Rules The World: The Rise of the Middle Kingdom and the End of the Western World”, 2009], estabelece uma comparação nítida entre o Estado-Civilização e o Estado-Nação, identificando seis pontos de referência: identidade, unidade, responsabilidade, diversidade, cobertura histórica e cobertura geográfica. Para o Estado civilizacional, a identidade provém da cultura, tal como a língua, a religião, os valores familiares, as relações sociais e os símbolos históricos, enquanto que para o Estado-Nação, a identidade provém da constituição. Neste sentido, a identidade civilizacional é mais primordial, enquanto a identidade do Estado-Nação é modernista.

Para o Estado-Civilização, a unidade da civilização é a prioridade política definidora, enquanto que para o Estado-Nação, a unidade é a “unidade nacional”. Para os Estados-civilização, a manutenção e preservação da unidade é uma responsabilidade sagrada e um dever do Estado, enquanto que para o Estado-Nação a responsabilidade é apenas determinada pela Constituição, onde os direitos e responsabilidades são especificamente definidos. Para o Estado civilizacional, a homogeneidade racial é a principal característica para dar conta da diversidade, enquanto no Estado-Nação se acomoda a diversidade racial e étnica.

Para o Estado-Civilização, o passado é a referência e a norma para o presente; no entanto, no Estado-Nação celebram-se a tradição, os costumes e os mitos nacionais. Para o Estado civilizacional a cobertura geográfica está exclusivamente ligada à história, enquanto que para o Estado-Nação a cobertura geográfica é constitucionalmente garantida a nível nacional.»

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«Martin Jacques, en su libro When China Rules the World [“When China Rules The World: The Rise of the Middle Kingdom and the End of the Western World”, 2009], establece una aguda comparación entre el Estado Civilización y el Estado nación, identificando seis puntos de referencia: identidad, unidad, responsabilidad, diversidad, cobertura histórica y cobertura geográfica. Para el Estado civilizacional, la identidad proviene de la cultura, como la lengua, la religión, los valores familiares, las relaciones sociales y los símbolos históricos, mientras que para el Estado nación, la identidad proviene de la constitución. En este sentido, la identidad civilizacional es más primordial, mientras que la identidad del Estado nación es modernista.

Para el Estado Civilización, la unidad de la civilización es la prioridad que define la política, mientras que para el estado nación, la unidad es la "unidad nacional". Para los Estados Civilización, el mantenimiento y la preservación de la unidad es una responsabilidad sagrada y un deber del Estado, mientras que para el Estado nación la responsabilidad sólo la determina la Constitución, donde se definen específicamente los derechos y las responsabilidades. Para el Estado civilizacional, la homogeneidad racial es la característica principal para dar cuenta de la diversidad, mientras que en el estado nación se da cabida a la diversidad racial y étnica.

Para el Estado Civilización, el pasado es la referencia y la norma para el presente; sin embargo, en el Estado nación se celebran la tradición nacional, las costumbres y los mitos. Para el Estado civilizacional, la cobertura geográfica está exclusivamente vinculada a la historia, mientras que para el Estado nación la cobertura geográfica está constitucionalmente garantizada a nivel nacional.» [artigo integral]

05/07/2024

O parasitismo Cultural | El parasitismo Cultural


O parasitismo Cultural surge da mesma forma que o parasitismo surge na política. Um parasita é simplesmente uma forma de vida que vive dentro ou sobre o corpo de outra forma de vida, à sua custa. Envolve, portanto, o direccionamento de parte da energia do hospedeiro para um fim estranho ao seu interesse. Isto é absolutamente inevitável: se a energia de um organismo está a ser gasta em algo que não seja o seu próprio desenvolvimento, está a ser desperdiçada. O parasitismo é inevitavelmente prejudicial para o hospedeiro. Os danos aumentam proporcionalmente ao crescimento e disseminação do parasita.

Qualquer grupo que não participe no sentimento-Cultura, mas que viva dentro do corpo-Cultura, implica necessariamente uma perda para a Cultura. Tais grupos formam áreas de tecido anestésico, por assim dizer, no corpo da Cultura. Tal grupo, ao situar-se fora da necessidade histórica, do Destino da Cultura, milita inevitavelmente contra esse Destino. Este fenómeno não depende de forma alguma da vontade humana. O parasita está espiritualmente fora, mas fisicamente dentro. Os efeitos sobre o organismo hospedeiro são perniciosos, tanto física como espiritualmente.

O primeiro efeito físico dos grupos não participantes dentro do corpo de uma Cultura, é que os números da população da Cultura são deste modo reduzidos. Os membros do grupo estranho ocupam o lugar dos indivíduos pertencentes à Cultura, que assim nunca nascem. Reduz artificialmente o número das populações culturais pelo número do grupo parasita. No parasitismo animal e humano, um dos numerosos efeitos sobre o hospedeiro é a perda de nutrição, e o parasitismo cultural é análogo. Ao reduzir o número de indivíduos da Cultura, um parasita da Cultura está a privar a Ideia Cultural da única forma de nutrição física de que necessita – um fornecimento constante de material humano adequado à sua tarefa de vida.

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El parasitismo Cultural surge de la misma manera que el parasitismo político. Un parásito es simplemente una forma de vida que vive en, o sobre, el cuerpo de otra forma de vida y a sus expensas. Significa pues, la canalización de una parte de la energía del anfitrión en una dirección ajena a sus intereses. Esto es completamente inevitable: si la energía de un organismo se gasta en algo que no tiene nada que ver con su propio desarrollo, está siendo derrochada. El parasitismo es inevitablemente dañino para el anfitrión. El daño aumenta proporcionalmente al crecimiento y a la expansión del parásito.

Todo grupo que no toma parte en el sentimiento de la Cultura, pero que vive dentro del cuerpo Cultural, necesariamente implica una pérdida para la Cultura. Tales grupos, forman zonas de tejido anestésico, por así decirlo, en el cuerpo Cultural. Al permanecer fuera de la necesidad histórica del Destino de la Cultura, inevitablemente militan contra ese Destino. Ese fenómeno no depende, en manera alguna, de la voluntad humana. El parásito está espiritualmente fuera, pero físicamente dentro. Los efectos sobre el organismo anfitrión son deletéreos, tanto física como espiritualmente.

El primer efecto físico de los grupos no participantes en el cuerpo de una Cultura consiste en que la población de la Cultura se reduce a causa de ello. Los miembros del grupo extraño ocupan el lugar de individuos pertenecientes a la Cultura, que así nunca llegan a nacer. Reduce artificialmente la población de la Cultura en la misma proporción que la importancia numérica del grupo parasitario. En el parasitismo animal y humano, uno de los numerosos efectos sobre el anfitrión es la pérdida de alimentación, y el parasitismo Cultural es análogo. Al reducir el número de los individuos de una Cultura, un parásito Cultural priva a la Idea Cultural de la única clase de alimento físico que necesita: el suministro constante de material humano adecuado a su tarea vital. (Francis Parker Yockey, Imperium, 1948)

15/05/2024

O espírito capitalista | El espíritu capitalista


«Sombart observa que, com o tempo, se produziu uma alteração na mentalidade burguesa e, por isso, fala da passagem do que designa por “burguês à moda antiga” (dos inícios do capitalismo no séc. XVIII) ao homem económico moderno, homo economicus. O burguês à antiga era “um empresário capitalista que procurava o lucro como objectivo e fundava empresas como um meio para alcançá-lo”, pois isto era considerado uma virtude burguesa. No entanto percebe-se que o burguês à antiga se guia, antes de tudo, pela consideração do bem e do mal: a riqueza não é um fim em si mesmo, mas um meio para criar e conservar valores em relação com a vida. Procura a calma e o descanso acima de tudo. Pelo contrário, o espírito do homem económico moderno caracteriza-se pela sua atracção pelo ilimitado e pelo infinito. Não é por acaso que, em A Decadência do Ocidente, Spengler fala dessa paixão “faustica” ocidental pelo ilimitado e pelo infinito. O homem económico moderno procura ganhar tanto quanto seja possível, fazer prosperar o seu negócio ao máximo, sem outro interesse além do próprio lucro. É uma lógica interminável: é, simultaneamente, ilimitada e, em sentido teleológico, sem outro fim à vista. A figura do Fausto de Goethe, aliado do demónio Mefistófeles, parece ser a imagem invertida do homem piedoso liberto das grilhetas eclesiásticas que estava só perante Deus. Os seus instrumentos são a magia e o dinheiro. Este livro apareceu precisamente nos alvores das revoluções técnica, industrial e económica ocidental. Goethe vê o amanhecer desta empresa sem precedentes, que tem como objectivo reconstruir o mundo, misturando o conformismo burguês e o Antigo Regime, ao qual já não lhe restam forças para continuar a existir. Fausto é a encarnação da nova aventura iniciada pelo capitalismo.

Livre do poder da racionalização, o homem de negócios moderno pode concentrar-se inteiramente em ampliar o seu comércio com a intenção de querer cada vez mais. A este último tortura-o a aspiração ao infinitamente grande: lucrum in infinitum, a procura do lucro pelo lucro. Mas a procura do lucro é necessária a qualquer economia capitalista que queira prosperar, pelo que deve sempre ir além das suas necessidades. Baudrillard interessou-se especialmente pelo acto do consumo no mundo moderno. O posicionamento do homem moderno é de um homem ávido do consumo interminável das “experiências” que lhe pode proporcionar o mundo comercial. Este mundo comercial não é, na realidade, mais do que um mercado do desejo que se vê obrigado a passar pela sedução (Michel Clouscard) e pelo espectáculo (no sentido em que Guy Debord o entende em A Sociedade do Espectáculo) como “fetichismo da mercadoria”, que foi teorizado primeiramente por Marx. O objectivo é controlar o universo simbólico para perpetuar e acentuar a lógica capitalista. Como diz Baudrillard em A Sociedade do Consumo: “É preciso experimentar tudo, porque, ao consumidor, persegue-o o medo de ‘perder’ alguma coisa, ou seja, o desfrute de qualquer tipo. Nunca sabe se tal ou qual contacto, tal ou qual experiência (Natal nas Canárias, enguia com whisky, museu do Prado, LSD, fazer amor à japonesa) não lhe causará uma ‘sensação’ única. Já não é o desejo, nem sequer o ‘gosto’ ou uma inclinação específica o que está em jogo; é uma curiosidade generalizada impulsionada por uma obsessão difusa: é a ‘moral da diversão’ ou o imperativo de divertir-se, de explorar ao máximo todas as possibilidades de se emocionar, desfrutar ou gratificar-se”.

É nessa orientação forçada da actividade capitalista onde reside a possibilidade psicológica tanto da aspiração ao infinitamente grande como ao infinitamente pequeno. A aspiração ao infinito só se pode satisfazer, por sua vez, mediante o desenvolvimento da técnica moderna e o ódio à harmonia natural. Esse desenvolvimento pretende “alcançar um estado que não se define por nada, a não ser pela capacidade de alcançar novos estados”, como explica Cornelius Castoriadis, e reintegrar desse modo o infinito no mundo material. Se os empresários quiserem seguir o ritmo das invenções tecnológicas, só o poderão fazer ampliando indefinidamente os seus negócios. Em consonância com esta evolução, produz-se o infinitamente pequeno através da contracção do tempo e da minimização de custos. O capitalismo, com a ajuda da tecnologia, determina o ritmo da vida espiritual do homem económico moderno, que se vê obrigado a apressar-se, ainda que não queira seguir por esse caminho. O que diferencia fundamentalmente o homem moderno do homem tradicional, é que ele deixou de ser a medida de todas as coisas. Os traços psíquicos do homem moderno definem-se por uma racionalização absoluta que impregna todos os âmbitos da vida, e uma proclamação da superioridade do lucro sobre todos os outros valores. De facto, certo número de virtudes burguesas, próprias do burguês de antigamente (diligência, poupança, honorabilidade), perderam-se no homem económico moderno e tornaram-se, pelo contrário, em princípios objectivos inerentes a toda a conduta económica. A natureza da actividade económica deixou de ser empírica (a economia da procura e do uso) para passar a ser racional (a economia da oferta e do intercâmbio).»

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«Sombart observa que con el tiempo se produjo un cambio en la mentalidad burguesa y por eso habla de un paso de lo que llama el “burgués de viejo cuño” (de los comienzos del capitalismo en el siglo XVIII) al hombre económico moderno, homo economicus. El burgués a la antigua era “un empresario capitalista que buscaba el beneficio como objetivo y fundaba empresas como un medio para alcanzarlo”, ya que esto era considerado como una virtud burguesa. Sin embargo, se entiende que el burgués a la antigua se guía ante todo por la consideración del bien y del mal: la riqueza no es un fin en sí mismo, sino un medio para crear y conservar valores en relación con la vida. Busca la calma y el descanso por encima de todo. En cambio, el espíritu del hombre económico moderno se caracteriza por su atracción por lo ilimitado y lo infinito. No es casualidad que en La decadencia de Occidente Spengler hable de esa pasión “fáustica” occidental por lo ilimitado o lo infinito. El hombre económico moderno busca ganar tanto como sea posible, hacer prosperar su negocio lo más que pueda, sin otro interés que la propia ganancia. Es una lógica interminable: a la vez ilimitada y, en sentido teleológico, sin otro fin a la vista. La figura del Fausto de Goethe, aliado del demonio Mefistófeles, parece ser una imagen invertida del hombre piadoso liberado de los grilletes eclesiásticos que estaba solo ante Dios. Sus instrumentos son la magia y el dinero. Precisamente este libro apareció en los albores de las revolución técnica, industrial y económica occidental. Goethe ve el amanecer de esta empresa sin precedentes que tiene como objetivo reconstruir el mundo, mezclando el conformismo burgués y el Antiguo Régimen al cual ya no le quedan fuerzas para continuar existiendo. Fausto es la encarnación de la nueva aventura iniciada por el capitalismo.

Libre del poder de la racionalización, el hombre de negocios moderno puede concentrarse enteramente en ampliar su comercio con la intención de querer cada vez más. A este último le tortura la aspiración a lo infinitamente grande: lucrum in infinitum, la búsqueda de la ganancia por la ganancia. Pero la búsqueda de la ganancia es necesaria para cualquier economía capitalista si quiere prosperar, por lo que siempre debe ir más allá de sus necesidades. Baudrillard se interesó especialmente por el acto de consumo en el mundo moderno. El planteamiento del hombre moderno es el de un hombre ávido de consumo interminable de “experiencias” que le puede proporcionar el mundo comercial. Este mundo comercial no es en realidad más que un mercado del deseo que se ve obligado a pasar por la seducción (Michel Clouscard) y el espectáculo (en el sentido en que Guy Debord la entiende en La sociedad del espectáculo) como “fetichismo de la mercancía”, que fue teorizado por primera vez por Marx. El objetivo es controlar el universo simbólico para perpetuar y acentuar la lógica capitalista. Como dice Baudrillard en La sociedad del consumo: “Hay que probarlo todo, porque al consumidor le persigue el miedo a ‘perderse’ algo, es decir, el disfrute de cualquier tipo. Nunca sabe si tal o cual contacto, tal o cual experiencia (Navidad en Canarias, anguila o whisky, el Prado, L.S.D., hacer el amor a la japonesa) no le producirá una ‘sensación’ distinta. Ya no es el deseo, ni siquiera el “gusto” o una inclinación específica lo que está en juego, es una curiosidad generalizada impulsada por una obsesión difusa: es la ‘moral de la diversión’ o el imperativo de divertirse, de explotar al máximo todas las posibilidades de emocionarse, disfrutar o gratificarse”.

Es esa orientación forzada de la actividad capitalista donde reside la posibilidad psicológica tanto de la aspiración a lo infinitamente grande como a lo infinitamente pequeño. La aspiración al infinito sólo puede satisfacerse, a su vez, mediante el desarrollo de la técnica moderna y el odio hacia la armonía natural. Este desarrollo pretende “alcanzar un estado que no se define por nada, salvo por la capacidad de alcanzar nuevos estados”, como explica Cornelius Castoriadis, y reintegrar de ese modo lo infinito en el mundo material. Si los empresarios quieren seguir el ritmo de las invenciones tecnológicas sólo podrán hacerlo ampliando indefinidamente sus negocios. En consonancia con esta evolución se produce lo infinitamente pequeño mediante la contracción del tiempo y la minimización de los costes. El capitalismo, con la ayuda de la tecnología, determina el ritmo de la vida espiritual del hombre económico moderno que se ve obligado a darse prisa, aunque no quiera seguir ese camino. Lo que diferencia fundamentalmente al hombre moderno del hombre tradicional es que ha dejado de ser la medida de todas las cosas. Los rasgos psíquicos del hombre económico moderno se definen por una racionalización absoluta que impregna todos los ámbitos de la vida y una proclamación de la superioridad de la ganancia sobre todos los demás valores. De hecho, cierto número de virtudes burguesas propias del burgués de antaño (diligencia, ahorro, honorabilidad) se han perdido en el hombre económico moderno y más bien se han convertido en principios objetivos inherentes a toda conducta económica. La naturaleza de la actividad económica ha pasado de ser empírica (la economía de la demanda y el uso) a ser racional (la economía de la oferta y el intercambio).»[artigo integral]

25/03/2024

Pessoa ou indivíduo? | ¿Persona o indivíduo?


«Há muitos hoje que lamentam a "crise de personalidade" e, enquanto ainda se fazem passar por defensores da civilização ocidental, apelam muitas vezes aos "valores da personalidade", mantendo ser uma parte essencial da tradição europeia.

Assim, apresenta-se um problema que não pode ser resolvido simplesmente pela polémica fácil contra o colectivismo, a mecanização, a padronização e a ausência de alma da existência moderna. Além disso, devemos dizer isto de maneira clara: o que exactamente deve ser salvo? Os intelectuais de hoje que têm no coração a "defesa da personalidade" não dão uma resposta satisfatória, porque se agarram ao que eu chamei de regime de formas residuais e, quase sem excepção, pensam e avaliam em termos de liberalismo, direito natural ou humanismo.

O verdadeiro ponto de partida deveria ser, ao invés disso, a distinção entre pessoa e indivíduo. Em rigor, o conceito de indivíduo é o de uma unidade abstracta, sem forma e numérica. Como tal, o indivíduo não tem qualidade própria, daí nada que realmente o distinga. Considerados simplesmente como indivíduos, pode-se supor que todos os homens e mulheres são iguais, para que possamos atribuir direitos iguais e responsabilidades para com eles e presumivelmente igualar "dignidade" como "seres humanos" (o conceito de "ser humano" é apenas uma versão digna de indivíduo). Em termos sociais, isto define o nível existencial próprio dos "direitos naturais", do liberalismo, do individualismo e o da democracia absoluta. Um dos principais e mais aparentes aspectos da decadência moderna, refere-se, de facto, ao advento do individualismo como uma consequência do colapso e destruição das antigas, orgânicas e tradicionais estruturas hierárquicas, que foram substituídas principalmente pela multiplicidade atómica de indivíduos no mundo da quantidade, ou seja, as massas.

A "defesa da personalidade" parece insignificante e absurda quando medida em qualquer base individual. Não faz sentido posicionar-se contra o mundo das massas e da quantidade sem se dar conta que foi o próprio individualismo que levou a isso, no decorrer de um dos processos de "libertação" que, historicamente, terminaram na direcção oposta. Na nossa época, este processo já teve um carácter irreversível.»

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«Numerosos son los que deploran hoy la "crisis de la personalidad" y los que se presentan como los defensores de la civilización occidental, apelan a menudo a los "valores de la personalidad", que consideran como un elemento completamente esencial de la Tradición europea.

Un problema se plantea, pues, y no basta, para esclarecerlo, mantenerse en los fáciles ataques al colectivismo, la "normalización", la mecanización y la "desanimación" de la existencia moderna. Haría falta, además, precisar claramente lo que debe ser salvado. Pero los intelectuales que asumen hoy de corazón la "defensa de la personalidad" no aportan ninguna respuesta satisfactoria a esta cuestión, por lo que permanece en lo que hemos llamado ya el régimen de las formas residuales y continúan casi sin excepción, pensando y juzgando según las categorías del liberalismo, del derecho natural o del humanismo.

El verdadero punto de partida debe situarse, por el contrario, en la distinción entre persona e individuo. En sentido estricto, la noción del individuo es la de una unidad abstracta, informe, numérica. Como tal, el individuo no tiene cualidades propias, ni nada, en consecuencia, que lo diferencie verdaderamente. Contemplados en tanto que simples individuos, puede decirse que todos los hombres (y mujeres) son iguales, de suerte que se les puede atribuir derechos y deberes, asimismo iguales, y una "dignidad" presuntamente igual en tanto que "seres humanos" (la noción de "ser humano" no es más que una transcripción "dignificada" de la del individuo). Sobre el plano social, esto define el nivel existencial tal como lo fijan el "derecho natural", el liberalismo, el individualismo y la democracia absoluta. Uno de los principales aspectos y uno de los más evidentes de la decadencia moderna es precisamente el advenimiento del individualismo, consecuencia del hundimiento y de la destrucción de las precedentes estructuras orgánicas y jerárquicas tradicionales reemplazadas en tanto que elemento básico por la multiplicación atómica de los individuos en el mundo de la cantidad. Es decir, por la masa.

En la medida en que la "defensa de la personalidad" se fundamenta sobre el individualismo, es insignificante y absurda. Es ilógico tomar posición contra el mundo de las masas y de la cantidad y no darse cuenta de que es precisamente el individualismo quien ha conducido a estar ahí, en el curso de uno de estos procesos de "liberación" del hombre del que hemos hablado y que han concluido históricamente con un giro en la dirección opuesta. En nuestra época, este proceso tiene ahora consecuencias irreversibles.» (Cabalgar el tigre, 1961)

30/12/2023

A "moderação" contra o populismo | La "moderación" contra el populismo


«O problema é que os malvados, as classes dominantes, conseguiram tornar seus aliados as elites intelectuais e os meios de informação, criadores de opinião e de manipulação de massas, para assumir a tarefa de enganar e vigarizar a maioria dos cidadãos, para que se submetam aos seus governos e consintam em ser doutrinados, até adquirir "falsas consciências", como diria um marxista.
E isto passa-se porque, desde os inícios do séc. XX, os políticos progressistas e liberais, e os seus compinchas empresariais e financeiros, persuadiram um número cada vez maior de intelectuais a desculpar e legitimar os diversos governos, a troco de subsídios ou de acesso a empregos mais ou menos lucrativos, dependentes das agências governamentais e entidades reguladoras, do estado de bem-estar social, da enorme burocracia utilizada por mafiosos e corruptos como bolsas de emprego, para os favorecer e comprar. A tarefa de moldar a opinião pública foi encomendada a uma classe privilegiada e apaparicada de intelectuais, académicos, cientistas sociais, tecnocratas, cientistas políticos, trabalhadores sociais, jornalistas, trovadores, bobos, comentadores... [...]

É preciso não esquecer que o grande temor das elites governamentais é um populismo reaccionário, de gente decente. Preferem uma discussão supostamente cordial, comedida, solene e sem acritude. Os políticos progressistas temem especialmente, e advertem contra a chamada política do ressentimento, precisamente porque o ressentimento estaria dirigido contra si, por parte daqueles a quem saqueiam e parasitam. A única alternativa é voltar à política ferozmente ideológica e altamente partidista de tempos pretéritos, com uma componente clara e rotunda de amargo ressentimento pessoal contra os progressistas e social-democratas diversos.
A estratégia dos reaccionários decentes deve apontar as mentiras, a corrupção e os escândalos de membros concretos do consenso social-democrata e, especialmente, os membros do "centrão" no poder.

O principal objectivo é conseguir que os reaccionários decentes compreendam uma ideia simples, assimilada há muito tempo pela esquerda: a política é a guerra. Como dizia Carl Schmitt, "o adversário tenta negar o estilo de vida do seu oponente e, portanto, deve ser rejeitado ou combatido para preservar o próprio". Está em jogo a nossa forma de vida, a nossa civilização, a nossa existência. Além do que foi referido, a política implica aquilo que Schmitt designa por "inimizade", ou a distinção entre "amigo e inimigo", conceitos "que devem entender-se no seu sentido concreto e existencial, não como metáforas ou símbolos". Então, citando de novo Schmitt: "A guerra nasce da inimizade. A guerra é a negação existencial do inimigo". Trata-se, sem dúvida alguma, de uma guerra no sentido existencial. As elites governamentais, em virtude do seu controlo do aparelho de Estado, não só ameaçam com violência física, e até com a morte (morte física ou morte civil) contra os governados que não se submetam às suas normas e imposições, como também praticam a violência e o assassinato contra os dissidentes e insubmissos.»

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«El problema es que los malos, las clases dominantes, han conseguido que las élites intelectuales y los medios de información, creadores de opinión y manipulación de masas sean sus aliados, para que asuman la tarea de engatusar, embaucar a la mayoría de los ciudadanos para que se sometan a sus gobiernos y consientan que los adoctrinen hasta adquirir “falsas conciencias”, como diría un marxista.
Y esto ocurre porque, desde principios del siglo XX, los políticos progresistas y liberales y sus compinches empresariales y financieros han inducido a un número cada vez mayor de intelectuales a disculpar y legitimar a los diversos gobiernos a cambio de subsidios o de acceso a empleos más o menos lucrativos, dependientes de las agencias gubernamentales y oficinas reguladoras, del estado del bienestar, la enorme burocracia utilizada por los mafiosos y corruptos como bolsas de empleo para premiarlos. La tarea de moldear la opinión pública ha sido encomendada a una clase privilegiada y mimada de intelectuales, académicos, científicos sociales, tecnócratas, científicos políticos, trabajadores sociales, periodistas, trovadores, bufones, tertulianos… [...]

No se olvide que lo que las élites gobernantes temen es un populismo reaccionario, de gente decente. Prefieren una discusión supuestamente cordial, con comedimiento, solemne y sin acritud. Los políticos progresistas temen especialmente y advierten contra la llamada política del resentimiento, precisamente porque el resentimiento estaría dirigido hacia ellos por parte de aquellos a quienes saquean y de los que parasitan. La única alternativa es regresar a la política ferozmente ideológica y altamente partidista de tiempos pretéritos con un componente claro y rotundo de amargo resentimiento personal hacia los progresistas y socialdemócratas diversos.
La estrategia de los decentes-reaccionarios debe apuntar hacia las mentiras, la corrupción y los escándalos de miembros concretos de los miembros del consenso socialdemócrata y especialmente de los miembros de la coalición gobernante.

El principal objetivo debe ser conseguir que los decentes y reaccionarios comprendan una idea simple, asimilada hace mucho tiempo por la izquierda, de que la política es la guerra.
Como decía Carl Schmitt, “el adversario intenta negar el estilo de vida de su oponente y, por lo tanto, debe ser rechazado o combatido para preservar el propio”. Está en juego nuestra forma de vida, nuestra civilización, nuestra existencia. Además de lo anterior, la política implica lo que Schmitt llama “enemistad” o la distinción entre “amigo y enemigo”, conceptos “que deben entenderse en su sentido concreto y existencial, no como metáforas o símbolos”. Pues, citando de nuevo a Schmitt: “La guerra se sigue de la enemistad. La guerra es la negación existencial del enemigo". Sin duda alguna, se trata de una guerra en el sentido existencial. Las élites gobernantes, en virtud de su control del aparato del Estado, no solo amenazan con violencia física e incluso la muerte (muerte física o muerte civil) contra los gobernados por no someterse a sus impuestos y normas, sino que también practican la violencia y el asesinato contra los disidentes o insumisos entre los gobernados. [artigo original]

03/12/2023

O que era o fascismo? | ¿Qué fué el fascismo?


«Não existe um fascismo real sem uma ideia que mostre a todos as perspectivas de uma grande obra. E o verdadeiro fascismo consiste precisamente em associar toda a nação a esta obra, em mobilizá-la inteiramente para ela, em fazer de cada um dos que trabalham um pioneiro e um soldado desta tarefa, e dar-lhe assim o orgulho de ter lutado na sua fileira. O espírito do fascismo consiste sobretudo em impregnar cada um da grandeza da tarefa realizada por todos, e dar-lhe assim uma alegria interior, uma ocupação profunda, um objectivo final que iluminará e transformará a sua própria existência.»

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«No hay fascismo real sin una idea que muestre a todos las perspectivas de una gran obra. Y el verdadero fascismo consiste precisamente en asociar a toda la nación a esta obra, en movilizarla enteramente para ella, en hacer de cada uno de los que trabajan un pionero y un soldado de esta tarea y darle así el orgullo de haber luchado en su fila. El espíritu del fascismo consiste sobre todo en impregnar a cada uno de la grandeza de la tarea realizada por todos y dar así a cada uno una alegría interior, una ocupación profunda, un objetivo vital que iluminará y transformará su propia existencia.»

05/11/2023

A essência do sionismo | La esencia del sionismo


«Estas ideias tiveram muito a ver com a formação do sionismo, uma vez que o sionismo é uma forma de satanismo judeu, ou um satanismo no interior do judaísmo, que pretende anular todos os fundamentos da sua religião. Se, na tradição judia, se estabelece que é necessário esperar a chegada do Mashíaj, o sionismo diz que o judeu é já um deus, pelo que muitos judeus ilustrados adoptaram o sionismo. Por outro lado, o sionismo é um prolongamento do judaísmo, mas também a sua refutação. Os sionistas dizem que não há necessidade de se arrependerem de nada, pois já sofreram bastante durante dois mil anos, e agora são deuses. Tal teologia explica muitas peculiaridades do actual Estado sionista e o apoio que Israel recebe de judeus laicos, judeus liberais, judeus comunistas, judeus capitalistas, judeus cristãos, judeus muçulmanos, judeus hindus, etc., que não são outra coisa que as redes criadas pelo frankismo [de Jacob Frank, cuja doutrina secreta mudou totalmente a concepção judaica do Messias - NdT] depois de cada um deles cometer a "santa traição" ao criar um Estado judeu, lograr o domínio mundial e proibir qualquer crítica ao sionismo (em alguns estados dos Estados Unidos os ataques ao Estado de Israel são equiparados ao anti-semitismo). A única coisa que falta para cumprir esta teologia, é demolir a mesquita de Al-Aqsa e construir o Terceiro Templo. O Knesset [parlamento israelita] já reservou os fundos destinados à preparação da empreitada. Tendo em conta todos os precedentes, será por acaso possível que a ONU, com os seus constantes "apelos à paz" ou "respeito pelos direitos humanos", possa travar um conflito que tem umas raízes metafísicas tão profundas e complicadas? O respeito pelos direitos humanos dos palestinos foi apagado através de declarações absurdas, como acusar os críticos de Israel de anti-semitismo, por defender os palestinos, sendo os palestinos também semitas. Quando deixamos de lado a hipnose, a falta de sentido e a fragmentação que a pós-modernidade impõe sobre as nossas consciências, podemos observar cruamente o interessante e aterrador panorama do que está a acontecer no Próximo Oriente.»

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«Estas ideas tuvieron mucho que ver con la formación del sionismo, ya que el sionismo es una forma de satanismo judío o satanismo dentro del judaísmo que busca anular todos los fundamentos de su religión. Si en la tradición judía se establece que es necesario esperar la llegada del Mashíaj el sionismo dice que el judío ya es un dios, por lo que muchos judíos ilustrados adoptaron el sionismo. Por otro lado, el sionismo es una continuación del judaísmo, pero también su refutación. Los sionistas dicen que no hay necesidad de arrepentirse de nada, pues ya han sufrido bastante durante dos mil años y que ellos son dioses. Tal teología explica muchas peculiaridades del actual Estado sionista y el apoyo que recibe Israel de judíos laicos, judíos liberales, judíos comunistas, judíos capitalistas, judíos cristianos, judíos musulmanes, judíos hindúes, etc., que no son otra cosa que las redes creadas por el frankismo después de cada uno de ellos cometiera “santa traición” con tal de crear un Estado judío, lograr la dominación mundial y prohibir cualquier crítica al sionismo (en algunos Estados de los Estados Unidos se equiparan los ataques al Estado de Israel con el antisemitismo). Lo único que falta para cumplir en esta teología es demoler la mezquita de Al-Aqsa y construir el Tercer Templo. La Knesset ya ha asignado fondos con tal de llevar a cabo investigaciones en ese sentido. Teniendo en cuenta todo lo anterior, ¿acaso es posible que la ONU, con sus constantes “llamados a la paz” o “respeto de los derechos humanos”, puede frenar un conflicto que tiene un trasfondo metafísico tan profundo y complicado? El respeto de los derechos humanos de los palestinos ha sido borrado por medio de declaraciones absurdas como acusar a los críticos de Israel de ser antisemitas por defender a los palestinos, siendo los palestinos semitas. Una vez que dejamos de lado la hipnosis, el sinsentido y la fragmentación que la postmodernidad impone sobre nuestras consciencias podemos observar al desnudo el interesante y aterrador panorama de lo que esta ocurriendo en el Cercano Oriente.» [artigo original]

11/09/2023

O que é um "reaccionário"? | ¿Qué es un "reaccionario"?


«A palavra "reaccionário" é a mais adequada para denominar quem se opõe à agenda progressista. A palavra começou a utilizar-se durante a Revolução Francesa para nomear os que pretendiam restaurar o Antigo Regime. Posteriormente, foi Marx quem utilizou o vocábulo, de forma pejorativa, para descrever os seus antecessores e os seus adversários na Associação Internacional de Trabalhadores e as que lhe sucederam (Segunda Internacional, etc.) no séc. XIX, cujos esquemas económicos utópicos – no seu entender – implicavam voltar atrás no tempo, à era pré-capitalista e pré-industrial de feudalismo e gremialismo medievais. Seguindo o exemplo do seu mestre, os comunistas e social-democratas posteriores, utilizaram "reaccionário" como uma palavra difamatória contra os defensores do capitalismo, por se oporem à supostamente inevitável marcha da História rumo ao socialismo. Tanto na cosmovisão comunista como na social-democrata, a mais alta posição moral, se não a única, é ser "progressista", estar do lado da inevitável fase seguinte da História. Por conseguinte, a imoralidade mais profunda, se não a única, é ser "reaccionário", reagir e opor-se ao progresso inevitável, ou ainda, e no pior dos casos, trabalhar para fazer retroceder a maré e restaurar o passado, "para fazer o relógio andar para trás".

O ódio que hoje se atribui ao termo "reacção" ou "reaccionário" deve-se estritamente ao seu uso polémico por parte dos ideólogos marxistas. Fora da política, o termo tem uma conotação positiva em muitos contextos. Em particular, a reacção antigénio-anticorpo "é a reacção fundamental no corpo mediante a qual o corpo se protege de moléculas estranhas complexas, como patogénicos e as suas toxinas químicas". O sistema imunitário humano é reaccionário. Reage contra os invasores, aniquila-os e restaura no corpo humano o seu saudável status quo anterior... Em Física fala-se de acção, reacção e conservação de movimento, etc., etc.

Reagir significa responder ou actuar de uma maneira determinada como resposta a um estímulo, defender-se de um ataque, responder a uma agressão, opor-se a algo que se considera inadmissível, segundo o dicionário.
Por isso, ser um reaccionário político-económico é ter como objectivo endireitar o que está torto, aquilo que não funciona nas nossas instituições económicas, sociais e culturais, devido às políticas progressistas, remediar o que foi feito por social-democratas-progressistas e que impede o funcionamento correcto; fazer retroceder o "seu relógio" expulsando os cartéis mafiosos e a sua burocracia dos territórios que controlam, das suas posições de poder e influência, restaurando e regenerando o corpo social para que recupere a saúde.»

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«La palabra “reaccionario” es la más adecuada para denominar a quienes se oponen a la agenda progresista. La palabra se empezó a usar durante la Revolución Francesa para nombar a quienes pretendían restaurar el Antiguo Régimen. Posteriormente fue Marx, quien usó el vocablo, de forma peyorativa para describir a quienes le antecedieron y a sus contrincantes en la Asociación Internacional de Trabajadores y las que le siguieron (segunda internacional, etc.) en el siglo XIX, cuyos esquemas económicos utópicos –a su entender– implicaban viajar para atrás en el tiempo a la era precapitalista y preindustrial de feudalismo y gremialismo medievales. Siguiendo el ejemplo de su maestro, los comunistas y socialdemócratas posteriores usaron «reaccionario» como una palabra difamatoria contra los defensores del capitalismo por oponerse a la supuestamente inevitable marcha de la historia hacia el socialismo. Tanto en la cosmovisión comunista como en la socialdemócrata, la moralidad más alta, si no la única, es ser “progresista”, estar… del lado de la inevitable siguiente fase de la historia. De la misma manera, la inmoralidad más profunda, si no la única, es ser “reaccionario”, reaccionar oponiéndose al progreso inevitable, o incluso y en el peor de los casos, trabajar para hacer retroceder la marea y restaurar el pasado, “para hacer retroceder el reloj”.

El odio que se atribuye hoy al término “reacción” o “reaccionario” se debe estrictamente a su uso polémico por parte de los ideólogos marxistas. Fuera de la política, el término tiene una connotación positiva en muchos contextos. En particular, la reacción antígeno-anticuerpo “es la reacción fundamental en el cuerpo mediante la cual el cuerpo se protege de moléculas extrañas complejas, como patógenos y sus toxinas químicas”. El sistema inmunitario humano es reaccionario. Reacciona contra los invasores y los aniquila y restaura el cuerpo humano a su saludable status quo anterior… En Física se habla de acción y reacción y conservación del movimiento, y un largo etc.

Reaccionar significa responder o actuar de una manera determinada como respuesta a un estímulo, defenderse de un ataque, responder a una agresión, oponerse a algo que se considera inadmisible, según el diccionario de la Real Academia Española.
Por lo tanto, ser un reaccionario político-económico es tener como objetivo enderezar los entuertos, lo que no funciona de nuestras instituciones económicas, sociales y culturales perpetrados por políticas progresistas, poner remedio a lo que los socialdemócratas-progresistas hacen que no funcione correctamente; hacer retroceder «su reloj» expulsando a los cárteles mafiosos y su burocracia de los terriotorios que controlan, de sus posiciones de poder e influencia y restaurando, regenerando el cuerpo social para que recupere la salud.»

28/07/2023

Social-democracia e progressismo (e 2) | socialdemocracia y progresismo (y 2)



«O progressismo é muito mais que um programa social e económico para o aqui e agora. É uma filosofia social utópica, que pretende tornar realidade utopias como a proclamada por Platão (A república e o governo dos sábios), ou a Utopia de Thomas More, ou a Cidade de Deus de Santo Agostinho, ou qualquer um dos muitos admiráveis mundos novos idealizados durante séculos... Em tais crenças subjaz o mito iluminista de que a História é uma marcha inexorável e sempre ascendente rumo à perfeição da humanidade. No caso dos social-democratas, a perfeição define-se como uma sociedade desenhada e governada por um Estado socialista justo, eficiente e igualitário. Mais ainda, ao contrário dos marxistas tradicionais, os progressistas social-democratas acreditam que a História não se desenvolve através da luta de classes e da revolução sangrenta, mas através da implacável marcha em frente da democracia. [...]

Como resultado da eficaz propaganda dos social-democratas, todas os agrupamentos políticos acabaram por abraçar o novo credo: a "democracia", sinónimo de "progressismo", um absoluto moral último, que acabou por virtualmente substituir todos os outros princípios morais, incluindo os Dez Mandamentos e o Sermão da Montanha. Chegamos a tal ponto que a esquerda já inclui os liberal-conservadores, conservadores e neo-conservadores, liberais de esquerda, e, inclusive, dela formam parte todas, ou quase todas, as elites intelectuais, académicas e mediáticas, os grupos de vítimas oficialmente reconhecidas pelo sistema, o Estado social-democrata, ou do bem-estar.
É por isto que àqueles que não se abrigam sob a manta do progressismo, o melhor vocábulo que os define é "reaccionário", reaccionário na política e na economia... pois os até agora denominados conservadores ou similares são também progressistas, social-democratas, e participam dos mesmos objectivos e princípios da social-democracia.»

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«El progresismo es mucho más que un programa social y económico para el aquí y ahora. Es una filosofía social utópica que pretende hacer realidad utopías como la proclamada por Platón (La república y el gobierno de los sabios), o la Utopía de Tomás Moro, o la Ciudad de Dios de San Agustín, o cualquiera de los muchos mundos felices ideados durante siglos... En tales creencias subyace el mito de la Ilustración de que la historia es una marcha inexorable y siempre ascendente hacia la perfección de la humanidad. En el caso de los socialdemócratas, la perfección se define como una sociedad gobernada y diseñada por un estado socialista justo, eficiente e igualitario. Además, a diferencia de los marxistas tradicionales, los progresistas socialdemócratas creen que la historia no se desarrolla a través de la lucha de clases y la revolución sangrienta, sino a través de la implacable marcha hacia adelante de la democracia. [...]

Como resultado de la eficaz propaganda de los socialdemócratas, todas las agrupaciones políticas acabaron abrazando el nuevo credo: la "democracia”, sinónima de "progresismo”, un absoluto moral último, que ha acabado reemplazando virtualmente a todos los demás principios morales, incluidos los Diez Mandamientos y el Sermón de la Montaña. Hasta tal punto hemos llegado que, la izquierda ya incluye a liberal-conservadores, conservadores y neoconservadores, liberales de izquierda e incluso forman parte de ella todas o casi todas las élites intelectuales, académicas y mediáticas aliadas y grupos de víctimas oficialmente reconocidas por el sistema, el estado socialdemócrata o estado del bienestar.
Es por ello que, quienes no se cobijan bajo el paraguas del progresismo el mejor vocablo que los define es el de "reaccionario”, reaccionario en lo político y en lo económico… pues, los hasta ahora denominados conservadores o similares también son progresistas, socialdemócratas y participan de los mismos objetivos y principios de la socialdemocracia.»

27/07/2023

Social-democracia e progressismo (1) | socialdemocracia y progresismo (1)



«Depois do falhanço e da queda do comunismo – e com o nazismo e o fascismo mortos e enterrados há mais de meio século – a social-democracia era o único programa estatal que restava, e os seus defensores estavam empenhados em aproveitar ao máximo o seu monopólio ideológico, na nova era pós-comunista. Mas, apesar de muitos pensarem que a social-democracia é sinal de progresso, ela é na realidade inimiga da tradição e da liberdade; e manifesta-se em múltiplas formas, desde o feminismo de género, até às diversas formas de "vitimismo", de tal modo que, perante todos os assuntos cruciais, os social-democratas, independentemente de como se classificam ou auto-denominam, opõem-se à liberdade e à tradição, e manifestam abertamente que a única opção é "mais Estado" e um governo forte, se possível de âmbito mundial.

E deve-se assinalar que a social-democracia se faz acompanhar de um problema deveras importante: ela é muito mais enganosa, traiçoeira e mal-intencionada do que outras formas de estadismo porque pretende, segundo afirmam os seus seguidores, combinar o socialismo com as atractivas virtudes da "democracia", da liberdade de criação, de investigação, etc. E assim, os social-democratas farão tudo ao seu alcance para se envolver em alguma forma de democracia, pois sabem que qualquer opção política que cheire a ditadura, será imediatamente considerada liberticida e totalitária, e acabará por ser derrotada, mais cedo ou mais tarde, fazendo cair, e até desaparecer, a sua estrutura organizativa.

O aparente fervor, a simulada devoção dos social-democratas pela democracia, serve de pretexto para atacar os que afirmam a inviolabilidade "absoluta" do direito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. A aversão dos social-democratas à liberdade de expressão leva-os, sempre que têm a oportunidade, a restringir ou proibir o discurso ou a expressão daqueles que consideram "anti-democráticos", pelo simples facto de serem os seus adversários.
No vocabulário dos social-democratas, "anti-democrático" vai desde alguém que possa ser acusado de incorrer no "crime de opinião ou pensamento de ódio", até aos que ousem questionar a ideologia de género, ou "o aquecimento global", ou "as mudanças climáticas de origem antropogénica", ou qualquer outra questão que lhes ocorra, para desqualificar e demonizar aqueles que consideram os seus inimigos.»

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«Después del fracaso y de la caída del comunismo –y con el nazismo y el fascismo muertos y enterrados hace más de medio siglo– la socialdemocracia era el único programa estatal que quedaba, y sus defensores estaban empeñados en aprovechar al máximo su monopolio ideológico, en la nueva era poscomunista. Pero, aunque muchos piensen que la socialdemocracia es signo de progreso, en realidad es enemigo de la tradición y de la libertad; y se manifiesta en múltiples formas, desde el feminismo de género, hasta las diversas formas de "victimismo”, de tal manera que, ante todos los asuntos cruciales, los socialdemócratas, da igual como se etiqueten o autodenominen se oponen a la libertad y a la tradición y manifiestan abiertamente que la única opción es "más estado” y un gobierno fuerte, a ser posible mundial.

Y hay que advertir que la socialdemocracia va acompañada de un problema muy importante: la socialdemocracia es mucho más engañosa, mendaz y malintencionada que otras formas de estatismo porque pretende, según afirman sus seguidores, combinar el socialismo con las atractivas virtudes de la "democracia" y la libertad de creación, de investigación, etc. Así que, los socialdemócratas harán todo lo posible para envolverse en alguna forma de democracia, pues saben que cualquier opción política que huela a dictadura, será inmediatamente considerada liberticida y totalitaria, y acabará siendo derrotada, más pronto que tarde, haciendo caer e incluso desaparecer su estructura organizativa.

El aparente fervor, la impostada devoción de los socialdemócratas por la democracia sirve como pretexto para atacar a quienes afirman la inviolabilidad “absoluta” del derecho a la libertad de expresión y a la libertad de prensa. La aversión de los socialdemócratas a la libertad de expresión les lleva, cada vez que tienen ocasión a restringir o prohibir el discurso o la expresión de quienes ellos consideran “antidemocráticos”, por el simple hecho de ser sus contrincantes.
En el vocabulario de los socialdemócratas "antidemocrático” es desde cualquiera que pueda ser tildado de incurrir en "crimen de opinión o pensamiento de odio”, hasta quien ose cuestionar la ideología de género, o poner en cuestión "el calentamiento global” o "el cambio climático de origen antropogénico”, o cualquier cuestión que se les ocurra para descalificar y demonizar a quienes ellos consideran sus enemigos.»

26/05/2023

O embuste eleitoral | El engaño electoral


«O monumental escândalo da compra de votos [...] põe-nos, de modo brutal, perante uma realidade incómoda e inquietante. É o tipo de coisas que acaba por invalidar a legitimidade das democracias liberais, nas quais não acreditam sequer os que vivem delas.

Afirmam por um lado a sacralidade da soberania popular e da vontade do povo, a seguir compram miseravelmente os votos para distorcer os resultados eleitorais. A vontade do povo não passa da manipulação das massas pelo poder. Assim, sustentando-se na transferência de vontades por troca de interesses espúrios, conseguem os seus objectivos. Não dizem eles que o povo é sábio e que nunca se engana? E, no entanto, dedicam-se a manipulá-lo, porque não confiam em votantes que escolhem os seus representantes pelas razões mais peregrinas e efémeras. O povo foi convertido no esgoto de todos os detritos morais que o poder destila através dos seus terminais mediáticos. Por isso, são políticos imundos os que actuam num sistema imundo.

Já Ortega y Gasset tinha profetizado, em 1927, que "este homem-massa é o homem previamente esvaziado da sua própria história, sem entranhas de passado e, por esse facto, dócil para com todas as disciplinas chamadas «internacionais». Mais que um homem, é apenas uma carapaça de homem constituída por meros idola fori [NT: ídolos do mercado, conceito que remete para as falácias originadas pela manipulação da linguagem]: carece de um «dentro», de uma intimidade sua, inexorável e inalienável, de um «eu» que não se possa revogar. Por isto mesmo, está sempre disponível para fingir ser qualquer coisa. Só tem apetites, acredita que só tem direitos e não acredita ter obrigações: é o homem sem a nobreza que obriga -- sine nobilitate --, snob.” Os amos da gentalha que nos governa tomaram boa nota de tudo isto, e alcançaram objectivos muito além das suas expectativas. [...]

Assim, os programas eleitorais, e os correspondentes debates entre os candidatos, parecem todos iguais, porque o que verdadeiramente nos interessa já foi decidido: as crianças que abortarão, os doentes que eutanasiarão, os adolescentes que castrarão, os jovens que perverterão e os impostos com que nos empobrecerão. E decidiram-no sem nos perguntar, uma vez que nos desprezam.»

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«El monumental escándalo de la compra de votos [...] nos pone con brutalidad ante una realidad incómoda e inquietante. Este tipo de cosas acaba invalidando la legitimidad de las democracias liberales, en las que ni siquiera creen los que viven de ellas.

Afirman por un lado la sacralidad de la soberanía popular y de la voluntad del pueblo, y luego compran miserablemente los votos para torcer los resultados electorales. La voluntad del pueblo no es más que la manipulación de las masas por el poder. Así, a base de enajenar voluntades a cambio de espurios intereses consiguen sus objetivos. ¿No dicen ellos que el pueblo es sabio y nunca se equivoca? Y, sin embargo, se dedican a manosearlo, porque no se fían de unos votantes que eligen a sus representantes por las razones más peregrinas y pasajeras. El pueblo ha sido convertido en el sumidero de todos los detritus morales que destila el poder a través de sus terminales mediáticas. Por ello, son políticos basurizados que actúan en un sistema basura.

Ya profetizó Ortega y Gasset en 1927 que “este hombre-masa es el hombre previamente vaciado de su propia historia, sin entrañas de pasado y, por lo mismo, dócil a todas las disciplinas llamadas «internacionales». Más que un hombre, es sólo un caparazón de hombre constituido por meros idola fori; carece de un «dentro», de una intimidad suya, inexorable e inalienable, de un yo que no se pueda revocar. De aquí que esté siempre en disponibilidad para fingir ser cualquier cosa. Tiene sólo apetitos, cree que tiene sólo derechos y no cree que tiene obligaciones: es el hombre sin la nobleza que obliga --sine nobilitate--, snob.” Los amos de la gentuza que nos gobierna tomaron buena nota de todo ello y lo han conseguido más allá de sus expectativas. [...]

Así pues, los programas electorales y los debates correspondientes entre los candidatos parecen todos iguales, porque lo que verdaderamente nos interesa ya lo han decidido: los niños que abortarán, los enfermos que eutanasiarán, los adolescentes que castrarán, los jóvenes que pervertirán y los impuestos con los que nos esquilmarán. Y lo han decidido sin preguntarnos, ya que nos desprecian.» (Alerta Digital)

07/03/2023

Como se explica a obsessão globalista com as alterações climáticas | Cómo explicar la obsesión globalista por el cambio climático


«No início e no final do discurso, Soros aborda outro factor que supõe ser uma ameaça para a "sociedade aberta". Trata-se da alteração climática.
Num canal russo do telegram, "Eksplikatsiya", há uma explicação engenhosa de como se posicionaram, no mesmo tabuleiro, as grandes transformações, conflitos e enfrentamentos geopolíticos e de civilização. Eis um fragmento ali contido:

"A 16 de Fevereiro de 2023, um especulador global, um fanático seguidor da ideologia extremista da "sociedade aberta", George Soros, pronunciou um discurso de abertura na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. Grande parte do mesmo foi dedicado à geopolítica e à dura confrontação da ordem mundial liberal globalista unipolar com aquilo que Soros e as elites mundiais designam como "sociedades fechadas". [...]
Interessava-me, no entanto, a relação destas construções geopolíticas com o problema do aquecimento global, com que Soros começou e terminou o seu discurso. Juntando as peças cheguei à seguinte conclusão:

Soros afirma claramente que o degelo da Antárctida e do Árctico, juntamente com Xi Jinping, Erdogan e Modi, são ameaças reais para uma "sociedade aberta", e a agenda climática integra-se directamente no discurso geopolítico e converte-se num participante de pleno direito no grande confronto.
À primeira vista, isto parece um pouco absurdo. Como um hipotético aquecimento global (mesmo aceitando-o como real) pode contar-se entre os inimigos dos globalistas, e obter ainda o estatuto de "ameaça número 1", uma vez que Soros declara em primeiro lugar o perigo do degelo, e só em segundo lugar o de Putin no Kremlin e das tropas russas na Ucrânia.

Recordemos o que a geopolítica ensina sobre o confronto entre as "civilizações do Mar" e as "civilizações da Terra". Em consequência, todos os principais centros do atlantismo se situam em cidades portuárias, na costa. Foi o caso de Cartago, Atenas, Veneza, Amsterdão, Londres e, hoje, de Nova Iorque. Esta lei estende-se inclusive à geopolítica eleitoral dos Estados Unidos, onde os estados azuis que tradicionalmente apoiam os democratas, incluindo a ultra-liberal Nova Iorque, situam-se ao longo das duas costas, ocidental e oriental, e os estados vermelhos republicanos, mais tradicionais, cujo apoio levou Trump ao poder, o principal inimigo de George Soros, conformam a Heartland estado-unidense.

Nos outros continentes acontece mais ou menos o mesmo. Foi a "civilização do Mar" que construiu essa "sociedade aberta" que George Soros defende fervorosamente, enquanto as "sociedades fechadas" que se lhe opõem são as civilizações da Terra, entre elas a russo-asiática, a chinesa, a indiana, a ibero-americana e mesmo o núcleo norte-americano (os estados vermelhos). Por isso, se o gelo se derrete, o nível dos oceanos subirá rapidamente. E isso significa que os primeiros a ficar submersos serão precisamente os pólos da talassocracia mundial: a zona da Rimland, os espaços costeiros que são os bastiões da oligarquia liberal global. Nesse caso, a sociedade liberal aberta, também chamada "sociedade líquida" (Sigmund Bauman) será simplesmente arrasada: só restarão as "sociedades fechadas", situadas na Hinterland – o interior dos continentes.

O aquecimento da Terra tornará férteis muitas zonas frias, sobretudo no noreste da Eurasia. Na América, só restarão os estados que apoiam os republicanos. Todos os bastiões democratas se afogarão. E antes que isso ocorra, o moribundo Soros anuncia o seu testamento aos globalistas: "é agora ou nunca: ou a "sociedade aberta" triunfa hoje na Rússia, China, Índia, Turquia, etc., o que permitirá à elite globalista salvar-se, mudando-se para as regiões interiores dos continentes, ou a "sociedade aberta" acabará."

Só assim se explica a obsessão dos globalistas pelas alterações climáticas. Não, não estão doidos! Nem Soros, nem Schwab, nem Biden! O aquecimento global, tal como o "General Inverno" na II Guerra Mundial, na luta contra Hitler, está a converter-se num factor de peso na política mundial, e agora está do lado de um mundo multipolar

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«Al principio y al final del discurso, Soros aborda otro factor que supone una amenaza para la "sociedad abierta". Se trata del cambio climático.
En un canal de telegram ruso, "Eksplikatsiya", se explica ingeniosamente cómo llegaron a ponerse en el mismo tablero que las grandes transformaciones, conflictos y enfrentamientos geopolíticos y de civilización. He aquí el fragmento completo tomado de allí:

"El 16 de febrero de 2023, un especulador global, un fanático seguidor de la ideología extremista de la "sociedad abierta", George Soros, pronunció un discurso de apertura en Alemania en la Conferencia de Seguridad de Múnich. Gran parte del mismo estuvo dedicado a la geopolítica y a la dura confrontación del orden mundial liberal globalista unipolar con lo que Soros y las élites mundiales denominan "sociedades cerradas". [...]
Me interesaba, sin embargo, cómo se relacionan estas construcciones geopolíticas con el problema del calentamiento global, con el que Soros empezó y terminó su discurso. Poniéndolo todo junto, llegué a la siguiente conclusión.

Soros afirma claramente que el deshielo de la Antártida y el Ártico, junto con Putin, Xin Jiang Ping, Erdogan y Modi, son amenazas reales para una "sociedad abierta", y la agenda climática se integra directamente en el discurso geopolítico y se convierte en participante de pleno derecho en la gran confrontación.
A primera vista, esto parece un poco absurdo. Cómo un hipotético calentamiento global (incluso si lo aceptamos como real) puede contarse entre los enemigos de los globalistas, e incluso obtener el estatus de "amenaza número 1", ya que Soros declara en primer lugar el peligro del deshielo y sólo en segundo lugar - de Putin en el Kremlin y las tropas rusas en Ucrania.

Recordemos que la geopolítica enseña sobre el enfrentamiento de las "civilizaciones del Mar" y las "civilizaciones de la Tierra". En consecuencia, todos los principales centros del atlantismo se sitúan en las ciudades portuarias, en la costa. Fue el caso de Cartago, Atenas, Venecia, Ámsterdam, Londres, y hoy de Nueva York. Esta ley se extiende incluso a la geopolítica electoral de Estados Unidos, donde los Estados azules que tradicionalmente apoyan a los demócratas, incluida la ultraliberal Nueva York, se sitúan a lo largo de ambas costas, occidental y oriental, y los Estados republicanos rojos más tradicionales, cuyo apoyo llevó al poder a Trump, el principal enemigo de George Soros, conforman el Heartland estadounidense.

Más o menos lo mismo ocurre en otros continentes. Fue la "civilización del Mar" la que construyó esa "sociedad abierta" que George Soros defiende fervientemente, mientras que las "sociedades cerradas" opuestas a ella son las civilizaciones de la Tierra, entre ellas la ruso-euroasiática, la china, la india, la latinoamericana e incluso el núcleo norteamericano (Estados rojos). Por lo tanto, si el hielo se derrite, el nivel de los Océanos del mundo sube rápidamente. Y eso significa que los primeros en quedar sumergidos serán precisamente los polos de la talasocracia mundial: la zona de Rimland, los espacios costeros que son los bastiones de la oligarquía liberal global. En tal caso, la sociedad liberal abierta, también llamada "sociedad líquida" (Sigmund Bauman) será simplemente arrasada: sólo quedarán las "sociedades cerradas", situadas en el Hinterland – el interior de los continentes.

El calentamiento de la Tierra hará fértiles muchas zonas frías, sobre todo en el noreste de Eurasia. En América, sólo quedarán los Estados que apoyan a los republicanos. Todos los bastiones demócratas se ahogarán. Y antes de que eso ocurra, el moribundo Soros anuncia su testamento a los globalistas: "es ahora o nunca: o la "sociedad abierta" triunfa hoy en Rusia, China, India, Turquía, etc., lo que permitirá a la élite globalista salvarse en los continentes trasladándose a las regiones del interior, o la "sociedad abierta" se acabará".

Sólo así se explica la obsesión de los globalistas por el cambio climático. No, ¡no están locos! ¡Ni Soros, ni Schwab, ni Biden! El calentamiento global, como una vez hizo el "Gen. Winter" en la Segunda Guerra Mundial en el bando ruso en la lucha contra Hitler, se está convirtiendo en un factor en la política mundial, y ahora está del lado de un mundo multipolar

27/02/2023

A melhor notícia do século XXI, até agora | La mejor noticia del siglo XXI, hasta ahora



Finalmente! Alguém começa a entender que a linha de separação, hoje em dia, não passa pela ultrapassada dicotomia direita/esquerda, mas sim pelo globalismo/soberania.
Este é o maior pesadelo da plutocracia global.

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¡Por fin! Alguien empieza a entender que la línea divisoria, hoy en día, no pasa por la anticuada dicotomía derecha-izquierda, sino por el globalismo-soberanía.
Esta es la mayor pesadilla de la plutocracia global.

28/10/2022

Marcha sobre Roma: 100 anos | Marcha sobre Roma: 100 años



Fascismo Vs. Marxismo – «Foi a necessidade que criou a realidade do fascismo, frente à dissolvente, boçal e suicida ideologia marxista.

O marxismo proclama a inumana luta de classes, base de ódios e injustiças, de reacções criminosas e de exclusivismos aniquiladores. O fascismo levanta a doutrina da concórdia e da ajuda mútua entre todas as classes sociais, a harmonia de todos os órgãos de produção para conseguir uma maior equidade distributiva.

O marxismo aspira e tem por fim imediato a ditadura do proletariado; a tirania, portanto, de uma classe sobre todas as outras de um povo, prolongando a abjecta tese de vencedores e vencidos. O fascismo defende a formação de um Estado corporativista, sem intermediários políticos, astuciosos e embusteiros, nem parasitas de espécie alguma, no qual todas as classes de uma Nação, por intermédio de Sindicatos e agremiações, tenham participação no governo do Estado.

O marxismo escraviza os outros, em proveito exclusivo de um partido. O fascismo, pelo contrário, beneficia de igual modo todas as classes sociais.

O marxismo é materialista e ateu. O fascismo é fé e espírito.

O marxismo ao destruir os fundamentos da instituição familiar, célula formativa do princípio nacional, tenta aniquilar o conceito da Pátria. O fascismo protege o desenvolvimento familiar, cooperando no engrandecimento da Pátria.

O marxismo é ódio, é sangue, é destruição, é retrocesso. O fascismo é consonância, é progresso, é bem-estar.

O marxismo é a negação da tradição e da história dos povos, como se a experiência reiterada das gerações fosse uma bagagem inútil. O fascismo, ao recolher todos os ensinamentos do passado, adaptando-os às urgências actuais, serve de ponte salvadora da civilização e da cultura.

O conceito materialista do marxismo anula tudo o que de mais nobre existe no espírito humano, precipitando o homem na irresolução dos seus problemas espirituais. O fascismo, pelo contrário, ao harmonizar o problema social com um conceito poético da História e da vida, cria a mais alta e generosa disposição mental.

O marxismo é desordem, é anarquia, é desagregação, em proveito de uns poucos. O fascismo é ordem, é unidade e é autoridade em benefício de todas as classes sociais.

O marxismo persegue a Religião. O fascismo faz sua a regra evangélica: Dai a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César.»

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Fascismo Vs. Marxismo – «La necesidad ha creado la realidad del fascismo, frente a la disolvente, energuménica y suicida ideología marxista.

El marxismo predica la inhumana lucha de clases, base de odios e injusticias, de criminales reacciones y de aniquiladores exclusivismos. El fascismo levanta la doctrina de la concordia y la ayuda mutua entre todas las clases sociales, la armonía de todos los órganos de la producción para conseguir una mayor equidad distributiva.

El marxismo aspira y tiene por fin inmediato la dictadura del proletariado; la tiranía, pues, de una clase sobre todas las demás de un pueblo, prolongando la oprobiosa tesis de vencedores y vencidos. El fascismo propugna la formación de un Estado corporativista en el que sin intermediarios políticos, avisados y embusteros, ni parásitos de ninguna especie, todas las clases de una Nación, por medio de Sindicatos y agremiaciones, tengan participación en la gobernación del Estado.

El marxismo esclaviza a los más, en provecho exclusivo de un partido. El fascismo, por el contrario, beneficia por igual a todas las clases sociales.

El marxismo es materialista y ateo. El fascismo es fe y es espíritu.

El marxismo al destruir los fundamentos de la institución familiar, célula formativa del principio nacional, intenta aniquilar el concepto de la Patria. El fascismo protege el desenvolvimiento familiar, cooperando al engrandecimiento de la Patria.

El marxismo es odio, es sangre, es destrucción, es retroceso. El fascismo es compenetración, es progreso, es bienestar.

El marxismo es la negación de la tradición y de la historia de los pueblos, como si la experiencia reiterada de las generaciones fuera un inútil bagaje. El fascismo, al recoger todas las enseñanzas del pasado, adaptándolas a las urgencias actuales, sirve de puente salvador de la civilización y la cultura.

El concepto materialista del marxismo anula todo lo que de más noble tiene el espíritu humano, precipitando al hombre en la irresolución de sus problemas espirituales. El fascismo, por el contrario, al armonizar el problema social con un concepto poético de la historia y la vida, crea la más alta y generosa temperatura mental.

El marxismo es desorden, es anarquía, es disgregación, en provecho de unos pocos. El fascismo es orden, es unidad y es autoridad en beneficio de todas las clases sociales.

El marxismo persigue a la Religión. El fascismo hace suya la norma evangélica: Dad a Dios lo que es de Dios y al César lo que es del César.»

09/10/2022

A luta de classes hoje | La lucha de clases hoy



«A ordem neoliberal actua hoje como uma águia com duas asas: temos a asa esquerda de farpela cor-de-rosa, e também a asa direita azulada do dinheiro. A direita e a esquerda neoliberais, subordinadas ao capital, representam os de cima contra os de baixo, o capital contra o trabalho, a globalização capitalista contra as nações soberanas e democráticas. Por isso em Itália voltou a ganhar o Partido Único articulado neoliberal, com a sua alternância sem alternativa. […] Por isso, o verdadeiro gesto revolucionário que há a fazer consiste, em primeiro lugar, superar a dicotomia direita-esquerda, que beneficia unicamente os de cima, para criar uma nova geografia política dos de baixo, ou seja, do Povo das classes trabalhadoras das classes médias. […]

Hoje é necessário ter ideias de esquerda e valores de direita, e por ideias de esquerda entendo a defesa do trabalho e a solidariedade, a comunidade e os interesses das classes trabalhadoras. Por direita entendo a pátria e a família, a honra e a transcendência. Nada disto se consegue encontrar hoje em dia, nem na direita de um azul deslavado nem na esquerda cor-de-rosa neoliberal, que são simples apêndices da cultura do nada cosmopolita.

A luta de classes existe e, como dizem as próprias classes dominantes, estão a ganhá-la sob a forma de um massacre em sentido único. A luta de classes existe hoje em dia, mas não sob a forma como Marx a pensou: a nova composição de classes apresenta de facto em cima o bloco oligárquico financeiro capitalista, e na base a união da média burguesia e das classes trabalhadoras. Nas palavras de Hegel, o amo global elitista contra o servo nacional popular. Mas a diferente luta de classes do nosso presente tem também a ver com o facto de não se tratar apenas de uma luta material e económica, como o é certamente. Trata-se também de uma luta cultural e espiritual, porque o elitista Amo Global está enraizado no relativismo pós-moderno e niilista, na cultura do cancelamento e na nova ordem mental que reflecte o nada da forma mercantil globalizadora. O Servo Nacional do Povo, pelo contrário, continua enraizado na História e na cultura, na tradição e na comunidade, nos laços com os territórios e com as pessoas, com o Sagrado e com a transcendência, pelo que a luta de classes é também uma luta cultural, que se apresenta igualmente como uma luta entre os fluxos do território, e a regulação, entre a desregulação e as normas que podem dar sentido ao mundo e à existência. A chamada cultura do cancelamento, que não é uma cultura do apagamento, mas consiste em apagar toda a cultura, é o que melhor expressa a civilização do nada da actual classe plutocrática mundial, assim como o movimento de desenvolvimento do capital que precede como o nada, do conhecido filme e livro A História Interminável. Combater na luta de classes significa, no presente, defender os interesses das classes médias e trabalhadoras, tratar de ir além da coisificação do capitalismo; mas também tratar de deter o avanço do nada tecno-capitalista valorizando a nossa civilização, a nossa história, a nossa cultura. Por isso, hoje em dia, defender Platão e Aristóteles não é, para Dotti, um gesto aristocrático importante, mas um gesto fundamental para defender a nossa civilização.»

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«El orden neoliberal actúa hoy como un águila con dos alas: tenemos el ala izquierda rosa del vestido, y luego el ala derecha azulada del dinero. La derecha y la izquierda neoliberales, supeditadas al capital, representan a los de arriba contra los de abajo, al capital contra el trabajo, a la globalización capitalista contra las naciones soberanas y democráticas. Por eso en Italia ha vuelto a ganar el Partido Único articulado neoliberal, con su alternancia sin alternativa. […] Por eso, el verdadero gesto revolucionario que hay que hacer consiste, en primer lugar, en superar la dicotomía de la derecha y la izquierda que beneficia únicamente a los de arriba para crear una nueva geografía política de los de abajo, es decir, del Pueblo de las clases trabajadoras de las clases medias. […]

Hoy es necesario tener ideas de izquierdas y valores de derechas, y por ideas de izquierdas entiendo la defensa del trabajo y la solidaridad, la comunidad y los intereses de las clases trabajadoras. Por derecha entiendo la patria y la familia, el honor y la trascendencia. Nada de esto se puede encontrar hoy en día ni en la derecha de un azul desvaído ni en la izquierda rosa neoliberal, que son simples apéndices de la cultura de la nada del capital cosmopolita.

La lucha de clases existe y, como dicen las propias clases dominantes, la están ganando en forma de masacre de clase en un solo sentido. La lucha de clases existe hoy en día, pero no en la forma en que Marx la pensó: la nueva composición de clases presenta de hecho en la cima el bloque oligárquico financiero capitalista, en la base la unión de la burguesía media y las clases trabajadoras. En palabras de Hegel, el amo global elitista frente al siervo nacional popular. Pero la diferente lucha de clases de nuestro presente tiene que ver también con el hecho de que no es sólo una lucha material y económica, como ciertamente lo es. También se trata de una lucha cultural y espiritual, porque el elitista Amo Global está enraizado en el relativismo posmoderno y nihilista, en la cultura de la cancelación y en el nuevo orden mental que refleja la nada de la forma mercantil globalizadora. El Siervo Nacional del Pueblo, en cambio, sigue enraizado en la historia y en la cultura, en la tradición y en la comunidad, en los lazos con los territorios y con las personas, con lo Sagrado y con la trascendencia, por lo que la lucha de clases es también una lucha cultural, que se presenta también como una lucha entre los flujos del territorio, y la regulación, entre la desregulación y las normas que pueden dar sentido al mundo y a la existencia. La llamada cultura de la cancelación, que no es una cultura del borrado, sino que consiste en borrar toda la cultura, es lo que mejor expresa la civilización de la nada de la actual clase plutocrática mundial, así como el movimiento de desarrollo del capital que precede como la nada de la conocida película y libro La historia interminable. Combatir en la lucha de clases hoy en día significa defender los intereses de las clases medias y trabajadoras, tratar de ir más allá de la cosificación del capitalismo; pero también tratar de detener el avance de la nada tecno-capitalista valorando nuestra civilización, nuestra historia, nuestra cultura. Por eso, hoy en día, defender a Platón y Aristóteles no es, para Dotti, un gesto aristocrático de bulto, sino el gesto fundamental de defender nuestra civilización.»

18/08/2022

Contra a democracia (e 4) | Contra la democracia (y 4)



«Dito isto, temos de insistir ainda sobre uma consequência imediata da ideia “democrática”, que é a negação da elite entendida na sua única acepção legítima; não é em vão que “democracia” se opõe a “aristocracia”, palavra que designa precisamente, pelo menos quando é tomada no sentido etimológico, o poder da elite.

Esta, por definição, não pode ser mais que um pequeno número, e o seu poder, ou antes, a sua autoridade, que procede da sua superioridade intelectual, não tem nada em comum com a força numérica sobre a qual assenta a “democracia”, cujo carácter essencial é sacrificar a minoria à maioria, e igualmente, por esta mesma razão, como dizíamos mais acima, a qualidade à quantidade, logo a elite à massa.

Assim, o papel director de uma verdadeira elite e a sua própria existência, porque ela representa forçosamente este papel desde o momento em que existe, são radicalmente incompatíveis com a “democracia”, que está intimamente ligada à concepção “igualitária”, ou seja, à negação de toda a hierarquia: a própria base da ideia “democrática” é que qualquer indivíduo vale o mesmo que outro, porque são numericamente iguais, apesar de não poder sê-lo mais que numericamente.

Uma elite verdadeira, já o dissemos, não pode ser mais que intelectual; é por isto que a “democracia” não pode instaurar-se senão ali, onde a intelectualidade pura já não existe, o que é efectivamente o caso do mundo moderno.»

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«Dicho esto, tenemos que insistir aún sobre una consecuencia inmediata de la idea “democrática”, que es la negación de la élite entendida en su sola acepción legítima; no en vano “democracia” se opone a “aristocracia”, palabra que designa precisamente, al menos cuando es tomada en sentido etimológico, el poder de la élite.

Esta, de alguna manera por definición, no puede ser más que un número pequeño, y su poder, su autoridad más bien, que procede de su superioridad intelectual, no tiene nada en común con la fuerza numérica sobre la que reposa la “democracia”, cuyo carácter esencial es sacrificar la minoría a la mayoría, e igualmente y por esto mismo, como decíamos más arriba, la calidad a la cantidad, luego la élite a la masa.

Así, el papel director de una verdadera élite y su existencia misma, porque ella representa forzosamente este papel desde el momento en que existe, son radicalmente incompatibles con la “democracia”, que está íntimamente ligada a la concepción “igualitaria”, es decir, a la negación de toda jerarquía: el fondo mismo de la idea “democrática” es que un individuo cualquiera vale igual que otro, porque ellos son iguales numéricamente, aunque no puedan serlo nunca más que numéricamente.

Una élite verdadera, ya lo hemos dicho, no puede ser más que intelectual; es por esto por lo que la “democracia” no puede instaurarse más que allí donde la pura intelectualidad no existe ya, lo que es efectivamente el caso del mundo moderno.»