Crónicas do Grande Despertar | Crónicas del Gran Despertar

25/04/2023

A Revolução dos Cravos | La Revolución de los Claveles



«Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa.
Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República.»

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«En unas décadas estaremos reducidos a la indigencia, es decir, a la caridad de otras naciones, por lo que es ridículo seguir hablando de independencia nacional. Para una nación que iba camino de convertirse en una Suiza, el golpe de Estado fue el principio del fin. Lo que queda es el sol, el turismo y el servilismo en bandeja, la pobreza crónica y la emigración masiva.
Veremos analfabetos elevados al poder, niños mimados, sinvergüenzas de todo tipo que conocemos desde hace mucho tiempo. La mayoría no eran aptos para ser sirvientes de cuarto y llegaron a ser alcaldes, diputados, administradores, ministros y hasta presidentes de la República.»

07/04/2023

Guerra de civilizações | Guerra de civilizaciones



«Vejamos agora o conteúdo deste conflito. Podemos considerá-lo um choque de Estados: o Estado-nação russo contra uma coligação de Estados-nação. Mas isso não nos levará à essência do que está a acontecer. Evidentemente, não se trata de uma luta por território, recursos, potencial industrial, centrais hidro-eléctricas, pão, etc. Desta vez, a guerra tem uma dimensão material mínima. É uma guerra do espírito, uma guerra por uma ideia, um verdadeiro choque entre dois mundos, entre duas civilizações. É o choque de civilizações de que falava Samuel Huntington, o politólogo estado-unidense, nos anos noventa.

O Ocidente é uma civilização que pretende ser universal e considera-se sinónimo da modernidade, desenvolvimento e progresso. Esta civilização surgiu na Idade Moderna, na Europa. O seu principal objectivo, como disse o nosso filósofo Vladimir Soloviev, era a ideia do desmembramento, da atomização, onde o privado se converte superior ao todo. No seu coração está o desejo de tudo atomizar, ao indivíduo e a tudo quanto seja passível de divisão. E qualquer totalidade, sejam sociedades tradicionais, pessoas, estado, classe, igreja, etc., todos estão sujeitos à fragmentação, à dissipação.

No século XX, o liberalismo derrotou todas as outras ideologias ocidentais que tentavam manter algum tipo de unidade: a unidade de classe no socialismo, a unidade nacional no fascismo. Ou seja, no próprio Ocidente, a separação completa da unidade orgânica só prevaleceu nos finais do século XX, quando o liberalismo triunfou irreversivelmente. O liberalismo é hoje a principal ideologia do Ocidente. É o seu principal vector. [...]

A civilização ocidental, que alcançou o cume do seu individualismo, já decompôs não só os Estados-nação, a igreja e os estratos sociais, como também destruiu a família ao pretender que o indivíduo pode escolher o próprio sexo. A libertação do indivíduo de toda a forma de identidade colectiva é o sentido e a tese principal do liberalismo. Mas, quando uma pessoa é despojada de toda a forma de identidade colectiva, ou seja, se deixar de ser cidadão da Rússia, por exemplo, e deixar de ser russo, deixar de ser ortodoxo, deixar de ser aristocrata ou camponês, deixar de ser homem ou mulher -- esse indivíduo puro não consegue existir. Converte-se em nada, em zero. Se se eliminar por completo toda a identidade colectiva de uma pessoa, não restará sequer uma pessoa. Desintegrar-se-á em pedaços.

E esta é a próxima e última fase da civilização ocidental, o trans-humanismo: a transferência do poder para a Inteligência Artificial, a chegada dos cyborgs, a engenharia genética, o fim da humanidade. É isto o que pedem os ideólogos liberais como Kurzweil, é disto que falam os tecnocratas ocidentais. Substituir os humanos por outras espécies, quimeras, semi-máquinas, cyborgs, submergir a consciência humana em servidores na nuvem -- bem-vindos à matrix. A isto, chamam os globalistas a "Singularidade". A Matrix não é só ficção-científica, é um modelo ao qual se dirige a civilização ocidental e de onde se tem aproximado.

A civilização que se estabeleceu no Ocidente é um triunfo do liberalismo, da tecnocracia, do fim da História. A globalização é uma estratégia para transformar todos os povos, todas as culturas, todas as civilizações no tecido único de uma sociedade liberal planetária, onde o homem, liberto de todas as identidades colectivas, liberta-se também da última identidade colectiva: a de ser humano. Porque o homem é também uma identidade colectiva.»

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«Veamos ahora el contenido de este conflicto. Podemos considerarlo un choque de Estados: el Estado-nación de Rusia contra una coalición de Estados-nación. Pero eso no nos acercará a la esencia de lo que está ocurriendo. Evidentemente, no se trata de una lucha por el territorio, los recursos, el potencial industrial, las centrales hidroeléctricas, el pan, etc. Esta vez la guerra tiene una dimensión material mínima. Es una guerra del espíritu, una guerra por una idea, un choque en toda regla de dos mundos, dos civilizaciones. Es el choque de civilizaciones del que hablaba Samuel Huntington, el politólogo estadounidense, allá por los años noventa.

Occidente es una civilización que pretende ser universal y se considera sinónimo de modernidad, desarrollo y progreso. Esta civilización surgió en la época moderna, en Europa. Su principal objetivo, como dijo nuestro filósofo Vladimir Soloviev, era la idea del desmembramiento, de la atomización, donde lo privado se convierte en superior al todo. En el corazón de todo está el deseo de llevar todo al átomo, al individuo, a la separatividad. Y cualquier totalidad, sociedades tradicionales, personas, estado, clase, iglesia, etc. - están todos sujetos a la fragmentación, a la disipación.

En el siglo XX, el liberalismo derrotó a todas las demás ideologías occidentales que intentaban mantener algún tipo de unidad: la unidad de clase en el socialismo, la unidad nacional en el fascismo. Es decir, en el propio Occidente, la separación completa de la unidad orgánica - finalmente prevaleció sólo a finales del siglo XX, cuando el liberalismo ganó irreversiblemente. El liberalismo es hoy la principal ideología de Occidente. Es su principal vector. [...]

La civilización occidental, que ha alcanzado la cima de su individualismo, ya ha descompuesto no sólo los Estados-nación, la Iglesia, los estamentos, sino que ha destruido la familia al pretender que el individuo pueda elegir su propio sexo. La liberación del individuo de toda forma de identidad colectiva es el sentido y la tesis principal del liberalismo. Pero en cuanto una persona es despojada de toda forma de identidad colectiva, es decir, deja de ser ciudadano de Rusia, deja de ser ruso, deja de ser ortodoxo, deja de ser aristócrata o campesino, cuando deja de ser hombre o mujer, ese individuo puro no puede existir. Se convierte en nada, en cero. Si se elimina por completo toda identidad colectiva de una persona, ni siquiera será una persona. Se desintegrará en pedazos.

Y esta es la próxima última fase de la civilización occidental, que es el post-humanismo: la transferencia del poder a la Inteligencia Artificial, la llegada de los cyborgs, la ingeniería genética, el fin de la humanidad. Esto es lo que piden ideólogos liberales como Kurzweil, esto es de lo que hablan los tecnócratas occidentales. Sustituir a los humanos por otras especies, quimeras, semimáquinas, cyborgs, sumergir la conciencia humana en servidores en la nube: bienvenidos a la matrix. Esto es lo que los globalistas llaman la Singularidad. Matrix no es sólo ciencia ficción, es un modelo de hacia dónde se dirige la civilización occidental moderna y a lo que ya se ha acercado.

La civilización que se ha establecido en Occidente es un triunfo del liberalismo, de la tecnocracia, del fin de la historia. La globalización es una estrategia para transformar todos los pueblos, todas las culturas, todas las civilizaciones en un tejido único de una sociedad liberal planetaria, donde el hombre, liberado de todas las identidades colectivas, se libera también de la última identidad colectiva: la de ser humano. Porque el hombre es también una identidad colectiva.»

01/04/2023

As reformas de Macron | Las reformas de Macron


«Um simples cálculo, feito a partir do projecto de reforma, demonstra que não se obterão poupanças reais e significativas no orçamento do Estado francês. Segundo os números oficiais, estão em causa 18 mil milhões de euros por ano, mas tal quantia é insignificante quando se compara com os investimentos multimilionários de Macron na energia nuclear (uns 50 mil milhões de euros), ou com o orçamento da defesa (cerca de 100 mil milhões de euros). Além disso, o aumento dos juros, devido ao endurecimento da política monetária do Banco Central Europeu, oscilará entre 60 mil e 90 mil milhões de euros por ano. O portal financeiro Nasdak diz que "o déficit provocado pelas pensões também é pequeno em comparação com o custo das medidas introduzidas em resposta à crise provocada pela pandemia (165 mil milhões de euros), ou pela energia (uns 100 mil milhões de euros)". E por essa razão Alesia Miloradovic, uma assessora da Academia geopolítica de Paris, declarou ao FGC que "a grande maioria dos franceses sabe que Macron não passa de uma marioneta dos fundos de investimento, como o BlackRock, os quais colocaram a economia francesa ao seu serviço. Por isso, muitos consideram que o actual presidente de França segue as ordens do globalismo, para a abolição completa das pensões".»

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«Un simple cálculo hecho a partir del proyecto de reforma demuestra que no se producirán realmente ahorros significativos en el presupuesto nacional. Según las cifras oficiales solo se obtendrán 18.000 millones de euros al año, pero tales cifras son insignificantes si las comparamos con las multimillonarias inversiones de Macron en la energía nuclear (unos 50.000 millones de euros) o el presupuesto de defensa (alrededor de 100.000 millones de euros). Además, el aumento de los intereses debido al endurecimiento de la política monetaria del Banco Central Europeo oscilará entre 60.000 y 90.000 millones de euros al año. El portal financiero Nasdak dice que “el déficit causado por las pensiones también es pequeño en comparación con el coste de las medidas introducidas en respuesta a la crisis provocada por la pandemia (165.000 millones de euros) o la energía (unos 100.000 millones de euros)”. Es por esa razón que Alesia Miloradovic, una asesora de la Academia geopolítica de París, dijo a FGC que “la gran mayoría de los franceses sabe que Macron no es más que una marioneta de los fondos de inversión como BlackRock, los cuales han puesto a la economía francesa a su servicio. Es por esa razón que muchos consideran que el actual presidente de Francia sigue las órdenes del globalismo de abolir por completo las pensiones”.»

27/03/2023

O espírito de Davos | El espíritu de Davos



«O presidente da Colômbia, Gustavo Francisco Petro Urrego, não teve qualquer problema em dizer em voz alta o que costuma dizer em voz baixa. Sentado ao lado do campeão verde Al Gore, Petro Urrego proclamou que a Humanidade deve "superar o capitalismo", se quer sobreviver. Uma vez que Gore, membro do Conselho de Administração do Fórum Económico Mundial (WEF), não parecia estar em desacordo, será justo dizer que o Clube de Davos encontra mais coisas que lhe agradam numa versão do comunismo controlada pelas elites (será que existe outra versão?) do que num sistema de livre mercado, no qual as pessoas comuns possam prosperar.

Se tudo isto soa brutalmente antagónico das liberdades ocidentais, tão duramente conquistadas, que priorizam a protecção dos direitos e das liberdades individuais sobre as intrusões arbitrárias do Estado, é porque o Fórum Económico Mundial virou do avesso o legado iluminista do Ocidente. Coincidindo com a sua última reunião, o WEF publicou um relatório no qual cita "a informação incorrecta e a desinformação" entre os "riscos" mundiais mais importantes. Os membros do WEF predizem publicamente que as leis contra o "incitamento ao ódio" em breve chegarão aos Estados Unidos, numa violação directa da Primeira Emenda da Constituição, a liberdade de expressão. Na guerra interminável contra o sempre inconstante clima da Terra, cada vez são mais as vozes que advogam pela imposição de "créditos de carbono" individuais. São os mesmos autoritários que forçaram os passaportes digitais de vacinação, o rastreio dos contactos, o uso obrigatório de vacinas experimentais e os testes omnipresentes. E em linha com a determinação do WEF para que os ocidentais passem a alimentar-se com insectos, a União Europeia autorizou agora o consumo geral de grilos domésticos. Censura, vigilância maciça e insectos: bem-vindos ao futuro, se o WEF lava a sua avante.

Nenhum dos vastos programas do WEF, para refazer o mundo de acordo com o interesse dos seus membros, soa a algo que os ocidentais possam abraçar de livre vontade. Certamente por essa razão, tantos entre os participantes do Fórum apelam à adopção forçada dessas políticas, independentemente do apoio público. Talvez por isso, o Partido Comunista Chinês aplaudiu recentemente o "espírito de Davos". Os comunistas reconhecem o comunismo quando o vêem, e a China gosta do que vê na oligarquia globalista de Klaus Schwab.»

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«El presidente de Colombia, Gustavo Francisco Petro Urrego, no tuvo ningún problema en decir en voz alta lo que se suele decir en voz baja. Sentado junto al campeón verde Al Gore, Petro Urrego proclamó que la Humanidad debe “superar el capitalismo” si quiere sobrevivir. Dado que Gore, miembro del Consejo de Administración del WEF, no parecía estar en desacuerdo, parece justo decir que el Club de Davos encuentra más cosas que le gustan en una versión del comunismo controlada por las élites (¿hay de algún otro tipo?) que en un sistema de libre mercado en el que la gente corriente pueda prosperar.

Si todo esto suena salvajemente antagónico con las libertades occidentales, tan duramente peleadas, que priorizan la protección de los derechos y libertades individuales sobre las intrusiones indiscriminadas del Estado, es porque el Foro Económico Mundial ha puesto patas arriba el impagable legado ilustrado de Occidente. Coincidiendo con su última reunión, el WEF ha publicado un informe en el que cita “la información incorrecta y la desinformación” entre los “riesgos” mundiales más importantes. Los miembros del WEF predicen públicamente que las leyes contra la “incitación al odio” llegarán pronto a Estados Unidos, en violación directa de las protecciones de la Primera Enmienda de la Constitución a la libertad de expresión. En la interminable guerra contra el siempre cambiante clima de la Tierra, cada vez son más las voces que abogan por la imposición de “cupos de carbono” individuales. Estos mismos autoritarios impulsan los pasaportes digitales de vacunación, el rastreo de contactos, el uso obligatorio de vacunas experimentales y los test omnipresentes. Y en línea con la determinación del WEF de que los occidentales pasen a alimentarse con bichos, la Unión Europea ha autorizado ahora el consumo general de grillos domésticos. Censura, vigilancia masiva e insectos: bienvenidos al futuro, si el WEF se sale con la suya.

Ninguno de los vastos programas del WEF para rehacer el mundo de acuerdo con los intereses de sus miembros suena a nada que los occidentales libres pudieran abrazar voluntariamente. Seguramente por eso tantos de los ponentes del Foro instan a la adopción contundente de esas políticas, independientemente del apoyo público. Quizá por eso el Partido Comunista Chino aplaudió recientemente el “espíritu de Davos”. Los comunistas reconocen el comunismo cuando lo ven, y a China le gusta lo que ve en la oligarquía globalista de Klaus Schwab.»

18/03/2023

O exorcismo da Ucrânia | El exorcismo de Ucrania



«Os globalistas criaram propositadamente um Estado cuja ideologia totalitária era uma mistura de liberalismo e atlantismo, por um lado, e de neonazismo russófobo, por outro. Um regime de neonazismo liberal, a cujas facetas mais inumanas, racistas e terroristas, o Ocidente liberal fez, e continua a fazer, vista grossa. De facto, foi assim que concebeu e criou este regime.

Assim nasceu um Estado pós-moderno, onde o palhaço judeu actua simultaneamente como chefe e inspirador de grupos neonazis radicais (frequentemente anti-semitas, mas, sobretudo, russófobos). E toda esta sangrenta mascarada tarantinesca é fomentada pela mão do Ocidente liberal, que castiga imediatamente, e da forma mais brutal, qualquer centelha de patriotismo, ou até da protecção da família tradicional, no próprio Ocidente, enquanto que na Ucrânia floresce qualquer corrente e organização nazi e extremista. Tudo o que é inaceitável no seu próprio território, é, pelo contrário, apoiado e cultivado por este mesmo Ocidente liberal na Ucrânia, com fins puramente pragmáticos. O objectivo é o mesmo: destruir-nos a todo o custo. E, então, como é óbvio, nada restará desta escumalha neonazi; serão simplesmente liquidados por terem feito o seu trabalho sujo, e não se escutará qualquer ruído de protesto. Mas, tenho a certeza, seremos nós a acabar com eles.

No seu conjunto, a Ucrânia converter-se-á em nada, uma estepe árida no contexto do mundo liberal, ou renascerá como parte da grande civilização ortodoxa russa, que é o que sempre foi, e continua ser, mesmo agora. A libertação da Ucrânia, que agora estamos a levar a cabo com todas as nossas forças, tem algo de exorcismo, um exorcismo do diabo. Foi nisso que se tornou a operação especial que levamos a cabo, há já um ano.»

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«Los globalistas crearon a propósito un Estado cuya ideología totalitaria era una mezcla de liberalismo y atlantismo, por un lado, y de neonazismo rusófobo, por otro. Un régimen de nazismo liberal, ante cuyas facetas más inhumanas, racistas y terroristas el Occidente liberal ha hecho y sigue haciendo la vista gorda. De hecho, concibió y creó este régimen.

Así nació un Estado posmoderno, donde el payaso judío actúa simultáneamente como jefe e inspirador de grupos neonazis radicales (a menudo antisemitas, pero sobre todo rusófobos). Y toda esta sangrienta mascarada tarantinesca está impulsada de la mano del Occidente liberal, que castiga de inmediato cualquier atisbo de patriotismo, o incluso de protección de la familia tradicional, en el propio Occidente, de la forma más brutal, mientras que en Ucrania florece cualquier corriente y organización nazi y extremista. Todo lo que es inaceptable en su propio territorio es por el contrario, con fines puramente pragmáticos, apoyado y cultivado por este mismo Occidente liberal en Ucrania. El objetivo es el mismo: destruirnos a toda costa. Y entonces, por supuesto, tampoco quedará nada de esta chusma neonazi, simplemente serán liquidados por haber hecho su trabajo sucio, y no se oirá ni un ruido. Pero estoy seguro de que nosotros mismos acabaremos con ellos.

En conjunto, Ucrania se convertirá en nada, en un árido páramo en el contexto del mundo liberal, o renacerá como parte de la gran civilización ortodoxa rusa, que es lo que siempre ha sido, y lo que es, incluso ahora. La liberación de Ucrania, que estamos llevando a cabo ahora con todas nuestras fuerzas, es algo así como un exorcismo, un exorcismo del diablo. En eso se ha convertido la operación especial que llevamos a cabo desde hace un año.»

07/03/2023

Como se explica a obsessão globalista com as alterações climáticas | Cómo explicar la obsesión globalista por el cambio climático


«No início e no final do discurso, Soros aborda outro factor que supõe ser uma ameaça para a "sociedade aberta". Trata-se da alteração climática.
Num canal russo do telegram, "Eksplikatsiya", há uma explicação engenhosa de como se posicionaram, no mesmo tabuleiro, as grandes transformações, conflitos e enfrentamentos geopolíticos e de civilização. Eis um fragmento ali contido:

"A 16 de Fevereiro de 2023, um especulador global, um fanático seguidor da ideologia extremista da "sociedade aberta", George Soros, pronunciou um discurso de abertura na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. Grande parte do mesmo foi dedicado à geopolítica e à dura confrontação da ordem mundial liberal globalista unipolar com aquilo que Soros e as elites mundiais designam como "sociedades fechadas". [...]
Interessava-me, no entanto, a relação destas construções geopolíticas com o problema do aquecimento global, com que Soros começou e terminou o seu discurso. Juntando as peças cheguei à seguinte conclusão:

Soros afirma claramente que o degelo da Antárctida e do Árctico, juntamente com Xi Jinping, Erdogan e Modi, são ameaças reais para uma "sociedade aberta", e a agenda climática integra-se directamente no discurso geopolítico e converte-se num participante de pleno direito no grande confronto.
À primeira vista, isto parece um pouco absurdo. Como um hipotético aquecimento global (mesmo aceitando-o como real) pode contar-se entre os inimigos dos globalistas, e obter ainda o estatuto de "ameaça número 1", uma vez que Soros declara em primeiro lugar o perigo do degelo, e só em segundo lugar o de Putin no Kremlin e das tropas russas na Ucrânia.

Recordemos o que a geopolítica ensina sobre o confronto entre as "civilizações do Mar" e as "civilizações da Terra". Em consequência, todos os principais centros do atlantismo se situam em cidades portuárias, na costa. Foi o caso de Cartago, Atenas, Veneza, Amsterdão, Londres e, hoje, de Nova Iorque. Esta lei estende-se inclusive à geopolítica eleitoral dos Estados Unidos, onde os estados azuis que tradicionalmente apoiam os democratas, incluindo a ultra-liberal Nova Iorque, situam-se ao longo das duas costas, ocidental e oriental, e os estados vermelhos republicanos, mais tradicionais, cujo apoio levou Trump ao poder, o principal inimigo de George Soros, conformam a Heartland estado-unidense.

Nos outros continentes acontece mais ou menos o mesmo. Foi a "civilização do Mar" que construiu essa "sociedade aberta" que George Soros defende fervorosamente, enquanto as "sociedades fechadas" que se lhe opõem são as civilizações da Terra, entre elas a russo-asiática, a chinesa, a indiana, a ibero-americana e mesmo o núcleo norte-americano (os estados vermelhos). Por isso, se o gelo se derrete, o nível dos oceanos subirá rapidamente. E isso significa que os primeiros a ficar submersos serão precisamente os pólos da talassocracia mundial: a zona da Rimland, os espaços costeiros que são os bastiões da oligarquia liberal global. Nesse caso, a sociedade liberal aberta, também chamada "sociedade líquida" (Sigmund Bauman) será simplesmente arrasada: só restarão as "sociedades fechadas", situadas na Hinterland – o interior dos continentes.

O aquecimento da Terra tornará férteis muitas zonas frias, sobretudo no noreste da Eurasia. Na América, só restarão os estados que apoiam os republicanos. Todos os bastiões democratas se afogarão. E antes que isso ocorra, o moribundo Soros anuncia o seu testamento aos globalistas: "é agora ou nunca: ou a "sociedade aberta" triunfa hoje na Rússia, China, Índia, Turquia, etc., o que permitirá à elite globalista salvar-se, mudando-se para as regiões interiores dos continentes, ou a "sociedade aberta" acabará."

Só assim se explica a obsessão dos globalistas pelas alterações climáticas. Não, não estão doidos! Nem Soros, nem Schwab, nem Biden! O aquecimento global, tal como o "General Inverno" na II Guerra Mundial, na luta contra Hitler, está a converter-se num factor de peso na política mundial, e agora está do lado de um mundo multipolar

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«Al principio y al final del discurso, Soros aborda otro factor que supone una amenaza para la "sociedad abierta". Se trata del cambio climático.
En un canal de telegram ruso, "Eksplikatsiya", se explica ingeniosamente cómo llegaron a ponerse en el mismo tablero que las grandes transformaciones, conflictos y enfrentamientos geopolíticos y de civilización. He aquí el fragmento completo tomado de allí:

"El 16 de febrero de 2023, un especulador global, un fanático seguidor de la ideología extremista de la "sociedad abierta", George Soros, pronunció un discurso de apertura en Alemania en la Conferencia de Seguridad de Múnich. Gran parte del mismo estuvo dedicado a la geopolítica y a la dura confrontación del orden mundial liberal globalista unipolar con lo que Soros y las élites mundiales denominan "sociedades cerradas". [...]
Me interesaba, sin embargo, cómo se relacionan estas construcciones geopolíticas con el problema del calentamiento global, con el que Soros empezó y terminó su discurso. Poniéndolo todo junto, llegué a la siguiente conclusión.

Soros afirma claramente que el deshielo de la Antártida y el Ártico, junto con Putin, Xin Jiang Ping, Erdogan y Modi, son amenazas reales para una "sociedad abierta", y la agenda climática se integra directamente en el discurso geopolítico y se convierte en participante de pleno derecho en la gran confrontación.
A primera vista, esto parece un poco absurdo. Cómo un hipotético calentamiento global (incluso si lo aceptamos como real) puede contarse entre los enemigos de los globalistas, e incluso obtener el estatus de "amenaza número 1", ya que Soros declara en primer lugar el peligro del deshielo y sólo en segundo lugar - de Putin en el Kremlin y las tropas rusas en Ucrania.

Recordemos que la geopolítica enseña sobre el enfrentamiento de las "civilizaciones del Mar" y las "civilizaciones de la Tierra". En consecuencia, todos los principales centros del atlantismo se sitúan en las ciudades portuarias, en la costa. Fue el caso de Cartago, Atenas, Venecia, Ámsterdam, Londres, y hoy de Nueva York. Esta ley se extiende incluso a la geopolítica electoral de Estados Unidos, donde los Estados azules que tradicionalmente apoyan a los demócratas, incluida la ultraliberal Nueva York, se sitúan a lo largo de ambas costas, occidental y oriental, y los Estados republicanos rojos más tradicionales, cuyo apoyo llevó al poder a Trump, el principal enemigo de George Soros, conforman el Heartland estadounidense.

Más o menos lo mismo ocurre en otros continentes. Fue la "civilización del Mar" la que construyó esa "sociedad abierta" que George Soros defiende fervientemente, mientras que las "sociedades cerradas" opuestas a ella son las civilizaciones de la Tierra, entre ellas la ruso-euroasiática, la china, la india, la latinoamericana e incluso el núcleo norteamericano (Estados rojos). Por lo tanto, si el hielo se derrite, el nivel de los Océanos del mundo sube rápidamente. Y eso significa que los primeros en quedar sumergidos serán precisamente los polos de la talasocracia mundial: la zona de Rimland, los espacios costeros que son los bastiones de la oligarquía liberal global. En tal caso, la sociedad liberal abierta, también llamada "sociedad líquida" (Sigmund Bauman) será simplemente arrasada: sólo quedarán las "sociedades cerradas", situadas en el Hinterland – el interior de los continentes.

El calentamiento de la Tierra hará fértiles muchas zonas frías, sobre todo en el noreste de Eurasia. En América, sólo quedarán los Estados que apoyan a los republicanos. Todos los bastiones demócratas se ahogarán. Y antes de que eso ocurra, el moribundo Soros anuncia su testamento a los globalistas: "es ahora o nunca: o la "sociedad abierta" triunfa hoy en Rusia, China, India, Turquía, etc., lo que permitirá a la élite globalista salvarse en los continentes trasladándose a las regiones del interior, o la "sociedad abierta" se acabará".

Sólo así se explica la obsesión de los globalistas por el cambio climático. No, ¡no están locos! ¡Ni Soros, ni Schwab, ni Biden! El calentamiento global, como una vez hizo el "Gen. Winter" en la Segunda Guerra Mundial en el bando ruso en la lucha contra Hitler, se está convirtiendo en un factor en la política mundial, y ahora está del lado de un mundo multipolar

27/02/2023

A melhor notícia do século XXI, até agora | La mejor noticia del siglo XXI, hasta ahora



Finalmente! Alguém começa a entender que a linha de separação, hoje em dia, não passa pela ultrapassada dicotomia direita/esquerda, mas sim pelo globalismo/soberania.
Este é o maior pesadelo da plutocracia global.

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¡Por fin! Alguien empieza a entender que la línea divisoria, hoy en día, no pasa por la anticuada dicotomía derecha-izquierda, sino por el globalismo-soberanía.
Esta es la mayor pesadilla de la plutocracia global.

26/02/2023

Democracia e clientelismo | Democracia y clientelismo



«Um povo atomizado e em situação económica precária apenas consegue adoptar, no melhor dos casos, ineficazes medidas defensivas porque reconhece a sua incapacidade para controlar ou destituir os seus governantes. [...] Alguns acreditarão ainda que o Estado pode regenerar-se através de eleições democráticas.
Na minha opinião, a possibilidade de mudar as políticas, por destituição do Governo, é nula porque o regime tem uma enorme capacidade para "fixar votos" pelo antiquíssimo procedimento de os comprar ("clientelismo").

Deste modo, os sistemas políticos com competição eleitoral tendem a reproduzir o estado das coisas, pois os partidos sabem que não há voto mais seguro e fiel que o associado a um benefício económico concreto para o eleitor. E nessa tarefa de captar lealdades se ocupa a oligarquia política durante os seus mandatos. O povo subordinado ao Estado Total (total porque domina todo o espaço social) sabe que, quando protesta, se arrisca a perder o seu pequeno bem-estar, sem qualquer ganho no exercício da sua teórica soberania. Por isso, pedir subversão ao cidadão que vive de pensões, subsídios e outras dependências, é o mesmo que pedir a lua, pois o clientelismo galopante reduz à mínima expressão a possibilidade de dizer "não" ao amo e senhor.

Se a democracia pretendia ser o instrumento do poder popular, a corrupção transformou-a numa feira, onde toda a ambição se reduz à mesquinha procura de prebendas a troco da fidelidade nas urnas.»

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«Un pueblo atomizado y en situación económica precaria sólo es capaz de adoptar, en el mejor de los casos, ineficaces medidas defensivas porque conoce su incapacidad para controlar o destituir a sus gobernantes. [...] Algunos aún creerán que el Estado puede regenerarse vía elecciones democráticas.
Mi opinión es que la posibilidad de que cambien las políticas destituyendo al Gobierno es nula porque el régimen tiene una enorme capacidad para “fijar votos” por el antiquísimo procedimiento de comprarlos (“clientelismo”).

Así, los sistemas políticos con competencia electoral tienden a reproducir el estado de cosas, pues los partidos saben que no hay voto más seguro y fiel que el asociado a un beneficio económico concreto para el elector. Y en esa tarea de captar lealtades se afana la oligarquía política durante sus mandatos. El pueblo subordinado al Estado Total (total en cuanto domina todo el espacio social) sabe que si protesta está tan cerca de perder su pequeño bienestar como lejos de poder ejercer su teórica soberanía. Por tanto, demandar subversión al ciudadano pensionado, subvencionado, paniaguado es pedirle peras al olmo, pues el clientelismo rampante reduce a la mínima expresión las posibilidades de decirle no al amo.

Si la democracia pretendía ser el instrumento del poder popular, la corrupción lo ha transformado en un zoco donde toda ambición se reduce a la mezquina búsqueda de prebendas a cambio de fidelidad en las urnas.

13/02/2023

A outra frente da guerra: os livros | El otro frente de la guerra: los libros



"Ucrânia é uma verdadeira inspiração para a Europa." - Ursula von der Leyen

«Ao anunciar uma reunião com os órgãos competentes, Yevheniya Kravchuk, a presidente do Subcomité de Política de Informação e Integração Europeia da Rada [Conselho Supremo da Ucrânia], disse que 19 milhões de livros já tinham sido retirados das bibliotecas ucranianas até Novembro passado. Destes, 11 milhões foram triturados, por terem sido escritos por autores russos.
Este programa, que começou em Junho de 2022, tem como objectivo destruir 100 milhões de livros relacionados com a cultura russa. Ou seja, isto ainda vai no início.
É o maior plano de censura implementado desde a Segunda Guerra Mundial.»

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"Ucrania es una verdadera inspiración para Europa." - Ursula von der Leyen

«Al anunciar una reunión con los órganos pertinentes, Yevheniya Kravchuk, presidenta del Subcomité de Política de Información e Integración Europea de la Rada Suprema de Ucrania, dijo que 19 millones de libros ya habían sido retirados de las bibliotecas ucranianas en noviembre pasado. De estos, 11 millones fueron triturados porque fueron firmados por autores rusos en general.
Este programa, que comenzó en junio de 2022, tiene como objetivo destruir 100 millones de libros relacionados con la cultura rusa. Así que esto es solo el comienzo.
Es el mayor plan de censura desde la Segunda Guerra Mundial.» (AlertaDigital)

09/02/2023

Os plutocratas em Davos | Los plutocratas en Davos



«O Forum Económico Mundial (WEF), esse império que tudo quer esmagar, parece uma manta de retalhos roubados às piores ditaduras do mundo, para criar um Frankenstein woke. Assim, dos astecas tomou a inclinação aos sacrifícios humanos para afugentar o mau-tempo; dos comunistas chineses, o amor pelo controlo absoluto e a erradicação da cultura tradicional; dos fascistas italianos, a sua cumplicidade com os monopólios corporativos para espremer a sociedade, e dos nazis alemães a crença numa raça superior, neste caso as celebridades, banqueiros, capitalistas e potentados, que se reúnem em Davos e outros lugares para aplaudir os objectivos já alcançados e continuar a aplicar o seu plano-mestre, ao qual o WEF chama, muito carinhosamente, O Grande Reinício.
Como o próprio Klaus Schwab declarou recentemente ao seu ramalhete de convidados principescos, o WEF pretende "dominar o futuro"; e quem melhor para dominar o amanhã do que aqueles que consideram o resto dos habitantes do planeta pouco mais do que servos? [...]

Por trás de cada centímetro do "reconstruir melhor" (build back better), do grande reinício (great reset) da economia mundial promovido pelo WEF, há algum titã empresarial, gigante bancário, político ávido de poder, cacique burocrático ou um simples aristocrata que ganha dinheiro ou influência graças à infinidade de transacções secretas que estruturam toda a farsa filantrópica. [...] Dependem da mão-de-obra escrava africana para a extracção de matérias-primas "verdes", da mão-de-obra escrava chinesa para o fabrico de tecnologias "verdes", e ao mesmo tempo qualificam como intolerantes todos quantos se opõem às suas políticas de fronteiras abertas, que inundam as nações ocidentais de mão-de-obra barata. Como seria de esperar, os principais responsáveis por desmantelar as organizações sindicais dentro de portas, enquanto subvencionam a escravatura no estrangeiro, são os mesmos que dão ao mundo sermões sobre racismo, salários justos e direitos humanos. [...]

No essencial, o chefe do órgão de governo internacional favorito dos globalistas exige que os líderes nacionais ignorem intencionalmente a vontade dos seus povos e implementem um sistema de criminalização da liberdade de expressão, para que a dissidência desapareça num passe de magia, como um manifestante num campo de reeducação. São estas mesmas elites do WEF que têm o descaramento de pôr-se a pregar sobre a "democracia" e os "valores ocidentais".»

* * * * *

«El Foro Económico Mundial (WEF), ese imperio aplastanaciones, parece un desguace que ha robado piezas de las peores dictaduras del mundo para crear un Frankenstein woke. Así, de los aztecas ha tomado la afición a los sacrificios humanos para ahuyentar el mal tiempo; de los comunistas chinos, el amor por el control absoluto y la erradicación de la cultura tradicional; de los fascistas italianos, su conchabeo con los monopolios corporativos para exprimir a la sociedad, y de los nazis alemanes la creencia en una raza superior, en este caso las celebridades, banqueros, capitalistas y potentados que se reúnen en Davos y otros lugares para aplaudir sus propios logros y seguir aplicando su plan maestro, que el WEF llama cariñosamente El Gran Reinicio.
Como el propio Klaus Schwab declaró recientemente a su popurrí de invitados principescos, el WEF pretende “dominar el futuro”, ¿y quién mejor para dominar el porvenir que quienes consideran al resto de los habitantes del planeta poco más que siervos? [...]

Detrás de cada centímetro del “reconstruir mejor” (build back better) del gran restablecimiento (great reset) de la economía mundial que promueve el WEF hay algún titán empresarial, gigante bancario, político ávido de poder, cacique burocrático o simple aristócrata que gana dinero o influencia gracias a la multitud de transacciones secretas que apuntalan toda la farsa filantrópica. [...] Dependen de la mano de obra esclava africana para la extracción de las materias primas verdes y de la mano de obra esclava china para la fabricación de las tecnologías verdes, al tiempo que tachan de intolerantes a quienes se oponen a sus políticas de fronteras abiertas que inundan las naciones occidentales de mano de obra barata. Como era de esperar, los máximos responsables de socavar a las organizaciones sindicales en casa mientras subvencionan la esclavitud en el extranjero son los mismos que sermonean al mundo sobre el racismo, los salarios justos y los derechos humanos. [...]

En esencia, el jefe del órgano de gobierno internacional preferido de los globalistas exige que los líderes nacionales ignoren intencionadamente la voluntad de sus pueblos e implanten un sistema para la criminalización de la libertad de expresión, para que la disidencia desaparezca mágicamente, como un manifestante en un campo de reeducación. Son las mismas élites del WEF que luego tienen la temeridad de ponerse a predicar sobre la “democracia” y los “valores occidentales”.»

29/01/2023

Queridos jihadistas | Queridos yihadistas



«Queridos jihadistas:
Cavalgando os vossos elefantes de ferro e fogo, entrastes com fúria na nossa loja de porcelanas. Mas é uma loja de porcelanas cujos proprietários, desde há muito tempo, se propuseram fazer em cacos tudo o que ali estava atesourado. Mais ainda, sobrevivem só com esse fim. Vós os perturbastes. Sois os primeiros demolidores a atacar os destruidores; os primeiros bárbaros a juntar-se aos vândalos; os primeiros incendiários a competir com os pirómanos. Esta situação é original. Mas, ao contrário das nossas, as vossas demolições efectuam-se na total ilegalidade e por isso têm uma rejeição quase unânime. Nós preparámos as nossas tortuosas inovações entre o entusiasmo geral e a felicidade mais transbordante.

Nada nos impedirá de continuar a acusar-vos de pertencer ao campo dos nostálgicos de uma ordem orgânica e comunitária onde o indivíduo não é dono de si mesmo, frente à nossa sociedade de indivíduos autónomos, responsáveis e solidários.
E desde já vos avisamos que venceremos porque somos os mais débeis. Temei a fúria dos cordeiros. Temei a cólera das ovelhas enfurecidas.
Adormeceis nas delícias do martírio, mas é muito mais fácil morrer por um Deus do que sobreviver-lhe. A saída da fé é um caminho duro no qual aprendemos coisas que vós ainda ignorais. Sobre esse caminho incerto, adquirimos uma confiança que vos assombrará. O furor que demonstraremos em resistir-vos deixar-vos-á estupefactos. Temei o ódio do homem de bermudas. Temei a cólera do consumidor, do viajante, do turista, daquele que desce da auto-caravana. Imaginais que os nossos prazeres e os nossos ócios nos tornaram brandos. Pois bem, lutaremos como leões para proteger a nossa indolência.

Lutaremos pelas nossas comunidades comunitaristas, pelas nossas tribos tribais, pelas nossas reivindicações reivindicativas e por todos os nossos estudantes em rebelião que valem muito mais que os vossos estudantes de religião.
Lutaremos por tudo, pelas palavras que já não têm sentido e pela vida que vai com elas. Lutaremos pela ordem mundial caritativa e pelo bom relacionamento. Lutaremos pela vida jovem e pelas artes alternativas.
Lutaremos pelas nossas agências de viagens, pelas nossas companhias aéreas, pelas nossas cadeias hoteleiras, pelos nossos fornecedores de serviços, pelas nossas páginas web e pelos nossos "tudo incluído".
Lutaremos pelo nosso Deus único, que tem a forma de um projector que ilumina um estúdio de televisão.
Lutaremos sem fim, porque o fim já chegou há muito tempo, e nem sequer nos recordamos dele. Lutaremos pelo prazer de até ter esquecido o nosso fim.
Lutaremos pela desaparição da linguagem articulada.
E venceremos. Evidentemente. Porque somos os mais mortos.»

* * * * *
«Queridos yihadistas:
Cabalgando en vuestros elefantes de hierro y fuego, habéis entrado con furia en nuestra tienda de porcelana. Pero es una tienda de porcelana cuyos propietarios, desde hace mucho tiempo, se propusieron hacer añicos todo lo que había allí atesorado. Es más, sobreviven sólo para eso. Vosotros los habéis perturbado. Sois los primeros demoledores que atacan a los destructores; los primeros bárbaros que la toman con los vándalos; los primeros incendiarios que compiten con los pirómanos. Esta situación es original. Pero, a diferencia de las nuestras, vuestras demoliciones se efectúan en total ilegalidad y así se atraen una repulsa casi unánime. Mientras que nosotros ponemos a punto nuestras tortuosas innovaciones entre el entusiasmo general y la felicidad más pimpante.

Nada nos impedirá continuar acusándoos de pertenecer al campo de los nostálgicos de un orden orgánico y comunitario donde el individuo no se pertenece, frente a nuestra sociedad de individuos autónomos, responsables y solidarios.
Os advertimos de que venceremos porque somos los más débiles. Temed la furia de los corderos. Temed la cólera de las ovejas enfurecidas.
Os adormecéis en las delicias del martirio, pero es mucho más fácil morir por un Dios que sobrevivirle. La salida de la fe es un duro sendero en el cual nosotros hemos aprendido cosas que vosotros todavía ignoráis. Sobre ese camino incierto, hemos adquirido una confianza que os asombrará. El furor que pondremos para resistiros os dejará estupefactos. Temed el odio del hombre en bermudas. Temed la cólera del consumidor, del viajero, del turista, de aquél que desciende de su caravana de camping. Os imagináis que nuestros placeres y nuestros ocios nos han ablandado. ¡Pues bien!, lucharemos como leones para proteger nuestra molicie.

Lucharemos por nuestras comunidades comunitaristas, por nuestras tribus tribales, por nuestras reivindicaciones reivindicativas y por todos nuestros estudiantes en rebelión que valen de lejos vuestros estudiantes en religión.
Lucharemos por todo, por las palabras que ya no tienen sentido y por la vida que va con ellas. Lucharemos por el orden mundial caritativo y por el buen rollito. Lucharemos por la vida joven y por las artes alternativas.
Lucharemos por nuestros tour-operadores, por nuestras compañías aéreas, por nuestras cadenas hoteleras, por nuestros proveedores de servicios, por nuestras páginas web y por nuestros “todo incluido”.
Lucharemos por nuestro Dios único, que tiene la forma de un proyector encendido sobre un plató de televisión.
Lucharemos sin fin, porque el fin llegó hace ya tiempo, y ni siquiera nos acordamos de ello. Lucharemos por el placer de hasta haber olvidado nuestro propio fin.
Lucharemos por la desaparición del lenguaje articulado.
Y venceremos. Evidentemente. Porque somos los más muertos.»

24/01/2023

A era da vitimização (e 3) | La era de la victimización (y 3)



«E é então quando, mediante um deslize semântico, se passa à “vítima identitária” (vítimas de guerras ou conflitos passados, vítimas da colonização, vítimas do racismo, vítimas do heteropatriarcado, vítimas do fascismo e do nazismo – mas não do comunismo, curiosamente), e quando uma identidade subjectiva que se sente alterada por um facto contrário à percepção pessoal do seu estatuto, seja por referência a um facto histórico ou contemporâneo, acaba por se unir a todos quantos se “sentem” vítimas pelo mesmo motivo, numa construção quase mitogénica – que praticamente funda uma pseudociência da vitimologia – dos traumatismos (e suas consequências) experimentados por um grupo cuja imagem é transmitida, sem descontinuidade, desde os seus antepassados aos seus descendentes. Entramos assim numa autêntica “concorrência vitimista”, ou seja, na vontade, comum aos presumíveis discriminados, se situar uma determinada causa como uma inegável injustiça que deve ser reparada sem demora, uma incontestável desgraça histórica sem precedentes, um atentado contra os valores e direitos humanos sem paralelo na História, que as sociedades modernas tentam inscrever no vazio dos seus projectos políticos. A funesta consequência, no entanto, é a “banalização das vítimas”, porque, na falta de verdadeiras vítimas da violência ou da injustiça, procuram-se, por todo o lado, pseudovítimas, ainda que estas sejam puramente metafóricas, ou mesmo imaginárias, para submetê-las a um processo de vitimização restauradora. À força de enumerar e assinalar vítimas e pseudovítimas, o próprio termo perde todo o seu sentido original: as vítimas reais são arquivadas sem mais considerações; as presumíveis vítimas, especialmente as identitárias, são elevadas ao nível de “injustiça histórica” e devem ser protegidas com um estatuto especial e satisfeitas em todas as suas reivindicações, mesmo que se trate de “minorias minoritárias” e os seus objectivos não coincidam com o interesse geral nem com o bem comum da sociedade.

As vítimas não só substituíram os heróis, como se está a produzir um inaudito processo de “heroização” das vítimas: hoje, já não são vítimas, são mártires. Por isso se derrubam as estátuas dos heróis e se levantam templos às vítimas.»

* * * * *

«Y es entonces cuando, mediante un deslizamiento semántico, se pasa a la “víctima identitaria” (víctimas de guerras o conflictos pasados, víctimas de la colonización, víctimas del racismo, víctimas del heteropatriarcado, víctimas del fascismo y del nazismo ‒pero no del comunismo, curiosamente), y cuando una identidad subjetiva que se siente alterada por un hecho contrario a la percepción personal de su estatuto, ya sea por referencia a un hecho histórico o contemporáneo, acaba uniéndose a la de todos los que se “sienten” víctimas por el mismo motivo en una construcción casi mitogénica ‒que prácticamente funda una seudociencia de la victimología‒ de los traumatismos (y sus consecuencias) experimentados por un grupo cuya imagen es transmitida, sin discontinuidad, desde sus antepasados a sus descendientes. Entramos así en una auténtica “competencia victimista”, es decir, en la voluntad, común a los presuntos discriminados, de situar una determinada causa como una innegable injusticia que debe ser reparada sin demora, una desgracia histórica incontestable sin precedentes, un atentado contra los valores y derechos humanos sin parangón en la historia, que las sociedades modernas intentan inscribir en sus vacíos proyectos políticos. La funesta consecuencia, sin embargo, es la “banalización de las víctimas”, porque, a falta de verdaderas víctimas de la violencia o de la injusticia, se buscan, por todas partes, seudovíctimas, aunque estas sean puramente metafóricas, incluso imaginarias, para someterlas a un proceso de victimización restauradora. A fuerza de enumerar y señalar a las víctimas y seudovíctimas, el propio término pierde todo su sentido original: las víctimas reales son archivadas sin más trámite; las presuntas víctimas, especialmente las identitarias, son elevadas al rango de “injusticia histórica” y deben ser protegidas con un estatus especial y satisfechas en todas sus reivindicaciones, aunque se trate de “minorías minoritarias” y sus objetivos no coincidan con los intereses generales y el bien común de la sociedad.

Las víctimas no solo han sustituido a los héroes, sino que se está produciendo un inaudito proceso de “heroización” de las víctimas: hoy, ya no son víctimas, son mártires. Por eso se derriban las estatuas de los héroes y se levantan templos a las víctimas.» (El Manifiesto)

23/01/2023

A era da vitimização (2) | La era de la victimización (2)



«Um exemplo perverso da actual era da vitimização resume-se nas aspirações do neofeminismo e da ideologia de género – esses produtos ideológicos fabricados nos laboratórios estado-unidenses –, pensadas presumivelmente para evitar “todas” as discriminações e que se baseiam, precisamente, na discriminação, mediante a sua demonização, da heterossexualidade e das relações binárias entre os dois sexos, em particular quando estas interacções se produzem entre pessoas “brancas” e, sobretudo, quando uma delas é um homem “branco”. Há que proteger as vítimas potenciais, frequentemente imaginárias, desses homens brancos que, indefectivelmente, possuem uma consciência, ainda que não o saibam, fascista, racista, colonialista e machista.

A vítima converteu-se na principal categoria discriminante no seio das nossas sociedades. É o que se denominou como a “era da vitimização”, que se traduz em termos de reconhecimento, tratamento (reparação e compensação) e exploração simbólica, fazendo da vítima uma categoria única na análise sociológica, que se repercute numa reconfiguração das identidades em torno da decadente moral ocidental. Os principais patrocinadores desta nova “lógica vitimista” são as ONGs humanitárias, os grandes magnatas e as suas doações milionárias (leia-se, por exemplo, Soros), mas também os Estados e as Assembleias parlamentares. Todos partilham do “grande relato vitimista”, gerado na mesma ideologia vitimista na qual se opera, na relação entre o indivíduo e a sociedade, uma isenção do primeiro a respeito de qualquer responsabilidade que, simultaneamente, se desvia para um colectivo sem rosto nem personalidade, produzindo assim um reordenamento das relações de confiança, que são um dos princípios básicos da estrutura social. Um exemplo evidente são as chamadas “leis de memória histórica” [relativas à Guerra Civil espanhola]: os heróis são esquecidos, só interessam as vítimas.

Isto deve-se à mudança do estatuto da vítima nas nossas sociedades. Já não se trata, essencialmente, de uma figura com conotações negativas, própria de uma desgraça ou de um destino implacável e impenetrável, o fatum dos Antigos, que considerava a vítima como alguém predestinado, que se encontrava no lugar e no momento inadequados, que, no pior dos casos, era castigada pelas suas acções ou omissões ou, simplesmente, pela ironia do destino. Agora, pelo contrário, procuram-se as razões, as causas, estabelecem-se responsabilidades “humanitárias” pelas quais devem sempre responder alguns indivíduos, grupos ou comunidades, ou os seus descendentes, em termos de reparação, compensação e restabelecimento de uma situação anterior, ainda que seja apenas mediante uma promessa ou uma esperança simbólica. A vítima converte-se assim numa figura central do direito do Estado e dos Tribunais. É indiferente que se trate de uma vítima de um acidente de trânsito ou de um conflito armado, para não falar das vítimas das “causas sociais” (mulheres, imigrantes, homossexuais, animais...). Hoje, a pertença (adquirida ou optada) a uma minoria equivale à consideração passiva como vítima, que deve ser objecto de protecção e indemnização. Assistimos a um movimento de subjectivação da ideia de vítima, enfatizam-se os sentimentos, as percepções, as consciências, situando-se num segundo plano o facto ou acontecimento que causa o dano ou prejuízo (o que, a ser reconhecido, faria dela uma “vítima objectiva”). Ao contrário, faz-se moda da “vítima subjectiva”, o seu sofrimento, as consequências morais e psíquicas provocadas por um acto de violência ou de discriminação, sem valorizar o grau de intencionalidade ou de criminalidade, ou simplesmente de casualidade ou causalidade.»

* * * * *

«Un ejemplo perverso de la actual era de la victimización se resume en las aspiraciones del neofeminismo y de la ideología de género ‒esos productos ideológicos fabricados en los laboratorios estadounidenses‒, pensadas presuntamente para evitar “todas” las discriminaciones y que se basan, precisamente, en la discriminación, mediante su demonización, de la heterosexualidad y de las relaciones binarias entre los dos sexos, en particular cuando estas interacciones se producen entre personas “blancas”, y sobre todo cuando una de ellas es un hombre “blanco”. Hay que proteger a las víctimas potenciales, a menudo imaginarias, de esos hombres blancos que, indefectiblemente, poseen una conciencia, aun sin saberlo, fascista, racista, colonialista y machista.

La víctima se ha convertido en la principal categoría discriminante en el seno de nuestras sociedades. Es lo que se ha denominado como la “era de la victimización”, que se traduce en términos de reconocimiento, tratamiento (reparación y compensación) y explotación simbólica, haciendo de la víctima una categoría única en el análisis sociológico que impacta en una reconfiguración de las identidades en torno a la decadente moral occidental. Los principales valedores de esta nueva “lógica victimista” son las ONG humanitarias, los grandes emprendedores y sus millonarias donaciones (léase, por ejemplo, Soros), pero también los Estados y las Asambleas parlamentarias. Todos comparten el “gran relato victimista” que participa de una misma ideología victimista en la que se opera, en la relación entre el individuo y la sociedad, una exención respecto al primero de cualquier responsabilidad que, simultáneamente se desvía hacia un colectivo sin rostro ni personalidad, produciendo así una reordenación de las relaciones de confianza que son uno de los principios básicos de la estructura social. Un ejemplo evidente son las llamadas “leyes de memoria histórica”: los héroes son olvidados, solo interesan las víctimas.

Esto se debe al cambio de estatuto de la víctima en nuestras sociedades. Ya no se trata, esencialmente, de una figura con connotaciones negativas, propia de una desgracia o de un destino implacable e impenetrable, el fatum de los Antiguos, que consideraba a la víctima como alguien que no había tenido ninguna posibilidad, que se encontraba en el lugar y en el momento inadecuados, que, en el peor de los casos, era castigada por sus acciones o por sus omisiones o, simplemente, por la ironía del destino. Ahora, sin embargo, se buscan las razones, las causas, se establecen responsabilidades “humanitarias” de las que siempre deben responder algunos individuos, grupos o comunidades, o sus descendientes, en términos de reparación, compensación y restablecimiento de una situación anterior, aunque solo sea mediante una promesa o esperanza simbólica. La víctima se convierte así en una figura central del derecho del Estado y de los Tribunales. Es indiferente que se trate de la víctima de un accidente de tráfico o de un conflicto armado, por no hablar de las víctimas de las “causas sociales” (mujeres, inmigrantes, homosexuales, animales…). Hoy, la pertenencia (adquirida o elegida) a una minoría equivale a la consideración pasiva como víctima que debe ser objeto de protección e indemnización. Asistimos a un movimiento de subjetivación de la idea de víctima, se enfatizan los sentimientos, las percepciones, las conciencias, situando en un segundo plano el hecho o acontecimiento que causa el daño o el perjuicio (lo que, de reconocerse, haría de ella una “víctima objetiva”). Por contra, se pone de moda la “víctima subjetiva”, su sufrimiento, las consecuencias morales y psíquicas creadas por un acto de violencia o de discriminación, sin valorar el grado de intencionalidad o de criminalidad, o simplemente de casualidad o de causalidad.»

22/01/2023

A era da vitimização (1) | La era de la victimización (1)




«Alain de Benoist previne-nos de algo insólito: o Gulag e os comissários políticos não desapareceram, contra toda a lógica, mas continuam omnipresentes nas nossas sociedades para impor o “pensamento único” e censurar e perseguir o “pensamento crítico dissidente”. O autor descreve-nos todo um sistema neoinquisitorial técnico-político-judicial-mediático direccionado ao estabelecimento de um totalitarismo soft, uma Nova Ordem moral imposta pela Nova Classe mundial, uma perversa combinação do Panóptico de Jeremy Bentham com o “1984” de George Orwell, num mercado global de mensagens presumidamente democráticas e “transparentes”. Por fim, o autor recorda-nos que “não há nada mais transparente do que o vazio” e, portanto, insta-nos a “continuar a ser opacos”.

Queria insistir num aspecto que Alain de Benoist aborda, de modo algo incidental mas muito certeiro, ao longo do seu livro [A Capa de Chumbo: Uma desconstrução das novas censuras], que me parece muito interessante pelo jogo que decorre no grande universo inquisitorial dos meios de comunicação e (des)informação. Trata-se da “grande substituição” do herói pela vítima, nas nossas sociedades ocidentais. Para Alain de Benoist existem duas causas fundamentais que explicam esta substituição: o descrédito dos valores heróicos e o triunfo da ideologia vitimista, lacrimogénea e exibicionista. Os valores heróicos, desde a perspectiva da ideologia dominante – hedonista, individualista e utilitarista –, são percebidos como algo obsoleto e repulsivo, próprio de uma tradição cultural europeia que deve ser aniquilada. Os heróis são demasiado guerreiros para uma época que aspira à paz universal, demasiado viris para uma época que considera tóxica a masculinidade. As vítimas, pelo contrário, longe de fomentar a sensibilidade e a solidariedade, difundem o sentimentalismo lamechas do humanitarismo através do impacto das imagens audiovisuais: a morte de um herói é um facto circunstancial que se celebra nos seus círculos mais íntimos e privados; a morte da vítima – é indiferente que se trate de uma pessoa, um animal ou um vegetal – é um acontecimento mundial que se retransmite por toda a parte. E desta ideologia vitimista deriva, segundo Alain de Benoist, a “luta contra todas as discriminações”, que consiste em confundir a discriminação (que, na origem, não era mais do que a diferenciação ou separação em graus ou níveis de tratamento) com a injustiça. Há discriminações, por exemplo, perfeitamente justas: um cidadão que beneficia de certos direitos e prerrogativas (como contrapartida das suas obrigações ou encargos, como é evidente) que não se concedem aos não-cidadãos; pelo contrário, há injustiças que não implicam nenhuma discriminação por motivo de raça ou sexo, como as desigualdades sociais, que não derivam da necessidade de um tratamento diferenciado, mas da exploração do trabalho pelo sistema capitalista.»

* * * * *

«Alain de Benoist nos previene de algo insólito: el Gulag y los comisarios políticos, contra toda lógica, no han desaparecido, sino que siguen omnipresentes en nuestras sociedades para imponer el “pensamiento único” y censurar y perseguir el “pensamiento crítico disidente”. El autor nos describe todo un sistema neoinquisitorial técnico-político-judicial-mediático dirigido al establecimiento de un totalitarismo soft, un Nuevo Orden moral impuesto por la Nueva Clase mundial, una perversa combinación del Panóptico de Jeremy Bentham y de 1984 de George Orwell en un mercado global de mensajes presuntamente democráticos y “transparentes”. Al final, el autor nos recuerda que “no hay nada más transparente que el vacío” y, por tanto, nos exhorta a “seguir siendo opacos”.

Quisiera insistir en un aspecto que Alain de Benoist aborda, de manera algo incidental pero muy certeramente, a lo largo de su libro [La Capa de Plomo: Una deconstrucción de las nuevas censuras], pero que me parece muy interesante por el juego que ofrece en el universo inquisitorial de los medios de comunicación y (des)información. Se trata de la “gran sustitución” del héroe por la víctima en nuestras sociedades occidentales. Para Alain de Benoist existen dos causas fundamentales que explican este reemplazo: el descrédito de los valores heroicos y el triunfo de la ideología victimista, lacrimógena y exhibicionista. Los valores heroicos, desde la perspectiva de la ideología dominante ‒hedonista, individualista y utilitarista‒, son percibidos como algo obsoleto y repulsivo y propio de una tradición cultural europea que debe ser aniquilada. Los héroes son demasiado guerreros para una época que aspira a la paz universal, demasiado viriles para una época que considera tóxica la masculinidad. Las víctimas, por el contrario, lejos de fomentar la sensibilidad y la solidaridad, difunden la sensiblería humanitarista a través del impacto de las imágenes audiovisuales: la muerte de un héroe es un hecho circunstancial que se conmemora en sus círculos más íntimos y privados; la muerte de una víctima ‒es indiferente que se trate de una persona, un animal o un vegetal‒ es un acontecimiento mundial que se retransmite por todo el mundo. Y de esta ideología victimista deriva, según Alain de Benoist, la “lucha contra todas las discriminaciones”, que consiste en confundir la discriminación (que, en origen, no era otra cosa que distinción o separación en grados o niveles de tratamiento) con la injusticia. Hay discriminaciones, por ejemplo, perfectamente justas: un ciudadano se beneficia de ciertos derechos y prerrogativas (en contraprestación a sus obligaciones y cargas, por supuesto) que no se conceden a los no-ciudadanos; por el contrario, hay injusticias que no implican ninguna discriminación por razón de raza o sexo, como las desigualdades sociales, que no derivan de la necesidad de un tratamiento diferenciado, sino de la explotación del trabajo por el sistema capitalista.»

09/01/2023

A esquerdização | La izquierdización



«Como é possível que o espectro político se desloque sempre e cada vez mais à esquerda? Assim, o que antes era considerado centrista, passa depois a ser visto como de direita, ou mesmo de extrema-direita; o que ontem diziam apenas uns radicais de esquerda, passa depois à esquerda política e, daí, ao senso comum partilhado por (quase) todos. [...]

A esquerda tem uma explicação rápida para este fenómeno: “Claro, temos razão, como tal é de esperar que a sociedade a vá reconhecendo, pouco a pouco.” Reconheçamos que esta explicação não é muito trabalhada ao nível intelectual.

Curtis Yarvin analisa-a mais profundamente. Para ele, a esquerda representa a abolição das normas que nos preservam do caos; a direita, a sua conservação e adequação aos tempos. Como é possível, então, que nos últimos duzentos anos tenham triunfado aqueles que têm eliminado os diques que nos salvavam da anomia? Esta pergunta exige uma resposta e uma clarificação.

A resposta é que o desenvolvimento tecno-científico permitiu que agora se possam desregular coisas que antes deviam ser reguladas por normas sociais. Asfixiar a mãe com uma almofada, quando ela está doente e desesperada, é uma opção que muito pouca gente considera; mas se desenvolvermos um método que permita eutanasiá-la de um modo mais frio (uma agulha no braço, um líquido transparente, um serviço de saúde que se disponha), começa a tornar-se possível uma lei pró-eutanásia como as que se têm promulgado. Outro tanto se pode dizer dos “avanços” na hora de cometer abortos. Mesmo assim, não se esconde a ninguém que a chegada dos contraceptivos implicou uma mudança das normas sexuais; ou que o desenvolvimento económico permite ser mais frouxo com vícios que antes colocariam em xeque a sobrevivência de uma sociedade; ou que as aplicações informáticas alteraram as normas de cortesia que prevaleciam entre gente educada. Quanto mais avance a ciência e a técnica, mais coisas veremos que antes nos pareciam impensáveis, aceites por cada vez mais gente.»

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«¿Cómo es posible que el espectro político se desplace cada vez más y más a la izquierda? Así, lo que antaño era considerado centrista, pasa enseguida a ser visto como derechista, o incluso de ultraderecha; lo que ayer decían solo unos cuantos exaltados izquierdistas, pasa enseguida a la izquierda política y, de ahí, al sentido común compartido por (casi) todos. [...]

La izquierda tiene una explicación rápida para este fenómeno: “Claro, tenemos razón, es normal que la sociedad vaya poco a poco dándonosla”. Reconozcamos que muy intelectualmente trabajada tal elucidación no es.

Curtis Yarvin la elabora más. Para él, la izquierda representa la abolición de las normas que nos preservan del caos; la derecha, su conservación y adecuación a los tiempos. ¿Cómo es posible, entonces, que en los últimos doscientos años hayan triunfado quienes han ido eliminando los diques que nos salvaban de la anomía? Esta pregunta exige una respuesta y una aclaración.

La respuesta es que el desarrollo tecnocientífico ha permitido que cosas que antes debían regularse con normas sociales, ahora se puedan desregular. Asfixiar con la almohada a tu madre cuando está enferma y desesperada resulta una opción barajable para muy poca gente; pero si desarrollamos un método que nos permita eutanasiarla de modo más frío (una aguja en el brazo, un líquido transparente, un sanitario predispuesto), se empieza a hacer posible una ley proeutanasia como la que rige en nuestro país. Otro tanto cabe decir de los “avances” a la hora de cometer abortos. Asimismo, a nadie se le oculta que la llegada de los anticonceptivos implicó un cambio de las normas sexuales; o que el desarrollo económico permite ser más laxos con vicios que antes pondrían en jaque la supervivencia de una sociedad; o que las aplicaciones informáticas han cambiado las normas de cortesía que regían entre la gente educada. Cuanto más avance la ciencia y la técnica, veremos cosas que antes nos parecían impensables aceptadas por más y más.» (El Manifiesto)

06/01/2023

O pós-guerra imediato | La postguerra inmediata



«A operação russa na Ucrânia acelera a desterritorialização da produção de energia. Com a escassez que se aproxima, os preços subirão e a União Europeia, o principal país afectado, acelerará a priorização da matriz energética renovável. Dada a incapacidade de acompanhar a procura, o racionamento será necessário. Entretanto, o menor consumo de energia e a substituição de combustíveis fósseis não refrearão a sociedade de consumo, mas torná-la-ão mais miserável. Haverá menos consumo de bens físicos e de menor qualidade. O consumo não diminuirá, mas assumirá uma nova forma, e será virtualizado.

Se as forças do capitalismo global não podem abolir fronteiras, farão com que as limitações por elas impostas deixem de ter importância. Grande parte das actividades de emprego, entretenimento e lazer em geral já começaram a ser desterritorializadas e virtualizadas. O Metaverso, ou seja, um ambiente virtual onde as pessoas interagem através de avatares numa realidade artificial criada por computador, é projectado para substituir cada vez mais a materialidade. Ali são realizadas reuniões de negócios, são compradas parcelas de território virtual, são mantidas vidas "paralelas", os casamentos são celebrados e o "sexo" é feito. A realidade virtual é uma iniciativa com tanta projecção que uma empresa tão importante como a Boeing anunciou que começará a construir aviões no Metaverso. Até existem cotações paralelas de criptomoedas, ou seja, abstrai o que já é abstracto. O consumo assume um carácter imaterial de acordo com a filosofia subjacente e a escassez de recursos.

O actual conflito na Ucrânia e a defesa da soberania russa sobre os recursos energéticos acelerou a desterritorialização dos recursos e a virtualização do humano. O caminho tornou-se claro: tornar os recursos energéticos independentes dos territórios, racionar os recursos, empobrecer as populações e contentá-las com uma realidade económica virtual. As multidões amontoadas em hotéis-cápsulas sonharão com paraísos intangíveis, os únicos que poderão visitar. "Eles não terão nada e serão felizes", ou pelo menos sorrirão enquanto tiverem os seus óculos de realidade virtual colocados.»

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«La operación rusa en Ucrania acelera la desterritorialización de la producción energética. Con la escasez en puerta los precios se disparan y la Unión Europea, la principal afectada, acelera la priorización de la matriz renovable. Ante la incapacidad de mantener la demanda será necesario el racionamiento. No obstante, el menor consumo energético y el reemplazo de los combustibles fósiles no acarreará la desaceleración de la sociedad de consumo sino su miserabilización. Habrá menor consumo de bienes físicos y de peor calidad. El consumo no decrecerá sino que adquirirá una nueva forma, se virtualizará.

Si las fuerzas del capitalismo global no pueden abolir las fronteras harán que las limitaciones impuestas por estas dejen de importar. Buena parte de los empleos, el entretenimiento y las actividades de ocio en general ya han comenzado a ser desterritorializadas y virtualizadas. El Metaverso, es decir un entorno virtual donde las personas interactúan por medio de avatares en una realidad artificial creada por computadora, está concebido para suplir en forma creciente la materialidad. En él se hacen reuniones laborales, se compran parcelas de territorio virtual, se mantienen vidas “paralelas”, se celebran matrimonios y se tiene “sexo”. La realidad virtual es una iniciativa con tanta proyección que una empresa tan importante como Boeing anunció que comenzará a construir aviones en el Metaverso. Este incluso cuenta con cotizaciones paralelas de criptomonedas, es decir abstrae lo ya abstracto. El consumo toma un carácter inmaterial acorde con la filosofía subyacente y la escasez de recursos.

El actual conflicto en Ucrania y la defensa de la soberanía rusa sobre los bienes energéticos ha supuesto la aceleración de la desterritorialización de los recursos y de virtualización de lo humano. Se ha evidenciado el camino trazado: independizar los recursos energéticos de los territorios, racionar los recursos, empobrecer a las poblaciones y contentarlas con una realidad económica virtual. Las multitudes apiñadas en hoteles cápsulas soñarán con paraísos intangibles, los únicos que podrán visitar. “No tendrán nada y serán felices”, o al menos sonreirán mientras tengan colocadas sus gafas de realidad virtual.»

31/12/2022

A manipulação do “sufrágio universal” (e 2) | La manipulación del “sufragio universal” (y 2)



«A biopolítica contemporânea não precisa de chapeladas para obter os resultados eleitorais que interessam àquilo que os anglo-saxões chamam establishment, uma estrutura de poderes ao serviço do Dinheiro que elimina por completo a aventura e a indeterminação dos processos políticos. As eleições são sempre ganhas por quem o Dinheiro determina previamente; e, para ‘convencer’ os votantes, o Dinheiro infiltra-se nas suas consciências e modela as suas opiniões, mediante a criação de climas culturais propícios, mediante análises estatísticas extraordinariamente complexas, mediante o patrocínio das mensagens convenientes, etc. E se todas estas formas de domínio biopolítico se mostrarem insuficientes, pode utilizar ainda instrumentos mais traumáticos, lançando operações de falsa bandeira (por exemplo, provocando uma adesão emotiva aos políticos que recebem cartas armadilhadas) ou silenciando escândalos (como fizeram com os telhados-de-vidro de Hunter, o devasso filho do gagá Biden).

Além desta fraude permanente, existe outra fraude ainda mais intrínseca, inerente ao sufrágio universal directo, que a biopolítica tem sabido explorar com toda a determinação de uma forma maligna e implacável. O voto acaba sempre por levar – como assinalava Castellani – “a uma selecção inversa, ao encobrimento quase infalível dos irresponsáveis e dos inconscientes, à exclusão dos melhores”; porque, aí onde se exalta maniacamente a igualdade, as massas acabam por ver toda a forma de superioridade natural ou adquirida como uma ofensa pessoal que devem combater. Deste modo cumpre-se o terrível desígnio de Bloy: “As eleições constituem, cada vez mais, o testemunho de uma aceleração inaudita, fatal, verdadeiramente simbólica e profética em direcção à pequenez de espírito, à baixeza do coração e à idiotice”. Ultimamente, essa aceleração em direcção à pequenez de espírito, à baixeza do coração e à idiotice, alcançou uma velocidade vertiginosa que o Dinheiro sabe utilizar em seu proveito, mediante instrumentos de domínio biopolítico, que fazem da chapelada uma relíquia tão ultrapassada como risível.»

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«La biopolítica contemporánea no necesita hacer pucherazos para obtener los resultados electorales que interesan a eso que los sajones llaman establishment, un entramado de poderes al servicio del Dinero que elimina por completo la aventura y la indeterminación en los procesos políticos. Las elecciones siempre las gana quien el Dinero determina previamente; y, para ‘convencer’ a los votantes, el Dinero se infiltra en sus conciencias y modela sus opiniones, mediante la creación de climas culturales propicios, mediante análisis demoscópicos extraordinariamente complejos, mediante el patrocinio de los mensajes que le convienen, etcétera. Y si todas estas formas de dominación biopolítica resultan todavía insuficientes, puede utilizar incluso instrumentos más traumáticos, lanzando operaciones de falsa bandera (por ejemplo, provocando adhesiones emotivas hacia políticos que reciben sobres con balas) o acallando escándalos (como hicieron silenciando las correrías de Hunter, el hijito crápula del gagá Biden).

Además de este fraude permanente, existe otro fraude todavía más constitutivo, inherente al sufragio universal directo, que la biopolítica ha sabido explotar a ultranza de forma maligna e implacable. El voto siempre termina llevando –como señalaba Castellani– “a una selección al revés, al encumbramiento casi infalible de los irresponsables y los inconscientes, a la exclusión de los mejores”; porque, allá donde se exalta maniáticamente la igualdad, las masas terminan viendo toda forma de superioridad natural o adquirida como un agravio personal que deben combatir. De este modo, se cumple el terrible designio de Bloy: “Las elecciones constituyen, cada vez más, el testimonio de una aceleración inaudita, fatal, verdaderamente simbólica y profética hacia la pequeñez de espíritu, la bajeza de corazón y la idiotez”. Últimamente, esa aceleración hacia la pequeñez de espíritu, la bajeza de corazón y la idiotez ha alcanzado una velocidad vertiginosa que el Dinero sabe utilizar en su provecho, mediante instrumentos de dominación biopolítica que hacen del pucherazo una reliquia tan viejuna como risible.» (El Manifiesto)

30/12/2022

A manipulação do “sufrágio universal” (1) | La manipulación del “sufragio universal” (1)



«A chapelada, entendida como a alteração do escrutínio dos votos, parece-me uma velharia imprópria dos tempos da ‘biopolítica’ em vigor; as fraudes não se cometem hoje na contagem dos votos, mas mediante mecanismos muito mais subtis, como a ‘gestão das opiniões’ e, mais ainda, das consciências. Dizia Rousseau que a maioria nunca se engana; e Ibsen, saindo-lhe ao caminho, afirmava que a maioria engana-se sempre. Ambas afirmações são uma patranha: a maioria, nos tempos da biopolítica, nem acerta nem se engana, limita-se apenas a fazer o que lhe mandam; ou, dito com mais propriedade, o que a induzem suavemente a fazer, mediante técnicas persuasivas que actuam como uma chuva fina sobre a consciência (técnicas que, evidentemente, nada têm a ver com a tosca propaganda eleitoral de antanho).

Dizia o visionário Léon Bloy há mais de um século que “o sufrágio universal é e imolaçã́o frenética, sistemática e mil vezes insensata da consciência”; tal afirmação, muito ousada para a época, tornou-se hoje uma realidade inquestionável. E para conseguir que as consciências se imolem à maioria, a biopolítica infiltra-se nelas e implanta muito delicadamente opiniões que os implantados crêem ser opiniões próprias. Como nos ensina Edward Bernays na sua obra clássica Propaganda, “a manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões das massas é um elemento fundamental da sociedade democrática”.»

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«El pucherazo, entendido como alteración del escrutinio de los votos, se me antoja una antigualla impropia de los tiempos de ‘biopolítica’ reinantes; los fraudes hoy no se cometen en el cómputo de los votos, sino mediante mecanismos mucho más sutiles, tales como la ‘gestión de las opiniones’ y aun de las conciencias. Decía Rousseau que la mayoría no se equivoca nunca; e Ibsen, saliéndole al paso, afirmaba que la mayoría se equivoca siempre. Ambas afirmaciones son paparruchas: la mayoría, en los tiempos de la biopolítica, ni acierta ni se equivoca, sino que se limita a hacer lo que le mandan; o, dicho con más propiedad, lo que la inducen suavemente a hacer, mediante técnicas persuasivas que actúan a modo de lluvia fina o calabobos sobre la conciencia (técnicas que, por supuesto, nada tienen que ver con la burda propaganda electoral a la antigua usanza).

Decía el visionario Léon Bloy hace más de un siglo que “el sufragio universal es la inmolación frenética, sistemática y mil veces insensata de la conciencia”; tal afirmación, por entonces muy osada, hoy se ha vuelto una realidad incuestionable. Y para conseguir que las conciencias se inmolen a la mayoría, la biopolítica se infiltra en ellas e implanta muy delicadamente opiniones que los implantados perciben como opiniones propias. Como nos enseña Edward Bernays en su clásica obra Propaganda, “la manipulación consciente e inteligente de los hábitos y opiniones de las masas es un elemento fundamental en la sociedad democrática”.

24/12/2022

Dez meses | Diez meses


«A impotência da UE está clara para todo o mundo, menos para a máfia mediática e para os governinhos de brinquedo. Estamos a assistir ao derrube do triunfalismo posterior à Guerra Fria, ao “fim da História” e do unilateralismo. A realidade bate, e bate com dureza. Basta observar o desfile de tagarelas e de “especialistas” que nos meios de comunicação ocidentais falam sobre a loucura de Putin. Como não o compreendem, concluem então que deve estar louco.

O Ocidente, tal como o conhecíamos até agora, acabou. Para lá da confusão, da estupidez, da arrogância, da histeria, das sanções, o Ocidente já não tem mais nada na sua bagagem. Já só lhe resta esvaziar o vodka na sanita, proibir a música e o cinema russo, mudar o nome a uma bebida ou a uma salada, proibir a presença de gatos russos em concursos internacionais, eliminar uma árvore russa de uma competição virtual, apreender o iate de um milionário russo, ou envergar uma camisola azul e amarela. É patético. E, sobretudo, não deixar que qualquer meio de comunicação russo possa instalar a dúvida nos borregos com a sua “desinformação”. É como durante a URSS, mas mais estúpido.

O judo consiste em enganar e utilizar a força do adversário contra ele próprio. Putin, um cinturão negro, levou o Ocidente ao suicídio com o judo. Qual é a conclusão a que se chegará no mundo inteiro? Foi-lhe dito alto e bom som o seguinte: “Colocai o vosso dinheiro nos nossos bancos: podemos confiscá-lo. Colocai os vossos valores no nosso território: podemos roubá-los. Utilizai a nossa moeda: podemos anulá-la. Deixai o vosso iate num porto nosso: podemos pirateá-lo. Deixai o vosso ouro nas nossas caixas-fortes: podemos apoderar-nos dele”. Esta é a mensagem que ecoará em todo o planeta. Esta é uma lição que o mundo não esquecerá. Esta é uma mostra crua e dura de que a “ordem mundial baseada em regras” significa simplesmente que uns estabelecem as regras (que não estão obrigados a cumprir) e que os outros devem limitar-se a obedecê-las.»

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«La impotencia de la UE está clara para todo el mundo, menos para la mafia mediática y gobiernitos como el de Sánchez.
Estamos asistiendo al derrumbe del triunfalismo posterior a la Guerra Fría, al “fin de la Historia” y del unilateralismo. La realidad golpea, y golpea muy duramente. Basta con observar el desfile de parlanchines y de “expertos” en los medios occidentales que hablan de la locura de Putin. Como no lo comprenden, entonces concluyen que debe estar loco.

Occidente, tal como lo conocíamos hasta ahora, se ha acabado. Al margen de la confusión, las estupideces, la arrogancia, la histeria, las sanciones, Occidente ya no tiene más nada en su equipaje. Ya sólo le queda vaciar el vodka en el váter, prohibir la música y el cine ruso, cambiarle el nombre a una bebida o una ensalada, prohibir la presencia de gatos rusos en concursos internacionales, eliminar un árbol ruso de una competición virtual, incautar el yate a un millonario ruso, o ponerse una camiseta azul y amarilla. Es patético. Y sobre todo no dejar que un medio ruso pueda hacer dudar a los borregos con su “desinformación”. Como durante la URSS, pero en más estúpido.

El judo consiste en engañar y utilizar la fuerza del adversario contra éste. Putin, un cinturón negro, ha llevado a Occidente al suicidio con el judo. ¿Cuál es la conclusión a la que se llegará en el mundo entero? ¿Qué le ha dicho Occidente al mundo entero? Les ha dicho alto y fuerte los siguiente: “Colocad vuestro dinero en nuestro bancos: lo podemos confiscar. Colocar vuestros valores sobre nuestro territorio: los podemos robar. Utilizad nuestra moneda: podemos anularla. Dejad vuestro yate en un puerto nuestro: lo podemos piratear. Dejad vuestro oro en nuestras cajas fuertes: podemos apoderarnos de él”. Este es el mensaje que resonará en todo el planeta. Esta es una lección que el mundo no olvidará. Esta es una muestra cruda y dura de que el “orden internacional basada en reglas” significa simplemente que unos establecen las reglas (que no están obligados a cumplir) y que los demás deben limitarse a obedecerlas.» (Alerta Digital 4.4.22 e sempre actual)