Crónicas do Grande Despertar | Crónicas del Gran Despertar

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08/06/2023

A fraude democrática | El fraude democrático



«A democracia, como nos ensina Carlyle, é a organização da fraude com o isco da utopia. Diz-se aos crédulos que, com a sua vontade, poderão 'decidir' a utopia que preferem, e armam-se umas ciladas, chamadas eleições, que arrancam à 'soberania popular' umas nomeações, a partir de listas apresentadas pelos partidos, fruto de concessões, cambalachos e compadrios que os crédulos nem sequer imaginam. E, depois de nomeados, os representantes dedicam-se a fazer o que lhes dá na gana. Ou seja, a democracia, despojada das eufonias para os crédulos, consiste em grupos oligárquicos que fazem as suas negociatas nas costas dos seus votantes; e que estes não tenham arte nem parte na governação efectiva da coisa pública. Poderá ser concebida uma forma mais gigantesca de fraude? [...]

A democracia liberal não é mais do que a entrega do país a vendilhões da arte "democrassa", que se justificam na ficção jurídica de cumprir com os preceitos constitucionais. Tudo se arruína, tudo apodrece, tudo se desagrega; mas — ah, maravilha! — a cada quatro anos, os crédulos podem acercar-se às urnas e votar em quem os partidos os obrigam... se antes não tiver votado por eles um trapaceiro.

Carlyle advertia-nos que o sufrágio universal era uma invenção sinistra, porque igualava Jesus e Barrabás, pondo na mão de cada um deles um papelucho, ante a mesma urna. Uma vez admitida esta aberração, é 'peccata minuta' que Barrabás meta dois, duzentos ou dois mil papeluchos na urna. Das fraudes eleitorais só se escandalizam os crédulos.»

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«La democracia, como nos enseña Carlyle, es la organización del fraude con el señuelo de la utopía. Se dice a los incautos que con su voluntad podrán 'decidir' la utopía que prefieran y se montan unos tinglados llamados elecciones que arrancan a la 'soberanía popular' unos nombramientos, a partir de unas listas que presentan los partidos, fruto de concesiones, cambalaches y compadreos que los incautos ni siquiera imaginan. Y, después de nombrados, los representantes se dedican a hacer lo que les da la gana. Es decir, la democracia, despojada de eufonías para incautos, consiste en que grupos oligárquicos hagan su negocio a espaldas de sus votantes; y en que éstos no tengan arte ni parte en la gobernación efectiva de la res publica. ¿Cabe forma más gigantesca de fraude? [...]

La democracia liberal no es más que la entrega del país a los logreros del arte de la demogresca, que se justifican en la ficción jurídica de cumplir los preceptos constitucionales. Todo se hunde, todo se pudre, todo se disgrega; pero, ¡ah, maravilla!, cada cuatro años los incautos pueden acercarse a las urnas y votar por quienes los partidos les obligan… si antes no votó por ellos un tramposo.

Carlyle nos advertía que el sufragio universal era una invención siniestra, porque igualaba a Jesús y Barrabás, poniéndolos a cada uno con una papeleta en la mano ante la misma urna. Una vez admitida esta aberración, que Barrabás meta dos, doscientas o dos mil papeletas en la urna, en lugar de una, es 'peccata minuta'. De los fraudes electorales sólo se escandalizan los incautos.»

31/12/2022

A manipulação do “sufrágio universal” (e 2) | La manipulación del “sufragio universal” (y 2)



«A biopolítica contemporânea não precisa de chapeladas para obter os resultados eleitorais que interessam àquilo que os anglo-saxões chamam establishment, uma estrutura de poderes ao serviço do Dinheiro que elimina por completo a aventura e a indeterminação dos processos políticos. As eleições são sempre ganhas por quem o Dinheiro determina previamente; e, para ‘convencer’ os votantes, o Dinheiro infiltra-se nas suas consciências e modela as suas opiniões, mediante a criação de climas culturais propícios, mediante análises estatísticas extraordinariamente complexas, mediante o patrocínio das mensagens convenientes, etc. E se todas estas formas de domínio biopolítico se mostrarem insuficientes, pode utilizar ainda instrumentos mais traumáticos, lançando operações de falsa bandeira (por exemplo, provocando uma adesão emotiva aos políticos que recebem cartas armadilhadas) ou silenciando escândalos (como fizeram com os telhados-de-vidro de Hunter, o devasso filho do gagá Biden).

Além desta fraude permanente, existe outra fraude ainda mais intrínseca, inerente ao sufrágio universal directo, que a biopolítica tem sabido explorar com toda a determinação de uma forma maligna e implacável. O voto acaba sempre por levar – como assinalava Castellani – “a uma selecção inversa, ao encobrimento quase infalível dos irresponsáveis e dos inconscientes, à exclusão dos melhores”; porque, aí onde se exalta maniacamente a igualdade, as massas acabam por ver toda a forma de superioridade natural ou adquirida como uma ofensa pessoal que devem combater. Deste modo cumpre-se o terrível desígnio de Bloy: “As eleições constituem, cada vez mais, o testemunho de uma aceleração inaudita, fatal, verdadeiramente simbólica e profética em direcção à pequenez de espírito, à baixeza do coração e à idiotice”. Ultimamente, essa aceleração em direcção à pequenez de espírito, à baixeza do coração e à idiotice, alcançou uma velocidade vertiginosa que o Dinheiro sabe utilizar em seu proveito, mediante instrumentos de domínio biopolítico, que fazem da chapelada uma relíquia tão ultrapassada como risível.»

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«La biopolítica contemporánea no necesita hacer pucherazos para obtener los resultados electorales que interesan a eso que los sajones llaman establishment, un entramado de poderes al servicio del Dinero que elimina por completo la aventura y la indeterminación en los procesos políticos. Las elecciones siempre las gana quien el Dinero determina previamente; y, para ‘convencer’ a los votantes, el Dinero se infiltra en sus conciencias y modela sus opiniones, mediante la creación de climas culturales propicios, mediante análisis demoscópicos extraordinariamente complejos, mediante el patrocinio de los mensajes que le convienen, etcétera. Y si todas estas formas de dominación biopolítica resultan todavía insuficientes, puede utilizar incluso instrumentos más traumáticos, lanzando operaciones de falsa bandera (por ejemplo, provocando adhesiones emotivas hacia políticos que reciben sobres con balas) o acallando escándalos (como hicieron silenciando las correrías de Hunter, el hijito crápula del gagá Biden).

Además de este fraude permanente, existe otro fraude todavía más constitutivo, inherente al sufragio universal directo, que la biopolítica ha sabido explotar a ultranza de forma maligna e implacable. El voto siempre termina llevando –como señalaba Castellani– “a una selección al revés, al encumbramiento casi infalible de los irresponsables y los inconscientes, a la exclusión de los mejores”; porque, allá donde se exalta maniáticamente la igualdad, las masas terminan viendo toda forma de superioridad natural o adquirida como un agravio personal que deben combatir. De este modo, se cumple el terrible designio de Bloy: “Las elecciones constituyen, cada vez más, el testimonio de una aceleración inaudita, fatal, verdaderamente simbólica y profética hacia la pequeñez de espíritu, la bajeza de corazón y la idiotez”. Últimamente, esa aceleración hacia la pequeñez de espíritu, la bajeza de corazón y la idiotez ha alcanzado una velocidad vertiginosa que el Dinero sabe utilizar en su provecho, mediante instrumentos de dominación biopolítica que hacen del pucherazo una reliquia tan viejuna como risible.» (El Manifiesto)

30/12/2022

A manipulação do “sufrágio universal” (1) | La manipulación del “sufragio universal” (1)



«A chapelada, entendida como a alteração do escrutínio dos votos, parece-me uma velharia imprópria dos tempos da ‘biopolítica’ em vigor; as fraudes não se cometem hoje na contagem dos votos, mas mediante mecanismos muito mais subtis, como a ‘gestão das opiniões’ e, mais ainda, das consciências. Dizia Rousseau que a maioria nunca se engana; e Ibsen, saindo-lhe ao caminho, afirmava que a maioria engana-se sempre. Ambas afirmações são uma patranha: a maioria, nos tempos da biopolítica, nem acerta nem se engana, limita-se apenas a fazer o que lhe mandam; ou, dito com mais propriedade, o que a induzem suavemente a fazer, mediante técnicas persuasivas que actuam como uma chuva fina sobre a consciência (técnicas que, evidentemente, nada têm a ver com a tosca propaganda eleitoral de antanho).

Dizia o visionário Léon Bloy há mais de um século que “o sufrágio universal é e imolaçã́o frenética, sistemática e mil vezes insensata da consciência”; tal afirmação, muito ousada para a época, tornou-se hoje uma realidade inquestionável. E para conseguir que as consciências se imolem à maioria, a biopolítica infiltra-se nelas e implanta muito delicadamente opiniões que os implantados crêem ser opiniões próprias. Como nos ensina Edward Bernays na sua obra clássica Propaganda, “a manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões das massas é um elemento fundamental da sociedade democrática”.»

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«El pucherazo, entendido como alteración del escrutinio de los votos, se me antoja una antigualla impropia de los tiempos de ‘biopolítica’ reinantes; los fraudes hoy no se cometen en el cómputo de los votos, sino mediante mecanismos mucho más sutiles, tales como la ‘gestión de las opiniones’ y aun de las conciencias. Decía Rousseau que la mayoría no se equivoca nunca; e Ibsen, saliéndole al paso, afirmaba que la mayoría se equivoca siempre. Ambas afirmaciones son paparruchas: la mayoría, en los tiempos de la biopolítica, ni acierta ni se equivoca, sino que se limita a hacer lo que le mandan; o, dicho con más propiedad, lo que la inducen suavemente a hacer, mediante técnicas persuasivas que actúan a modo de lluvia fina o calabobos sobre la conciencia (técnicas que, por supuesto, nada tienen que ver con la burda propaganda electoral a la antigua usanza).

Decía el visionario Léon Bloy hace más de un siglo que “el sufragio universal es la inmolación frenética, sistemática y mil veces insensata de la conciencia”; tal afirmación, por entonces muy osada, hoy se ha vuelto una realidad incuestionable. Y para conseguir que las conciencias se inmolen a la mayoría, la biopolítica se infiltra en ellas e implanta muy delicadamente opiniones que los implantados perciben como opiniones propias. Como nos enseña Edward Bernays en su clásica obra Propaganda, “la manipulación consciente e inteligente de los hábitos y opiniones de las masas es un elemento fundamental en la sociedad democrática”.

12/07/2022

A terceira Roma | La tercera Roma



«Quando os meios de cretinização de massas se referem à Ucrânia costumam omitir um pormenor sem importância. Todo o oriente ucraniano até Kiev não só forma parte da Rússia, como é o próprio berço histórico da Rússia. Coincidindo com o desmantelamento da União Soviética, governantes ineptos como Iéltsin ou fantoches de interesses estrangeiros como Gorbatchov permitiram que a sua pátria fosse desmembrada e posta a leilão; assim se proclamou a independência da Ucrânia, onde junto aos territórios ocidentais anexados pelos soviéticos se contavam as regiões fundadas por russos, desde a noite dos tempos, e depois tomadas com grande derramamento de sangue ao invasor turco. […]
Soljenítsin tinha razão quando escreveu: “Não há esperança no Ocidente; mais ainda, nunca devemos contar com ele. O excesso de bem-estar e uma atmosfera contaminante de devassidão atrofiaram-lhe a vontade e o juízo.” Aí chegados, convém recordar sempre a profecia do monge Filoteu: “Bizâncio é a segunda Roma; a terceira será Moscovo. Quando esta cair, não haverá outra”.»

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«Cuando los medios de cretinización de masas se refieren a Ucrania suelen soslayar un detalle sin importancia. Todo el levante ucraniano hasta Kiev no sólo forma parte de Rusia, sino que es la cuna histórica de Rusia. Coincidiendo con el desmantelamiento de la Unión Soviética, gobernantes ineptos como Yeltsin o títeres de intereses extranjeros como Gorbachov permitieron que su patria fuese desmembrada y puesta en almoneda; de este modo se proclamó la independencia de Ucrania, donde junto a territorios de poniente anexionados por los soviéticos se contaban regiones fundadas por rusos, allá en la noche de los tiempos, y después ganadas con gran derramamiento de sangre al invasor turco.[...]
Tenía razón Solzhenitsyn cuando escribió: “No hay esperanza en Occidente; es más, nunca debemos contar con él. El exceso de bienestar y una atmósfera contaminante de sinvergonzonería le han atrofiado la voluntad y el juicio”. De ahí que convenga recordar siempre la profecía del monje Filoteo: “Bizancio es la segunda Roma; la tercera será Moscú. Cuando esta caiga, no habrá más”.»