Crónicas do Grande Despertar | Crónicas del Gran Despertar

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05/09/2024

Uma aliança para derrotar os liberais | Una alianza para derrotar a los liberales


«Há excelentes representantes da direita e um bom número de pessoas honestas na esquerda ocidental. Alternativa para a Alemanha (AfD) é um grande movimento de direita e Sarah Wagenknecht é uma grande pessoa de esquerda. Nos EUA podemos encontrar Trump e Vance (à direita), mas também Tulsi Gabbard e Kennedy (à esquerda). E o mesmo se aplica a outros locais. No entanto, também existem globalistas de esquerda corruptos como Mélenchon, que salvam sempre liberais como Macron quando este é ameaçado pelas ofensivas populistas de Marine Le Pen. Há também radicais europeus de extrema-direita que lutam ao lado dos nazis de Azov contra a Rússia, ignorando ao mesmo tempo o facto de Zelensky ser um palhaço liberal, judeu, toxicodependente e perverso. Tal direita não passa de uma matilha ao serviço do liberalismo da OTAN.

Entre nós acontece o mesmo: há patriotas de direita, ortodoxos, monárquicos e até (Deus me perdoe, não conheço outro nome) “nacionalistas russos” que lutam na frente pelo nosso país. Há também patriotas de esquerda de coração que, para nós, são os heróis da Operação Militar Especial. No entanto, há escumalha russa que ataca Putin pela direita e a Ilyin pela esquerda. Acontece o mesmo em todo o lado.

Os termos direita e esquerda, portanto, podem já não ser tão úteis como anteriormente para compreender o mundo, mas… isto não se aplica aos liberais. Os bons liberais simplesmente não existem. Todos os liberais estão do lado do Governo Mundial e da hegemonia ocidental. Qualquer pessoa que esteja do lado destes poderes é um inimigo tanto da direita como da esquerda, porque o capitalismo é puro mal e deve ser demolido simultaneamente a partir das posições da direita e da esquerda.

Liberais como Soros, por outro lado, manipulam os preconceitos da “direita” e a corrupção dentro da “esquerda” em seu benefício. Para os derrotar precisamos de uma aliança entre a direita e a esquerda contra os liberais: é um imperativo que devemos aplicar tanto na Rússia como em todo o lado.

A verdadeira direita e a verdadeira esquerda representam o povo, enquanto os liberais trabalham para as oligarquias. Não existem bons liberais, uma vez que um bom liberal é um liberal ausente ou (na melhor das hipóteses) um liberal antiquado. Também não faz sentido demonstrar que nem todos os liberais são iguais; sejam de direita ou de esquerda, continuam a ser liberais.»

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«Existen muy buenos representantes de la derecha y una buena cantidad de personas honestas en la izquierda occidental. Alternativa para Alemania es un excelente movimiento de derecha y Sarah Wagenknecht es una gran persona de izquierda. En EEUU podemos encontrar a Trump y Vance (derechistas), pero también a Tulsi Gabbard y Kennedy (izquierdistas). Y lo mismo se aplica a otros lugares. Sin embargo, también existen globalistas corruptos de izquierda como Mélenchon que siempre salvan liberales como Macron cuando este se ve amenazado por las ofensivas populistas de Marine Le Pen. Igualmente existen ultraderechistas europeos que luchan del lado de los nazis de Azov* en contra de Rusia, mientras ignoran el hecho de que Zelenski es un payaso liberal, judío, drogadicto y perverso. Tal derecha no es más que un montón de perros al servicio del liberalismo de la OTAN.

Lo mismo sucede con nosotros: existen patriotas de derecha, ortodoxos, monárquicos e incluso (Dios me perdone, pues no conozco otro nombre) “nacionalistas rusos” que luchan en el frente por nuestro país. También existen patriotas de izquierda de corazón que, para nosotros, son los héroes de la Operación Militar Especial. Sin embargo, existen escoria rusa que ataca a Putin desde la derecha y a Ilyin desde la Izquierda. Lo mismo sucede en todas partes.

Así que los términos de derecha e izquierda pueden ya no ser tan útiles como antes para entender el mundo, pero… esto no se aplica a los liberales. Los liberales buenos simplemente no existen. Todos los liberales están del lado del Gobierno Mundial y la hegemonía occidental. Todo aquel que se ponga del lado de estos poderes es un enemigo tanto de la derecha como de la izquierda, porque el capitalismo es pura maldad y debe ser demolido simultáneamente desde posiciones de derecha e izquierda.

Los liberales como Soros, en cambio, manipular los prejuicios de la “derecha” y la corrupción dentro de la “izquierda” en su beneficio. Para vencerlos necesitamos una alianza entre la derecha y la izquierda contra los liberales: es un imperativo que debemos aplicar tanto en Rusia como en todas partes.

La verdadera derecha y la verdadera izquierda representan al pueblo, mientras que los liberales trabajan para las oligarquías. No existen buenos liberales, pues un liberal bueno es un liberal ausente o (en el mejor de los casos) un liberal a la vieja usanza. Tampoco tiene sentido demostrar que todos los liberales no son iguales, ya sean de derecha o de izquierda, siguen siendo liberales.» [artigo original : censurado por la “democracia” occidental]

18/08/2024

Ou eles ou nós | O ellos o nosotros


«A principal lição que aprendemos depois dos acontecimentos em Inglaterra é que os governos, os juízes, a polícia e as instituições do Ocidente não estão lá para nos proteger, os contribuintes nativos, mas para nos deixar indefesos, para nos entregar desarmados e confusos perante aqueles que as elites nomearam para nos substituir, uma vez concluído o processo da nossa extinção. Raramente se viu com maior clareza que os governos liberais são inimigos do seu próprio povo.

É fundamental compreender que o Estado com o seu aparelho de leis, funcionários e instituições se torna no pior inimigo da nação, uma vez que foi programado pelas elites para a combater e extinguir. As alegadas políticas de “igualdade” serviram apenas para criar um Herrenvolk de recém-chegados a quem tudo é permitido e tudo é pago; o dinheiro, claro, é fornecido pelo europeu, que se vê menosprezado nos serviços de assistência pública, que sustenta com os seus impostos, em comparação com as novas pessoas da oligarquia. É fundamental que o nativo compreenda que o Estado é seu inimigo, que o expropria com os seus impostos para dar o fruto do seu trabalho a outros; um Estado cujo fim é a nossa queda e que é essencialmente hostil à nossa cultura, aos nossos valores e à nossa simples existência. Por isso, não devemos a mínima lealdade a um monstro que apenas serve para nos empobrecer, desproteger e aculturar. E menos ainda deveríamos respeitar as elites, que têm o desígnio aberto de nos destruir e que há muito nos declararam uma guerra de morte contra nós. A essência do combate é: ou eles ou nós. Quem souber ser implacável vencerá. Escusado será dizer quem está a perder.»

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«La principal lección que hemos aprendido tras los sucesos de Inglaterra es que los gobiernos, los jueces, los policías y las instituciones de Occidente no están para protegernos a nosotros, los contribuyentes nativos, sino para dejarnos indefensos, para entregarnos desarmados y confundidos ante aquellos que las élites han designado para sustituirnos, una vez completado el proceso de nuestra extinción. Pocas veces se ha visto de forma más clara que los gobiernos liberales son enemigos de sus propios pueblos.

Es fundamental entender que el Estado con su aparato de leyes, funcionarios e instituciones se vuelve el peor enemigo de la nación, pues ha sido programado por las élites para combatirla y extinguirla. Las presuntas políticas de “igualdad” sólo han servido para crear un Herrenvolk de recién llegados a los que todo se les permite y todo se les paga; el dinero, por supuesto, lo pone el europeo, quien se ve preterido en los servicios de asistencia pública, que él sostiene con sus tributos, frente al nuevo pueblo de la oligarquía. Es fundamental que el nativo entienda que el Estado es su enemigo, que le expropia con su fiscalidad para regalar el fruto de su trabajo a otros; un Estado cuyo fin es nuestra perdición y que es esencialmente hostil a nuestra cultura, a nuestros valores y a nuestra simple existencia. Por lo tanto, no le debemos la menor lealtad a un monstruo que sólo sirve para empobrecernos, desprotegernos y aculturarnos. Y menos aún se debe respetar a las élites, que tienen el abierto designio de acabar con nosotros y que hace mucho tiempo que nos han declarado una guerra a muerte. La esencia del combate es: o ellos o nosotros. Vencerá quien sepa ser implacable. No hace falta decir quién va perdiendo.» [texto integral]

07/05/2024

A filantropia de George Soros | La filantropía de George Soros



«Um exemplo emblemático, entre os muitos disponíveis, oferece-nos o modus operandi do financeiro apátrida e arauto liberal-progressista da Open Society, George Soros. Em 1992 perpetrou um ataque especulativo contra a lira italiana e a libra esterlina, graças ao qual ganhou, numa única noite, uma imensa fortuna. Em concreto, pediu emprestados dez mil milhões de libras esterlinas e converteu-as em marcos alemães. Esperou que a libra se depreciasse nos mercados em 15% e, nesse momento, revendeu os marcos e obteve em troca quase doze mil milhões de libras. Deste modo pôde devolver os dez mil milhões que tinha pedido emprestados, mais os juros correspondentes, e ficar com o resto, com um benefício de cerca de dois mil milhões de libras esterlinas.

Nisto, Soros pode tomar-se como um exemplo “de manual” dessa especulação financeira que, em síntese, consiste em “apostar” e obter benefícios “jogando” com a diferença de preços no tempo e no espaço dos instrumentos financeiros, mercadorias e moedas, sem trazer nenhum valor acrescentado. Para que a especulação sobre a economia e sobre a sociedade se torne hegemónica, são condições indispensáveis o monopólio da moeda e a completa liberdade dos capitais. E foi com vista a este resultado que o capitalismo financeiro se desenvolveu, especialmente depois dos acordos de Bretton Woods e mediante os sucessivos processos de desregulamentação financeira.»

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«Un ejemplo emblemático, entre los muchos disponibles, nos lo ofrece el modus operandi del financiero apátrida y heraldo liberal-progresista de la Open Society, George Soros. En 1992 perpetró un ataque especulativo contra la lira italiana y la libra esterlina, gracias al cual ganó, en una sola noche, una inmensa fortuna. En concreto, pidió prestados diez mil millones de libras esterlinas y las convirtió en marcos alemanes. Esperó a que la libra se depreciara en los mercados un 15% y, en ese momento, revendió los marcos y obtuvo en el cambio casi doce mil millones de libras. De este modo pudo devolver los diez mil millones que había pedido prestados, con los intereses correspondientes, y quedarse el resto, con un beneficio de cerca de dos mil millones de libras esterlinas.

El de Soros puede tomarse como un ejemplo “de manual” de esa especulación financiera que, en síntesis, consiste en “apostar” y obtener beneficios “jugando” con la diferencia de precios en el tiempo y en el espacio de los instrumentos financieros, mercancías y monedas, sin aportar ningún valor añadido. Para que la especulación sobre la economía y sobre la sociedad se haga hegemónica, son condiciones indispensables el monopolio de la moneda y la completa libertad de los capitales. Y es con miras a este resultado que el capitalismo financiero se desarrolló, especialmente tras el final de los acuerdos de Bretton Woods y mediante los sucesivos procesos de desregulación financiera.» [artigo integral]

30/01/2024

O “ateísmo líquido” de Francisco (e 5) | El “ateísmo líquido” de Francisco (y 5)


Excertos da entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, acerca da publicação do seu livro "O fim do cristianismo".

«— Voltando de novo ao argumento do mercado, ao escutar-nos, muitos poderiam dizer: “Mas eu ouvi, eu li, Bergoglio a opor-se ao mercado, a criticar o mercado”. De facto, esta seria a razão pela qual este papa é considerado um papa de esquerda ou, pelo menos, um pouco à esquerda.
— No meu livro Pensar Diferente, defendo que o capitalismo faz a gestão não só do consenso como da dissidência. Assim, também neste aspecto é totalitário. Gere não só o consenso, como produz também aquilo que designo como “uma crítica conservadora”, que tem dois modos fundamentais de expressão.
Por um lado temos a crítica conservadora dos discípulos de Heidegger, que dizem que o mundo da técnica é terrível, obsceno, mas que não há nada a fazer, que só Deus nos pode salvar. E, portanto, esta crítica acaba por ser uma apologia do capitalismo, porque, ao dizer que é horrível mas não existe alternativa, acaba por justificá-lo. Daí que se trate de uma crítica conservadora.
A segunda modalidade de crítica conservadora é a de quem critica a globalização, por exemplo, ou a destruição do meio ambiente, mas, ao mesmo tempo, critica também o que se opõe realmente à globalização e à destruição do meio ambiente. Ponho um exemplo: Greta Thunberg representa o ecologismo neoliberal, porque nunca intenta uma luta contra o capitalismo e contra as classes dominantes que destroem o meio ambiente. É celebrada, tal como Bergoglio, em todos os meios de comunicação, porquê? Porque as classes dominantes precisam de evitar que o ambientalismo se transforme em anticapitalismo, e dizem portanto: “Nós vamos ocupar-nos de meio ambiente! Economia verde!”. E, através dessa “economia verde”, transformam o ambientalismo em fontes renováveis de negócio.
Passa-se o mesmo com Bergoglio, porque, se é verdade que critica a desigualdade, as finanças, o capitalismo… é certo que critica também tudo o que, em concreto, se lhes opõe. Por exemplo, se Bergoglio estivesse realmente contra o capitalismo, deveria valorizar o populismo. Bergoglio critica o capitalismo e a seguir diz: “Quando ouço falar em soberania nacional, penso logo no nazismo”. Assim, no meu entender, Bergoglio faz parte da crítica conservadora.

— Julgo que fica bem clara a tua posição.
— Está claro que o meu discurso sobre a Igreja católica será recebido por muitos como o discurso de um ultracatólico que quer voltar à verdadeira Igreja. Não é verdade; eu sou um hegeliano, para mim existe na religião um elemento verdadeiro, mas não sou um homem confessional.

— E consideras que esse elemento verdadeiro foi esquecido nesta Igreja de Bergoglio?
— Completamente. Hoje existe uma convergência integral entre a esquerda caviar neoliberal e a Igreja pós-cristã de Bergoglio. Eu digo, no livro, que “Bergoglio é, para a Igreja de Roma, o mesmo que Gorbatchov foi para a União Soviética”. Gorbatchov propôs a perestroika, que seria uma renovação, uma modernização, mas que, na realidade, destruiu o comunismo.
Na minha opinião, houve um erro fundamental, tanto no comunismo como na Igreja católica do século XX, pois fizeram uma guerra entre si sem dar-se conta de que seria o capitalismo quem os mataria, a ambos. Esse era o ponto fundamental. O verdadeiro inimigo do cristianismo não é o comunismo, que, como dizia Pasolini, tem o seu próprio impulso espiritual, de não se conformar com o que está. O verdadeiro inimigo do cristianismo é o capitalismo.»

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Extractos de la entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, sobre la publicación de su libro "El fin del cristianismo".

«—Volviendo un poco al argumento del mercado, muchos podrían decir al escucharnos: «Pero yo he oído, he leído a Bergoglio oponerse al mercado, criticar al mercado». De hecho, esta sería la razón por la que este papa es considerado un papa de izquierda o, al menos, un poco más de izquierda.
—En mi libro Pensare altrimenti, que en España se tradujo como Pensar diferente, sostengo que el capitalismo no solo gestiona el consenso, sino que también gestiona la disidencia. De esta manera, es totalitario también en este aspecto. No solo gestiona el consenso, sino que también produce lo que llamo «una crítica conservadora» que tiene dos modos fundamentales de expresión.
Por un lado tenemos la crítica conservadora de los discípulos de Heidegger, que dicen que el mundo de la técnica es terrible, obsceno, pero que no hay nada que hacer, que solo Dios nos puede salvar. Y, por lo tanto, esta crítica termina siendo una apología del capitalismo, porque si dices que es horrible pero que no hay alternativa, lo estás justificando. De ahí que se trate de una crítica conservadora.
La segunda modalidad de crítica conservadora es la de quien critica la globalización, por ejemplo, o la destrucción del medio ambiente, pero al mismo tiempo critica también lo que se opone realmente a la globalización y a la destrucción del medio ambiente. Pongo un ejemplo: Greta Thunberg representa el ecologismo neoliberal, porque nunca emprende una lucha contra el capitalismo y contra las clases dominantes que destruyen el medio ambiente. Se la celebra como a Bergoglio en todos los medios de comunicación, ¿por qué? Porque son las clases dominantes las que necesitan evitar que el ambientalismo se vuelva anticapitalismo, y por tanto dicen: «¡Nosotros nos ocuparemos del medio ambiente!, ¡economía verde!». Y mediante esa «economía verde» transforman el ambientalismo en fuentes renovables de negocio.
Lo mismo pasa con Bergoglio, porque si bien es verdad que critica la desigualdad, las finanzas, el capitalismo… lo cierto es que critica también todo lo que en concreto se les opone. Por ejemplo, si Bergoglio estuviera realmente en contra del capitalismo, debería valorar el populismo. Bergoglio critica el capitalismo y luego va y dice: «Cuando oigo hablar de soberanía nacional, me viene a la mente el nazismo». Por tanto, Bergoglio forma parte a mi juicio de la crítica conservadora.

—Creo que queda bien nítida tu posición.
—Está claro que mi discurso sobre la Iglesia católica será recibido por muchos como el discurso de un ultracatólico que quiere volver a la verdadera Iglesia. No es así, yo soy un hegeliano, para mí en la religión hay un elemento verdadero, pero no soy un hombre confesional.

—¿Y encuentras que este elemento verdadero se olvida en esta Iglesia de Bergoglio?
—Totalmente. Hoy hay una convergencia integral entre la izquierda fucsia neoliberal y la Iglesia poscristiana de Bergoglio. Yo en el libro digo que «Bergoglio es para la Iglesia de Roma lo mismo que Gorbachov fue para la Unión Soviética». Gorbachov propuso la perestroika, que sería una renovación, una modernización, pero en realidad destruyó el comunismo. Y eso fue una tragedia, la mayor tragedia de la historia del siglo XX. Bergoglio quiere hacer una perestroika de la Iglesia, abrirla al mundo, hacerla progresar, pero haciéndolo así la destruye como Gorbachov hizo con el comunismo.
En mi opinión, hubo un error fundamental tanto del comunismo como de la Iglesia católica en el siglo XX, ya que se hicieron la guerra entre sí sin darse cuenta de que sería el capitalismo el que los mataría a ambos. Ese era el punto fundamental. El verdadero enemigo del cristianismo no es el comunismo que, como decía Pasolini, tiene su propio impulso espiritual, de no conformarse con lo que hay. El verdadero enemigo del cristianismo es el capitalismo.» [artigo original]

23/01/2024

O “ateísmo líquido” de Francisco (4) | El “ateísmo líquido” de Francisco (4)


Excertos da entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, acerca da publicação do seu livro "O fim do cristianismo".

«— Se no próximo conclave se desse a eleição de um novo papa, que mudasse um pouco esta orientação bergogliesca, por assim dizer, da Igreja, o que aconteceria? Porque não voltaríamos exactamente a essa pequena Igreja antes citada, até se poderia pensar novamente numa Igreja plena, grande, mas oposta ao capitalismo.
— Creio que... o facto de Bergoglio falar sobre a sua possível abdicação é um sinal importante porque, evidentemente, ainda que não apareça no discurso público, a sede está vacante. Está vacante porque Bergoglio não é o papa: o papa era o outro.

— Achas que ele pensa o mesmo?
— Sabe muito bem que, tecnicamente, não é o papa. Pode celebrar-se um conclave para eleger um novo papa, com os bispos blindados por Bergoglio, de modo a parecer um papa legítimo, quando na realidade estará sempre na mesma linha antipapal.

— Então, o novo papa também não seria legítimo?
— Se segue nessa linha, não... De algum modo Ratzinger, ao colocar-se em sede impedida, deslegitimou toda essa nova Igreja, que não é a verdadeira.

— Gosto muito dessa tua ideia acerca da liquidez que esvazia o significado de ser católico, de pensar como católico.
— Claro, a nova Igreja liberal progressista de Bergoglio é uma Igreja líquida, é uma Igreja fluída, é uma Igreja que se molda ao modo das exigências do mercado. É a Igreja do misericordismo: a misericórdia transforma-se numa espécie de perdão universal de tudo e de todos, e de um amor universal que, no entanto, esvazia tudo de conteúdo. Bergoglio, num seu texto muito conhecido, a encíclica Fratelli tutti, volta a propor o amor cosmopolita, o que o velho Hegel descrevia como "o latejar pela humanidade", a etapa da alma bela que ama o mundo. Mas, amar o mundo significa não amar ninguém, porque o amor vai sempre, como tratei de afirmar no meu livro A nova ordem erótica. Elogio do amor e da família, do nome próprio ao nome próprio, nunca pode ser amor pelo universal.

— No Evangelho, de facto, não se fala do amor universal, "à humanidade"; fala-se do amor ao próximo.
— Certamente, o pensamento cosmopolita entende o próximo como o "outro", mas não é assim; em latim, proximus significa o que está mais perto de mim. Assim, o amor é para o que está mais perto, não para o "outro". O discurso cosmopolita liberal também nisto é perfeitamente compatível com a nova Igreja de Bergoglio, porque propõe renunciar a amar quem está mais perto para nos abrirmos ao "outro"; ou seja, de algum modo, pede-nos para renunciar ao particular para nos abrirmos ao universal abstracto. Mas nós sabemos que é uma lei da vida que amemos antes de mais o nosso filho, a nossa esposa, o nosso pai, o nosso amigo, o nosso concidadão e, depois, ao que está mais distante. O discurso cosmopolita pede-nos para amar uma cultura universal, a humanidade em abstracto, com o único objectivo de criar indiferença para quem está mais perto: é este o engano do discurso cosmopolita. Já Jean-Jacques Rousseau, em Emílio, dizia que amar a humanidade é só uma desculpa para não te interessares pelo teu próprio vizinho.

— Porque amar a humanidade como tal é amar uma ideia; e é sempre mais fácil amar uma ideia do que a pessoa que está ao teu lado.
— De facto, para Hegel, que questionava o cosmopolitismo iluminado, o universal é sempre o universal concreto. O universal humano existe concretamente nas culturas e nos povos. Por isso, somos humanos na medida em que temos uma língua, somos parte de uma cultura, de um povo, e isto permite-nos entender o engano da União Europeia. A União Europeia pede-nos que renunciemos à nossa identidade nacional para aderirmo-nos à cultura europeia universal. Mas a cultura europeia não existe, senão como cultura italiana, espanhola, francesa ou alemã. É um universal concreto.

— Culturas ligadas entre si...
— Sim, pela sua relação. E, portanto, o discurso de Bergoglio também nisto parece cooperar com esta fluidez cosmopolita, como em muitos outros temas. Se já não há valores absolutos, tudo se torna relativo. Se já não há verdade, também não é possível questionar a falsidade, e, portanto, o poder.»

* * * * *

Extractos de la entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, sobre la publicación de su libro "El fin del cristianismo".

«—Si en el próximo cónclave se produce la elección de un nuevo papa, que luego cambiara un poco esta orientación bergogliesca, por así decir, de la Iglesia, ¿qué sucedería? Porque no volveríamos exactamente a esa Iglesia pequeña antes citada, incluso se podría pensar una vez más en una Iglesia plena, grande, pero opuesta al capitalismo.
—Creo que… el hecho de que Bergoglio esté hablando de su posible dimisión es una señal importante porque, evidentemente, aunque en el discurso público no aparece, la sede está vacante. Está vacante porque Bergoglio no es el papa: el papa era el otro.

—¿Crees que él piensa lo mismo?
—Sabe muy bien que no es técnicamente el papa. Puede celebrarse un cónclave para elegir un nuevo papa con los obispos blindados por Bergoglio, de modo que parezca un papa legítimo, cuando en realidad estará siempre en esa línea antipapal.

—Entonces, ¿tampoco un nuevo papa sería legítimo?
—Si va en esa línea, no… De algún modo Ratzinger, al colocarse en sede impedida, ha deslegitimado a toda esta nueva Iglesia que no es la verdadera.

—Me gusta mucho esa idea que dices de liquidez que vacía el significado de ser católico, de pensar como católico.
—Claro, la nueva Iglesia liberal progresista de Bergoglio es una Iglesia líquida, es una Iglesia fluida, es una Iglesia que se modela a la manera de las demandas del mercado. Es la Iglesia del misericordismo: la misericordia se transforma en una especie de perdón universal de todo y de todos y de un amor universal que, sin embargo, vacía de contenido todo. Bergoglio, en un texto suyo muy conocido, la encíclica Fratelli tutti, vuelve a proponer el amor cosmopolita, lo que el viejo Hegel definía como «el latido por la humanidad», la etapa del alma bella que ama al mundo. Pero amar al mundo significa no amar a nadie, porque el amor va siempre, como he tratado de decir en mi libro El nuevo orden erótico. Elogio del amor y de la familia, del nombre propio al nombre propio, nunca puede ser amor por lo universal.

—En el Evangelio, de hecho, no se habla de amor universal, «a la humanidad»; se habla de amor al prójimo.
—Ciertamente, el pensamiento cosmopolita entiende al prójimo como al «otro», pero no es así, en latín proximus quiere decir lo que está más cerca de mí. Así que el amor es para el más cercano, no para el «otro». El discurso cosmopolita liberal también en esto es perfectamente compatible con el de la nueva Iglesia de Bergoglio, porque propone renunciar a amar a quien está más cerca para abrirnos al «otro»; es decir, de algún modo, nos pide renunciar a lo particular para abrirnos a lo universal abstracto. Pero nosotros sabemos que es ley de vida que amemos antes que nada a nuestro hijo, a nuestra esposa, a nuestro padre, a nuestro amigo, a nuestro conciudadano y, después, al que está más distante. El discurso cosmopolita nos pide amar una cultura universal, la humanidad en abstracto, con el único objetivo de crear indiferencia hacia quien está más cerca: este es el engaño del discurso cosmopolita. Ya Jean-Jacques Rousseau en el Emilio decía que amar a la humanidad es sólo la coartada para no interesarse por tu propio vecino.

—Porque amar la humanidad como tal es amar una idea; y es siempre más fácil amar una idea que amar a la persona que está a tu lado.
—De hecho, para Hegel, que cuestionaba el cosmopolitismo ilustrado, lo universal es siempre lo universal concreto. El universal humano existe concretamente en las culturas y en los pueblos. Por lo tanto, somos humanos en la medida en que tenemos un idioma, somos parte de una cultura, de un pueblo, y esto nos permite entender el engaño de la Unión Europea. La Unión Europea nos pide que renunciemos a nuestra identidad de españoles e italianos para adherirnos a la cultura europea universal. Pero la cultura europea no existe sino como cultura italiana, española, francesa o alemana. Es un universal concreto.

—Culturas ligadas entre sí…
—Sí, por su relación. Y, por tanto, el discurso de Bergoglio también en esto parece cooperar con esta fluidez cosmopolita, como en muchos otros temas. Si ya no hay valores absolutos, todo se vuelve relativo. Si ya no hay verdad, tampoco es posible cuestionar la falsedad, y por tanto el poder.»

16/01/2024

O “ateísmo líquido” de Francisco (3) | El “ateísmo líquido” de Francisco (3)


Excertos da entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, acerca da publicação do seu livro "O fim do cristianismo".

«— Então, qual era o plano de Ratzinger? Exercer esse papel, durante anos, e desaparecer depois, deixar a Igreja com sede vacante. Não é um plano um tanto louco, vindo de um teólogo e de um papa com certo peso?
— Para responder a essa perginta, seguirei os passos de Pier Paolo Pasolini, que é um dos autores mais citados no meu livro O fim do cristianismo. Porque Pasolini tinha compreendido a importância do sagrado, e que a civilização do consumo, desapiedadamente ateia e materialista, odeia o sagrado. Num texto muito belo, de 1973, intitulado O louco slogan dos blue jeans, refere-se a um anúncio, aparecido por essa altura em Itália, onde se mostrava o corpo de uma mulher com uns jeans e a frase "Não terás outros jeans diante de mim", a qual era uma profanação [por tratar-se da paráfrase do mandamento bíblico do Sinai, "Não terás outros deuses diante de mim"]. A Igreja protestou e acabaram por retirar esse anúncio.
O que Pasolini explica, no citado artigo, é que esse anúncio é apenas o início da luta entre o capitalismo e o cristianismo. Porque, apesar do cristianismo poder chegar a acordo com outras formas de poder, com a civilização do capitalismo hedonista total, o que eu designo por turbocapitalismo, esse acordo, pelo contrário, não é possível: a sociedade do capital evaporará a religião. E, portanto, dizia Pasolini, a Igreja tem duas possibilidades: a primeira consiste em voltar a ser a Igreja das origens, essa catacumba contra o poder capitalista, que era o que ele sonhava. Hoje poderíamos encontrar, na figura do papa, se ele soubesse renunciar a ser um homem do poder, um ponto de apoio para a nossa luta contra o poder.

— Um aliado...
— Um aliado, um líder contra o capitalismo. A segunda opção actual da Igreja, dizia Pasolini, é aceitar a sociedade de consumo, o que a dissolverá nessa sociedade de consumo e fará com que se suicide — ele mesmo utilizava esta expressão: "suicidar-se". Pois bem, creio que a Igreja de Bergoglio está a suicidar-se na sociedade de consumo. A de Ratzinger, pelo contrário, converte-se hoje num pequeno rebanho quase semiclandestino, que se organiza, e não cede. Em Itália há vários movimentos que se opõem à nova Igreja de Bergoglio e, portanto, o cristianismo verdadeiro, o de Ratzinger, encontra-se hoje na oposição ao poder financeiro e liberal progressista. Ratzinger já o teorizou há anos. Existe um programa de rádio onde Ratzinger, em 1969, já afirma: «Imagino um futuro em que os sacerdotes se converterão em assistentes sociais e já não restará nada do cristianismo». Precisamente então, um pequeno remanescente, como lhe chamava, um pequeno rebanho poderá constituir o novo núcleo de uma comunidade que quererá agradar a Deus e não ao mundo. E que, por isso, entrará em conflito com o mundo.

— Essa intervenção radiofónica será publicada no livro Fé e futuro?
— Sim. Por isso, a ideia é que Ratzinger, com o seu gesto de 2013, separou uma Igreja autêntica, a que gosta de agradar a Deus e não ao mundo, a do pequeno remanescente, frente a uma nova Igreja liberal progressista que quer agradar ao mundo, e não a Deus. Nos discursos de Bergoglio não há realmente nada transcendente, e ao escutá-lo tanto parece o expoente de um partido liberal progressista que fala de portos abertos e de abertura comercial, como o operador de uma ONG que fala sobre como acolher os imigrantes. E o capitalismo não quer acolher, o que quer é explorar os recém-chegados, como Marx já tinha percebido...

— Quer abrir as fronteiras para dispor de seres humanos mais facilmente exploráveis.
— Braços a baixo custo. É então que Bergoglio parece um guarda florestal, quando fala da Amazónia, dos problemas verdes, da "economia verde", mas nunca há o discurso sobre Deus, enquanto, pelo contrário, em Ratzinger havia continuamente esta centralidade do divino. Creio que existe uma inimizade entre o capitalismo e a religião da transcendência, por muitas razões. Porque, para um cristão, Deus está nos céus e não no mercado, o sagrado não está à venda.»


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Extractos de la entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, sobre la publicación de su libro "El fin del cristianismo".

«—Entonces, ¿cuál era el plan de Ratzinger? Ejercer ese papel, durante años, y luego desaparecer, dejar una Iglesia con sede vacante. ¿No es un plan un poco loco viniendo de un teólogo y de un papa de cierto peso?
—Para responder a esa pregunta seguiré los pasos de Pier Paolo Pasolini, que es uno de los autores más citados en mi libro El fin del cristianismo. Porque Pasolini había comprendido la importancia de lo sagrado y que la civilización despiadadamente atea y materialista del consumo odia lo sagrado. En sus películas y escritos siempre está la idea de la sociedad burguesa sin lo sagrado. En un texto muy bello de 1973, titulado El loco eslogan de los blue jeans, se refiere a un anuncio que había aparecido en esos años en Italia, donde se mostraba el cuerpo de una mujer con unos jeans y el eslogan No tendrás más vaqueros que yo, lo cual era una forma de profanación [por tratarse de una paráfrasis del mandato bíblico del Sinaí, «No tendrás más Dios que yo»]. La Iglesia se opuso y acabaron retirando ese anuncio.
Lo que Pasolini explica en el citado artículo es que ese anuncio es solo el comienzo de la lucha entre el capitalismo y el cristianismo. Porque mientras que el cristianismo puede llegar a un acuerdo con otras formas de poder, en cambio con la civilización del capitalismo hedonista total, lo que yo lo llamo el turbocapitalismo, el acuerdo no es posible: la sociedad del capital evaporará la religión. Y, por tanto, decía Pasolini, la Iglesia tiene dos posibilidades: la primera consiste en volver a ser la Iglesia de los orígenes, esa catacumba contra el poder capitalista, que era lo que él soñaba. Hoy podríamos encontrar, en la figura del papa, si supiera renunciar a ser un hombre del poder, un punto de apoyo para nuestra lucha contra el poder.

—Un aliado…
—Un aliado, un líder contra el capitalismo. La segunda opción actual de la Iglesia, decía Pasolini, es aceptar la sociedad de consumo, lo que la disolverá en tal sociedad de consumo y hará que se suicide —él mismo usaba esta expresión: "suicidarse"—. Y bien, creo que la Iglesia de Bergoglio se está suicidando en la sociedad de consumo. La de Ratzinger, en cambio, se convierte hoy en un pequeño rebaño casi semiclandestino, que se organiza, no cede. En Italia hay varios movimientos que se oponen a la nueva Iglesia de Bergoglio y, por tanto, el cristianismo verdadero, el de Ratzinger, hoy se encuentra en la oposición al poder financiero y liberal progresista. Ratzinger ya lo teorizó hace años. Hay un programa de radio donde Ratzinger, en 1969, ya afirma: «Me imagino un futuro en el que los sacerdotes se convertirán en asistentes sociales y ya no habrá nada del cristianismo». Precisamente entonces, un pequeño resto, lo llamaba, un pequeño rebaño podrá constituir el nuevo núcleo de una comunidad que querrá agradar a Dios y no al mundo. Y que, por ello, entrará en conflicto con el mundo.

—Esa intervención radiofónica luego se publicará en el libro Fe y futuro, ¿no?
—Cierto. Por tanto, la idea es que Ratzinger, con su gesto de 2013, separó una Iglesia auténtica, a la que le gusta agradar a Dios y no al mundo, la del pequeño resto, frente a una nueva Iglesia liberal progresista que quiere agradar al mundo y no a Dios. En los discursos de Bergoglio realmente no hay nada trascendente, si lo escuchas hablar parece o el exponente de un partido liberal progresista que habla de puertos abiertos y de apertura comercial, o el operador de una ONG que habla de cómo acoger a los inmigrantes. Y el capitalismo no quiere acoger, lo que quiere es explotar a los recién llegados como Marx ya había entendido…

—Quiere abrir las fronteras para disponer de seres humanos más fácilmente explotables.
—Brazos a bajo coste. Y luego Bergoglio parece un guardia forestal, cuando habla de la Amazonía, de los problemas verdes, de la «economía verde», pero nunca hay el discurso sobre Dios, mientras que en cambio en Ratzinger había continuamente esta centralidad de lo divino. Creo que hay una enemistad entre el capitalismo y la religión de la trascendencia por muchas razones. Porque para un cristiano Dios está en los cielos y no en el mercado, lo sagrado no está a la venta.»

09/01/2024

O “ateísmo líquido” de Francisco (2) | El “ateísmo líquido” de Francisco (2)


Excertos da entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, acerca da publicação do seu livro "O fim do cristianismo".

«— Creio que estamos plenamente de acordo sobre Ratzinger, não é verdade? Assim, voltemos a Bergoglio. É óbvia a diferença entre ambos, até existem filmes sobre essa distância entre os dois papas. Mas não lhe parece exagerado considerar que um papa, neste caso Francisco, não defenda ou não pense que Deus seja verdadeiro?
— É uma tese forte mas apoiada, penso, pelos discursos de Bergoglio. Nestes discursos, quem é o bom cristão? Essa é a pergunta. Sob um ponto de vista clássico, o bom cristão é aquele que crê nas razões do eterno e do divino, e comporta-se como tal na terra. Também pode ser um bom inimigo do poder porque, como dizia São Tomás de Aquino, se a lei terrena se opõe à lei divina, é preciso opor-se ao poder. Com o tiranicídio, por exemplo.
No meu entender, o bom cristão, na nova Igreja liberal progressista de Bergoglio, é o bom consumidor. A fé de Bergoglio, e da nova Igreja liberal progressista, é uma fé de baixo custo. Para ser bom cristão deve-se acreditar na globalização capitalista, deve-se estar contra o soberanismo e o populismo, deve-se estar a favor dos portos abertos à imigração massiva. Ou seja, é a mesma mensagem da globalização neoliberal, mas situada no âmbito teológico. Assim, a Igreja de Bergoglio converte-se num megafone do pensamento único, política e teologicamente correcto. No meu livro, Fim do cristianismo, digo que Bergoglio faz «uma teologia com o martelo» [um eco do nietzschiano «filosofar com o martelo»]: destrói todos os fundamentos do cristianismo e propõe o que poderíamos chamar «uma religião da banalidade», sem transcendência, sem referências a Jesus e à divindade, sem referências ao eterno. A quem se destina o inferno, segundo Bergoglio? Se Bergoglio acredita no inferno, este é para os populistas, para os soberanistas, para os socialistas, para quem se opõe à globalização neoliberal.

— É curioso o que diz, porque Bergoglio é acusado de ser populista, talvez pela sua origem argentina.
— O populismo de Bergoglio esvazia a Igreja de Roma e abre-a ao mundo. Bergoglio, para utilizar uma linguagem bíblica, negligencia as ovelhas do seu próprio rebanho para recuperar as que estão fora. Bergoglio nunca fala aos cristãos; fala sempre aos ateus, aos muçulmanos, às religiões pagãs. Como resultado, não traz novas ovelhas ao rebanho e, pelo contrário, deixa sair as que tem. A ideia de Bergoglio é cumprir o Concílio Vaticano II, abrir o cristianismo ao mundo para o conquistar; mas, na realidade, ao abrir-se ao mundo, o cristianismo perde-se nele, evapora-se, dissolve-se e, no final, temos a «teologia da banalidade e do nada» de Bergoglio. Que, na verdade, na minha opinião, nunca foi papa; o papa era Ratzinger.

— Isso remete para um movimento tradicionalista radical, que acredita estarmos numa espécie de sede vacante, que o trono papal está vacante.
— Não sou católico, nem tradicionalista, sou um hegeliano que reconhece a mensagem verdadeira da religião. Estou de acordo com os que defendem a tese segundo a qual Ratzinger era o único papa, porque em 2013 não renunciou a ser o papa: renunciou a exercer o papel de papa. Se um advogado renunciar a exercer o seu papel, continua a ser advogado, e se há necessidade de outros advogados, eles serão nomeados.
Mas se um papa renunciar ao seu papel, continua a ser papa e, enquanto for vivo, não podem nomear outro. Por isso, de 2013 a 2022, Ratzinger era o único papa, não com sede vacante mas com sede impedida: ou seja, ele era o papa, e a sede vacante só se iniciou em 31 de Dezembro de 2022. Se Ratzinger renunciou a ser papa, porque continuou a vestir-se como um papa?

— E continuavam a chamar-lhe papa, não é verdade?
— E porque assinava como Bento XVI? Porque exibia as insígnias heráldicas? Na história da Igreja, Celestino V, quando deixa de ser papa, já não se chama Celestino V, regressa a Abruzo e abandona. Ratzinger, pelo contrário, continua a ser Bento XVI; porquê? A minha tese é que Ratzinger, em termos de direito canónico, renunciou ao ministerium mas não ao munus, ou seja, renunciou a exercer o papel de papa, mas não a ser papa. E fê-lo precisamente para impedir a deriva liberal progressista da Igreja: deu um passo ao lado, não um passo atrás.

— Mas ao fazer isso tinha menos poder para se opor.
— Sim, mas ele já não podia exercer o seu papel de papa. Tinha contra si não só o poder financeiro, mas sobretudo as forças liberais progressistas, que tramavam um primavera árabe no Vaticano para substituir aquele que chamavam «o terrorista branco», ou seja, Ratzinger. A própria Igreja estava animada por impulsos liberais progressistas. Assim, não houve dois papas entre 2013 e 2022; havia um papa, Ratzinger, e um antipapa, Bergoglio. É preciso sublinhar que muitos tentaram dizer que eles se davam bem, que eram amigos, que tinham a mesma visão, mas não é verdade. Tanto é assim que o mesmo sistema mediático que celebrava Bergoglio como uma estrela, é o mesmo que ladrava continuamente contra Ratzinger. Ratzinger era odiado, e ainda o é na sua memória, pelo sistema mediático.»

* * * * *
Extractos de la entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, sobre la publicación de su libro "El fin del cristianismo".

«—Creo que estamos muy de acuerdo sobre Ratzinger, ¿no? Así que volvamos a Bergoglio. Es obvia la diferencia entre ambos, incluso hay películas sobre esa distancia entre los dos papas. Ahora bien, ¿no crees que resulta exagerado considerar que un papa, en este caso Francisco, no defiende o no piensa que Dios sea verdad?
—Es una tesis fuerte, pero apoyada a mi juicio por los discursos de Bergoglio. ¿En estos discursos quién es el buen cristiano? Esa es la pregunta. Desde un punto de vista clásico, el buen cristiano es quien cree en las razones de lo eterno y de lo divino y se comporta consecuentemente en la tierra. También puede ser un buen enemigo del poder porque, como decía santo Tomás de Aquino, si la ley terrena se opone a la ley divina, hay que oponerse al poder. Con el tiranicidio, por ejemplo.
A mi juicio, el buen cristiano en la nueva Iglesia liberal progresista de Bergoglio es el buen consumidor. La de Bergoglio y la nueva Iglesia liberal progresista es una fe de bajo coste. Para ser un buen cristiano debes creer en la globalización capitalista, debes estar en contra del soberanismo y del populismo, debes estar a favor de los puertos abiertos a la inmigración masiva. Es decir, es el mismo mensaje de la globalización neoliberal, pero situado en el ámbito teológico. Así, la Iglesia de Bergoglio se convierte en un megáfono del pensamiento único política y teológicamente correcto. En mi libro, Fin del cristianismo, digo que Bergoglio hace «una teología con el martillo» [eco del nietzscheano «filosofar con el martillo»]: destruye todos los fundamentos de la cristiandad y propone la que podríamos llamar «una religión de la banalidad», sin trascendencia, sin referencias a Jesús y a la Divinidad, sin referencias a lo eterno. ¿Para quién es el infierno, según Bergoglio? Creo que si para Bergoglio hay infierno, lo hay para los populistas, para los soberanistas, para los socialistas, para quien se opone a la globalización neoliberal.

—Es curioso lo que dices porque a Bergoglio se le acusa de ser populista, un poco por su origen argentino.
—El populismo de Bergoglio vacía la Iglesia de Roma y la abre al mundo. Bergoglio, por usar una imagen bíblica, se despreocupa de las ovejas de su propio rebaño para ir a recuperar las que están fuera. Bergoglio nunca habla a los cristianos, habla siempre a los ateos, a los musulmanes, a las religiones paganas. Con el resultado de que no trae nuevas ovejas al rebaño y, en cambio, deja salir a las que tiene. La idea de Bergoglio lleva al cumplimiento el Concilio Vaticano II, la de abrir el cristianismo al mundo para conquistar el mundo; pero, en realidad, abriéndose al mundo, el cristianismo se pierde en el mundo, se evapora, se disuelve y al final tenemos la «teología de la banalidad y de la nada» de Bergoglio. Que, por cierto, en mi opinión, nunca fue papa; el papa era Ratzinger.

—Eso conecta con un movimiento tradicionalista radical, que piensa que estamos en una especie de sedevacantismo, que el asiento papal está vacante.
—No soy católico, ni tradicionalista, soy un hegeliano que reconoce el mensaje verdadero de la religión. Estoy de acuerdo con los que defienden la tesis según la cual Ratzinger era el único papa, porque en 2013 no renunció a ser el papa: renunció a ejercer el papel de papa. Si eres abogado y renuncias a ejercer el papel de abogado, sigues siendo abogado, y si hay necesidad de otros abogados nombrarán a otros.
Pero si eres el papa y renuncias a ejercer el papel de papa sigues siendo el papa, y no pueden, mientras vivas, nombrar uno nuevo. Por eso, de 2013 a 2022, Ratzinger era el único papa, pero no con sede vacante, sino con sede impedida: es decir, él era el papa, y la sede está vacante solo desde el 31 de diciembre de 2022. ¿Por qué, si Ratzinger renunció a ser el papa, siguió vistiéndose como el papa?

—Y le seguían llamando papa, ¿no?
—¿Y por qué firmaba Benedicto XVI? ¿Por qué exhibía las insignias heráldicas? En la historia de la Iglesia, Celestino V, cuando deja de ser papa, ya no se llama Celestino V, vuelve a los Abruzos y abandona. Ratzinger, en cambio, sigue siendo Benedicto XVI, ¿por qué? Mi tesis es que Ratzinger, en términos de derecho canónico, ha renunciado al ministerium pero no al munus, por tanto ha renunciado a ejercer el papel de papa, pero no a ser el papa. Y lo hizo precisamente para impedir la deriva liberal progresista de la Iglesia: dio un paso al lado, no un paso atrás.

—Pero haciendo eso tenía menos poder para oponerse.
—Sí, pero él ya no podía ejercer su papel de papa. Tenía en contra no solo al poder financiero, sino sobre todo a las fuerzas liberales progresistas, que tramaban una primavera árabe en el Vaticano para sustituir al que llamaban «el terrorista blanco», es decir, Ratzinger. La Iglesia misma estaba animada por pulsiones liberales progresistas. Así que no hubo dos papas entre 2013 y 2022, había un papa Ratzinger y un antipapa Bergoglio. Hay que destacar que muchos han intentado decir que en realidad se llevaban bien, que eran amigos, que tenían la misma visión, pero no era cierto. Tanto es así que el mismo sistema mediático que celebraba a Bergoglio como una estrella, es el que ladraba continuamente contra Ratzinger. Ratzinger era odiado y todavía lo es en la memoria por el sistema mediático.»

02/01/2024

O “ateísmo líquido” de Francisco (1) | El “ateísmo líquido” de Francisco (1)


Excertos da entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, acerca da publicação do seu livro "O fim do cristianismo".

«— O seu último livro tem por título O fim do cristianismo. A morte de Deus em tempos de mercado global e do papa Francisco. Como se relacionam todos estes pontos?
— A ideia que desenvolvo no livro é, basicamente, que estamos a viver o fim do cristianismo. Chamo-lhe a evaporação do cristianismo. A civilização do consumo, da técnica, das finanças, criou uma verdadeira inimizade relativamente ao cristão e à religião da transcendência que, na Europa é, obviamente, o cristianismo. E chego à conclusão que, no presente, este se está a evaporar e que a Igreja de Bergoglio representa, na substância, o momento culminante desta evaporação. Enquanto a Igreja de Ratzinger tinha tentado resistir, opor-se, defender as razões da transcendência e, portanto, entrou em conflito com a civilização dos mercados, a Igreja de Bergoglio é cristianismo evaporado, é o pensamento único da globalização expressado em teologia.

— Em que pontos detecta esse confronto entre Ratzinger e Bergoglio?
— Seria suficiente comparar os discursos, as homilias, as encíclicas dos dois papas. Em Ratzinger encontramos continuamente reafirmada a transcendência, o eterno, a abertura do espírito às dimensões mais elevadas. Em Bergoglio encontramos um cerramento integral à transcendência. Nos discursos de Bergoglio nunca se fala de Deus, da alma, do sagrado.

— Mas a palavra "Deus" aparece, e muitas vezes.
— Sim, aparece, mas é o que designo, no livro, com uma fórmula que tomo livremente de Zygmunt Bauman, como ateísmo líquido. Em que consiste este ateísmo? Não se trata já do ateísmo de quem diz «Deus não existe e vou demonstrá-lo». O ateísmo líquido é indiferente ao problema de Deus. Hoje em dia, a maioria dos europeus não são ateus, são ateus líquidos nesta acepção.

— E Ratzinger fez precisamente o contrário, certo?
— Certamente que Ratzinger, apresentado geralmente como uma figura reaccionária e, de algum modo, amiga do poder, na realidade, precisamente porque defendia a tradição, o sagrado e a transcendência, entrava em conflito com um poder liberal progressista que já não quer a transcendência, a tradição e as identidades. Ratzinger teorizou-o, porque expressou em várias passagens das suas obras, mesmo antes de se tornar papa em 2005, que o cristão, hoje, se encontra na oposição ao mundo e ao poder. Assim, em Ratzinger, encontramos a ideia de uma Igreja que quer agradar a Deus e não ao mundo, que quer agradar à verdade e não à ditadura do relativismo.

— Ratzinger é também defensor não só da transcendência, como da razão. A razão que vem da nossa herança, neste caso mais grega que a especificamente hierosolimitana. E, portanto, neste sentido, muito aberto também, como filósofo e como papa, a um termo que nos poderia parecer mais bergogliano: diálogo. Não pode haver diálogo sem existir uma razão comum, certo?
— O conceito de diálogo de Ratzinger é um conceito platónico, de diálogo verdadeiro. Dialogo, não porque a verdade não exista e, portanto, é tagarelice, mas dialogo porque a verdade existe e alcançá-la-emos pela confrontação. Com Bergoglio, pelo contrário, é um diálogo pós-moderno e relativista, dialogamos porque a verdade não existe.

— Também é ratzingeriana a teoria dos princípios não-negociáveis. Precisamente o que, segundo ele, é mais importante para uma democracia, para um projecto político democrático sob um ponto de vista cristão, é ter princípios não-negociáveis que caracterizem a proposta do cristão no espaço público.
— Diz-se frequentemente que o relativismo é a base da democracia, mas é falso. A base da democracia é a verdade. Ratzinger defendeu não só a fé, como também a razão. É errónea a confrontação que se faz, hoje em dia, entre razão e fé. Hoje, a razão e a fé devem estar juntas contra a civilização niilista das finanças e dos mercados.
Ratzinger sempre defendeu a aliança da razão e da fé. No seu discurso de Ratisbona, em 2006, disse uma coisa importantíssima: uma fé que se oponha à razão, não é fé. Mas disse também que uma razão que não aceita a fé converte-se em totalitarismo, e o totalitarismo actual é o da tecnociência e das finanças.»

* * * * *
Extractos de la entrevista de Miguel Ángel Quintana Paz a Diego Fusaro, sobre la publicación de su libro "El fin del cristianismo".

«—Tu último libro lleva por título El fin del cristianismo. La muerte de Dios en tiempos del mercado global y del papa Francisco. ¿Cómo conectas todos estos puntos?
—La idea que desarrollo en el libro es básicamente que estamos viviendo el final del cristianismo. Lo llamo la evaporación del cristianismo. La civilización del consumo, de las técnicas, de las finanzas, ha creado una verdadera enemistad con respecto a lo cristiano y la religión de la trascendencia, que en Europa, por supuesto, es el cristianismo. Y llego a la conclusión de que hoy este se está evaporando y que la Iglesia de Bergoglio representa en sustancia el momento culminante de esta evaporación. Mientras la Iglesia de Ratzinger había intentado resistir, oponerse, defender las razones de la trascendencia y, por lo tanto, había entrado en conflicto con la civilización de los mercados, la Iglesia de Bergoglio es cristianismo evaporado, es el pensamiento único de la globalización expresado en teología.

—¿En qué puntos detectas esta confrontación entre Ratzinger y Bergoglio?
—Sería suficiente comparar los discursos, las homilías, las encíclicas de los dos papas. En Ratzinger encontramos continuamente reafirmada la trascendencia, lo eterno, la apertura del espíritu hacia dimensiones más altas. En Bergoglio encontramos un cierre integral a la trascendencia. En los discursos de Bergoglio nunca se habla de Dios, del alma, de lo sagrado.

—Pero la palabra «Dios» sí aparece, y a menudo.
—Sí, aparece, pero es lo que yo en el libro, con una fórmula que tomo libremente de Zygmunt Bauman, llamo el ateísmo líquido. La Iglesia de Bergoglio es la del ateísmo líquido. ¿En qué consiste este ateísmo? No se trata ya del ateísmo de quien dice «Dios no existe y os muestro por qué». El ateísmo líquido es indiferente al problema de Dios. Hoy en día la mayoría de los europeos no son ateos, son ateos líquidos en esta acepción.

—Y Ratzinger precisamente ha hecho todo lo contrario, ¿no?
—Ciertamente Ratzinger, que es presentado por lo general como una figura reaccionaria y, de alguna manera, amiga del poder, en realidad, precisamente porque defendía la tradición, lo sagrado y la trascendencia, entraba en conflicto con un poder liberal progresista que ya no quiere la trascendencia, la tradición y las identidades. Ratzinger lo ha teorizado porque ha expresado en varios pasajes de sus obras, incluso antes de ser papa en 2005, que el cristiano hoy se encuentra en la oposición al mundo y al poder. Así que en Ratzinger encontramos la idea de una Iglesia que quiere agradar a Dios y no al mundo, que quiere agradar a la verdad y no a la dictadura del relativismo.

—Ratzinger es también defensor no solo de la trascendencia, sino de la razón. La razón que viene de nuestra herencia, en este caso más griega que la específicamente hierosolimitana. Y, por tanto, en este sentido también muy abierto como filósofo y como papa a un término que nos podría parecer más bergogliano: diálogo. No puede haber diálogo si no hay una razón común, ¿no?
—El concepto de diálogo de Ratzinger es un concepto platónico, de diálogo verdadero. Dialogo, no porque no haya verdad y por lo tanto nos echemos una charleta, sino que dialogo porque hay verdad y la alcanzamos mediante la confrontación. El de Bergoglio, en cambio, es un diálogo postmoderno y relativista, dialogamos porque no hay verdad.

—También es una teoría ratzingeriana la de los principios no negociables. Precisamente lo que, según él, es importante para una democracia, para un proyecto político democrático desde un punto de vista cristiano, es tener principios no negociables que caractericen tu propuesta como cristiano en el espacio público.
—A menudo se dice que el relativismo es la base de la democracia, pero es falso. La verdad es la base de la democracia. Ratzinger defendió no sólo la fe, sino que defendió la razón. Es errónea la confrontación que hoy se hace entre razón y fe. Hoy la razón y la fe deben estar juntas contra la civilización nihilista de las finanzas y de los mercados.
Ratzinger siempre ha defendido la alianza de razón y fe. En su discurso de Ratisbona de 2006 dijo una cosa importantísima: una fe que se oponga a la razón, no es fe. Pero también dijo que una razón que no acepta la fe se convierte en totalitarismo, y el totalitarismo actual es el de la tecnociencia y de las finanzas.»

30/12/2023

A "moderação" contra o populismo | La "moderación" contra el populismo


«O problema é que os malvados, as classes dominantes, conseguiram tornar seus aliados as elites intelectuais e os meios de informação, criadores de opinião e de manipulação de massas, para assumir a tarefa de enganar e vigarizar a maioria dos cidadãos, para que se submetam aos seus governos e consintam em ser doutrinados, até adquirir "falsas consciências", como diria um marxista.
E isto passa-se porque, desde os inícios do séc. XX, os políticos progressistas e liberais, e os seus compinchas empresariais e financeiros, persuadiram um número cada vez maior de intelectuais a desculpar e legitimar os diversos governos, a troco de subsídios ou de acesso a empregos mais ou menos lucrativos, dependentes das agências governamentais e entidades reguladoras, do estado de bem-estar social, da enorme burocracia utilizada por mafiosos e corruptos como bolsas de emprego, para os favorecer e comprar. A tarefa de moldar a opinião pública foi encomendada a uma classe privilegiada e apaparicada de intelectuais, académicos, cientistas sociais, tecnocratas, cientistas políticos, trabalhadores sociais, jornalistas, trovadores, bobos, comentadores... [...]

É preciso não esquecer que o grande temor das elites governamentais é um populismo reaccionário, de gente decente. Preferem uma discussão supostamente cordial, comedida, solene e sem acritude. Os políticos progressistas temem especialmente, e advertem contra a chamada política do ressentimento, precisamente porque o ressentimento estaria dirigido contra si, por parte daqueles a quem saqueiam e parasitam. A única alternativa é voltar à política ferozmente ideológica e altamente partidista de tempos pretéritos, com uma componente clara e rotunda de amargo ressentimento pessoal contra os progressistas e social-democratas diversos.
A estratégia dos reaccionários decentes deve apontar as mentiras, a corrupção e os escândalos de membros concretos do consenso social-democrata e, especialmente, os membros do "centrão" no poder.

O principal objectivo é conseguir que os reaccionários decentes compreendam uma ideia simples, assimilada há muito tempo pela esquerda: a política é a guerra. Como dizia Carl Schmitt, "o adversário tenta negar o estilo de vida do seu oponente e, portanto, deve ser rejeitado ou combatido para preservar o próprio". Está em jogo a nossa forma de vida, a nossa civilização, a nossa existência. Além do que foi referido, a política implica aquilo que Schmitt designa por "inimizade", ou a distinção entre "amigo e inimigo", conceitos "que devem entender-se no seu sentido concreto e existencial, não como metáforas ou símbolos". Então, citando de novo Schmitt: "A guerra nasce da inimizade. A guerra é a negação existencial do inimigo". Trata-se, sem dúvida alguma, de uma guerra no sentido existencial. As elites governamentais, em virtude do seu controlo do aparelho de Estado, não só ameaçam com violência física, e até com a morte (morte física ou morte civil) contra os governados que não se submetam às suas normas e imposições, como também praticam a violência e o assassinato contra os dissidentes e insubmissos.»

* * * * *
«El problema es que los malos, las clases dominantes, han conseguido que las élites intelectuales y los medios de información, creadores de opinión y manipulación de masas sean sus aliados, para que asuman la tarea de engatusar, embaucar a la mayoría de los ciudadanos para que se sometan a sus gobiernos y consientan que los adoctrinen hasta adquirir “falsas conciencias”, como diría un marxista.
Y esto ocurre porque, desde principios del siglo XX, los políticos progresistas y liberales y sus compinches empresariales y financieros han inducido a un número cada vez mayor de intelectuales a disculpar y legitimar a los diversos gobiernos a cambio de subsidios o de acceso a empleos más o menos lucrativos, dependientes de las agencias gubernamentales y oficinas reguladoras, del estado del bienestar, la enorme burocracia utilizada por los mafiosos y corruptos como bolsas de empleo para premiarlos. La tarea de moldear la opinión pública ha sido encomendada a una clase privilegiada y mimada de intelectuales, académicos, científicos sociales, tecnócratas, científicos políticos, trabajadores sociales, periodistas, trovadores, bufones, tertulianos… [...]

No se olvide que lo que las élites gobernantes temen es un populismo reaccionario, de gente decente. Prefieren una discusión supuestamente cordial, con comedimiento, solemne y sin acritud. Los políticos progresistas temen especialmente y advierten contra la llamada política del resentimiento, precisamente porque el resentimiento estaría dirigido hacia ellos por parte de aquellos a quienes saquean y de los que parasitan. La única alternativa es regresar a la política ferozmente ideológica y altamente partidista de tiempos pretéritos con un componente claro y rotundo de amargo resentimiento personal hacia los progresistas y socialdemócratas diversos.
La estrategia de los decentes-reaccionarios debe apuntar hacia las mentiras, la corrupción y los escándalos de miembros concretos de los miembros del consenso socialdemócrata y especialmente de los miembros de la coalición gobernante.

El principal objetivo debe ser conseguir que los decentes y reaccionarios comprendan una idea simple, asimilada hace mucho tiempo por la izquierda, de que la política es la guerra.
Como decía Carl Schmitt, “el adversario intenta negar el estilo de vida de su oponente y, por lo tanto, debe ser rechazado o combatido para preservar el propio”. Está en juego nuestra forma de vida, nuestra civilización, nuestra existencia. Además de lo anterior, la política implica lo que Schmitt llama “enemistad” o la distinción entre “amigo y enemigo”, conceptos “que deben entenderse en su sentido concreto y existencial, no como metáforas o símbolos”. Pues, citando de nuevo a Schmitt: “La guerra se sigue de la enemistad. La guerra es la negación existencial del enemigo". Sin duda alguna, se trata de una guerra en el sentido existencial. Las élites gobernantes, en virtud de su control del aparato del Estado, no solo amenazan con violencia física e incluso la muerte (muerte física o muerte civil) contra los gobernados por no someterse a sus impuestos y normas, sino que también practican la violencia y el asesinato contra los disidentes o insumisos entre los gobernados. [artigo original]

28/07/2023

Social-democracia e progressismo (e 2) | socialdemocracia y progresismo (y 2)



«O progressismo é muito mais que um programa social e económico para o aqui e agora. É uma filosofia social utópica, que pretende tornar realidade utopias como a proclamada por Platão (A república e o governo dos sábios), ou a Utopia de Thomas More, ou a Cidade de Deus de Santo Agostinho, ou qualquer um dos muitos admiráveis mundos novos idealizados durante séculos... Em tais crenças subjaz o mito iluminista de que a História é uma marcha inexorável e sempre ascendente rumo à perfeição da humanidade. No caso dos social-democratas, a perfeição define-se como uma sociedade desenhada e governada por um Estado socialista justo, eficiente e igualitário. Mais ainda, ao contrário dos marxistas tradicionais, os progressistas social-democratas acreditam que a História não se desenvolve através da luta de classes e da revolução sangrenta, mas através da implacável marcha em frente da democracia. [...]

Como resultado da eficaz propaganda dos social-democratas, todas os agrupamentos políticos acabaram por abraçar o novo credo: a "democracia", sinónimo de "progressismo", um absoluto moral último, que acabou por virtualmente substituir todos os outros princípios morais, incluindo os Dez Mandamentos e o Sermão da Montanha. Chegamos a tal ponto que a esquerda já inclui os liberal-conservadores, conservadores e neo-conservadores, liberais de esquerda, e, inclusive, dela formam parte todas, ou quase todas, as elites intelectuais, académicas e mediáticas, os grupos de vítimas oficialmente reconhecidas pelo sistema, o Estado social-democrata, ou do bem-estar.
É por isto que àqueles que não se abrigam sob a manta do progressismo, o melhor vocábulo que os define é "reaccionário", reaccionário na política e na economia... pois os até agora denominados conservadores ou similares são também progressistas, social-democratas, e participam dos mesmos objectivos e princípios da social-democracia.»

* * * * *

«El progresismo es mucho más que un programa social y económico para el aquí y ahora. Es una filosofía social utópica que pretende hacer realidad utopías como la proclamada por Platón (La república y el gobierno de los sabios), o la Utopía de Tomás Moro, o la Ciudad de Dios de San Agustín, o cualquiera de los muchos mundos felices ideados durante siglos... En tales creencias subyace el mito de la Ilustración de que la historia es una marcha inexorable y siempre ascendente hacia la perfección de la humanidad. En el caso de los socialdemócratas, la perfección se define como una sociedad gobernada y diseñada por un estado socialista justo, eficiente e igualitario. Además, a diferencia de los marxistas tradicionales, los progresistas socialdemócratas creen que la historia no se desarrolla a través de la lucha de clases y la revolución sangrienta, sino a través de la implacable marcha hacia adelante de la democracia. [...]

Como resultado de la eficaz propaganda de los socialdemócratas, todas las agrupaciones políticas acabaron abrazando el nuevo credo: la "democracia”, sinónima de "progresismo”, un absoluto moral último, que ha acabado reemplazando virtualmente a todos los demás principios morales, incluidos los Diez Mandamientos y el Sermón de la Montaña. Hasta tal punto hemos llegado que, la izquierda ya incluye a liberal-conservadores, conservadores y neoconservadores, liberales de izquierda e incluso forman parte de ella todas o casi todas las élites intelectuales, académicas y mediáticas aliadas y grupos de víctimas oficialmente reconocidas por el sistema, el estado socialdemócrata o estado del bienestar.
Es por ello que, quienes no se cobijan bajo el paraguas del progresismo el mejor vocablo que los define es el de "reaccionario”, reaccionario en lo político y en lo económico… pues, los hasta ahora denominados conservadores o similares también son progresistas, socialdemócratas y participan de los mismos objetivos y principios de la socialdemocracia.»

27/07/2023

Social-democracia e progressismo (1) | socialdemocracia y progresismo (1)



«Depois do falhanço e da queda do comunismo – e com o nazismo e o fascismo mortos e enterrados há mais de meio século – a social-democracia era o único programa estatal que restava, e os seus defensores estavam empenhados em aproveitar ao máximo o seu monopólio ideológico, na nova era pós-comunista. Mas, apesar de muitos pensarem que a social-democracia é sinal de progresso, ela é na realidade inimiga da tradição e da liberdade; e manifesta-se em múltiplas formas, desde o feminismo de género, até às diversas formas de "vitimismo", de tal modo que, perante todos os assuntos cruciais, os social-democratas, independentemente de como se classificam ou auto-denominam, opõem-se à liberdade e à tradição, e manifestam abertamente que a única opção é "mais Estado" e um governo forte, se possível de âmbito mundial.

E deve-se assinalar que a social-democracia se faz acompanhar de um problema deveras importante: ela é muito mais enganosa, traiçoeira e mal-intencionada do que outras formas de estadismo porque pretende, segundo afirmam os seus seguidores, combinar o socialismo com as atractivas virtudes da "democracia", da liberdade de criação, de investigação, etc. E assim, os social-democratas farão tudo ao seu alcance para se envolver em alguma forma de democracia, pois sabem que qualquer opção política que cheire a ditadura, será imediatamente considerada liberticida e totalitária, e acabará por ser derrotada, mais cedo ou mais tarde, fazendo cair, e até desaparecer, a sua estrutura organizativa.

O aparente fervor, a simulada devoção dos social-democratas pela democracia, serve de pretexto para atacar os que afirmam a inviolabilidade "absoluta" do direito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. A aversão dos social-democratas à liberdade de expressão leva-os, sempre que têm a oportunidade, a restringir ou proibir o discurso ou a expressão daqueles que consideram "anti-democráticos", pelo simples facto de serem os seus adversários.
No vocabulário dos social-democratas, "anti-democrático" vai desde alguém que possa ser acusado de incorrer no "crime de opinião ou pensamento de ódio", até aos que ousem questionar a ideologia de género, ou "o aquecimento global", ou "as mudanças climáticas de origem antropogénica", ou qualquer outra questão que lhes ocorra, para desqualificar e demonizar aqueles que consideram os seus inimigos.»

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«Después del fracaso y de la caída del comunismo –y con el nazismo y el fascismo muertos y enterrados hace más de medio siglo– la socialdemocracia era el único programa estatal que quedaba, y sus defensores estaban empeñados en aprovechar al máximo su monopolio ideológico, en la nueva era poscomunista. Pero, aunque muchos piensen que la socialdemocracia es signo de progreso, en realidad es enemigo de la tradición y de la libertad; y se manifiesta en múltiples formas, desde el feminismo de género, hasta las diversas formas de "victimismo”, de tal manera que, ante todos los asuntos cruciales, los socialdemócratas, da igual como se etiqueten o autodenominen se oponen a la libertad y a la tradición y manifiestan abiertamente que la única opción es "más estado” y un gobierno fuerte, a ser posible mundial.

Y hay que advertir que la socialdemocracia va acompañada de un problema muy importante: la socialdemocracia es mucho más engañosa, mendaz y malintencionada que otras formas de estatismo porque pretende, según afirman sus seguidores, combinar el socialismo con las atractivas virtudes de la "democracia" y la libertad de creación, de investigación, etc. Así que, los socialdemócratas harán todo lo posible para envolverse en alguna forma de democracia, pues saben que cualquier opción política que huela a dictadura, será inmediatamente considerada liberticida y totalitaria, y acabará siendo derrotada, más pronto que tarde, haciendo caer e incluso desaparecer su estructura organizativa.

El aparente fervor, la impostada devoción de los socialdemócratas por la democracia sirve como pretexto para atacar a quienes afirman la inviolabilidad “absoluta” del derecho a la libertad de expresión y a la libertad de prensa. La aversión de los socialdemócratas a la libertad de expresión les lleva, cada vez que tienen ocasión a restringir o prohibir el discurso o la expresión de quienes ellos consideran “antidemocráticos”, por el simple hecho de ser sus contrincantes.
En el vocabulario de los socialdemócratas "antidemocrático” es desde cualquiera que pueda ser tildado de incurrir en "crimen de opinión o pensamiento de odio”, hasta quien ose cuestionar la ideología de género, o poner en cuestión "el calentamiento global” o "el cambio climático de origen antropogénico”, o cualquier cuestión que se les ocurra para descalificar y demonizar a quienes ellos consideran sus enemigos.»

23/07/2023

A jihad niilista (1) | La Yihad nihilista (1)



«Frente a toda esta aculturação imperialista surgiram dois focos de resistência: um foi a própria América, onde uma grande parte da população ainda não está completamente enlouquecida, e até conserva uma forte tradição religiosa e um inegável sentido da realidade. O interlúdio de Trump, que tanto enfureceu as elites mundiais, foi um choque no próprio centro do poder global e mostrou a sua debilidade. O outro é a Rússia, um caso peculiar porque sofreu uma das experiências mais brutais de destruição cultural da História: o regime comunista, especialmente no período de 1917 a 1937. Sem dúvida, uma das razões para acreditar na Divina Providência é que a Rússia tenha preservado a sua identidade, e até a haja restaurado, graças a um instrumento cego dos seus desígnios — Estaline — que, para sustentar o seu regime, apercebeu-se da necessidade de despertar o patriotismo russo e de avivar o sentido nacional entre os súbditos da lúgubre tirania leninista. De 1937 a 1953, a Rússia conhece uma evidente restauração, tanto da sua cultura como da sua sociedade, e não há dúvida que essa tendência se acentuou à medida que o comunismo se convertia numa inútil carcaça burocrática. Foi aquela restauração que impediu a Rússia dos anos 90 de se transformar no subúrbio terceiro-mundista da Europa. A Putin não lhe restou outra tarefa que a de recompor as estruturas do Estado, porque a natureza do povo, o invencível narod russo, tinha resistido à prova do caos social-democrata/liberal das eras Gorbatchov e Iéltsin. A Rússia dos últimos vinte anos deu uma lição ao mundo: há uma saída do niilismo. O liberalismo tem cura.»

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«Frente a toda esta aculturación imperialista surgieron dos focos de resistencia: uno fue la propia América, donde gran parte de la población no está del todo loca, sino que conserva una fuerte tradición religiosa y un innegable sentido de la realidad. El interludio de Trump, que tanto enfureció a las élites mundiales, fue un golpe en el centro mismo del poder global y mostró su debilidad. El otro es Rusia, caso peculiar porque sufrió uno de los experimentos más brutales de destrucción cultural de la historia: el régimen comunista, especialmente en el período de 1917 a 1937. Sin duda, una de las razones para creer en la Divina Providencia es que Rusia haya preservado su identidad y hasta la haya restaurado gracias a un instrumento ciego de sus designios —Stalin— , quien para sostener su régimen se dio cuenta de la necesidad de despertar el patriotismo ruso y de avivar el sentido nacional entre los súbditos de la desangelada tiranía leninista. De 1937 a 1953, Rusia conoce una evidente restauración, tanto de su cultura como de su sociedad, y no cabe duda de que esa tendencia fue en aumento a medida que el comunismo se convertía en una inútil carcasa burocrática. Fue aquella restauración lo que impidió que la Rusia de los 90 se convirtiera en una arrabal tercermundista de Europa. A Putin no le quedó otra tarea que recomponer las estructuras del Estado, porque la naturaleza del pueblo, el invencible narod ruso, había resistido la prueba del caos socialdemócrata-liberal de las eras de Gorbachov y Yeltsin. La Rusia de los últimos veinte años le ha dado una lección al mundo: del nihilismo se sale. El liberalismo tiene cura

12/07/2023

Dinheiro, imprensa e liberalismo | Dinero, prensa y liberalismo


«Não há nenhum movimento proletário, nem sequer comunista, que não actue pelo interesse do dinheiro, na direcção assinalada pelo dinheiro, e com a duração marcada pelo dinheiro — sem que disso se apercebam os líderes que são verdadeiramente idealistas [nota: O grande movimento que utiliza os lemas marxistas não colocou os patrões na dependência dos trabalhadores, antes colocou a ambos — patrões e trabalhadores — sob a dependência da Bolsa]. O dinheiro pensa; o dinheiro dirige; tal é o estado das culturas decadentes, desde que a grande cidade se apoderou do resto do país. E, em última instância, não é sequer em menosprezo do espírito, o qual terminou vencedor, mas vencedor no reino das verdades, ou seja, no reino dos livros e dos ideais, reino que não é deste mundo. Os seus conceitos tornaram-se sagrados para a civilização incipiente. Mas o dinheiro vence no seu reino, que pertence precisamente a este mundo e só a este. [...]

Em Inglaterra descobriu-se o ideal da liberdade de imprensa e, ao mesmo tempo, o facto de que a imprensa serve a quem a possui. A imprensa não propaga, antes cria a opinião "livre".

As duas coisas juntas são o «liberalismo», isto é, são livres dos constrangimentos da vida apegada à terra, seja em direitos, formas ou sentimentos. O espírito é livre para toda a espécie de crítica, e o dinheiro é livre para todo o tipo de negócio. Mas ambas também se orientam, sem contemplações, para uma classe que não reconhece sobre si a superioridade do Estado. O espírito e o dinheiro, dado que são inorgânicos, não querem o Estado, como forma orgânica de alto simbolismo, que impõe respeito, antes como o mecanismo que serve para determinada finalidade.»

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«No hay movimiento proletario, ni siquiera comunista, que no actúe en interés del dinero y en la dirección marcada por el dinero y con la duración fijada por el dinero —sin que de ello se aperciban aquellos de los jefes que son verdaderamente idealistas [nota: El gran movimiento que hace uso de los lemas marxistas no ha puesto a los patronos bajo la dependencia de los trabajadores, sino que ha puesto a ambos —patronos y trabajadores— bajo la dependencia de la Bolsa]. El dinero piensa; el dinero dirige; tal es el estado de las culturas decadentes, desde que la gran ciudad se ha adueñado del resto del país. Y en última instancia no es siquiera en menoscabo del espíritu, el cual ha resultado vencedor, pero vencedor en el reino de las verdades, es decir, en el reino de los libros y los ideales, reino que no es de este mundo. Sus conceptos se han tornado sagrados para la civilización incipiente. Pero el dinero vence en su reino, que precisamente pertenece a este mundo y sólo a éste. [...]

En Inglaterra descubrióse el ideal de la libertad de prensa y, al mismo tiempo, el hecho de que la prensa sirve a quien la posee. La prensa no propaga, sino que crea la opinión «libre».

Ambas cosas juntas son «liberalismo», esto es, son libres de las constricciones de la vida, adherida a la tierra, ya sean derechos, formas o sentimientos. El espíritu es libre para toda especie de critica y el dinero es libre para toda clase de negocio. Pero ambas también se orientan, sin contemplaciones, hacia el predominio de una clase que no reconoce sobre sí la superioridad del Estado. El espíritu y el dinero, puesto que son inorgánicos, no quieren el Estado, como forma orgánica de alto simbolismo, que impone respeto, sino como mecanismo que sirve para determinada finalidad.»

10/07/2023

O modelo social em vigor | El modelo social actual



«Tal como outros exportam melões, os Estados Unidos da América exportam democracia. E para isso têm que dar lições ao resto do mundo, e convencer os reticentes das benesses que teriam ao importar o modelo americano. A cruzada internacional pro-gay faz parte de um package global onde o que se vende é um modelo social: o modelo de um país onde metade da população nunca vota, onde dois partidos repartem o poder há séculos, onde os grandes grupos económicos decidem quem se apresenta às eleições, onde os mesmos grupos decidem que programa se aplica, onde ninguém elege aos que verdadeiramente tomam decisões, onde cerca de cinquenta milhões de pessoas vivem abaixo do limiar da pobreza, onde existe a pena de morte e onde qualquer maluco ao virar da esquina pode enfiar-nos um balázio. Mas os gays, sim, são devidamente festejados [...]

Não há aqui um preto-e-branco absoluto, antes uma gama intermédia de tonalidades. O movimento gay pode ter alguma razão, ao reclamar para umas minorias historicamente marginalizadas, uma parte do respeito que lhes é devido. Mas a sobre-representação que alcançaram no Ocidente é paradigmático do tipo de civilização da qual são ícones: a civilização mais materialista da História. Uma civilização americanomorfa que se pretende portadora de uma verdade universal obrigatória. E o que está em jogo é, ou a extensão universal dessa civilização, ou então a manutenção de uma pluralidade de civilizações, algumas delas ainda tradicionais, que mantêm escalas de valores diferentes. Também no que respeita ao sexo.

Dizia Nietzsche que aquele que não conhece na terra nada melhor do que a satisfação do seu instinto, tem a alma cheia de lodo. Em nenhuma civilização o sexo teve uma presença menor do que a sua importância exige. Mas, no seu imaginário colectivo, praticamente nenhuma civilização o situou no topo. No topo, sempre se colocaram outras coisas. Ao colocar o sexo no mais alto pedestal das ânsias humanas, o movimento gay é sintomático de que tipo de civilização é a nossa.»

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«Así como otros exportan melones, los Estados Unidos de América exportan democracia. Y para eso tienen que dar lecciones al resto del mundo, y convencer a los reticentes de lo bien que les iría al importar el modelo americano. La cruzada internacional pro-gay forma parte de un package global en el que lo que se vende es un modelo social: el modelo de un país donde la mitad de la población nunca vota, donde dos partidos se reparten el poder desde hace siglos, donde los grandes grupos económicos deciden quién se presenta a las elecciones, donde los mismos grupos deciden qué programa se aplica, donde nadie elige a los que de verdad deciden, donde cerca de cincuenta millones de personas viven por debajo del umbral de la pobreza, donde existe la pena de muerte y donde cualquier tronado a la vuelta de la esquina puede a usted descerrajarle a usted un tiro. Pero eso sí, los gays son debidamente festejados. [...]

No hay aquí blancos y negros absolutos, sino una gama intermedia de tonalidades. El movimiento gay puede tener una parte de razón al reclamar para unas minorías históricamente marginadas la parte de respeto que les es debido. Pero la sobrerrepresentación que en Occidente han alcanzado es paradigmática del tipo de civilización de la que son iconos: la civilización más materialista de la Historia. Una civilización americanomorfa que se pretende portadora de una verdad universal obligatoria. Y lo que está en juego es, o bien la extensión universal de esa civilización, o bien el mantenimiento de una pluralidad de civilizaciones, algunas de ellas todavía tradicionales, que mantienen escalas de valores diferentes. También en lo que atañe al sexo.

Decía Nietzsche que aquél que no conoce nada mejor en la tierra que la satisfacción de su instinto, tiene el alma llena de fango. En ninguna civilización el sexo ha tenido una presencia menor que la que su importancia exige. Pero en su imaginario colectivo, prácticamente ninguna civilización lo ha situado en lo más alto. En lo más alto siempre se han situado otras cosas. Al colocar al sexo en el más alto pedestal de los afanes humanos, el movimiento gay es sintomático del tipo de civilización que es la nuestra.»

08/07/2023

O dinheiro e a "liberdade de opinião" | El dinero y la "libertad de la opinión"


«Se se entende por democracia a forma que a terceira classe, como tal, deseja imprimir a toda a vida pública, então será preciso acrescentar que democracia e plutocracia significam o mesmo. São, uma a respeito da outra, o mesmo que o desejo a respeito da realidade, o mesmo que a teoria a respeito da prática, o mesmo que o conhecimento a respeito da concretização. Há um elemento trágico-cómico na luta desesperada que os reformadores e mestres da liberdade conduzem contra o efeito do dinheiro, quando eles próprios sustentam essa luta com o dinheiro. Entre os ideais da classe formada por aqueles que não pertencem a classe alguma, está não só o respeito ao grande número — respeito que se expressa nos conceitos de igualdade, de direito inato e, também, no princípio do sufrágio universal —, como também a liberdade de opinião pública, sobretudo a liberdade de imprensa. Estes são os ideais. Mas, na realidade, a liberdade de opinião pública requer a elaboração da dita opinião, e isto custa dinheiro; a liberdade de imprensa requer a possessão da imprensa, que é uma questão de dinheiro, e o sufrágio universal requer a propaganda eleitoral, que permanece na dependência dos desejos de quem a financia.

Os representantes das ideias não vêem mais do que um aspecto; os representantes do dinheiro, trabalham com o outro aspecto. Todos os conceitos de liberalismo e de socialismo foram postos em movimento pelo dinheiro e em interesse do dinheiro.»

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«Si se entiende por democracia la forma que la tercera clase, como tal, desea imprimir a toda la vida publica, entonces hay que añadir que democracia y plutocracia significan lo mismo. Son una con respecto a la otra lo que el deseo con respecto a la realidad, lo que la teoría con respecto a la práctica, lo que el conocimiento con respecto al éxito. Hay un elemento tragicómico en la desesperada lucha que los reformadores y maestros de la libertad dirigen contra el efecto del dinero, y es que ellos mismos sostienen esa lucha con dinero. Entre los ideales de la clase formada por los que no pertenecen a ninguna clase está no solamente el respeto al gran número —respeto que se expresa en los conceptos de igualdad, de derecho innato y también en el principio del sufragio universal—, sino también la libertad de la opinión pública, sobre todo la libertad de prensa. Estos son ideales. Pero en realidad, la libertad de la opinión pública requiere la elaboración de dicha opinión, y esto cuesta dinero; la libertad de la prensa requiere la posesión de la prensa, que es cuestión de dinero, y el sufragio universal requiere la propaganda electoral, que permanece en la dependencia de los deseos de quien la costea.

Los representantes de las ideas no ven más que un aspecto; los representantes del dinero, trabajan con el otro aspecto. Todos los conceptos de liberalismo y de socialismo han sido puestos en movimiento por el dinero y en interés del dinero.»