Crónicas do Grande Despertar | Crónicas del Gran Despertar

29/05/2023

A 'pax americana' | La 'pax americana'



«Não é segredo algum que um dos fundamentos do globalismo é a homogenização mundial, a destruição das identidades culturais e das nações (não dos Estados), para impor uma pax americana que implica a disneyzação forçada de todo o planeta: reduzir toda a complexidade das culturas a uma papa "transumana", infantilizada e histerizada, onde uma sexualidade hipertrofiada ocupe (e dissipe) a energia mental do gado woke. Tudo isto nos pareceria um delírio, se não víssemos com os nossos próprios olhos como está a triunfar no Ocidente, e como se pretende impor ao resto da humanidade. A isto, há que juntar a visão técnica e comercial do mundo dos anglo-saxões, o culto do dinheiro e a mercantilização de todos os aspectos da existência. O objectivo é muito claro: reduzir os seres humanos a simples unidades de consumo e produção, sem outras inquietações vitais além do prazer sexual, a satisfação de necessidades cada vez mais insatisfatórias, e a obsessão compulsiva pelos seus corpos — a única realidade a que fica reduzido o ser humano quando se converte um indivíduo num átomo social. O passado não existe; o futuro muito menos. Apenas se vegeta para um eterno presente no qual não existe vida nem morte — só doença —, dominado por um emocionalismo irracional, no qual as lágrimas e os ataques de histeria vencem o discernimento; uma ficção feita realidade, onde o homem se iguala à besta e substitui os seus filhos por animais de estimação, porque a Marvel e a Disney fabricaram-lhe uma Weltanschauung, uma cosmovisão digna dos seus dotes intelectuais, suplantadas por uma inteligência artificial em todos os sentidos e interpretações da palavra.

O ocidental mediano parece-se cada vez mais com um macaco de laboratório, no qual os déspotas do biopoder brincam às experiências. Experiências que, obviamente, são pagas pelo símio.

A Europa é o local onde, com maior êxito, se realizou este projecto; onde a degradação da pessoa no indivíduo alcançou a maior intensidade. Os velhos valores do Ocidente cristão foram substituídos pelo livre mercado — que não é mais do que o livre arbítrio das oligarquias milionárias — e por uma hostilidade ao passado da nossa cultura, que se manifesta de forma anedótica, mas significativa, nas recentes agressões contra obras de arte, praticadas por betinhos universitários. O labor de demolição cultural levado a cabo pelas elites une-se à criação de um novo conglomerado humano, um insípido melting pot, um aluvião nómada que substitua demograficamente as velhas nações e origine uma "desidentificação" radical do que sobra da Europa e da herança dos seus antepassados, com o seu espírito, com o seu genus loci. Nada poderá satisfazer mais ao establishment colonial da "Europa" que converter a incendiada Notre-Dame de Paris, um dos centros motores da Dei gesta per francos, num centro multicultural, ecuménico e inter-religioso.»

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«No es ningún secreto que una de las claves del globalismo es la homogeneización mundial, la destrucción de las identidades culturales y de las naciones (que no de los estados) para imponer una pax americana que implica la disneyzación forzosa de todo el planeta: reducir toda la complejidad de las culturas a una papilla “transhumana”, infantiloide e histerizada, donde una sexualidad hipertrófica ocupe (y disipe) la energía mental del ganado woke. Todo esto nos parecería un delirio si no viésemos con nuestros propios ojos cómo está triunfando en Occidente y cómo se pretende imponer al resto de la humanidad. A ello hay que unir la visión comercial y técnica del mundo de los anglosajones, el culto del dinero y la mercantilización de todos los aspectos de la existencia. El objetivo es muy claro: reducir a los seres humanos a simples unidades de consumo y producción, sin más inquietudes vitales que el placer sexual, la satisfacción de necesidades cada vez más insatisfactorias y la obsesión compulsiva por sus cuerpos, única realidad a la que queda reducido el ser humano cuando se convierte en individuo, en átomo social. El pasado no existe; el futuro, tampoco. Sólo se vegeta para un eterno presente en el que no hay vida ni muerte, sólo enfermedades, dominado por un emocionalismo irracional, en el que las lágrimas y los ataques de histeria vencen a los razonamientos; una ficción hecha realidad, donde el hombre se iguala con el animal y a sus hijos los sustituye por mascotas, porque Marvel y Disney le han fabricado una Weltanschauung, una cosmovisión digna de sus dotes intelectuales, suplantadas por una inteligencia artificial en todos los sentidos y matices de la palabra.

El occidental medio cada vez se parece más a un mono de laboratorio, con el que los déspotas del biopoder juegan a los experimentos. Experimentos que, por supuesto, paga el simio.

Europa es el lugar donde con más éxito se ha realizado este proyecto, donde la degradación de la persona en individuo ha alcanzado la mayor intensidad. Los viejos valores del Occidente cristiano han sido sustituidos por el libre mercado —que no es sino el libre arbitrio de las oligarquías multimillonarias— y por una hostilidad hacia el pasado de nuestra cultura, que se manifiesta de forma anecdótica pero significativa en las recientes agresiones contra obras de arte cuyos ejecutores son niñatos universitarios. La labor de demolición cultural llevada a cabo por las élites se une a la creación de un nuevo conglomerado humano, de un insípido melting pot, de un aluvión nómada que reemplace demográficamente a las viejas naciones y dé origen a una radical “desidentificación” de lo que quede de Europa con la herencia de sus mayores, con su espíritu, con su genus loci. Nada puede satisfacer más al establishment colonial de “Europa” que convertir a la incendiada Notre-Dame de París, uno de los centros motores de la Dei gesta per francos, en un centro multicultural, ecuménico e interreligioso.»

26/05/2023

O embuste eleitoral | El engaño electoral


«O monumental escândalo da compra de votos [...] põe-nos, de modo brutal, perante uma realidade incómoda e inquietante. É o tipo de coisas que acaba por invalidar a legitimidade das democracias liberais, nas quais não acreditam sequer os que vivem delas.

Afirmam por um lado a sacralidade da soberania popular e da vontade do povo, a seguir compram miseravelmente os votos para distorcer os resultados eleitorais. A vontade do povo não passa da manipulação das massas pelo poder. Assim, sustentando-se na transferência de vontades por troca de interesses espúrios, conseguem os seus objectivos. Não dizem eles que o povo é sábio e que nunca se engana? E, no entanto, dedicam-se a manipulá-lo, porque não confiam em votantes que escolhem os seus representantes pelas razões mais peregrinas e efémeras. O povo foi convertido no esgoto de todos os detritos morais que o poder destila através dos seus terminais mediáticos. Por isso, são políticos imundos os que actuam num sistema imundo.

Já Ortega y Gasset tinha profetizado, em 1927, que "este homem-massa é o homem previamente esvaziado da sua própria história, sem entranhas de passado e, por esse facto, dócil para com todas as disciplinas chamadas «internacionais». Mais que um homem, é apenas uma carapaça de homem constituída por meros idola fori [NT: ídolos do mercado, conceito que remete para as falácias originadas pela manipulação da linguagem]: carece de um «dentro», de uma intimidade sua, inexorável e inalienável, de um «eu» que não se possa revogar. Por isto mesmo, está sempre disponível para fingir ser qualquer coisa. Só tem apetites, acredita que só tem direitos e não acredita ter obrigações: é o homem sem a nobreza que obriga -- sine nobilitate --, snob.” Os amos da gentalha que nos governa tomaram boa nota de tudo isto, e alcançaram objectivos muito além das suas expectativas. [...]

Assim, os programas eleitorais, e os correspondentes debates entre os candidatos, parecem todos iguais, porque o que verdadeiramente nos interessa já foi decidido: as crianças que abortarão, os doentes que eutanasiarão, os adolescentes que castrarão, os jovens que perverterão e os impostos com que nos empobrecerão. E decidiram-no sem nos perguntar, uma vez que nos desprezam.»

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«El monumental escándalo de la compra de votos [...] nos pone con brutalidad ante una realidad incómoda e inquietante. Este tipo de cosas acaba invalidando la legitimidad de las democracias liberales, en las que ni siquiera creen los que viven de ellas.

Afirman por un lado la sacralidad de la soberanía popular y de la voluntad del pueblo, y luego compran miserablemente los votos para torcer los resultados electorales. La voluntad del pueblo no es más que la manipulación de las masas por el poder. Así, a base de enajenar voluntades a cambio de espurios intereses consiguen sus objetivos. ¿No dicen ellos que el pueblo es sabio y nunca se equivoca? Y, sin embargo, se dedican a manosearlo, porque no se fían de unos votantes que eligen a sus representantes por las razones más peregrinas y pasajeras. El pueblo ha sido convertido en el sumidero de todos los detritus morales que destila el poder a través de sus terminales mediáticas. Por ello, son políticos basurizados que actúan en un sistema basura.

Ya profetizó Ortega y Gasset en 1927 que “este hombre-masa es el hombre previamente vaciado de su propia historia, sin entrañas de pasado y, por lo mismo, dócil a todas las disciplinas llamadas «internacionales». Más que un hombre, es sólo un caparazón de hombre constituido por meros idola fori; carece de un «dentro», de una intimidad suya, inexorable e inalienable, de un yo que no se pueda revocar. De aquí que esté siempre en disponibilidad para fingir ser cualquier cosa. Tiene sólo apetitos, cree que tiene sólo derechos y no cree que tiene obligaciones: es el hombre sin la nobleza que obliga --sine nobilitate--, snob.” Los amos de la gentuza que nos gobierna tomaron buena nota de todo ello y lo han conseguido más allá de sus expectativas. [...]

Así pues, los programas electorales y los debates correspondientes entre los candidatos parecen todos iguales, porque lo que verdaderamente nos interesa ya lo han decidido: los niños que abortarán, los enfermos que eutanasiarán, los adolescentes que castrarán, los jóvenes que pervertirán y los impuestos con los que nos esquilmarán. Y lo han decidido sin preguntarnos, ya que nos desprecian.» (Alerta Digital)

20/05/2023

A ideologia liberal e o pensamento único (e 2) | La ideología liberal y el pensamiento único (y 2)



«Quando a Rússia aceitou formar parte do mundo ocidental, esforçando-se até desesperadamente por fazê-lo, assimilámos tudo: a modernização, a digitalização, a pós-modernização. Assim, fomos perdendo rapidamente o que era peculiar da nossa civilização russa. Este processo destrutivo também se viu facilitado pelo período soviético da nossa história. A ciência e a educação estavam então dominadas pelo materialismo, pelo ateísmo, pelo culto cego ao progresso técnico e pelo desprezo pelos fundamentos religiosos e pela identidade subjacente. Mas, ali, tudo se levava a cabo em nome da sociedade no seu conjunto. O liberalismo, por sua vez, enquanto preservava o materialismo e o ateísmo, começou também a destruir a sociedade. [...]

Desenvolveu-se, assim, uma situação paradoxal. Já estamos em guerra, mas ainda não compreendemos plenamente a nossa função nesta guerra de civilizações. Nem sequer podemos falar em construir sobre a sua base uma epistemologia digna desse nome, toda uma série de teorias científicas, que constituiriam então a base das disciplinas humanísticas. Mas o Ocidente e o liberalismo combatem-nos precisamente nesta capacidade. Entendem muito bem quem realmente somos, e atacam inclusivamente aquilo que ainda não se estabeleceu. De certo modo, entendem-nos melhor do que nós próprios. E por isso nos odeiam -- não tanto pelo presente, mas pelo passado e pelo futuro, que é nosso, profundo e eterno.»

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«Cuando Rusia aceptó formar parte del mundo occidental, incluso esforzándose desesperadamente por hacerlo, lo asimilamos todo: la modernización, la digitalización, la post-modernización. Así fuimos perdiendo rápidamente lo que era peculiar de nuestra civilización rusa. Este proceso destructivo también se vio facilitado por el periodo soviético de nuestra historia. Entonces la ciencia y la educación estaban dominadas por el materialismo, el ateísmo, el culto ciego al progreso técnico y el desprecio por los fundamentos religiosos y la identidad subyacente. Pero allí todo se llevaba a cabo en nombre de la sociedad en su conjunto. El liberalismo, al tiempo que preservaba el materialismo y el ateísmo, también empezó a destruir la sociedad. [...]

Así que se ha desarrollado una situación paradójica. Ya estamos en guerra, pero aún no hemos comprendido plenamente nuestra función en esta guerra de civilizaciones. Ni siquiera podemos hablar de construir sobre su base una epistemología en toda regla, toda una serie de teorías científicas, que constituirían entonces la base de las disciplinas humanísticas. Pero Occidente y el liberalismo nos combaten precisamente en esta capacidad. Entienden muy bien quiénes somos realmente, y atacan incluso lo que aún no se ha establecido del todo. En cierto modo, nos entienden mejor que nosotros mismos. Y por eso nos odian - no tanto por el presente, sino por el pasado y el futuro, por nuestro profundo y eterno.»

19/05/2023

A ideologia liberal e o pensamento único (1) | La ideología liberal y el pensamiento único (1)



«Agora, a ideologia. Quando entramos em conflito directo com o Ocidente, como civilização contra civilização, encontramo-nos numa posição desigual. Porque o Ocidente conhece os fundamentos da sua civilização, a sua ideologia é clara, está prescrita em todos os livros e textos ocidentais, está presente em todas as universidades, em todos os planos de estudo. E não só no próprio Ocidente. Em todo o mundo e, por desgraça, também no nosso país. Toda a ciência humanista contemporânea está construída sobre princípios liberais, em todo o lado o indivíduo está à cabeça. É este o caso da filosofia, da sociologia, da antropologia, da culturologia, da economia, da psicologia, da ciência política, das relações internacionais, da etnologia, etc. Para onde quer que se olhe, qualquer livro que se abra, de certeza que é propaganda liberal.
Na teoria das relações internacionais, o paradigma liberalista com o seu apelo directo a um Governo Mundial, com uma série de acrescentos pós-modernistas (teoria de género, construtivismo, etc.) é evidente. Outras teorias, e, sobretudo, o realismo, mencionam-se de passagem, com uma crítica implícita. [...]

Em toda a parte na episteme hoje dominante, encontramos a celebração do indivíduo, assim como uma crítica directa ou indirecta de toda a totalidade, holismo e hierarquia, a desconstrução do colectivo em átomos, o desmantelamento de tudo o que de um modo ou outro está relacionado com a sociedade tradicional. Os estudos de género, o transumanismo, a ecologia profunda, a inteligência artificial e a engenharia genética representam a vanguarda desta tendência: aqui, o próprio indivíduo já está a descompor-se, dando lugar a um exótico conjunto de componentes humanos, mecânicos e animais.
Na ciência e na educação do Ocidente, a linha principal está firmemente estabelecida: a emancipação relativamente à identidade colectiva. É este, praticamente, todo o conteúdo da educação liberal.»

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«Ahora, la ideología. Cuando entramos en conflicto directo con Occidente, como civilización contra civilización, nos encontramos en una posición desigual. Porque Occidente conoce los fundamentos de su civilización, su ideología es clara, está prescrita en todos los libros de texto occidentales, está presente en todas las universidades, en todos los planes de estudio. Y no sólo en el propio Occidente. En todo el mundo y, por desgracia, también en nuestro país. Toda la ciencia humanística contemporánea está construida sobre principios liberales, en todas partes el individuo está a la cabeza. Y este es el caso de la filosofía, la sociología, la antropología, la culturología, la economía, la psicología, la ciencia política, las relaciones internacionales, la etnología, etc. Mires donde mires, abras el libro de texto que abras, seguro que es propaganda liberal.
En la teoría de las relaciones internacionales, el paradigma liberalista con su llamamiento directo a un Gobierno Mundial más una serie de añadidos posmodernistas (teoría de género, constructivismo, etc.) es evidente. Otras teorías, y sobre todo el realismo, se mencionan de pasada con una crítica implícita. [...]

En todas partes de la episteme dominante de hoy en día encontramos la celebración del individuo, así como una crítica directa o indirecta de toda totalidad, holismo y jerarquía, la deconstrucción de lo colectivo en átomos, el desmantelamiento de todo lo que de un modo u otro está relacionado con la sociedad tradicional. Los estudios de género, el transhumanismo, la ecología profunda, la Inteligencia Artificial y la ingeniería genética representan la vanguardia de esta tendencia: aquí el propio individuo ya se está descomponiendo, dando paso a un exótico conjunto de componentes humanos, mecánicos y animales.
En la ciencia y la educación en Occidente, la línea principal está firmemente establecida: la emancipación de la identidad colectiva. Este es prácticamente todo el contenido de la educación liberal

04/05/2023

França contra Macron | Francia contra Macron



«A esquerda diz estar em pé de guerra contra a reforma das pensões levada a cabo pelo presidente da República, e grita "Macron demissão". Mas, como esquecer que essa mesma esquerda contribuiu para a sua eleição, duas vezes consecutivas, em 2017 e em 2022? [...]

Refugiado atrás das instituições da V República que, convém recordar, dão preeminência ao executivo e permitem ao presidente da República, inclusivamente, impor uma suspensão excepcional da legalidade (artigo 16), Emmanuel Macron não teme nem a rua nem a impopularidade.
Se faltam munições aos nossos exércitos, esse não é o caso das nossas "forças da ordem", que estarão sempre aí para proteger o poder. E os polícias e guardas suplementares que estão a ser recrutados para os Jogos Olímpicos, não serão depois despedidos, é óbvio que não.
"A república tem sorte, pode fuzilar o povo", disse, desiludido, o rei Luís Filipe no exílio. Apostamos que Emmanuel Macron não duvidará em fazê-lo, se for necessário. Os coletes amarelos que ficaram vesgos, podem testemunhá-lo. [...]

É verdade que a popularidade de Emmanuel Macron e do seu governo não é grande coisa. E, em muitos aspectos, a reforma das pensões foi, para muitos, a iniciativa que ia longe de mais. Mas, o que muda realmente?
Não muito, porque, em qualquer caso, Emmanuel Macron não pode apresentar-se a outro mandato. E tratam-se apenas de sondagens, não de votações. Na Assembleia Nacional sempre se acabará por encontrar uma maioria, graças à esquerda e à "Republique en marche", cujos deputados estarão sempre dispostos a ir comer à gamela.

De qualquer modo, na pós-democracia europeia, a função do Estado já não consiste em responder às necessidades e expectativas dos cidadãos, mas em impor as mudanças desejadas pela oligarquia. A sua função é meramente coerciva.»

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«La izquierda dice estar en pie de guerra contra la reforma de las pensiones emprendida por el presidente de la República, y grita "Macron dimisión". Pero ¿cómo olvidar que esa misma izquierda le hizo salir elegido, dos veces consecutivas, en 2017 y en 2022? [...]

Refugiado tras las instituciones de la V República que, conviene recordar, dan preeminencia al ejecutivo e incluso permiten al presidente de la República imponer una suspensión excepcional de la legalidad (artículo 16), Emmanuel Macron no teme ni a la calle ni a la impopularidad.
Si a nuestros ejércitos les faltan municiones, no es el caso de nuestras "fuerzas del orden", que siempre estarán ahí para proteger al poder. Y los policías y gendarmes suplementarios que se están reclutando para los Juegos Olímpicos no serán despedidos después, desde luego que no.
"La república tiene suerte, puede fusilar al pueblo", dijo desilusionado el rey Luis Felipe en el exilio. Apostemos a que Emmanuel Macron no dudará en hacerlo, si es necesario. Los chalecos amarillos que han quedado tuertos pueden dar fe de ello. [...]

Es cierto que la popularidad de Emmanuel Macron y de su gobierno no es buena. Y en muchos aspectos, la reforma de las pensiones ha sido, para muchos, la iniciativa que iba demasiado lejos. Pero, ¿qué cambia realmente?
No mucho, porque en cualquier caso Emmanuel Macron no puede presentarse a otro mandato. Y se trata tan sólo encuestas, no de votaciones. En la Asamblea Nacional siempre acabará encontrando una mayoría, gracias a la izquierda y a La République en marche, cuyos diputados siempre estarán dispuestos a ir al comedero.

En cualquier caso, en la posdemocracia europea, la función del Estado ya no consiste en responder a las necesidades y expectativas de la población, sino en imponer los cambios que desea la oligarquía. Su función es meramente coercitiva.»

25/04/2023

A Revolução dos Cravos | La Revolución de los Claveles



«Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa.
Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República.»

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«En unas décadas estaremos reducidos a la indigencia, es decir, a la caridad de otras naciones, por lo que es ridículo seguir hablando de independencia nacional. Para una nación que iba camino de convertirse en una Suiza, el golpe de Estado fue el principio del fin. Lo que queda es el sol, el turismo y el servilismo en bandeja, la pobreza crónica y la emigración masiva.
Veremos analfabetos elevados al poder, niños mimados, sinvergüenzas de todo tipo que conocemos desde hace mucho tiempo. La mayoría no eran aptos para ser sirvientes de cuarto y llegaron a ser alcaldes, diputados, administradores, ministros y hasta presidentes de la República.»

07/04/2023

Guerra de civilizações | Guerra de civilizaciones



«Vejamos agora o conteúdo deste conflito. Podemos considerá-lo um choque de Estados: o Estado-nação russo contra uma coligação de Estados-nação. Mas isso não nos levará à essência do que está a acontecer. Evidentemente, não se trata de uma luta por território, recursos, potencial industrial, centrais hidro-eléctricas, pão, etc. Desta vez, a guerra tem uma dimensão material mínima. É uma guerra do espírito, uma guerra por uma ideia, um verdadeiro choque entre dois mundos, entre duas civilizações. É o choque de civilizações de que falava Samuel Huntington, o politólogo estado-unidense, nos anos noventa.

O Ocidente é uma civilização que pretende ser universal e considera-se sinónimo da modernidade, desenvolvimento e progresso. Esta civilização surgiu na Idade Moderna, na Europa. O seu principal objectivo, como disse o nosso filósofo Vladimir Soloviev, era a ideia do desmembramento, da atomização, onde o privado se converte superior ao todo. No seu coração está o desejo de tudo atomizar, ao indivíduo e a tudo quanto seja passível de divisão. E qualquer totalidade, sejam sociedades tradicionais, pessoas, estado, classe, igreja, etc., todos estão sujeitos à fragmentação, à dissipação.

No século XX, o liberalismo derrotou todas as outras ideologias ocidentais que tentavam manter algum tipo de unidade: a unidade de classe no socialismo, a unidade nacional no fascismo. Ou seja, no próprio Ocidente, a separação completa da unidade orgânica só prevaleceu nos finais do século XX, quando o liberalismo triunfou irreversivelmente. O liberalismo é hoje a principal ideologia do Ocidente. É o seu principal vector. [...]

A civilização ocidental, que alcançou o cume do seu individualismo, já decompôs não só os Estados-nação, a igreja e os estratos sociais, como também destruiu a família ao pretender que o indivíduo pode escolher o próprio sexo. A libertação do indivíduo de toda a forma de identidade colectiva é o sentido e a tese principal do liberalismo. Mas, quando uma pessoa é despojada de toda a forma de identidade colectiva, ou seja, se deixar de ser cidadão da Rússia, por exemplo, e deixar de ser russo, deixar de ser ortodoxo, deixar de ser aristocrata ou camponês, deixar de ser homem ou mulher -- esse indivíduo puro não consegue existir. Converte-se em nada, em zero. Se se eliminar por completo toda a identidade colectiva de uma pessoa, não restará sequer uma pessoa. Desintegrar-se-á em pedaços.

E esta é a próxima e última fase da civilização ocidental, o trans-humanismo: a transferência do poder para a Inteligência Artificial, a chegada dos cyborgs, a engenharia genética, o fim da humanidade. É isto o que pedem os ideólogos liberais como Kurzweil, é disto que falam os tecnocratas ocidentais. Substituir os humanos por outras espécies, quimeras, semi-máquinas, cyborgs, submergir a consciência humana em servidores na nuvem -- bem-vindos à matrix. A isto, chamam os globalistas a "Singularidade". A Matrix não é só ficção-científica, é um modelo ao qual se dirige a civilização ocidental e de onde se tem aproximado.

A civilização que se estabeleceu no Ocidente é um triunfo do liberalismo, da tecnocracia, do fim da História. A globalização é uma estratégia para transformar todos os povos, todas as culturas, todas as civilizações no tecido único de uma sociedade liberal planetária, onde o homem, liberto de todas as identidades colectivas, liberta-se também da última identidade colectiva: a de ser humano. Porque o homem é também uma identidade colectiva.»

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«Veamos ahora el contenido de este conflicto. Podemos considerarlo un choque de Estados: el Estado-nación de Rusia contra una coalición de Estados-nación. Pero eso no nos acercará a la esencia de lo que está ocurriendo. Evidentemente, no se trata de una lucha por el territorio, los recursos, el potencial industrial, las centrales hidroeléctricas, el pan, etc. Esta vez la guerra tiene una dimensión material mínima. Es una guerra del espíritu, una guerra por una idea, un choque en toda regla de dos mundos, dos civilizaciones. Es el choque de civilizaciones del que hablaba Samuel Huntington, el politólogo estadounidense, allá por los años noventa.

Occidente es una civilización que pretende ser universal y se considera sinónimo de modernidad, desarrollo y progreso. Esta civilización surgió en la época moderna, en Europa. Su principal objetivo, como dijo nuestro filósofo Vladimir Soloviev, era la idea del desmembramiento, de la atomización, donde lo privado se convierte en superior al todo. En el corazón de todo está el deseo de llevar todo al átomo, al individuo, a la separatividad. Y cualquier totalidad, sociedades tradicionales, personas, estado, clase, iglesia, etc. - están todos sujetos a la fragmentación, a la disipación.

En el siglo XX, el liberalismo derrotó a todas las demás ideologías occidentales que intentaban mantener algún tipo de unidad: la unidad de clase en el socialismo, la unidad nacional en el fascismo. Es decir, en el propio Occidente, la separación completa de la unidad orgánica - finalmente prevaleció sólo a finales del siglo XX, cuando el liberalismo ganó irreversiblemente. El liberalismo es hoy la principal ideología de Occidente. Es su principal vector. [...]

La civilización occidental, que ha alcanzado la cima de su individualismo, ya ha descompuesto no sólo los Estados-nación, la Iglesia, los estamentos, sino que ha destruido la familia al pretender que el individuo pueda elegir su propio sexo. La liberación del individuo de toda forma de identidad colectiva es el sentido y la tesis principal del liberalismo. Pero en cuanto una persona es despojada de toda forma de identidad colectiva, es decir, deja de ser ciudadano de Rusia, deja de ser ruso, deja de ser ortodoxo, deja de ser aristócrata o campesino, cuando deja de ser hombre o mujer, ese individuo puro no puede existir. Se convierte en nada, en cero. Si se elimina por completo toda identidad colectiva de una persona, ni siquiera será una persona. Se desintegrará en pedazos.

Y esta es la próxima última fase de la civilización occidental, que es el post-humanismo: la transferencia del poder a la Inteligencia Artificial, la llegada de los cyborgs, la ingeniería genética, el fin de la humanidad. Esto es lo que piden ideólogos liberales como Kurzweil, esto es de lo que hablan los tecnócratas occidentales. Sustituir a los humanos por otras especies, quimeras, semimáquinas, cyborgs, sumergir la conciencia humana en servidores en la nube: bienvenidos a la matrix. Esto es lo que los globalistas llaman la Singularidad. Matrix no es sólo ciencia ficción, es un modelo de hacia dónde se dirige la civilización occidental moderna y a lo que ya se ha acercado.

La civilización que se ha establecido en Occidente es un triunfo del liberalismo, de la tecnocracia, del fin de la historia. La globalización es una estrategia para transformar todos los pueblos, todas las culturas, todas las civilizaciones en un tejido único de una sociedad liberal planetaria, donde el hombre, liberado de todas las identidades colectivas, se libera también de la última identidad colectiva: la de ser humano. Porque el hombre es también una identidad colectiva.»

01/04/2023

As reformas de Macron | Las reformas de Macron


«Um simples cálculo, feito a partir do projecto de reforma, demonstra que não se obterão poupanças reais e significativas no orçamento do Estado francês. Segundo os números oficiais, estão em causa 18 mil milhões de euros por ano, mas tal quantia é insignificante quando se compara com os investimentos multimilionários de Macron na energia nuclear (uns 50 mil milhões de euros), ou com o orçamento da defesa (cerca de 100 mil milhões de euros). Além disso, o aumento dos juros, devido ao endurecimento da política monetária do Banco Central Europeu, oscilará entre 60 mil e 90 mil milhões de euros por ano. O portal financeiro Nasdak diz que "o déficit provocado pelas pensões também é pequeno em comparação com o custo das medidas introduzidas em resposta à crise provocada pela pandemia (165 mil milhões de euros), ou pela energia (uns 100 mil milhões de euros)". E por essa razão Alesia Miloradovic, uma assessora da Academia geopolítica de Paris, declarou ao FGC que "a grande maioria dos franceses sabe que Macron não passa de uma marioneta dos fundos de investimento, como o BlackRock, os quais colocaram a economia francesa ao seu serviço. Por isso, muitos consideram que o actual presidente de França segue as ordens do globalismo, para a abolição completa das pensões".»

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«Un simple cálculo hecho a partir del proyecto de reforma demuestra que no se producirán realmente ahorros significativos en el presupuesto nacional. Según las cifras oficiales solo se obtendrán 18.000 millones de euros al año, pero tales cifras son insignificantes si las comparamos con las multimillonarias inversiones de Macron en la energía nuclear (unos 50.000 millones de euros) o el presupuesto de defensa (alrededor de 100.000 millones de euros). Además, el aumento de los intereses debido al endurecimiento de la política monetaria del Banco Central Europeo oscilará entre 60.000 y 90.000 millones de euros al año. El portal financiero Nasdak dice que “el déficit causado por las pensiones también es pequeño en comparación con el coste de las medidas introducidas en respuesta a la crisis provocada por la pandemia (165.000 millones de euros) o la energía (unos 100.000 millones de euros)”. Es por esa razón que Alesia Miloradovic, una asesora de la Academia geopolítica de París, dijo a FGC que “la gran mayoría de los franceses sabe que Macron no es más que una marioneta de los fondos de inversión como BlackRock, los cuales han puesto a la economía francesa a su servicio. Es por esa razón que muchos consideran que el actual presidente de Francia sigue las órdenes del globalismo de abolir por completo las pensiones”.»

27/03/2023

O espírito de Davos | El espíritu de Davos



«O presidente da Colômbia, Gustavo Francisco Petro Urrego, não teve qualquer problema em dizer em voz alta o que costuma dizer em voz baixa. Sentado ao lado do campeão verde Al Gore, Petro Urrego proclamou que a Humanidade deve "superar o capitalismo", se quer sobreviver. Uma vez que Gore, membro do Conselho de Administração do Fórum Económico Mundial (WEF), não parecia estar em desacordo, será justo dizer que o Clube de Davos encontra mais coisas que lhe agradam numa versão do comunismo controlada pelas elites (será que existe outra versão?) do que num sistema de livre mercado, no qual as pessoas comuns possam prosperar.

Se tudo isto soa brutalmente antagónico das liberdades ocidentais, tão duramente conquistadas, que priorizam a protecção dos direitos e das liberdades individuais sobre as intrusões arbitrárias do Estado, é porque o Fórum Económico Mundial virou do avesso o legado iluminista do Ocidente. Coincidindo com a sua última reunião, o WEF publicou um relatório no qual cita "a informação incorrecta e a desinformação" entre os "riscos" mundiais mais importantes. Os membros do WEF predizem publicamente que as leis contra o "incitamento ao ódio" em breve chegarão aos Estados Unidos, numa violação directa da Primeira Emenda da Constituição, a liberdade de expressão. Na guerra interminável contra o sempre inconstante clima da Terra, cada vez são mais as vozes que advogam pela imposição de "créditos de carbono" individuais. São os mesmos autoritários que forçaram os passaportes digitais de vacinação, o rastreio dos contactos, o uso obrigatório de vacinas experimentais e os testes omnipresentes. E em linha com a determinação do WEF para que os ocidentais passem a alimentar-se com insectos, a União Europeia autorizou agora o consumo geral de grilos domésticos. Censura, vigilância maciça e insectos: bem-vindos ao futuro, se o WEF lava a sua avante.

Nenhum dos vastos programas do WEF, para refazer o mundo de acordo com o interesse dos seus membros, soa a algo que os ocidentais possam abraçar de livre vontade. Certamente por essa razão, tantos entre os participantes do Fórum apelam à adopção forçada dessas políticas, independentemente do apoio público. Talvez por isso, o Partido Comunista Chinês aplaudiu recentemente o "espírito de Davos". Os comunistas reconhecem o comunismo quando o vêem, e a China gosta do que vê na oligarquia globalista de Klaus Schwab.»

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«El presidente de Colombia, Gustavo Francisco Petro Urrego, no tuvo ningún problema en decir en voz alta lo que se suele decir en voz baja. Sentado junto al campeón verde Al Gore, Petro Urrego proclamó que la Humanidad debe “superar el capitalismo” si quiere sobrevivir. Dado que Gore, miembro del Consejo de Administración del WEF, no parecía estar en desacuerdo, parece justo decir que el Club de Davos encuentra más cosas que le gustan en una versión del comunismo controlada por las élites (¿hay de algún otro tipo?) que en un sistema de libre mercado en el que la gente corriente pueda prosperar.

Si todo esto suena salvajemente antagónico con las libertades occidentales, tan duramente peleadas, que priorizan la protección de los derechos y libertades individuales sobre las intrusiones indiscriminadas del Estado, es porque el Foro Económico Mundial ha puesto patas arriba el impagable legado ilustrado de Occidente. Coincidiendo con su última reunión, el WEF ha publicado un informe en el que cita “la información incorrecta y la desinformación” entre los “riesgos” mundiales más importantes. Los miembros del WEF predicen públicamente que las leyes contra la “incitación al odio” llegarán pronto a Estados Unidos, en violación directa de las protecciones de la Primera Enmienda de la Constitución a la libertad de expresión. En la interminable guerra contra el siempre cambiante clima de la Tierra, cada vez son más las voces que abogan por la imposición de “cupos de carbono” individuales. Estos mismos autoritarios impulsan los pasaportes digitales de vacunación, el rastreo de contactos, el uso obligatorio de vacunas experimentales y los test omnipresentes. Y en línea con la determinación del WEF de que los occidentales pasen a alimentarse con bichos, la Unión Europea ha autorizado ahora el consumo general de grillos domésticos. Censura, vigilancia masiva e insectos: bienvenidos al futuro, si el WEF se sale con la suya.

Ninguno de los vastos programas del WEF para rehacer el mundo de acuerdo con los intereses de sus miembros suena a nada que los occidentales libres pudieran abrazar voluntariamente. Seguramente por eso tantos de los ponentes del Foro instan a la adopción contundente de esas políticas, independientemente del apoyo público. Quizá por eso el Partido Comunista Chino aplaudió recientemente el “espíritu de Davos”. Los comunistas reconocen el comunismo cuando lo ven, y a China le gusta lo que ve en la oligarquía globalista de Klaus Schwab.»

18/03/2023

O exorcismo da Ucrânia | El exorcismo de Ucrania



«Os globalistas criaram propositadamente um Estado cuja ideologia totalitária era uma mistura de liberalismo e atlantismo, por um lado, e de neonazismo russófobo, por outro. Um regime de neonazismo liberal, a cujas facetas mais inumanas, racistas e terroristas, o Ocidente liberal fez, e continua a fazer, vista grossa. De facto, foi assim que concebeu e criou este regime.

Assim nasceu um Estado pós-moderno, onde o palhaço judeu actua simultaneamente como chefe e inspirador de grupos neonazis radicais (frequentemente anti-semitas, mas, sobretudo, russófobos). E toda esta sangrenta mascarada tarantinesca é fomentada pela mão do Ocidente liberal, que castiga imediatamente, e da forma mais brutal, qualquer centelha de patriotismo, ou até da protecção da família tradicional, no próprio Ocidente, enquanto que na Ucrânia floresce qualquer corrente e organização nazi e extremista. Tudo o que é inaceitável no seu próprio território, é, pelo contrário, apoiado e cultivado por este mesmo Ocidente liberal na Ucrânia, com fins puramente pragmáticos. O objectivo é o mesmo: destruir-nos a todo o custo. E, então, como é óbvio, nada restará desta escumalha neonazi; serão simplesmente liquidados por terem feito o seu trabalho sujo, e não se escutará qualquer ruído de protesto. Mas, tenho a certeza, seremos nós a acabar com eles.

No seu conjunto, a Ucrânia converter-se-á em nada, uma estepe árida no contexto do mundo liberal, ou renascerá como parte da grande civilização ortodoxa russa, que é o que sempre foi, e continua ser, mesmo agora. A libertação da Ucrânia, que agora estamos a levar a cabo com todas as nossas forças, tem algo de exorcismo, um exorcismo do diabo. Foi nisso que se tornou a operação especial que levamos a cabo, há já um ano.»

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«Los globalistas crearon a propósito un Estado cuya ideología totalitaria era una mezcla de liberalismo y atlantismo, por un lado, y de neonazismo rusófobo, por otro. Un régimen de nazismo liberal, ante cuyas facetas más inhumanas, racistas y terroristas el Occidente liberal ha hecho y sigue haciendo la vista gorda. De hecho, concibió y creó este régimen.

Así nació un Estado posmoderno, donde el payaso judío actúa simultáneamente como jefe e inspirador de grupos neonazis radicales (a menudo antisemitas, pero sobre todo rusófobos). Y toda esta sangrienta mascarada tarantinesca está impulsada de la mano del Occidente liberal, que castiga de inmediato cualquier atisbo de patriotismo, o incluso de protección de la familia tradicional, en el propio Occidente, de la forma más brutal, mientras que en Ucrania florece cualquier corriente y organización nazi y extremista. Todo lo que es inaceptable en su propio territorio es por el contrario, con fines puramente pragmáticos, apoyado y cultivado por este mismo Occidente liberal en Ucrania. El objetivo es el mismo: destruirnos a toda costa. Y entonces, por supuesto, tampoco quedará nada de esta chusma neonazi, simplemente serán liquidados por haber hecho su trabajo sucio, y no se oirá ni un ruido. Pero estoy seguro de que nosotros mismos acabaremos con ellos.

En conjunto, Ucrania se convertirá en nada, en un árido páramo en el contexto del mundo liberal, o renacerá como parte de la gran civilización ortodoxa rusa, que es lo que siempre ha sido, y lo que es, incluso ahora. La liberación de Ucrania, que estamos llevando a cabo ahora con todas nuestras fuerzas, es algo así como un exorcismo, un exorcismo del diablo. En eso se ha convertido la operación especial que llevamos a cabo desde hace un año.»

07/03/2023

Como se explica a obsessão globalista com as alterações climáticas | Cómo explicar la obsesión globalista por el cambio climático


«No início e no final do discurso, Soros aborda outro factor que supõe ser uma ameaça para a "sociedade aberta". Trata-se da alteração climática.
Num canal russo do telegram, "Eksplikatsiya", há uma explicação engenhosa de como se posicionaram, no mesmo tabuleiro, as grandes transformações, conflitos e enfrentamentos geopolíticos e de civilização. Eis um fragmento ali contido:

"A 16 de Fevereiro de 2023, um especulador global, um fanático seguidor da ideologia extremista da "sociedade aberta", George Soros, pronunciou um discurso de abertura na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. Grande parte do mesmo foi dedicado à geopolítica e à dura confrontação da ordem mundial liberal globalista unipolar com aquilo que Soros e as elites mundiais designam como "sociedades fechadas". [...]
Interessava-me, no entanto, a relação destas construções geopolíticas com o problema do aquecimento global, com que Soros começou e terminou o seu discurso. Juntando as peças cheguei à seguinte conclusão:

Soros afirma claramente que o degelo da Antárctida e do Árctico, juntamente com Xi Jinping, Erdogan e Modi, são ameaças reais para uma "sociedade aberta", e a agenda climática integra-se directamente no discurso geopolítico e converte-se num participante de pleno direito no grande confronto.
À primeira vista, isto parece um pouco absurdo. Como um hipotético aquecimento global (mesmo aceitando-o como real) pode contar-se entre os inimigos dos globalistas, e obter ainda o estatuto de "ameaça número 1", uma vez que Soros declara em primeiro lugar o perigo do degelo, e só em segundo lugar o de Putin no Kremlin e das tropas russas na Ucrânia.

Recordemos o que a geopolítica ensina sobre o confronto entre as "civilizações do Mar" e as "civilizações da Terra". Em consequência, todos os principais centros do atlantismo se situam em cidades portuárias, na costa. Foi o caso de Cartago, Atenas, Veneza, Amsterdão, Londres e, hoje, de Nova Iorque. Esta lei estende-se inclusive à geopolítica eleitoral dos Estados Unidos, onde os estados azuis que tradicionalmente apoiam os democratas, incluindo a ultra-liberal Nova Iorque, situam-se ao longo das duas costas, ocidental e oriental, e os estados vermelhos republicanos, mais tradicionais, cujo apoio levou Trump ao poder, o principal inimigo de George Soros, conformam a Heartland estado-unidense.

Nos outros continentes acontece mais ou menos o mesmo. Foi a "civilização do Mar" que construiu essa "sociedade aberta" que George Soros defende fervorosamente, enquanto as "sociedades fechadas" que se lhe opõem são as civilizações da Terra, entre elas a russo-asiática, a chinesa, a indiana, a ibero-americana e mesmo o núcleo norte-americano (os estados vermelhos). Por isso, se o gelo se derrete, o nível dos oceanos subirá rapidamente. E isso significa que os primeiros a ficar submersos serão precisamente os pólos da talassocracia mundial: a zona da Rimland, os espaços costeiros que são os bastiões da oligarquia liberal global. Nesse caso, a sociedade liberal aberta, também chamada "sociedade líquida" (Sigmund Bauman) será simplesmente arrasada: só restarão as "sociedades fechadas", situadas na Hinterland – o interior dos continentes.

O aquecimento da Terra tornará férteis muitas zonas frias, sobretudo no noreste da Eurasia. Na América, só restarão os estados que apoiam os republicanos. Todos os bastiões democratas se afogarão. E antes que isso ocorra, o moribundo Soros anuncia o seu testamento aos globalistas: "é agora ou nunca: ou a "sociedade aberta" triunfa hoje na Rússia, China, Índia, Turquia, etc., o que permitirá à elite globalista salvar-se, mudando-se para as regiões interiores dos continentes, ou a "sociedade aberta" acabará."

Só assim se explica a obsessão dos globalistas pelas alterações climáticas. Não, não estão doidos! Nem Soros, nem Schwab, nem Biden! O aquecimento global, tal como o "General Inverno" na II Guerra Mundial, na luta contra Hitler, está a converter-se num factor de peso na política mundial, e agora está do lado de um mundo multipolar

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«Al principio y al final del discurso, Soros aborda otro factor que supone una amenaza para la "sociedad abierta". Se trata del cambio climático.
En un canal de telegram ruso, "Eksplikatsiya", se explica ingeniosamente cómo llegaron a ponerse en el mismo tablero que las grandes transformaciones, conflictos y enfrentamientos geopolíticos y de civilización. He aquí el fragmento completo tomado de allí:

"El 16 de febrero de 2023, un especulador global, un fanático seguidor de la ideología extremista de la "sociedad abierta", George Soros, pronunció un discurso de apertura en Alemania en la Conferencia de Seguridad de Múnich. Gran parte del mismo estuvo dedicado a la geopolítica y a la dura confrontación del orden mundial liberal globalista unipolar con lo que Soros y las élites mundiales denominan "sociedades cerradas". [...]
Me interesaba, sin embargo, cómo se relacionan estas construcciones geopolíticas con el problema del calentamiento global, con el que Soros empezó y terminó su discurso. Poniéndolo todo junto, llegué a la siguiente conclusión.

Soros afirma claramente que el deshielo de la Antártida y el Ártico, junto con Putin, Xin Jiang Ping, Erdogan y Modi, son amenazas reales para una "sociedad abierta", y la agenda climática se integra directamente en el discurso geopolítico y se convierte en participante de pleno derecho en la gran confrontación.
A primera vista, esto parece un poco absurdo. Cómo un hipotético calentamiento global (incluso si lo aceptamos como real) puede contarse entre los enemigos de los globalistas, e incluso obtener el estatus de "amenaza número 1", ya que Soros declara en primer lugar el peligro del deshielo y sólo en segundo lugar - de Putin en el Kremlin y las tropas rusas en Ucrania.

Recordemos que la geopolítica enseña sobre el enfrentamiento de las "civilizaciones del Mar" y las "civilizaciones de la Tierra". En consecuencia, todos los principales centros del atlantismo se sitúan en las ciudades portuarias, en la costa. Fue el caso de Cartago, Atenas, Venecia, Ámsterdam, Londres, y hoy de Nueva York. Esta ley se extiende incluso a la geopolítica electoral de Estados Unidos, donde los Estados azules que tradicionalmente apoyan a los demócratas, incluida la ultraliberal Nueva York, se sitúan a lo largo de ambas costas, occidental y oriental, y los Estados republicanos rojos más tradicionales, cuyo apoyo llevó al poder a Trump, el principal enemigo de George Soros, conforman el Heartland estadounidense.

Más o menos lo mismo ocurre en otros continentes. Fue la "civilización del Mar" la que construyó esa "sociedad abierta" que George Soros defiende fervientemente, mientras que las "sociedades cerradas" opuestas a ella son las civilizaciones de la Tierra, entre ellas la ruso-euroasiática, la china, la india, la latinoamericana e incluso el núcleo norteamericano (Estados rojos). Por lo tanto, si el hielo se derrite, el nivel de los Océanos del mundo sube rápidamente. Y eso significa que los primeros en quedar sumergidos serán precisamente los polos de la talasocracia mundial: la zona de Rimland, los espacios costeros que son los bastiones de la oligarquía liberal global. En tal caso, la sociedad liberal abierta, también llamada "sociedad líquida" (Sigmund Bauman) será simplemente arrasada: sólo quedarán las "sociedades cerradas", situadas en el Hinterland – el interior de los continentes.

El calentamiento de la Tierra hará fértiles muchas zonas frías, sobre todo en el noreste de Eurasia. En América, sólo quedarán los Estados que apoyan a los republicanos. Todos los bastiones demócratas se ahogarán. Y antes de que eso ocurra, el moribundo Soros anuncia su testamento a los globalistas: "es ahora o nunca: o la "sociedad abierta" triunfa hoy en Rusia, China, India, Turquía, etc., lo que permitirá a la élite globalista salvarse en los continentes trasladándose a las regiones del interior, o la "sociedad abierta" se acabará".

Sólo así se explica la obsesión de los globalistas por el cambio climático. No, ¡no están locos! ¡Ni Soros, ni Schwab, ni Biden! El calentamiento global, como una vez hizo el "Gen. Winter" en la Segunda Guerra Mundial en el bando ruso en la lucha contra Hitler, se está convirtiendo en un factor en la política mundial, y ahora está del lado de un mundo multipolar

27/02/2023

A melhor notícia do século XXI, até agora | La mejor noticia del siglo XXI, hasta ahora



Finalmente! Alguém começa a entender que a linha de separação, hoje em dia, não passa pela ultrapassada dicotomia direita/esquerda, mas sim pelo globalismo/soberania.
Este é o maior pesadelo da plutocracia global.

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¡Por fin! Alguien empieza a entender que la línea divisoria, hoy en día, no pasa por la anticuada dicotomía derecha-izquierda, sino por el globalismo-soberanía.
Esta es la mayor pesadilla de la plutocracia global.

26/02/2023

Democracia e clientelismo | Democracia y clientelismo



«Um povo atomizado e em situação económica precária apenas consegue adoptar, no melhor dos casos, ineficazes medidas defensivas porque reconhece a sua incapacidade para controlar ou destituir os seus governantes. [...] Alguns acreditarão ainda que o Estado pode regenerar-se através de eleições democráticas.
Na minha opinião, a possibilidade de mudar as políticas, por destituição do Governo, é nula porque o regime tem uma enorme capacidade para "fixar votos" pelo antiquíssimo procedimento de os comprar ("clientelismo").

Deste modo, os sistemas políticos com competição eleitoral tendem a reproduzir o estado das coisas, pois os partidos sabem que não há voto mais seguro e fiel que o associado a um benefício económico concreto para o eleitor. E nessa tarefa de captar lealdades se ocupa a oligarquia política durante os seus mandatos. O povo subordinado ao Estado Total (total porque domina todo o espaço social) sabe que, quando protesta, se arrisca a perder o seu pequeno bem-estar, sem qualquer ganho no exercício da sua teórica soberania. Por isso, pedir subversão ao cidadão que vive de pensões, subsídios e outras dependências, é o mesmo que pedir a lua, pois o clientelismo galopante reduz à mínima expressão a possibilidade de dizer "não" ao amo e senhor.

Se a democracia pretendia ser o instrumento do poder popular, a corrupção transformou-a numa feira, onde toda a ambição se reduz à mesquinha procura de prebendas a troco da fidelidade nas urnas.»

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«Un pueblo atomizado y en situación económica precaria sólo es capaz de adoptar, en el mejor de los casos, ineficaces medidas defensivas porque conoce su incapacidad para controlar o destituir a sus gobernantes. [...] Algunos aún creerán que el Estado puede regenerarse vía elecciones democráticas.
Mi opinión es que la posibilidad de que cambien las políticas destituyendo al Gobierno es nula porque el régimen tiene una enorme capacidad para “fijar votos” por el antiquísimo procedimiento de comprarlos (“clientelismo”).

Así, los sistemas políticos con competencia electoral tienden a reproducir el estado de cosas, pues los partidos saben que no hay voto más seguro y fiel que el asociado a un beneficio económico concreto para el elector. Y en esa tarea de captar lealtades se afana la oligarquía política durante sus mandatos. El pueblo subordinado al Estado Total (total en cuanto domina todo el espacio social) sabe que si protesta está tan cerca de perder su pequeño bienestar como lejos de poder ejercer su teórica soberanía. Por tanto, demandar subversión al ciudadano pensionado, subvencionado, paniaguado es pedirle peras al olmo, pues el clientelismo rampante reduce a la mínima expresión las posibilidades de decirle no al amo.

Si la democracia pretendía ser el instrumento del poder popular, la corrupción lo ha transformado en un zoco donde toda ambición se reduce a la mezquina búsqueda de prebendas a cambio de fidelidad en las urnas.

13/02/2023

A outra frente da guerra: os livros | El otro frente de la guerra: los libros



"Ucrânia é uma verdadeira inspiração para a Europa." - Ursula von der Leyen

«Ao anunciar uma reunião com os órgãos competentes, Yevheniya Kravchuk, a presidente do Subcomité de Política de Informação e Integração Europeia da Rada [Conselho Supremo da Ucrânia], disse que 19 milhões de livros já tinham sido retirados das bibliotecas ucranianas até Novembro passado. Destes, 11 milhões foram triturados, por terem sido escritos por autores russos.
Este programa, que começou em Junho de 2022, tem como objectivo destruir 100 milhões de livros relacionados com a cultura russa. Ou seja, isto ainda vai no início.
É o maior plano de censura implementado desde a Segunda Guerra Mundial.»

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"Ucrania es una verdadera inspiración para Europa." - Ursula von der Leyen

«Al anunciar una reunión con los órganos pertinentes, Yevheniya Kravchuk, presidenta del Subcomité de Política de Información e Integración Europea de la Rada Suprema de Ucrania, dijo que 19 millones de libros ya habían sido retirados de las bibliotecas ucranianas en noviembre pasado. De estos, 11 millones fueron triturados porque fueron firmados por autores rusos en general.
Este programa, que comenzó en junio de 2022, tiene como objetivo destruir 100 millones de libros relacionados con la cultura rusa. Así que esto es solo el comienzo.
Es el mayor plan de censura desde la Segunda Guerra Mundial.» (AlertaDigital)

09/02/2023

Os plutocratas em Davos | Los plutocratas en Davos



«O Forum Económico Mundial (WEF), esse império que tudo quer esmagar, parece uma manta de retalhos roubados às piores ditaduras do mundo, para criar um Frankenstein woke. Assim, dos astecas tomou a inclinação aos sacrifícios humanos para afugentar o mau-tempo; dos comunistas chineses, o amor pelo controlo absoluto e a erradicação da cultura tradicional; dos fascistas italianos, a sua cumplicidade com os monopólios corporativos para espremer a sociedade, e dos nazis alemães a crença numa raça superior, neste caso as celebridades, banqueiros, capitalistas e potentados, que se reúnem em Davos e outros lugares para aplaudir os objectivos já alcançados e continuar a aplicar o seu plano-mestre, ao qual o WEF chama, muito carinhosamente, O Grande Reinício.
Como o próprio Klaus Schwab declarou recentemente ao seu ramalhete de convidados principescos, o WEF pretende "dominar o futuro"; e quem melhor para dominar o amanhã do que aqueles que consideram o resto dos habitantes do planeta pouco mais do que servos? [...]

Por trás de cada centímetro do "reconstruir melhor" (build back better), do grande reinício (great reset) da economia mundial promovido pelo WEF, há algum titã empresarial, gigante bancário, político ávido de poder, cacique burocrático ou um simples aristocrata que ganha dinheiro ou influência graças à infinidade de transacções secretas que estruturam toda a farsa filantrópica. [...] Dependem da mão-de-obra escrava africana para a extracção de matérias-primas "verdes", da mão-de-obra escrava chinesa para o fabrico de tecnologias "verdes", e ao mesmo tempo qualificam como intolerantes todos quantos se opõem às suas políticas de fronteiras abertas, que inundam as nações ocidentais de mão-de-obra barata. Como seria de esperar, os principais responsáveis por desmantelar as organizações sindicais dentro de portas, enquanto subvencionam a escravatura no estrangeiro, são os mesmos que dão ao mundo sermões sobre racismo, salários justos e direitos humanos. [...]

No essencial, o chefe do órgão de governo internacional favorito dos globalistas exige que os líderes nacionais ignorem intencionalmente a vontade dos seus povos e implementem um sistema de criminalização da liberdade de expressão, para que a dissidência desapareça num passe de magia, como um manifestante num campo de reeducação. São estas mesmas elites do WEF que têm o descaramento de pôr-se a pregar sobre a "democracia" e os "valores ocidentais".»

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«El Foro Económico Mundial (WEF), ese imperio aplastanaciones, parece un desguace que ha robado piezas de las peores dictaduras del mundo para crear un Frankenstein woke. Así, de los aztecas ha tomado la afición a los sacrificios humanos para ahuyentar el mal tiempo; de los comunistas chinos, el amor por el control absoluto y la erradicación de la cultura tradicional; de los fascistas italianos, su conchabeo con los monopolios corporativos para exprimir a la sociedad, y de los nazis alemanes la creencia en una raza superior, en este caso las celebridades, banqueros, capitalistas y potentados que se reúnen en Davos y otros lugares para aplaudir sus propios logros y seguir aplicando su plan maestro, que el WEF llama cariñosamente El Gran Reinicio.
Como el propio Klaus Schwab declaró recientemente a su popurrí de invitados principescos, el WEF pretende “dominar el futuro”, ¿y quién mejor para dominar el porvenir que quienes consideran al resto de los habitantes del planeta poco más que siervos? [...]

Detrás de cada centímetro del “reconstruir mejor” (build back better) del gran restablecimiento (great reset) de la economía mundial que promueve el WEF hay algún titán empresarial, gigante bancario, político ávido de poder, cacique burocrático o simple aristócrata que gana dinero o influencia gracias a la multitud de transacciones secretas que apuntalan toda la farsa filantrópica. [...] Dependen de la mano de obra esclava africana para la extracción de las materias primas verdes y de la mano de obra esclava china para la fabricación de las tecnologías verdes, al tiempo que tachan de intolerantes a quienes se oponen a sus políticas de fronteras abiertas que inundan las naciones occidentales de mano de obra barata. Como era de esperar, los máximos responsables de socavar a las organizaciones sindicales en casa mientras subvencionan la esclavitud en el extranjero son los mismos que sermonean al mundo sobre el racismo, los salarios justos y los derechos humanos. [...]

En esencia, el jefe del órgano de gobierno internacional preferido de los globalistas exige que los líderes nacionales ignoren intencionadamente la voluntad de sus pueblos e implanten un sistema para la criminalización de la libertad de expresión, para que la disidencia desaparezca mágicamente, como un manifestante en un campo de reeducación. Son las mismas élites del WEF que luego tienen la temeridad de ponerse a predicar sobre la “democracia” y los “valores occidentales”.»

29/01/2023

Queridos jihadistas | Queridos yihadistas



«Queridos jihadistas:
Cavalgando os vossos elefantes de ferro e fogo, entrastes com fúria na nossa loja de porcelanas. Mas é uma loja de porcelanas cujos proprietários, desde há muito tempo, se propuseram fazer em cacos tudo o que ali estava atesourado. Mais ainda, sobrevivem só com esse fim. Vós os perturbastes. Sois os primeiros demolidores a atacar os destruidores; os primeiros bárbaros a juntar-se aos vândalos; os primeiros incendiários a competir com os pirómanos. Esta situação é original. Mas, ao contrário das nossas, as vossas demolições efectuam-se na total ilegalidade e por isso têm uma rejeição quase unânime. Nós preparámos as nossas tortuosas inovações entre o entusiasmo geral e a felicidade mais transbordante.

Nada nos impedirá de continuar a acusar-vos de pertencer ao campo dos nostálgicos de uma ordem orgânica e comunitária onde o indivíduo não é dono de si mesmo, frente à nossa sociedade de indivíduos autónomos, responsáveis e solidários.
E desde já vos avisamos que venceremos porque somos os mais débeis. Temei a fúria dos cordeiros. Temei a cólera das ovelhas enfurecidas.
Adormeceis nas delícias do martírio, mas é muito mais fácil morrer por um Deus do que sobreviver-lhe. A saída da fé é um caminho duro no qual aprendemos coisas que vós ainda ignorais. Sobre esse caminho incerto, adquirimos uma confiança que vos assombrará. O furor que demonstraremos em resistir-vos deixar-vos-á estupefactos. Temei o ódio do homem de bermudas. Temei a cólera do consumidor, do viajante, do turista, daquele que desce da auto-caravana. Imaginais que os nossos prazeres e os nossos ócios nos tornaram brandos. Pois bem, lutaremos como leões para proteger a nossa indolência.

Lutaremos pelas nossas comunidades comunitaristas, pelas nossas tribos tribais, pelas nossas reivindicações reivindicativas e por todos os nossos estudantes em rebelião que valem muito mais que os vossos estudantes de religião.
Lutaremos por tudo, pelas palavras que já não têm sentido e pela vida que vai com elas. Lutaremos pela ordem mundial caritativa e pelo bom relacionamento. Lutaremos pela vida jovem e pelas artes alternativas.
Lutaremos pelas nossas agências de viagens, pelas nossas companhias aéreas, pelas nossas cadeias hoteleiras, pelos nossos fornecedores de serviços, pelas nossas páginas web e pelos nossos "tudo incluído".
Lutaremos pelo nosso Deus único, que tem a forma de um projector que ilumina um estúdio de televisão.
Lutaremos sem fim, porque o fim já chegou há muito tempo, e nem sequer nos recordamos dele. Lutaremos pelo prazer de até ter esquecido o nosso fim.
Lutaremos pela desaparição da linguagem articulada.
E venceremos. Evidentemente. Porque somos os mais mortos.»

* * * * *
«Queridos yihadistas:
Cabalgando en vuestros elefantes de hierro y fuego, habéis entrado con furia en nuestra tienda de porcelana. Pero es una tienda de porcelana cuyos propietarios, desde hace mucho tiempo, se propusieron hacer añicos todo lo que había allí atesorado. Es más, sobreviven sólo para eso. Vosotros los habéis perturbado. Sois los primeros demoledores que atacan a los destructores; los primeros bárbaros que la toman con los vándalos; los primeros incendiarios que compiten con los pirómanos. Esta situación es original. Pero, a diferencia de las nuestras, vuestras demoliciones se efectúan en total ilegalidad y así se atraen una repulsa casi unánime. Mientras que nosotros ponemos a punto nuestras tortuosas innovaciones entre el entusiasmo general y la felicidad más pimpante.

Nada nos impedirá continuar acusándoos de pertenecer al campo de los nostálgicos de un orden orgánico y comunitario donde el individuo no se pertenece, frente a nuestra sociedad de individuos autónomos, responsables y solidarios.
Os advertimos de que venceremos porque somos los más débiles. Temed la furia de los corderos. Temed la cólera de las ovejas enfurecidas.
Os adormecéis en las delicias del martirio, pero es mucho más fácil morir por un Dios que sobrevivirle. La salida de la fe es un duro sendero en el cual nosotros hemos aprendido cosas que vosotros todavía ignoráis. Sobre ese camino incierto, hemos adquirido una confianza que os asombrará. El furor que pondremos para resistiros os dejará estupefactos. Temed el odio del hombre en bermudas. Temed la cólera del consumidor, del viajero, del turista, de aquél que desciende de su caravana de camping. Os imagináis que nuestros placeres y nuestros ocios nos han ablandado. ¡Pues bien!, lucharemos como leones para proteger nuestra molicie.

Lucharemos por nuestras comunidades comunitaristas, por nuestras tribus tribales, por nuestras reivindicaciones reivindicativas y por todos nuestros estudiantes en rebelión que valen de lejos vuestros estudiantes en religión.
Lucharemos por todo, por las palabras que ya no tienen sentido y por la vida que va con ellas. Lucharemos por el orden mundial caritativo y por el buen rollito. Lucharemos por la vida joven y por las artes alternativas.
Lucharemos por nuestros tour-operadores, por nuestras compañías aéreas, por nuestras cadenas hoteleras, por nuestros proveedores de servicios, por nuestras páginas web y por nuestros “todo incluido”.
Lucharemos por nuestro Dios único, que tiene la forma de un proyector encendido sobre un plató de televisión.
Lucharemos sin fin, porque el fin llegó hace ya tiempo, y ni siquiera nos acordamos de ello. Lucharemos por el placer de hasta haber olvidado nuestro propio fin.
Lucharemos por la desaparición del lenguaje articulado.
Y venceremos. Evidentemente. Porque somos los más muertos.»

24/01/2023

A era da vitimização (e 3) | La era de la victimización (y 3)



«E é então quando, mediante um deslize semântico, se passa à “vítima identitária” (vítimas de guerras ou conflitos passados, vítimas da colonização, vítimas do racismo, vítimas do heteropatriarcado, vítimas do fascismo e do nazismo – mas não do comunismo, curiosamente), e quando uma identidade subjectiva que se sente alterada por um facto contrário à percepção pessoal do seu estatuto, seja por referência a um facto histórico ou contemporâneo, acaba por se unir a todos quantos se “sentem” vítimas pelo mesmo motivo, numa construção quase mitogénica – que praticamente funda uma pseudociência da vitimologia – dos traumatismos (e suas consequências) experimentados por um grupo cuja imagem é transmitida, sem descontinuidade, desde os seus antepassados aos seus descendentes. Entramos assim numa autêntica “concorrência vitimista”, ou seja, na vontade, comum aos presumíveis discriminados, se situar uma determinada causa como uma inegável injustiça que deve ser reparada sem demora, uma incontestável desgraça histórica sem precedentes, um atentado contra os valores e direitos humanos sem paralelo na História, que as sociedades modernas tentam inscrever no vazio dos seus projectos políticos. A funesta consequência, no entanto, é a “banalização das vítimas”, porque, na falta de verdadeiras vítimas da violência ou da injustiça, procuram-se, por todo o lado, pseudovítimas, ainda que estas sejam puramente metafóricas, ou mesmo imaginárias, para submetê-las a um processo de vitimização restauradora. À força de enumerar e assinalar vítimas e pseudovítimas, o próprio termo perde todo o seu sentido original: as vítimas reais são arquivadas sem mais considerações; as presumíveis vítimas, especialmente as identitárias, são elevadas ao nível de “injustiça histórica” e devem ser protegidas com um estatuto especial e satisfeitas em todas as suas reivindicações, mesmo que se trate de “minorias minoritárias” e os seus objectivos não coincidam com o interesse geral nem com o bem comum da sociedade.

As vítimas não só substituíram os heróis, como se está a produzir um inaudito processo de “heroização” das vítimas: hoje, já não são vítimas, são mártires. Por isso se derrubam as estátuas dos heróis e se levantam templos às vítimas.»

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«Y es entonces cuando, mediante un deslizamiento semántico, se pasa a la “víctima identitaria” (víctimas de guerras o conflictos pasados, víctimas de la colonización, víctimas del racismo, víctimas del heteropatriarcado, víctimas del fascismo y del nazismo ‒pero no del comunismo, curiosamente), y cuando una identidad subjetiva que se siente alterada por un hecho contrario a la percepción personal de su estatuto, ya sea por referencia a un hecho histórico o contemporáneo, acaba uniéndose a la de todos los que se “sienten” víctimas por el mismo motivo en una construcción casi mitogénica ‒que prácticamente funda una seudociencia de la victimología‒ de los traumatismos (y sus consecuencias) experimentados por un grupo cuya imagen es transmitida, sin discontinuidad, desde sus antepasados a sus descendientes. Entramos así en una auténtica “competencia victimista”, es decir, en la voluntad, común a los presuntos discriminados, de situar una determinada causa como una innegable injusticia que debe ser reparada sin demora, una desgracia histórica incontestable sin precedentes, un atentado contra los valores y derechos humanos sin parangón en la historia, que las sociedades modernas intentan inscribir en sus vacíos proyectos políticos. La funesta consecuencia, sin embargo, es la “banalización de las víctimas”, porque, a falta de verdaderas víctimas de la violencia o de la injusticia, se buscan, por todas partes, seudovíctimas, aunque estas sean puramente metafóricas, incluso imaginarias, para someterlas a un proceso de victimización restauradora. A fuerza de enumerar y señalar a las víctimas y seudovíctimas, el propio término pierde todo su sentido original: las víctimas reales son archivadas sin más trámite; las presuntas víctimas, especialmente las identitarias, son elevadas al rango de “injusticia histórica” y deben ser protegidas con un estatus especial y satisfechas en todas sus reivindicaciones, aunque se trate de “minorías minoritarias” y sus objetivos no coincidan con los intereses generales y el bien común de la sociedad.

Las víctimas no solo han sustituido a los héroes, sino que se está produciendo un inaudito proceso de “heroización” de las víctimas: hoy, ya no son víctimas, son mártires. Por eso se derriban las estatuas de los héroes y se levantan templos a las víctimas.» (El Manifiesto)

23/01/2023

A era da vitimização (2) | La era de la victimización (2)



«Um exemplo perverso da actual era da vitimização resume-se nas aspirações do neofeminismo e da ideologia de género – esses produtos ideológicos fabricados nos laboratórios estado-unidenses –, pensadas presumivelmente para evitar “todas” as discriminações e que se baseiam, precisamente, na discriminação, mediante a sua demonização, da heterossexualidade e das relações binárias entre os dois sexos, em particular quando estas interacções se produzem entre pessoas “brancas” e, sobretudo, quando uma delas é um homem “branco”. Há que proteger as vítimas potenciais, frequentemente imaginárias, desses homens brancos que, indefectivelmente, possuem uma consciência, ainda que não o saibam, fascista, racista, colonialista e machista.

A vítima converteu-se na principal categoria discriminante no seio das nossas sociedades. É o que se denominou como a “era da vitimização”, que se traduz em termos de reconhecimento, tratamento (reparação e compensação) e exploração simbólica, fazendo da vítima uma categoria única na análise sociológica, que se repercute numa reconfiguração das identidades em torno da decadente moral ocidental. Os principais patrocinadores desta nova “lógica vitimista” são as ONGs humanitárias, os grandes magnatas e as suas doações milionárias (leia-se, por exemplo, Soros), mas também os Estados e as Assembleias parlamentares. Todos partilham do “grande relato vitimista”, gerado na mesma ideologia vitimista na qual se opera, na relação entre o indivíduo e a sociedade, uma isenção do primeiro a respeito de qualquer responsabilidade que, simultaneamente, se desvia para um colectivo sem rosto nem personalidade, produzindo assim um reordenamento das relações de confiança, que são um dos princípios básicos da estrutura social. Um exemplo evidente são as chamadas “leis de memória histórica” [relativas à Guerra Civil espanhola]: os heróis são esquecidos, só interessam as vítimas.

Isto deve-se à mudança do estatuto da vítima nas nossas sociedades. Já não se trata, essencialmente, de uma figura com conotações negativas, própria de uma desgraça ou de um destino implacável e impenetrável, o fatum dos Antigos, que considerava a vítima como alguém predestinado, que se encontrava no lugar e no momento inadequados, que, no pior dos casos, era castigada pelas suas acções ou omissões ou, simplesmente, pela ironia do destino. Agora, pelo contrário, procuram-se as razões, as causas, estabelecem-se responsabilidades “humanitárias” pelas quais devem sempre responder alguns indivíduos, grupos ou comunidades, ou os seus descendentes, em termos de reparação, compensação e restabelecimento de uma situação anterior, ainda que seja apenas mediante uma promessa ou uma esperança simbólica. A vítima converte-se assim numa figura central do direito do Estado e dos Tribunais. É indiferente que se trate de uma vítima de um acidente de trânsito ou de um conflito armado, para não falar das vítimas das “causas sociais” (mulheres, imigrantes, homossexuais, animais...). Hoje, a pertença (adquirida ou optada) a uma minoria equivale à consideração passiva como vítima, que deve ser objecto de protecção e indemnização. Assistimos a um movimento de subjectivação da ideia de vítima, enfatizam-se os sentimentos, as percepções, as consciências, situando-se num segundo plano o facto ou acontecimento que causa o dano ou prejuízo (o que, a ser reconhecido, faria dela uma “vítima objectiva”). Ao contrário, faz-se moda da “vítima subjectiva”, o seu sofrimento, as consequências morais e psíquicas provocadas por um acto de violência ou de discriminação, sem valorizar o grau de intencionalidade ou de criminalidade, ou simplesmente de casualidade ou causalidade.»

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«Un ejemplo perverso de la actual era de la victimización se resume en las aspiraciones del neofeminismo y de la ideología de género ‒esos productos ideológicos fabricados en los laboratorios estadounidenses‒, pensadas presuntamente para evitar “todas” las discriminaciones y que se basan, precisamente, en la discriminación, mediante su demonización, de la heterosexualidad y de las relaciones binarias entre los dos sexos, en particular cuando estas interacciones se producen entre personas “blancas”, y sobre todo cuando una de ellas es un hombre “blanco”. Hay que proteger a las víctimas potenciales, a menudo imaginarias, de esos hombres blancos que, indefectiblemente, poseen una conciencia, aun sin saberlo, fascista, racista, colonialista y machista.

La víctima se ha convertido en la principal categoría discriminante en el seno de nuestras sociedades. Es lo que se ha denominado como la “era de la victimización”, que se traduce en términos de reconocimiento, tratamiento (reparación y compensación) y explotación simbólica, haciendo de la víctima una categoría única en el análisis sociológico que impacta en una reconfiguración de las identidades en torno a la decadente moral occidental. Los principales valedores de esta nueva “lógica victimista” son las ONG humanitarias, los grandes emprendedores y sus millonarias donaciones (léase, por ejemplo, Soros), pero también los Estados y las Asambleas parlamentarias. Todos comparten el “gran relato victimista” que participa de una misma ideología victimista en la que se opera, en la relación entre el individuo y la sociedad, una exención respecto al primero de cualquier responsabilidad que, simultáneamente se desvía hacia un colectivo sin rostro ni personalidad, produciendo así una reordenación de las relaciones de confianza que son uno de los principios básicos de la estructura social. Un ejemplo evidente son las llamadas “leyes de memoria histórica”: los héroes son olvidados, solo interesan las víctimas.

Esto se debe al cambio de estatuto de la víctima en nuestras sociedades. Ya no se trata, esencialmente, de una figura con connotaciones negativas, propia de una desgracia o de un destino implacable e impenetrable, el fatum de los Antiguos, que consideraba a la víctima como alguien que no había tenido ninguna posibilidad, que se encontraba en el lugar y en el momento inadecuados, que, en el peor de los casos, era castigada por sus acciones o por sus omisiones o, simplemente, por la ironía del destino. Ahora, sin embargo, se buscan las razones, las causas, se establecen responsabilidades “humanitarias” de las que siempre deben responder algunos individuos, grupos o comunidades, o sus descendientes, en términos de reparación, compensación y restablecimiento de una situación anterior, aunque solo sea mediante una promesa o esperanza simbólica. La víctima se convierte así en una figura central del derecho del Estado y de los Tribunales. Es indiferente que se trate de la víctima de un accidente de tráfico o de un conflicto armado, por no hablar de las víctimas de las “causas sociales” (mujeres, inmigrantes, homosexuales, animales…). Hoy, la pertenencia (adquirida o elegida) a una minoría equivale a la consideración pasiva como víctima que debe ser objeto de protección e indemnización. Asistimos a un movimiento de subjetivación de la idea de víctima, se enfatizan los sentimientos, las percepciones, las conciencias, situando en un segundo plano el hecho o acontecimiento que causa el daño o el perjuicio (lo que, de reconocerse, haría de ella una “víctima objetiva”). Por contra, se pone de moda la “víctima subjetiva”, su sufrimiento, las consecuencias morales y psíquicas creadas por un acto de violencia o de discriminación, sin valorar el grado de intencionalidad o de criminalidad, o simplemente de casualidad o de causalidad.»

22/01/2023

A era da vitimização (1) | La era de la victimización (1)




«Alain de Benoist previne-nos de algo insólito: o Gulag e os comissários políticos não desapareceram, contra toda a lógica, mas continuam omnipresentes nas nossas sociedades para impor o “pensamento único” e censurar e perseguir o “pensamento crítico dissidente”. O autor descreve-nos todo um sistema neoinquisitorial técnico-político-judicial-mediático direccionado ao estabelecimento de um totalitarismo soft, uma Nova Ordem moral imposta pela Nova Classe mundial, uma perversa combinação do Panóptico de Jeremy Bentham com o “1984” de George Orwell, num mercado global de mensagens presumidamente democráticas e “transparentes”. Por fim, o autor recorda-nos que “não há nada mais transparente do que o vazio” e, portanto, insta-nos a “continuar a ser opacos”.

Queria insistir num aspecto que Alain de Benoist aborda, de modo algo incidental mas muito certeiro, ao longo do seu livro [A Capa de Chumbo: Uma desconstrução das novas censuras], que me parece muito interessante pelo jogo que decorre no grande universo inquisitorial dos meios de comunicação e (des)informação. Trata-se da “grande substituição” do herói pela vítima, nas nossas sociedades ocidentais. Para Alain de Benoist existem duas causas fundamentais que explicam esta substituição: o descrédito dos valores heróicos e o triunfo da ideologia vitimista, lacrimogénea e exibicionista. Os valores heróicos, desde a perspectiva da ideologia dominante – hedonista, individualista e utilitarista –, são percebidos como algo obsoleto e repulsivo, próprio de uma tradição cultural europeia que deve ser aniquilada. Os heróis são demasiado guerreiros para uma época que aspira à paz universal, demasiado viris para uma época que considera tóxica a masculinidade. As vítimas, pelo contrário, longe de fomentar a sensibilidade e a solidariedade, difundem o sentimentalismo lamechas do humanitarismo através do impacto das imagens audiovisuais: a morte de um herói é um facto circunstancial que se celebra nos seus círculos mais íntimos e privados; a morte da vítima – é indiferente que se trate de uma pessoa, um animal ou um vegetal – é um acontecimento mundial que se retransmite por toda a parte. E desta ideologia vitimista deriva, segundo Alain de Benoist, a “luta contra todas as discriminações”, que consiste em confundir a discriminação (que, na origem, não era mais do que a diferenciação ou separação em graus ou níveis de tratamento) com a injustiça. Há discriminações, por exemplo, perfeitamente justas: um cidadão que beneficia de certos direitos e prerrogativas (como contrapartida das suas obrigações ou encargos, como é evidente) que não se concedem aos não-cidadãos; pelo contrário, há injustiças que não implicam nenhuma discriminação por motivo de raça ou sexo, como as desigualdades sociais, que não derivam da necessidade de um tratamento diferenciado, mas da exploração do trabalho pelo sistema capitalista.»

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«Alain de Benoist nos previene de algo insólito: el Gulag y los comisarios políticos, contra toda lógica, no han desaparecido, sino que siguen omnipresentes en nuestras sociedades para imponer el “pensamiento único” y censurar y perseguir el “pensamiento crítico disidente”. El autor nos describe todo un sistema neoinquisitorial técnico-político-judicial-mediático dirigido al establecimiento de un totalitarismo soft, un Nuevo Orden moral impuesto por la Nueva Clase mundial, una perversa combinación del Panóptico de Jeremy Bentham y de 1984 de George Orwell en un mercado global de mensajes presuntamente democráticos y “transparentes”. Al final, el autor nos recuerda que “no hay nada más transparente que el vacío” y, por tanto, nos exhorta a “seguir siendo opacos”.

Quisiera insistir en un aspecto que Alain de Benoist aborda, de manera algo incidental pero muy certeramente, a lo largo de su libro [La Capa de Plomo: Una deconstrucción de las nuevas censuras], pero que me parece muy interesante por el juego que ofrece en el universo inquisitorial de los medios de comunicación y (des)información. Se trata de la “gran sustitución” del héroe por la víctima en nuestras sociedades occidentales. Para Alain de Benoist existen dos causas fundamentales que explican este reemplazo: el descrédito de los valores heroicos y el triunfo de la ideología victimista, lacrimógena y exhibicionista. Los valores heroicos, desde la perspectiva de la ideología dominante ‒hedonista, individualista y utilitarista‒, son percibidos como algo obsoleto y repulsivo y propio de una tradición cultural europea que debe ser aniquilada. Los héroes son demasiado guerreros para una época que aspira a la paz universal, demasiado viriles para una época que considera tóxica la masculinidad. Las víctimas, por el contrario, lejos de fomentar la sensibilidad y la solidaridad, difunden la sensiblería humanitarista a través del impacto de las imágenes audiovisuales: la muerte de un héroe es un hecho circunstancial que se conmemora en sus círculos más íntimos y privados; la muerte de una víctima ‒es indiferente que se trate de una persona, un animal o un vegetal‒ es un acontecimiento mundial que se retransmite por todo el mundo. Y de esta ideología victimista deriva, según Alain de Benoist, la “lucha contra todas las discriminaciones”, que consiste en confundir la discriminación (que, en origen, no era otra cosa que distinción o separación en grados o niveles de tratamiento) con la injusticia. Hay discriminaciones, por ejemplo, perfectamente justas: un ciudadano se beneficia de ciertos derechos y prerrogativas (en contraprestación a sus obligaciones y cargas, por supuesto) que no se conceden a los no-ciudadanos; por el contrario, hay injusticias que no implican ninguna discriminación por razón de raza o sexo, como las desigualdades sociales, que no derivan de la necesidad de un tratamiento diferenciado, sino de la explotación del trabajo por el sistema capitalista.»