«A democracia está morta. Tapai as orelhas, fechai os olhos, renunciai a ver e entender, mas está morta. Ideologicamente está fora de lugar, miticamente é ridícula, politicamente não está à altura. Realmente só era possível quando não existia.»
05/07/2022
Onde está a democracia? | ¿Dónde está la democracia?
«A democracia está morta. Tapai as orelhas, fechai os olhos, renunciai a ver e entender, mas está morta. Ideologicamente está fora de lugar, miticamente é ridícula, politicamente não está à altura. Realmente só era possível quando não existia.»
04/07/2022
Capitalismo de emergência (e 4) | Capitalismo de emergencia (y 4)
«É habitual os impérios sofrerem uma morte lenta e dolorosa ao negar a causa do seu colapso. A queda do mundo capitalista dirigido pelos Estados Unidos começou há mais de meio século e tem sido adiada pelas vagas de falsa riqueza alimentadas pela criação de dinheiro (dívida) da qual se beneficiou uma pequena elite, enquanto sobrecarregava as massas com dívidas e miséria.
O actual capitalismo financeiro baseia-se na impressão e difusão de dinheiro sem sentido, para compensar a mais-valia que desaparece rapidamente. Se os EUA tiveram um período de crescimento relativo nos anos 90, apesar dos baixos salários e do aumento da produtividade, tal deveu-se ao consumo que se sustentou cada vez mais no crédito.
A globalização proporcionou uma saída para o “esgotado modo de produção fordista” mas, ao mesmo tempo, amarrou-se a pirâmides de dívida progressivamente maiores e a excessos especulativos, fazendo com que o sistema se tornasse cada vez mais instável.
A ‘pandemia’ foi utilizada como um escudo global para a impressão de dinheiro e para um endividamento sem precedentes: durante a crise das taxas de juro, a Reserva Federal imprimiu mais dinheiro fiduciário num ano do que em todos os seus programas de estímulo monetário desde 2008. No entanto, Vigh afirma que é provável que a crise da dívida e do mercado de valores se adie um pouco mais. O grande final – “um colapso bíblico para além da mais destravada imaginação, desencadeado pela explosão de uma hiper-borbulha no mercado da dívida” – é actualmente protelado pelo “impacto da inflação na economia real”.
Isto significa que o “índice de miséria” (a combinação da inflação e do desemprego) continuará a subir. Assim, em certo sentido, estamos a regressar à “pré-história do capitalismo”, uma sociedade de classes com uma elite rica, e pobres. A actual “violência bio e geopolítica” (vírus, guerra e outras futuras emergências mundiais) é parte integrante deste processo: uma tentativa deliberada de controlar o colapso por meios autoritários.
Segundo Vigh, que leu Marx, só temos uma opção real: ou nos libertamos “dos modelos de mercadoria, do valor e da moeda, e portanto do modelo do capital como tal”, ou nos veremos arrastados a “uma nova era obscura de violência e reacção”. Dada a ganância e a ânsia de poder dos círculos financeiros, a última opção é, para nossa desgraça, a mais provável.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
El capitalismo financiero actual se basa en la impresión y difusión sin sentido de dinero para compensar la plusvalía que desaparece rápidamente. Si EE.UU. tuvo un periodo de crecimiento relativo en los años 90, a pesar de los bajos salarios y el aumento de la productividad, fue porque el consumo se sustentó cada vez más en el crédito.
La globalización proporcionó una salida al "agotado modo de producción fordista", pero al mismo tiempo se ató a pirámides de deuda cada vez mayores y a excesos especulativos, haciendo que el sistema fuera cada vez más inestable.
La 'pandemia' se utilizó como escudo global para la impresión de dinero y el endeudamiento sin precedentes: durante la crisis de los tipos de interés, la Reserva Federal imprimió más dinero fiduciario en un año que en todos sus programas de estímulo cuantitativo desde 2008. Sin embargo, Vigh afirma que es probable que la crisis de la deuda y del mercado de valores se retrase aún más. El gran final – "un colapso bíblico más allá de nuestras más descabelladas imaginaciones, encendido por la explosión de una hiperburbuja del mercado de deuda"- se está posponiendo actualmente por el "bombo de la inflación en la economía real".
Esto significa que el "índice de miseria" (la combinación de la inflación y el desempleo) seguirá aumentando. Así que en cierto sentido estamos volviendo a la "prehistoria del capitalismo", una sociedad de clases de élites ricas y pobres. La actual "violencia bio y geopolítica" (virus, guerra y otras futuras emergencias mundiales) es parte integrante de este proceso; un intento deliberado de controlar el colapso por medios autoritarios.
Según Vigh, que leyó a Marx, sólo tenemos una opción real: o nos liberamos de "las formas de la mercancía, el valor y la moneda, y por tanto de la forma del capital como tal", o nos vemos arrastrados a "una nueva era oscura de violencia y reacción". Dada la codicia y el ansia de poder de los círculos financieros, la última opción es, por desgracia, la más probable.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
03/07/2022
Do relativismo ao globalismo | Del relativismo al globalismo
«Na origem da negação da lei natural está o relativismo, ao considerar aceitáveis e legítimas todas as ideias, e ao negar a existência de um princípio transcendente inscrito no homem pelo Criador. A História, a cultura e a arte convertem-se então em fenómenos a analisar pelo prisma sociológico ou psicológico e já não são o que constitui uma civilização. […]
Que pensávamos, os ocidentais, que podíamos conseguir cortando a cabeça de reis, nobres e prelados? Que pensávamos que podia melhorar com personagens como Fouchet, Danton, Robespierre e todo o alvoroço de assassinos corruptos que se supunha irem substituir os guilhotinados? Algum de nós pensou realmente que permitir o divórcio era um progresso? Ou que dar a uma mãe o direito de matar o filho que leva no ventre foi uma conquista da liberdade? Ou que envenenar os velhos enquanto dormem, os doentes e os pobres, é um sinal de civilização? Há alguém que esteja honestamente convencido de que a ostentação dos vícios mais abomináveis é um direito fundamental? Ou que uma pessoa pode mudar de sexo modificando grotescamente o que a Natureza decidiu? Os que aceitam estes horrores fazem-no apenas porque estes horrores se impõem como modelo de “civilização” e “progresso”, e aceitam-no porque querem seguir as massas sem dar nas vistas.
O problema é que o homem contemporâneo é filho da Revolução, inconscientemente doutrinado na “correcção política”, no relativismo, na ideia de que não existe uma verdade objectiva e que todas as ideias são igualmente aceitáveis. Essa doença do pensamento é a primeira causa do êxito dos adversários, porque muita gente adere aos seus princípios sem entender que são precisamente essas ideias as que tornaram possível transformar a nossa sociedade [de forma tão destrutiva].
A escravidão da União Europeia –e a sua ideologia infernal– foi apenas um dos últimos passos pelos quais Itália recebeu o golpe de misericórdia. Por isso, quando ouço elogios à Revolução, à declaração dos direitos humanos, ao Iluminismo, ao Renascimento e à Expedição dos Mil [um episódio lendário na História da reunificação italiana, em 1860], eu estremeço: o globalismo é a metástase de todos os erros modernos, que só a Igreja, desde as suas origens, soube condenar com antecipação. E se o globalismo sofreu de facto uma aceleração, isso devemos à hierarquia que, desde o Concílio Vaticano II, deixou de ser uma inimiga jurada da conspiração maçónica e passou a sua diligente aliada.»
¿Qué pensábamos los occidentales que podíamos conseguir cortando las cabezas de reyes, nobles y prelados? ¿Qué pensábamos que podía mejorar, con personajes como Fouchet, Danton, Robespierre y todo el revoltijo de asesinos corruptos que se suponía que iban a reemplazar a los guillotinados? ¿Alguno de nosotros realmente pensó que permitir el divorcio era un progreso? ¿O que darle a la madre el derecho de matar al hijo que lleva en su vientre fue una conquista de la libertad? ¿O que envenenar a los ancianos mientras duermen, a los enfermos o a los pobres es un signo de civilización? ¿Hay alguien que esté honestamente convencido de que la ostentación de los vicios más abominables es un derecho fundamental, o que una persona puede cambiar de sexo, modificando grotescamente lo que la Naturaleza ya ha decidido? Quienes aceptan estos horrores lo hacen sólo porque estos horrores se imponen como modelo de “civilización” y “progreso”, y quienes los aceptan quieren seguir a las masas sin sobresalir.
El problema es que el hombre contemporáneo es hijo de la Revolución, inconscientemente adoctrinado en la “corrección política”, en el relativismo, en la idea de que no existe una verdad objetiva y que todas las ideas son igualmente aceptables. Esta enfermedad del pensamiento es la primera causa del éxito de los adversarios, porque mucha gente se alía con aceptar sus principios sin entender que son precisamente esas ideas las que han hecho posible transformar nuestra sociedad [de forma tan destructiva].
La esclavitud de la Unión Europea –y su ideología infernal– fue solo uno de los últimos pasos por los que Italia recibió el golpe de gracia. Por eso, cuando escucho elogios a la Revolución, la declaración de los derechos humanos, la Ilustración, el Risorgimento y la Expedición de los Mil [un momento patriótico legendario en la historia de la reunificación italiana en 1860], me estremezco: el globalismo es el metástasis de todos los errores modernos, que sólo la Iglesia, desde sus orígenes, ha sabido condenar con previsión. Y de hecho, si el globalismo ha experimentado una aceleración, se lo debemos precisamente al hecho de que desde el Concilio Vaticano II la jerarquía ha pasado de ser un enemigo jurado de la conspiración masónica a su celoso aliado.»
02/07/2022
Capitalismo de emergência (3) | Capitalismo de emergencia (3)
«Vighi acha que a guerra serve claramente “para o contrário do que nos dizem”. O objectivo das sanções anti-russas e o envio de ajuda militar não é defender a Ucrânia, mas “prolongar o conflito e alimentar a inflação para evitar o risco de uma catástrofe no mercado da dívida que, caso contrário, se alastraria como um incêndio ao sector financeiro”.
“A ‘guerra’ de Putin (tal como a ‘guerra contra o terrorismo’ e as mexidas nas taxas de juro com bloqueio dos fundos) está a adiar o rebentamento da ‘borbulha de tudo’, e por isso a Ucrânia está a ser sacrificada no altar do massacre da liberdade e da democracia”. Trata-se de evitar um novo “choque Lehman” que afundaria o mundo num caos ainda mais profundo.
Esta é a superfície económica da gestão da crise extrema, segundo a teoria de Vighi. Se rasparmos essa superfície, encontraremos “a causa fundamental de todos os jogos geopolíticos e propagandísticos que se levam a cabo: o afundamento irreparável do valor do capital”. Ou todo o mundo segue o guião, ou o programa se encrava e todo o sistema com ele.
Na narrativa actual, culpa-se Putin pela inflação e o seu impacto “apocalíptico” sobre os pobres do mundo. Ainda que os choques negativos da oferta causados pelas crises tenham potenciado a desvalorização provocada pela política monetária flexível, o problema inicial provém do “dinheiro sem valor”, sem base real, criado pelos banqueiros centrais.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
* * * * *
«Vighi cree que está claro que la guerra sirve “para lo contrario de lo que se nos dice”. El objetivo del envío de las sanciones antirrusas y de la ayuda militar no es defender a Ucrania, sino “prolongar el conflicto y alimentar la inflación para evitar el riesgo de una catástrofe en el mercado de la deuda que, de lo contrario, se extendería como un incendio en el sector financiero”.
“La ‘guerra’ de Putin (al igual que la ‘guerra contra el terrorismo’ y las medidas de los tipos de interés con el bloqueo de los fondos) está retrasando el estallido de ‘la burbuja de todo’, por lo que Ucrania está siendo sacrificada en el altar de la masacre de la libertad y la democracia”. Se trata de evitar un nuevo “shock Lehman” que sumiría al mundo en un caos aún más profundo.
Esta es la superficie económica de la gestión de crisis extrema según la teoría de Vigh. Si rascamos esa superficie, nos encontraremos con “la causa fundamental de todos los juegos geopolíticos y propagandísticos que se están llevando a cabo: el hundimiento irreparable del valor del capital”. O todo el mundo sigue el guión, o el programa se cancela y todo el sistema con él.
En la narrativa actual, se culpa a Putin de la inflación y de su impacto “apocalíptico” sobre los pobres del mundo. Aunque los choques negativos de la oferta causados por las crisis exacerban la devaluación provocada por la política monetaria flexible, el problema inicial proviene del “dinero sin valor” sin respaldo creado por los banqueros centrales.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
01/07/2022
Viver em democracia | Vivir en democracia
«A Democracia, aos melhores, desgosta-os; aos mais inteligentes, persegue-os; aos mais honestos, calunia-os; aos mais cuidadosos da coisa pública, afasta-os.
É de hoje. É de ontem. É de sempre. Que fica, então?
Fica o bando dos malfeitores, dos sem consciência nem vergonha - profissionais da honra, profissionais do dever, profissionais do patriotismo, profissionais da justiça, profissionais de tudo, fazendo de tudo profissão, até da infâmia.»
* * * * *
«La democracia, a los más capaces, les daña; a los más inteligentes, los persigue; a los más honestos, los calumnia; a los más cuidadosos de los asuntos públicos, los aleja.
Es de hoy. Es de ayer. Es para siempre. ¿Qué queda entonces?
Queda la banda de los malhechores, de los sin conciencia y sin vergüenza, profesionales del honor, profesionales del deber, profesionales del patriotismo, profesionales de la justicia, profesionales de todo, haciendo de todo un oficio, incluso de la infamia.»
30/06/2022
Capitalismo de emergência (2) | Capitalismo de emergencia (2)
«A aristocracia financeira está disposta a fazer quase tudo para garantir que o nosso modelo económico moribundo continue vivo. Ao fazê-lo, demonstram que compreendem melhor o sombrio estado das coisas que a “intelectualidade pós-marxista e a esquerda pós-moderna em todas as suas variantes sem sentido”.
Vighi, que conhece a fundo o pensamento da esquerda, fustiga os idiotas úteis da esquerda contemporânea que “há muito tempo falharam a sua tarefa básica de crítica à economia política e, portanto, são directamente cúmplices da catástrofe que se está a produzir.” As acusações de Vighi trazem à memória a Aliança de Esquerda finlandesa, agora partidária da OTAN, o que levou a demissão dos mais ortodoxos.
De modo crucial, o velho poder monetário entende também que o colapso deve ter lugar na forma de um “colapso controlado” do modelo actual, o que lhes permitirá manter a sua posição dominante na “iminente normalidade capitalista neofeudal”. Para alguns, trata-se do “capitalismo de controlo”, para outros é o “comunismo global”. (Markku Siira / Fabio Vighi)
* * * * *
«La aristocracia financiera está dispuesta a hacer casi cualquier cosa para garantizar que nuestro moribundo modelo económico siga vivo. Al hacerlo, demuestran que comprenden mejor el sombrío estado de las cosas que la “intelectualidad posmarxista y la izquierda posmoderna en todas sus variantes sin sentido”.
Vighi, que conoce a fondo el pensamiento de la izquierda, fustiga a los idiotas útiles de la izquierda contemporánea que “hace tiempo que fracasaron en su tarea básica de criticar la economía política y, por tanto, son directamente cómplices de la catástrofe que se está produciendo”. Las bravatas de Vighi también recuerdan a la Alianza de la Izquierda finlandesa, compatible con la OTAN, de la que ya han dimitido los más principistas.
De manera crucial, el viejo poder monetario también entiende que el colapso debe tener lugar en forma de un “colapso controlado” del modelo actual, lo que les permitirá mantener su posición dominante en la “inminente normalidad capitalista neofeudal”. Para algunos, esto es “capitalismo de control”, para otros es “comunismo global”.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
29/06/2022
A conspiração de Davos | La conspiración de Davos
«Hoje, a maçonaria serve-se do seu “braço secular”, o Fórum de Davos, que estabelece a agenda das Nações Unidas, da Organização Mundial da Saúde, da União Europeia, das diversas fundações “filantrópicas”, dos partidos políticos e da igreja bergogliana.
Mas o facto deste golpe de Estado ser tão vasto e ramificado não implica que seja menos real; de facto, a situação actual é muito grave precisamente porque envolve a centenas de nações que estão efectivamente governadas por um único grupo da elite de conspiradores criminosos. Por outro lado, nem é preciso falar de “teorias da conspiração”: basta escutar o que disse a 23 de Maio o principal artífice do Grande Reinício, Klaus Schwab, enquanto falava no Fórum de Davos: “O futuro não se constrói por si mesmo: somos nós [os do Fórum Económico Mundial] quem construímos o futuro. Temos os meios para impor ao mundo o que queremos. E podemos fazer isto actuando como ‘parte interessada’ nas comunidades e colaborando entre nós”.
A crise da Ucrânia também forma parte deste plano: “Com a narrativa correcta, usaremos a guerra para fazer-te verde”. O assessor de Schwab, o israelita Yuval Noah Harari, que resume todos os “talentos” do intelectual desperto [woke], activista dos direitos dos animais, homossexual e vegan, que é anti-Putin e anti-russo, como foi ferozmente anti-Trump, foi mais longe e afirmou com desfaçatez: “Dentro de dez anos, todos terão um implante cerebral e a vida eterna no âmbito digital… a Google e a Microsoft decidirão que livro devemos ler, com quem nos casamos, onde trabalhar e em quem votar…”. Harari é autor de vários ensaios, onde se incluem "Sapiens. De animais aos deuses. Breve história da humanidade" (2011) e "Homo Deus. Uma breve história do futuro" (2015). É o delírio sem sentido do homem transhumano que crê poder vencer a morte e converter-se num deus.»
* * * * *
«Hoy, la masonería se vale de su “brazo secular”, el Foro de Davos, que establece la agenda de las Naciones Unidas, la Organización Mundial de la Salud, la Unión Europea, las diversas fundaciones “filantrópicas”, los partidos políticos y la iglesia bergogliana.
Pero el hecho de que este golpe de Estado sea tan vasto y ramificado no implica que sea menos real; de hecho, la situación actual es muy grave precisamente porque involucra a cientos de naciones que de hecho están gobernadas por un solo grupo de élite de conspiradores criminales. Por otro lado, no hace falta hablar de “teorías de la conspiración”: basta con escuchar lo que dijo el 23 de mayo el principal artífice del Gran Reseteo, Klaus Schwab, mientras hablaba en el Foro de Davos: “El futuro no se construye por mismo: somos nosotros [del Foro Económico Mundial] quienes construiremos el futuro. Tenemos los medios para imponer el mundo que queremos. Y podemos hacer esto actuando como ‘parte interesada’ en las comunidades y colaborando entre nosotros”.
La crisis de Ucrania también forma parte de este plan: “Con la narrativa correcta, usaremos la guerra para hacerte verde”. El asesor de Schwab, Yuval Noah Harari, que resume todos los “talentos” del intelectual despierto como activista por los derechos de los animales israelí, homosexual y vegano, que es anti-Putin y anti-ruso, así como ferozmente contra Trump, fue tan lejos como para afirmar sin vergüenza: “En diez años, todos tendrán un implante cerebral y la vida eterna en el ámbito digital… Google y Microsoft decidirán qué libro debemos leer, con quién casarnos, dónde trabajar y por quién votar…”. Harari es autor de varios ensayos, incluido Sapiens. Da animali a dèi. Breve storia dell’umanità. [Sapiens. De los animales a los dioses. Breve historia de la humanidad] (2011) y de Homo Dios. Breve historia del futuro. [Homo Dios. Una breve historia del futuro] (2015). Es el delirio sin sentido del hombre transhumano que cree que puede vencer a la muerte y convertirse en un dios.»
28/06/2022
Depois da pandemia | Después de la pandemia
«Quando tudo isto tiver passado, voltaremos à desordem estabelecida? Ou encontraremos nesta crise sanitária uma oportunidade para começar de novo com melhores bases, afastados do demónio da mercantilização do mundo, do produtivismo e do consumismo a qualquer preço? Gostaríamos de acreditar nisso, se os mesmos homens não se tivessem já revelado incorrigíveis. A crise de 2008 poderia ter-lhes servido de lição, mas prevaleceram os velhos hábitos: prioridade à rentabilidade financeira e à acumulação de capital à custa dos serviços públicos e do emprego. Logo que as coisas pareceram melhorar, precipitamo-nos de novo na lógica infernal da dívida, as “borbulhas” começaram novamente a encher-se, os produtos financeiros tóxicos voltaram novamente a circular, os accionistas a exigir sempre maior retorno do seu investimento. Entretanto, sob o pretexto de restabelecer o equilíbrio, implementavam-se políticas de austeridade devastadoras para os povos. A “sociedade aberta” seguiu a sua inclinação natural: sempre mais!»
* * * * *
«Cuando todo esto haya pasado, ¿volveremos al desorden establecido? ¿O hallaremos en esta crisis sanitaria la oportunidad de comenzar de nuevo con mejores bases, alejados del demonio de la mercantilización del mundo, del productivismo y el consumismo a todo precio? Nos encantaría creerlo, si los mismos hombres no se hubieran revelado ya incorregibles. La crisis de 2008 podría haberles servido de lección, pero prevalecieron los viejos hábitos: prioridad a la rentabilidad financiera y la acumulación de capital a expensas de los servicios públicos y el empleo. Tan pronto como las cosas parecieron ir mejor, nos arrojamos de nuevo en la lógica infernal de la deuda, las “burbujas” comenzaron a inflarse nuevamente, los productos financieros tóxicos de vuelta a circular, los accionistas a exigir siempre mayor retorno de su inversión. Mientras, con el pretexto de restablecer el equilibrio, se implementaban políticas de austeridad devastadoras para los pueblos. La “sociedad abierta” siguió su inclinación natural: ¡siempre más!»
27/06/2022
Capitalismo de emergência (1) | Capitalismo de emergencia (1)
«“A aceleração do paradigma da emergência a partir de 2020 tem um propósito simples mas amplamente discutido: ocultar o colapso sócio-económico”, argumenta Fabio Vighi, professor da Universidade de Cardife, ao esboçar a sua tese sobre como se utilizam as diversas crises bio e geopolíticas para travar o colapso do sistema capitalista. […]
As “ameaças” que nos vendem não passam de uma “projecção ideológica do limite interno e da desintegração constante do modelo capitalista actual”. Num sentido sistémico, “a dependência da emergência mantém artificialmente vivo o corpo comatoso do capitalismo”. Por isso, as imagens do inimigo já não se constroem para justificar a expansão do império, mas “para encobrir a bancarrota de um economia mundial endividada”.
A globalização erodiu gradualmente as próprias condições de oportunidade do capital, afirma Vighi. Por fim, a única cura que se encontrou para esta tendência mórbida foi o “desencadeamento de emergências globais”, que se complementaria com “injecções cada vez maiores de medo, caos e propaganda”. […]
Agora, que parece ter começado uma nova e ainda mais amarga Guerra Fria, Vighi está muito consciente das causas e consequências do curso dos acontecimentos: “quanto mais se aproxima o colapso do sistema, mais crises externas são necessárias para distrair e manipular a população, enquanto se adia o colapso e se assentam as bases para uma renovação autoritária do sistema”.
A História demonstra que quando os impérios estão no limiar do colapso, solidificam-se em sistemas opressivos de gestão da crise.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
* * * * *
«“La aceleración del paradigma de la emergencia a partir de 2020 tiene un propósito simple pero ampliamente discutido: ocultar el colapso socioeconómico”, argumenta el profesor de la Universidad de Cardiff Fabio Vighi, esbozando su tesis sobre cómo se están utilizando diversas crisis bio y geopolíticas para frenar el colapso del sistema capitalista. […]
Las “amenazas” que nos venden no son más que una “proyección ideológica del límite interno y de la desintegración constante del modelo capitalista actual”. En un sentido sistémico, “la dependencia de emergencia mantiene artificialmente vivo el cuerpo comatoso del capitalismo”. Por lo tanto, las imágenes del enemigo ya no se construyen para justificar la expansión del imperio, sino “para encubrir la bancarrota de una economía mundial endeudada”.
La globalización ha erosionado gradualmente las propias condiciones de oportunidad del capital, sostiene Vighi. Al final, la única cura que se encontró para esta tendencia enfermiza fue el “desencadenamiento de emergencias globales”, que se complementaría con “inyecciones cada vez mayores de miedo, caos y propaganda”. […]
Ahora parece que ha comenzado una nueva y aún más amarga Guerra Fría. Vighi es muy consciente de las causas y consecuencias del curso de los acontecimientos: “cuanto más se acerca el colapso del sistema, más crisis externas se necesitan para distraer y manipular a la población, mientras se pospone el colapso y se sientan las bases para una renovación autoritaria del sistema”.
La historia demuestra que cuando los imperios están al borde del colapso, se solidifican en sistemas opresivos de gestión de crisis.» (Markku Siira / Fabio Vighi)
26/06/2022
A civilização do Anticristo | La civilización del Anticristo
— Porque considera que a Rússia é uma representante da cultura tradicional enquanto que o Ocidente é uma espécie de Anticristo?
«Porque a Rússia defende os valores tradicionais e conservadores (a Igreja, o Estado, a família), enquanto o Ocidente se identifica com tudo o contrário: o pós-modernismo, o ateísmo e a indiferença com a religião, a abolição dos Estados nacionais para criar um governo mundial único, o casamento homossexual, o aborto, o transexualismo, etc. Sabemos muito bem como o progressismo ocidental vê o resto do mundo, mas muito poucas vezes se diz o que pensa o resto do mundo do “progressismo ocidental”; ou seja, vê-o como a “civilização do Anticristo”.»
* * * * *
—¿Por qué considera que Rusia es un representante de la cultura tradicional mientras que el Occidente es más bien una especie de Anticristo?
«Porque Rusia defiende los valores tradicionales y conservadores (la Iglesia, el Estado, la familia), mientras que Occidente se identifica con todo lo contrario: el postmodernismo, el ateísmo y la indiferencia hacia la religión, la abolición de los Estados nacionales para crear un gobierno mundial único, el matrimonio homosexual, el aborto, el transexualismo, etc. Sabemos muy bien cómo el progresismo occidental ve al resto del mundo, pero muy pocas veces se dice lo que piensa el resto del mundo del “progresismo occidental”, es decir, lo ven como la “civilización del Anticristo”.»
25/06/2022
O golpe silencioso | El golpe silencioso
«A acção subversiva da Agenda 2030 da ONU – ou seja, o Grande Reinício do Fórum Económico Mundial – tem como objectivo declarado a transferência da riqueza das nações e dos indivíduos para grandes fundos de investimento manobrados pela máfia globalista. Esta operação subversiva deve ser denunciada e julgada por magistrados, pois constitui um autêntico golpe silencioso contra a comunidade.
Não obstante, gostava de assinalar que o aspecto económico é apenas um meio para alcançar objectivos muito mais preocupantes, como o controlo total da população mundial e a sua escravização: se os cidadãos se vêm privados da propriedade da sua habitação; se são impedidos de ter liberdade de empresa; se o desemprego endémico é causado e agravado pela imigração descontrolada e pelas emergências sanitárias, reduzindo os custos laborais; se os cidadãos são acossados com impostos exorbitantes; se se penaliza a família tradicional tornando praticamente impossível que dois jovens se casem e tenham filhos; se se destrói a educação desde a escola primária e se cria o vazio cultural ao frustrar o talento dos indivíduos.
Para reconstruir o tecido social é fundamental, em primeiro lugar, ter consciência do golpe de Estado que actualmente se leva a cabo, realizado com a cumplicidade dos governantes e de toda a classe política. Perceber que fomos despojados dos nossos direitos inalienáveis por uma organização criminosa internacional, é o primeiro e indispensável passo a dar. Uma vez que isto seja entendido, especialmente pelo lado íntegro das instituições e do poder judicial, poder-se-á julgar os traidores que tornaram possível este golpe silencioso, desterrando-os para sempre da cena política.»
* * * * *
«La acción subversiva de la Agenda 2030 de la ONU –es decir, el Gran Reinicio del Foro Económico Mundial– tiene como propósito declarado el traspaso de la riqueza de las naciones e individuos a grandes fondos de inversión manejados por la mafia globalista. Esta operación subversiva debe ser denunciada y juzgada por los magistrados, porque constituye un verdadero golpe silencioso contra la comunidad.
Sin embargo, me gustaría señalar que el aspecto económico es solo un medio para lograr objetivos mucho más preocupantes, como el control total de la población mundial y su esclavización: si los ciudadanos se ven privados de la propiedad de la vivienda; si se les impide tener libertad de empresa; si el desempleo endémico es causado y aumentado por la inmigración descontrolada y las emergencias sanitarias, reduciendo los costos laborales; si los italianos son acosados con impuestos exorbitantes; si se penaliza a la familia tradicional haciendo prácticamente imposible que dos jóvenes se casen y tengan hijos; si se destruye la educación desde la escuela primaria y se crea el vacío cultural al frustrar el talento de los individuos.
Para reconstruir el tejido social es fundamental ante todo tener conciencia del golpe de Estado que se lleva a cabo actualmente, realizado con la complicidad de los gobernantes y de toda la clase política. Entender que hemos sido despojados de nuestros derechos inalienables por una organización criminal internacional es el primer paso indispensable a dar. Una vez que esto sea entendido, especialmente por el lado sano de las instituciones y el poder judicial, se podrá juzgar a los traidores que hicieron posible este golpe silencioso, desterrandolos para siempre de la escena política.»
24/06/2022
Nazi exploitation | Nazisploitation
«Ia escrever uma novela sobre Auschwitz, mas já não sobram personagens livres: A bibliotecária de Auschwitz, A bailarina de Auschwitz, O tatuador de Auschwitz, O farmacêutico de Auschwitz, A enfermeira de Auschwitz, O mágico de Auschwitz, O violinista de Auschwitz…
Então disse para os meus botões: vou escrevê-la sobre Mauthausen, que estará menos concorrido. Mas não. O fotógrafo de Mauthausen, O anjo de Mauthausen, O violinista de Mauthausen (anda! aqui também havia um violinista)…
Por certo que com Treblinka a coisa será diferente, concluí. Mas, mal teclei no Google, perdi as ilusões: O barbeiro de Treblinka, A viúva de Treblinka…
Bolas! Esta coisa da literatura está a tornar-se difícil.»
* * * * *
«Iba a escribir una novela sobre Auschwitz, pero ya no quedan personajes libres: La bibliotecaria de Auschwitz, La bailarina de Auschwitz, El tatuador de Auschwitz, El farmacéutico de Auschwitz, La enfermera de Auschwitz, El mago de Auschwitz, El violinista de Auschwitz...
Así que me dije: voy a escribirla sobre Mauthausen, que estará menos transitado. Pero no. El fotógrafo de Mauthausen, El ángel de Mauthausen, El violinista de Mauthausen (anda, aquí también había violinista)…
Seguro que con Treblinka no me pasa, concluí. Pero apenas le di un teclazo a Google, mi gozo en un pozo: El barbero de Treblinka, La viuda de Treblinka…
Rediós. Qué difícil se está poniendo esto de la literatura.»
23/06/2022
O que é a democracia? | ¿Qué es la democracia?
«Um sistema de governo no qual os menos preparados para governar são eleitos pelos menos preparados para produzir, e os menos preparados para garantir o seu sustento são agraciados com bens e serviços pagos com os impostos confiscatórios sobre o trabalho e a riqueza de uns produtores em número decrescente, e tudo isto promovido por uma esquerda populista e demagoga que apregoa teorias – que sabe terem fracassado onde foram aplicadas – a umas pessoas que sabe que são idiotas.»
* * * * *
«Un sistema de gobierno en el que los menos preparados para gobernar son elegidos por los menos preparados para producir, y los menos preparados para procurarse su sustento son regalados con bienes y servicios pagados con los impuestos confiscatorios sobre el trabajo y riqueza de unos productores en número descendente, y todo ello promovido por una izquierda populista y demagoga que predica teorías, que sabe que han fracasado allí donde se han aplicado, a unas personas que sabe que son idiotas.»
20/06/2022
A barbárie tecnológica | La barbarie tecnológica
«Vivemos hoje em plena barbárie tecnológica, e a crença, estimulada de cima, de que a solução para todos os nossos problemas reside na tecnologia, conduz-nos ao pior dos mundos possíveis. O mesmo se pode dizer do programa gémeo que nos assegura que a sociedade deve existir para a economia, em vez da economia para a sociedade. Tratam-se de programas inseparáveis cuja mera assumpção é a maior das derrotas, pois uma vida regida pelo funcionalismo não é sequer digna de ser vivida.
E foi o Ocidente, não a China, quem expandiu a ferro e fogo este programa pelo mundo. Mas quando a China tem de o assumir até às suas últimas consequências, ainda que seja apenas para sobreviver, assusta-nos e horroriza-nos – porque nos devolve num reflexo não só o que não vemos em nós próprios, como, sobretudo, aquilo que não queremos ver: que as nossas vidas não têm mais sentido que as suas, por mais que nos empenhemos em sermos nós os “bons” e os que fazemos as coisas com alma e originalidade.
E aqui vai o meu primeiro juízo e a minha primeira “previsão”: O Ocidente foi incapaz de domar a tecnologia e a sua deriva leva-nos a galope para a infâmia. Nisto o seu fracasso é tão espectacular como o próprio desenfreamento da esfera funcional, tecnológica e económica. No entanto, se a China for realmente capaz de assimilar e fazer seu o método científico moderno – algo que, até agora, só alcançou na aparência –, o seu maior empenho residirá precisamente em dominar o que nos domina e governar o que hoje se nos mostrou ingovernável.»
Y es Occidente, y no China, quien ha expandido este programa a sangre y fuego por el mundo. Pero cuando China ha tenido que asumirlo hasta sus últimas consecuencias, aunque sólo fuera para sobrevivir, nos asusta y hasta nos horroriza —porque nos devuelve en un reflejo no sólo lo que no vemos de nosotros, sino sobre todo lo que no queremos ver: que nuestras vidas no tienen más sentido que las suyas, por más que nos empeñemos en que nosotros somos los buenos y los que hacemos las cosas con alma y originalidad.
Y aquí viene mi primer juicio y mi primera “predicción”. Occidente ha sido incapaz de domar la tecnología y su deriva que nos lleva a galope hacia la infamia. En esto su fracaso es tan espectacular como el propio desenfreno de la esfera funcional, tecnológica y económica. Sin embargo, si China es realmente capaz de asimilar y hacer suyo el método científico moderno —algo que hasta ahora sólo ha hecho en apariencia—, su mayor empeño residirá precisamente en dominar lo que nos domina y gobernar lo que hoy nos resulta ingobernable.»
19/06/2022
Alternância sem alternativa | Alternancia sin alternativa
«A nova Inquisição laica marca a fogo nas redes sociais, nos meios de comunicação de massas e nas universidades. Além disso, na medida em que decidas ir contra a corrente sem encaixar a tua crítica dentro da moldura estreita de algum dos actuais partidos políticos, serás visto como um ente extraviado e, portanto, passível de ser julgado pelos novos acólitos do doutrinamento vazio. Essa é a fasquia, cada vez mais baixa. Os compartimentos estanques e as toscas etiquetas de centro, esquerda e direita são enquadrados pelos que beneficiam da divisão fratricida dos europeus. Não caiamos, nem agora nem nunca, na cortina de fumo da ressurreição perene do guerra-civilismo [...]. Sejamos intelectualmente autónomos mas exijamos sobreviver como civilização.
Evitemos a alternância única. Não permitamos aos que nos governam que continuem a moldar o sistema educativo e a perpetuar aquilo que o filósofo francês Jean-Claude Michéa denominou uma escola da ignorância dedicada à produção sistemática de consumidores imaturos, uma massa anómica presa fácil dos discursos enlatados. Assim se reforça a Matrix, criando falsas polaridades que não são verdadeiras oposições nem alternativas autênticas. Essa é a guerra enganadora na qual pretendem que nós vivamos imersos e divididos, submissos e obedientes.»
Evitemos la alternancia única. No les permitamos a los que nos gobiernan que nos sigan troquelando el sistema educativo y perpetuando lo que el filósofo francés Jean-Claude Michéa denominó una escuela de la ignorancia dedicada a la producción sistemática de consumidores inmaduros, una masa anómica presa fácil de los discursos enlatados. La Matrix se refuerza así creando falsas polaridades que no son verdaderas oposiciones ni auténticas alternativas. Esa es la guerra falaz en la que quieren que vivamos inmersos y divididos, sumisos y obedientes.»
18/06/2022
O Grande Despertar | El Gran Despertar
— Numa entrevista recente referiu-se a um livro seu onde defende que o “Grande Reinício” e o “Grande Despertar” são os únicos partidos que hoje existem.
«Sim, afirmei que o “Great Reset” é a ideologia dos globalistas e dos liberais que querem consolidar o seu poder a qualquer preço, e para isso usam todos os meios à sua disposição – redes globais, totalitarismo, controlo mental das massas, ditadura sanitária, destruição dos sexos tradicionais e transformação dos seres humanos em máquinas por meio de pandemias, guerras, conflitos, etc. – para nos poder dominar. No entanto, os povos compreenderam que este é o objectivo das elites globalistas, que não só procuram destruir os países hostis como a Rússia e a China, como também os seus próprios povos. Daí que as elites estado-unidenses (como vemos no caso dos partidários de Trump) e europeias (com os ataques que lançam contra os populistas) tentem acabar com o Grande Despertar, o qual surge da consciencialização de que a guerra não é entre um povo e outro, mas a luta desencadeada pela ideologia e as elites globalistas contra os diversos povos do mundo. O “Grande Despertar” implica a criação de uma internacional antiglobalista que una a todos os partidários da multipolaridade e todas as ideologias (por muito extravagantes e estranhas que sejam) que se opõem ao globalismo.»
—En una entrevista que dio hace poco usted hablaba de un libro suyo donde sostiene que la “Gran Reconstrucción” y el “Gran Despertar” son los únicos partidos que hoy existen.
«Sí, he dicho que el “Great Reset” es la ideología de los globalistas y los liberales que quieren consolidar su poder a cualquier precio y por eso usan todos los medios a su disposición – redes globales, totalitarismo, control mental de las masas, dictadura médica, destrucción de los sexos tradicionales y transformación de los seres humanos en máquinas por medio de pandemias, guerras, conflictos, etc. – para podernos dominar. Sin embargo, los pueblos han comprendido que este es el objetivo de las élites globalistas que no solo buscan destruir a los países hostiles como Rusia o China, sino también a sus propios pueblos. De ahí que las élites estadounidenses (como lo vemos en el caso de los seguidores de Trump) y europeas (con los ataques que lanzan contra los populistas) busquen acabar con el “Gran Despertar”, el cual surge de la concientización de que la guerra no es entre un pueblo y otro, sino la lucha entre la ideología y las élites globalistas contra los diversos pueblos del mundo. El “Gran Despertar” implica la creación de una internacional antiglobalista que una a todos los partidarios de la multipolaridad y todas las ideologías (por muy extravagantes y extrañas que sean) que se oponen al globalismo.»
17/06/2022
Maiorias e minorias | Mayorías y minorías
«A História nunca foi feita pelas maiorias, mas sempre pelas minorias. Por isso as democracias liberais representam o maior exercício de perversão política. Suprime o valioso, o capaz e o sublime sob o peso da massa ignorante e decadente; ofusca os melhores em benefício dos medíocres, favorece os agiotas em detrimento dos excelentes, permuta os espíritos livres por vontades voláteis e acorrentadas.
As democracias liberais necessitam, para a sua sobrevivência, de uma boa provisão de idiotas úteis, uma grande massa de espectros teleguiados sem valores morais nem convicções profundas, uma opinião pública frívola e irreflectida, e uns partidos que instrumentalizem as verdades e as mentiras segundo a própria conveniência.
As grandes gestas históricas foram sempre protagonizadas pelas minorias. Minorias são os santos, os sábios, os heróis, os génios... A massa nunca é a razão. A massa é sempre a fealdade e a injustiça. O bebedouro natural onde se nutrem as democracias liberais é sempre a massa. As democracias liberais são o único sistema político que permite aos indigentes, e não aos proprietários, tornar-se governantes. Para isso destrói tudo à sua passagem e bastaram 70 anos de democracias liberais na Europa para que agora estejamos a um passo de perder a civilização que nos elevou ao topo da humanidade.»
Las democracias liberales necesitan para su supervivencia una buena provisión de tontos útiles, una gran masa de espectros teledirigidos sin valores morales ni convicciones profundas, una opinión pública frivolizada e irreflexiva y unos partidos que instrumentalicen las verdades y mentiras por propia conveniencia.
Las grandes gestas históricas fueron siempre protagonizadas por las minorías. Minorías son los santos, los sabios, los héroes, los genios…. La masa nunca es razón. La masa siempre es fealdad y sinrazón. El abrevadero natural del que se nutren las democracias liberales es siempre la masa. Las democracias liberales son el único sistema político que permite a los indigentes, y no a los hombres de propiedad, ser los gobernantes. Por eso lo destroza todo a su paso y han bastado 70 años de democracias liberales en Europa para que hoy estemos a un paso de perder la civilización que nos encumbró hasta la cima de la humanidad.» [alertadigital.com]
16/06/2022
A democracia intermitente | La democracia intermitente
«Os defeitos da democracia política como sistema de governo são tão óbvios, e têm sido tantas vezes catalogados, que não preciso mais do que resumi-los aqui. A democracia política foi criticada porque conduz à ineficiência e fraqueza de direcção, porque permite aos homens menos desejáveis obter o poder, porque fomenta a corrupção. A ineficiência e fraqueza da democracia política tornam-se mais evidentes nos momentos de crise, quando é preciso tomar e cumprir decisões rapidamente. Averiguar e registar os desejos de muitos milhões de eleitores em poucas horas é uma impossibilidade física. Segue-se, portanto, que, numa crise, uma de duas coisas tem de acontecer: ou os governantes decidem apresentar o facto consumado da sua decisão aos eleitores – em cujo caso todo o princípio da democracia política terá sido tratado com o desprezo, que em circunstâncias críticas ela merece; ou então o povo é consultado e perde-se tempo, frequentemente, com consequências fatais. Durante a guerra todos os beligerantes adoptaram o primeiro caminho. A democracia política foi em toda a parte temporariamente abolida. Um sistema de governo que necessita de ser abolido todas as vezes que surge um perigo, dificilmente se pode descrever como um sistema perfeito.»
* * * * *
«Los defectos de la democracia política como sistema de gobierno son tan evidentes, y han sido catalogados tantas veces, que sólo necesito resumirlos aquí. La democracia política ha sido criticada porque conduce a la ineficiencia y debilidad del liderazgo, porque permite que hombres menos deseables ganen poder, porque fomenta la corrupción. La ineficacia y debilidad de la democracia política se hace más evidente en momentos de crisis, cuando es necesario tomar y ejecutar decisiones con rapidez. Conocer y anotar los deseos de muchos millones de votantes en unas pocas horas es una imposibilidad física. De ello se deduce que, en una crisis, debe ocurrir una de dos cosas: o los gobernantes deciden presentar a los votantes el hecho consumado de su decisión, en cuyo caso todo el principio de la democracia política habrá sido tratado con desprecio, que en circunstancias críticas se lo merece; o bien se consulta al pueblo y se pierde el tiempo, muchas veces con consecuencias fatales. Durante la guerra todos los beligerantes adoptaron el primer camino. La democracia política fue abolida temporalmente en todas partes. Un sistema de gobierno que necesita ser abolido cada vez que surge un peligro difícilmente puede describirse como un sistema perfecto.»
14/06/2022
Tempos difíceis | Tiempos difíciles
«Nenhuma grande cultura, das que fizeram avançar a Humanidade, morreu sem lutar e com a grande Civilização Ocidental, que levantou o mundo que vemos à nossa volta, não vai ser diferente. Limitando-nos apenas ao âmbito da União Europeia, já existem demasiados territórios onde não chega, ou chega muito debilmente, o peso de uns Estados supostamente democráticos que se vão tornando cada vez mais convulsos, mais inúteis e mais inoperantes. Da Catalunha a Molenbeek e de Marselha a Malmö, passando por determinados lugares da Alemanha ou Grã-Bretanha, os nossos países estão a deixar de o ser porque os direitos fundamentais já não estão na posse dos cidadãos que os formamos, mas nas mãos de múltiplas comunidades perfeitamente diferenciadas sobre cujas solicitações e exigências permanentes, nunca saciadas, as elites social-democratas, sejam estas de direita ou de esquerda, garantem a sua sobrevivência. O futuro obscurece-se porque nós, os cidadãos, temos pais, mães, famílias, linhagens, história, tradições, costumes e memória, mas os novos protagonistas, sobre os quais o totalitarismo progressista deseja levantar o futuro, carecem de todo o tipo de ancoragem com o nosso passado e com o nosso milenar legado ético, cultural e espiritual. A tradição ocidental, e os valores a ela associados, já não servem para os seus interesses espúrios e globalizadores. E, por isso, o totalitarismo progressista decidiu apagar a luz e decretar a obscuridade permanente porque, como bem sabemos, de noite todos os gatos são pardos, e nela as vítimas podem ser confundidas com os verdugos, os autênticos homens livres são identificados como perigosos extremistas, os terroristas e os seus apoiantes instalam-se nos Parlamentos e os muitos herdeiros de Lenine e Estaline podem ser considerados, outra vez, como os grandes libertadores do século XXI. Que ninguém tenha dúvidas: os nossos antepassados viveram tempos difíceis que criaram pessoas fortes; esses homens e mulheres fortes criaram tempos prósperos; e esses tempos prósperos criaram tipos infames excelentemente representados pelas ruínas morais como as que hoje dirigem as principais instituições da Europa. Uma corja de semelhante calibre somente pode criar, novamente, tempos difíceis. Muito difíceis.»
13/06/2022
A imprensa no seu melhor | La prensa en su mejor momento
«Uma história que seria divertida, se não fosse patética, é a que regista a evolução dos títulos de um jornal francês ao longo dos dias, entre a fuga de Napoleão do desterro, na ilha de Elba, e o seu posterior regresso a Paris.
Enquanto Napoleão estava longe, o tom em que os jornalistas do diário Le Moniteur Universel se lhe referiam era depreciativo e desafiante; mas, à medida que o militar se acercava de Paris, os redactores iam modificando o tom, primeiramente de uma forma mais prudente e comedida, depois adoptando um tom francamente servil. O curioso do episódio é que se trata de um caso francamente paradigmático, em que, com alguns títulos, ficam retratadas a escassez de escrúpulos e o carácter acomodatício do jornalismo.
Durante o mês de Março de 1815 estes foram os títulos que se sucederam no referido jornal, enquanto Napoleão se aproximava:
– «O Monstro escapou-se do desterro».
– «O Tigre mostrou-se no terreno. As tropas avançam por todos os lados para deter o seu progresso».
– «O Tirano está agora em Lyon. Espalha-se pelas ruas o temor pela sua aparição».
– «O Usurpador está a 60 horas de marcha da capital».
– «Bonaparte avança em marcha forçada».
– «Napoleão chegará amanhã aos muros de Paris».
– «O Imperador está em Fontainebleau».
– «Sua Majestade o Imperador fez a sua entrada pública e chegou às Tulherias. Nada pode exceder a alegria universal. Viva o Império!»
Mientras Napoleón estaba lejos, la forma en que los periodistas del diario El Monitor se referían a él era despectiva y desafiante, pero a medida que el militar se acercaba a París, los redactores iban cambiando su tono, pasando primero a una forma prudencial y medida para referirse a él, y adoptando luego un tono francamente servil. Lo curioso del episodio es que se trata de un caso francamente paradigmático, en el que con unos cuantos titulares quedan retratados la escasez de escrúpulos y el carácter acomodaticio de algunos periodistas.
Durante el mes de marzo de 1815 éstos son los titulares que se sucedieron en el periódico El Monitor mientras Napoleón se acercaba:
– «El Monstruo se escapó de su destierro».
– «El Tigre se ha mostrado en el terreno. Las tropas avanzan para detener por todos lados su progreso».
– «El Tirano está ahora en Lyon. Cunde el temor en las calles por su aparición».
– «El Usurpador está a 60 horas de marcha de la capital».
– «Bonaparte avanza con marcha forzada».
– «Napoleón llegará a los muros de París mañana».
– «El Emperador está en Fontainebleau».
– «Su Majestad El Emperador hizo su entrada pública y llegó a las Tullerias. Nada puede exceder la alegría universal ¡Viva el Imperio!»



















